sábado, 31 de janeiro de 2015

Homens de Preto (MiB) teriam aparecido em aeroporto argentino: fato, farsa ou erro de identificação?!

O fato aconteceu em um ensolarado domingo de inverno, em 24 de junho de 2012, por volta das 10h da manhã, na cidade de San António de Padua de la Concordia, na província argentina de Entre Rios (mapa abaixo) , no Aeroporto Comodoro Pierrestegui. Várias pessoas que estavam no local testemunharam como positivos e verdadeiros os fatos descritos nesta postagem.


(Há algum tempo publicamos um artigo neste blog falando sobre a história dos “homens de preto”, conhecidos popularmente nos Estados Unidos como “men in black”, ou “MiB”)

Algumas testemunhas recearam acabar sendo ridicularizadas pela imprensa e pela população argentina, então contaram aos ufólogos e demais especialistas utilizando nomes fictícios, como é o caso de Claudia, que contou: “Eu e meu marido observamos um ‘homem de preto’ como os ‘MiB’ junto a um pequeno avião estacionado no pátio de embarque e desembarque deste pequeno aeroporto sem tanta importância para o fluxo de passageiros argentinos”.


De acordo com todas as dezessete testemunhas ouvidas, o homem chamou a atenção não apenas por suas vestes, mas porque era extremamente alto, medindo mais de dois metros de altura, rosto fino, pernas e braços igualmente longos, cabelos cortados e vermelhos, pele muito branca, usava óculos escuros com lentes redondas e seus movimentos pareciam mecanizados, caminhando em passos curtos e robotizados.

Nas palavras das testemunhas, não veio em nenhum automóvel: surgiu do nada, próximo a uma pista de aeronaves carregando duas maletas, uma em cada mão. Aproximando-se de um pequeno avião, colocou dentro dele as maletas e, então, toda a cena simplesmente desapareceu (o homem, o avião, o automóvel).

A ufóloga argentina Silvia Simondini ouviu todas as dezessete testemunhas, desde funcionários do aeroporto a funcionários das pequenas empresas aéreas e civis que estavam ali para transporte. Silvia Simondini passou a investigar o caso e descobriu que as pessoas, mesmo sem se conhecerem, contaram a mesma história com a mesma riqueza de detalhes. Segundo a ufóloga argentina, um detalhe chama atenção: “De acordo com o operador da torre de controle de voos, naquele dia o aeroporto registrou somente uma decolagem, de um avião que seguia para Córdoba, e não era um avião particular; e esse controlador de voo também viu esse pequeno avião ali, mas não há registros de pousos e decolagens dele”, aponta.


Com medo de ter havido alguma espécie de falha mecânica nos equipamentos antigos deste pequeno aeroporto, a investigadora foi até o centro de controle aéreo central, em Buenos Aires, e descobriu que realmente naquele aeroporto interiorano, naquele dia, só houve um voo às 13 horas para Córdoba. Horário diferente das 10 horas da manhã do que relatam as testemunhas do “homem de preto argentino”.

Após ter este panorama, Silvia deu entrevista a uma rádio local comentando o fato incidental. O radialista Matías Hojeman decidiu ir à polícia e fez um boletim de ocorrência sobre o fato, alegando que a população da pequena cidade poderia estar correndo um perigo desconhecido. Isso fez o caso tornar-se regionalmente um grande sensacionalismo jornalístico.

Em entrevista a um grande jornal da província de Entre Rios, a ufóloga comentou porque tentou investigar o caso com maior afinco: “Em 1998, tivemos um caso extremamente idêntico a este, com o mesmo personagem, mas na cidade de Victoria. Parece que está acontecendo no mundo inteiro porque este ‘homem’ é visto em pequenos aeroportos em várias partes do planeta São pessoas [os ‘homens de preto’] que não mantêm contato com os seres humanos e destacam-se pela aparência e modo de andar bem comuns e misteriosos. Não sabemos muito sobre eles mas estão relacionados com algo extraterrestre. Frequentemente estão associados às apariçãos de objetos voadores não identificados. Suspeitamos que se utilizam até de hologramas para criar a ilusão de uma realidade para esconder o que de fato está ocorrendo”.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Erupção do Krakatoa: a tragédia climática que mudou a vida do Homem em todo planeta...

No dia 27 de agosto de 1883, a Ilha de Krakatoa, localizada no Estreito de Sunda, entre as ilhas de Sumatra e de Java, na Indonésia, na época colônia do neoimperialismo holandês, Simplesmente desapareceu quando o vulcão de mesmo nome, no monte Perboewatan – supostamente extinto – entrou em erupção. É considerada a pior erupção vulcânica da história, e que maiores danos causou. Danos estes colocados como os de maior peso em vários acontecimentos históricos nos cinco continentes, nos sete mares.


Segundo relatos, a sucessão de erupções e explosões durou 22 horas e o saldo foi de mais de 36 mil mortos. Sua explosão atirou pedras a aproximadamente 27 quilômetros de altitude e o som da grande última explosão foi ouvida a cinco mil quilômetros, na ilha de Rodrigues, tendo os habitantes ficado surpresos com o estrondo, supondo significar uma batalha naval. O barulho chegou também até a Austrália, as Filipinas e a Índia.

Os efeitos atmosféricos da catástrofe, como poeira e cinzas circundando o globo, causaram estranhas transformações na Terra, como súbita queda de temperatura e transformações no nascer e pôr do Sol por aproximadamente 18 meses e levando até anos para voltar ao normal. Todas as formas de vida animal e vegetal da ilha foram destruídas. Por causa das explosões, vários tsunamis ocorreram em diversos pontos do planeta. Perto das ilhas de Java e Sumatra, as ondas chegaram a mais de 40 metros de altura.


A cratera do vulcão era monstruosa, possuía aproximadamente 16 quilômetros de diâmetro. O vulcão não parou de cuspir lava e houve ainda outras erupções durante todo o ano. Antes da erupção, a ilha possuía quase dois mil metros de altitude, mas após a erupção a ilha foi riscada do mapa, tendo-se um lago formado na cratera do vulcão, onde hoje vivem várias espécies de plantas e pássaros.

Atualmente, na região da cratera, há uma nova formação rochosa em andamento chamada Anak Krakatau, “Filho do Krakatoa” em indonésio, que já possui mais de 800 metros de altura, sendo que a cada ano aumenta cinco metros aproximadamente, podendo haver mudanças.


Efeitos das estrondosas e escandalosas explosões...
Além de as explosões produzidas pelo Krakatoa terem levado a um barulho estrondoso em várias partes do mundo, a milhares de quilômetros de distância do ponto nevrálgico da situação, os cientistas dizem que, muito provavelmente, o tsunami mais destrutivo registrado na história originou-se da explosão do vulcão, em uma série de quatro explosões que espalharam cinzas pelo mundo e geraram uma onda sentida nos oceanos Índico e Pacífico.

O escritor Simon Winchester descreveu o evento como “o dia em que o mundo explodiu”. Livros de história contam como uma série de grandes ondas tsunami, algumas com altura de quase 40 metros acima do nível do mar, mataram mais de 36 mil pessoas em cidades e aldeias costeiras ao longo do Estreito de Sunda. A maioria das vítimas foi morta pelo tsunami e não pela erupção que destruiu dois terços da ilha. Ondas tsunami geradas pela erupção foram observadas em todo o Oceano Índico, no Pacífico, na costa oeste dos Estados Unidos, na América do Sul e até mesmo no Canal da Mancha. Elas destruíram tudo em seu caminho e levaram para a costa blocos de corais de até 600 toneladas.


Um navio que se encontrava próximo à área do Krakatoa foi arrastado terra adentro, tendo sua tripulação morrido. De acordo com Winchester, corpos apareceram em Zanzibar e o som da destruição da ilha foi ouvido na Austrália e na Índia.

De acordo com os meteorologistas, as cinzas do Krakatoa fizeram a temperatura na Terra cair de 1°C a 2°C, o que comprometeu totalmente o regime de chuvas em todo planeta, levando a uma seca na Europa e comprometendo a agricultura, levando a mais fome e miséria entre os pobres. Foi por isso que neste período da história vamos observar uma série de ondas migratórias de europeus para os Estados Unidos, Brasil, Argentina, África do Sul e Austrália.

Futuro do Anak Krakatoa...
Cientistas afirmam que a nova formação (vulcão) Anak Krakatoa pode ser ainda muito mais poderosa que o antigo Krakatoa. Com a antiga explosão, os três montes foram transformados em um só, criando uma caldeira que chega a 50 quilômetros subterrâneos. Um gigantesco depósito de lava.

Acredita-se que se Anak Krakatoa atingir altura próxima à de seu pai e se uma nova grande erupção daquela dimensão acontecer, parte da população mundial e grande parte de toda a fauna e flora pode morrer. Ele ainda é um vulcão extremamente ativo e quase sempre é colocado em estado de alerta nível 2. Os cientistas não sabem afirmar quando ele vai entrar em erupção crítica, mas já disseram que vai acontecer.


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Luzes de terremotos e tsunamis: você já ouviu falar nesse estranho fenômeno?! Fato ou farsa?!

Há uma situação sobre terremotos e tsunamis que muitas pessoas não sabem e nunca ouviram falar. Há séculos, avistamentos de luzes no céu momentos antes dos grandes terremotos e tsunamis são relatos comuns, mas pouco pesquisados pela comunidade científica. Existe até um verbete da Wikipédia em inglês sobre o fenômeno, chamado de “earthquake lights”, e segundo ele, essas luzes no céu são avistadas próximas a áreas de atividade sísmica ou tectônica e erupções de vulcão. No episódio do fortíssimo tsunami de 2004, que varreu países da Ásia e da África, muitas pessoas relataram terem visto luzes no céu horas antes do ocorrido.

Fenômenos como esse são pratos cheios para os teóricos da conspiração e ufólogos, especialmente porque durante muito tempo a ciência foi incapaz de explicar o que eram aquelas luzes no céu que previam alguns desastres naturais. As luzes, de acordo com os relatos, costumam ter formatos semelhantes aos de auroras, frequentemente são azuladas – mas também se manifestam com um espectro de cores mais variável – e ficam visíveis por períodos de tempo que variam de segundos a dezenas de minutos. Em 2010, o terremoto que atingiu o Chile foi precedido por luzes azuladas no céu parecidas com relâmpagos.



Há na internet vários vídeos mostrando essas luzes de terremotos. Há um vídeo mostrando luzes coloridas no céu cerca de meia hora antes do terrível terremoto que, em 2008, destruiu a região de Sichuan, na China. Verdadeiros ou não, o que importa é que a ciência já reconheceu os fenômenos como verdadeiro, mas pelo menos até recentemente, não era capaz de explicá-los. Mas um estudo publicado na revista “Nature” promete trazer a solução para o mistério.

O geólogo Robert Thériault, do Ministério de Recursos Naturais do Canadá, avaliou dezenas de relatos considerados confiáveis sobre as luzes que datam desde 1600 até os dias de hoje para encontrar padrões e semelhanças. Ele descobriu que 63 dos 65 avistamentos relatados foram feitos perto de falhas geológicas, que nada mais é que uma “fratura” ou descontinuidade no volume da rocha. Durante abalos sísmicos, os dois lados dessa fartura entram em fricção, e o estudo sugere que esse estresse produz cargas elétricas que podem interagir com a atmosfera e gerar as luzes.



A ideia é que esse conhecimento se espalhe e ajude a salvar vidas. Se todo mundo soubesse que luzes esquisitas no céu podem anunciar um terremoto ou uma erupção vulcânica, talvez haja tempo de se abrigar em um lugar seguro. Ainda que frequentemente elas sejam avistadas minutos antes ou mesmo durante os abalos sísmicos, muitos relatos também dão conta de cores no céu até mesmo algumas horas antes dos terremotos.

Em pelo menos um dos casos pesquisados, a luz emanada antes de um terremoto foi usada como sinal de alerta, segundo o estudo. Próximo de L’Aquila, na Itália, em abril de 2009, um homem viu luzes brancas refletindo em seus móveis da cozinha nas primeiras horas da manhã e tirou sua família de casa, por segurança. Duas horas depois, um grande terremoto abalou a região.

A esperança é que este primeiro estudo possa fazer o que a meteorologia, com o tempo de estudos chegou até nossos dias. Poder prever o clima e também a possibilidade de terremotos e alertas de tsunamis horas antes de estes ocorrerem. Apesar de ser um sonho ainda distante, o primeiro passo para a desbanalização do mito Ovni já foi dado.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Você já ouviu falar nos “meninos-peixe” do Peru?! Fato ou farsa?!

Na cidade de Pucallpa, localizada na província peruana de Coronel Portillo, três irmãos – Samuel, Jesús e George, com 9, 11 e 13 anos de idade – sofrem de uma condição genética extremamente rara e assustadora chamada ectodermia (Síndrome de Christ-Siemens-Touraine ou Displasia ectodérmica hipohidrótica), que os obriga a permanecerem dentro da água para evitar danos à saúde, principalmente à pele, ou então podem acabar morrendo.

A cidade onde eles moram fica no coração da Amazônia Peruana e é muito quente e úmida, fazendo mal a qualquer pessoa que não esteja acostumada ao clima equatorial. Está também localizada próxima à fronteira do Brasil, na borda com o Acre.


Em consequência de uma das características mais nefastas dessa diferença genética, os meninos não têm glândulas sudoríparas (ou, quando os portadores têm elas tais glândulas são atrofiadas, não funcionam). Eles não suam e, por isso, devem ser mantidos em temperaturas abaixo de 20ºC. Nessa condição, residindo em uma região na qual as temperaturas chegam facilmente a 30ºC, os garotos precisam ser molhados a cada dez minutos para poder sobreviver.

A rotina dos meninos chega a ser parecida com a de qualquer criança, mas só em termos. Frequentam a escola com o auxílio de baldes de água colocados próximos a cada um deles, necessários para manter a umidade que não produzem e que, evaporando-se, deveria refrescar e ajudando o metabolismo a manter a temperatura do corpo. Além disso, não podem correr porque isso seca a pele e aumenta sua temperatura. Durante a noite, devem acordar de tempos em tempos para se refrescarem, ou então dormem, os três, numa piscina de plástico.

Além disso, como não suam, os meninos ficam privados desse importante agente de eliminação de toxinas deletérias ao organismo: a sudorese. Em Pucallpa, são conhecidos como os “meninos-peixe”. Olivia Oré, mãe das crianças conta: “Meu bebê chorava muito e eu não sabia o porquê, mas, ao molhar sua cabeça, ele dormiu”. Os três garotos, de idades diferentes, padecem do mesmo mal. Quando vão passear em terra a mãe tem de levar recipientes com água para mantê-los frescos. O casal (o pai, Olímpio Oré) tem duas outras filhas que não portam a anomalia porque esta somente é transmitida a indivíduos do sexo masculino.

A divulgação do caso mobilizou as autoridades da região, especificamente, a Defensoría Municipal del Niño y Adolescente (DEMUNA) de Pucallpa, que disponibilizou todo apoio às crianças. Os garotos foram levados para a capital do país, Lima, onde, no Instituto Nacional de Salud del Niño, poderão receber cuidados mais adequados. O representante do DEMUNA informa que eles não tinham identificação (documentos) então, providenciaram a papelada para que eles tenham acesso ao seguro de saúde integral do país. Os médicos disseram que eles precisam de tratamento especializado.

O ator norte-americano Michael John Berryman (foto abaixo) também é portador da mesma displasia que os meninos-peixe do Peru. Ele desenvolveu uma carreira como ator, trabalhando, geralmente em filmes e séries de terror e ficção científica como “Star Trek: The Next Generation” e “Arquivo X”.


A ectodermia produz malformações na pele, como escamas de peixe e os portadores dessa mutação precisam manter-se em constante contato com a água para sobreviver. Os principais sintomas dessa estranha condição são: ausência de suor, queda de cabelo e má formação dos dentes, que são pontiagudos.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A história do Jack o’Lantern, a abóbora mais famosa do Halloween...

Quem conhece o mínimo de cultura e folclore dos Estados Unidos, sabe muito bem que o Halloween, ou Dia das Bruxas, é uma data muito importante por lá. Há várias abóboras com caras monstruosas enfeitando os jardins, e elas são conhecidas popularmente por vários nomes: Jack o’Lantern, Stingy Jack, Jack Smith ou Drunk Jack. No post de hoje vamos conhecer um pouco sobre a história deste interessante personagem.


Como diz a lenda, há vários séculos, perambulava entre as ruas de cidades e vilas na Irlanda um bêbado conhecido como Jack Smith. Jack era conhecido em toda a parte como um embusteiro, manipulador e outras péssimas qualidades. Em uma noite fatídica, o diabo ouviu sobre as maldades de Jack. Insatisfeito (e com inveja) dos rumores, o diabo foi até a Irlanda para descobrir por si mesmo se Jack merecia ou não ficar vivo.

Típico de Jack, ele estava bêbado e vagando pelos campos à noite, quando ele se deparou com um corpo em seu caminho. O corpo tinha uma careta estranha em seu rosto, e era o diabo. Jack percebeu na hora que este seria o seu fim; o diabo tinha finalmente chegado para recolher sua alma malévola. Jack fez um último pedido: pediu ao demônio que o deixasse beber antes de ele partir para o inferno. Não encontrando nenhum motivo para não consentir o pedido, o diabo levou Jack ao bar local e lhe forneceu muitas bebidas alcoólicas. Após a saciar sua sede de álcool, Jack pergunta se o diabo poderia pagar a conta do bar. Então, convenceu-o a se transformas em uma moeda de prata para que pudesse pagar a conta. Astutamente, Jack colocou a moeda (na verdade o demônio) em seu bolso, que continha também um crucifixo. A presença do crucifixo impediu que o diabo fugisse de sua forma. Coagido, o demônio teve que aceitar a exigência de Jack: em troca da liberdade do diabo, ele só poderia ter a alma de Jack em 10 anos.


Dez anos depois da data em que Jack enganou o diabo, ele se viu novamente na presença do demônio. Mesmo com o acordo de antes, Jack consentiu que era a sua hora de ir para o inferno para sempre. Com o diabo preparado para levá-lo ao submundo, Jack pergunta se ele poderia comer uma maçã para alimentar sua barriga faminta. Tolamente, o diabo mais uma vez atendeu a esse pedido, e então subiu nos galhos de uma macieira nas proximidades. Jack, muito esperto, colocou em torno da base da árvore vários crucifixos. O diabo, frustrado com o fato de que ele foi aprisionado novamente, exigiu a sua libertação. Assim como Jack fez antes, ele fez uma exigência: que sua alma nunca seria tomada pelo demônio. O diabo concordou e foi libertado.


Eventualmente, a vida adulterada e instável teve seus efeitos sobre Jack, pois morreu do jeito que viveu. Porém, logo após a sua morte, ele se deparou diante das portas de São Pedro. Entretanto, como a vida de Jack fora simplesmente uma bebedeira infindável, ele não foi aceito no céu. Jack, triste, foi aos portões do inferno e pediu para entrar no submundo. O diabo, cumprindo sua obrigação com Jack, não poderia ter sua alma. Para assombrar os outros, o demônio deu a Jack uma lanterna feita com nabo oco e carvão, e marcou-lhe como um habitante do submundo. Daquele dia em diante, até a eternidade, Jack está condenado a vagar no mundo entre o bem e o mal, com apenas a lanterna do diabo para iluminar seu caminho.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Considerações sobre a colônia perdida de Roanoke, nos Estados Unidos: fatos e farsas...

A colônia de Roanoke, na Ilha de Roanoke, no condado de Dare, na atual Carolina do Norte, foi um empreendimento financiado e organizado por Sir Walter Raleigh (foto abaixo) em fins do século 16 para estabelecer um assentamento inglês permanente na colônia da Virgínia. Entre 1585 e 1587, grupos de colonos foram deixados ali com este intuito, todos os quais ou abandonaram a colônia ou desapareceram. O último grupo desapareceu após um período de três anos passado sem suprimentos vindos da Inglaterra, o que levou ao surgimento de um mistério que perdura até os dias de hoje, conhecido como “A colônia perdida”. A principal hipótese é que os colonos foram absorvidos por uma das populações indígenas locais, embora também possam ter sido massacrados, pelos espanhóis ou pelos índios powhatan.


1. Sir Walter Raleigh havia recebido uma carta régia da rainha Elizabeth para a colonização da região da América do Norte conhecida como Virgínia. A carta especificava que Raleigh tinha dez anos para estabelecer um assentamento na América do Norte ou perderia os direitos de colonização. Raleigh e Elizabeth pretendiam que o empreendimento provisse riquezas do Novo Mundo e uma base a partir da qual seriam enviados corsários para interceptar os navios carregados de tesouros da frota espanhola.

2. Em 1584, Raleigh despachou uma expedição para explorar a costa oriental da América do Norte em busca de um lugar apropriado. A expedição foi liderada por Phillip Amadas e Arthur Barlowe, os quais escolheram os Outer Banks da moderna Carolina do Norte como ponto ideal a partir do qual poderiam atacar os espanhóis, que possuíam assentamentos ao sul, e continuar fazendo contatos com os índios americanos, a tribo croatana dos pamlicos.

3. Na primavera seguinte, uma expedição colonizadora composta unicamente por homens, muitos dos quais soldados veteranos que haviam lutado para estabelecer o domínio inglês na Irlanda, foi enviada para fundar a colônia. O líder desta tentativa de assentamento, Sir Richard Grenville, ficou encarregado de avançar a exploração da área, estabelecer a colônia e voltar à Inglaterra com notícias sobre o sucesso do empreendimento.

4. O estabelecimento da colônia foi inicialmente postergado, talvez porque a maior parte dos suprimentos alimentícios dos colonos tenham sido arruinados quando a nau-capitânea Tyger encalhou num baixio na chegada aos Outer Banks. Após uma exploração inicial da costa continental e de uma recepção cordial por parte das populações indígenas ali assentadas, os nativos da aldeia de Aquascogoc foram acusados de roubar uma xícara de prata. Numa retaliação despropositada, Grenville ordenou então que a aldeia fosse incendiada.

5. Apesar deste grave incidente e da falta de comida, em agosto de 1585, Grenville decidiu deixar Ralph Lane e 107 homens para fundar a colônia inglesa no norte da Ilha de Roanoke, onde um forte havia sido construído. Prometeu retornar em abril de 1586, com mais homens e suprimentos.

6. Em abril de 1586, Grenville não apareceu, e o comportamento beligerante do ingleses (que faziam reféns e roubavam a comida dos índios) já havia despertado grande hostilidade entre as tribos vizinhas. Rumores davam conta de que Wingina, cacique da tribo de Roanoke, planejava atacar os colonos antes que estes roubassem seus suprimentos; ao tomar conhecimento disto, Lane resolveu agir primeiro.

7. Em junho, os colonos receberam a visita da frota de Sir Francis Drake, que havia feito uma pausa para descanso após uma bem-sucedida incursão às bases espanholas no Caribe e na Flórida. Drake ofereceu um barco, o Francis, e um mês de suprimentos para que os colonos retornassem à Inglaterra. Lane não parecia muito propenso a partir e, a princípio cogitou em mandar de volta somente os doentes. Todavia, uma grande tempestade (talvez um furacão) atrapalhou os planos de Drake e dos colonos, dispersando a frota e fazendo com que o Francis fosse arrastado para alto-mar. Drake, então, ofereceu um segundo navio, o Bonner, grande demais para navegar pela enseada, e Lane então decidiu que era hora de partir. Assim, em 18 de junho de 1586, terminou de forma confusa a primeira tentativa de colonização.

8. Três homens foram deixados para trás e se tornaram os primeiros “colonos perdidos”. Quando Grenville finalmente chegou, duas semanas mais tarde, com suprimentos e 400 homens, a colônia foi encontrada deserta. Grenville decidiu não deixar um grande contingente, e destacou apenas quinze homens para garantir a presença inglesa na região e proteger os direitos de Raleigh sobre a Virgínia.

9. Em 1587, Raleigh decidiu enviar outro grupo de colonizadores. Desta vez, seus planos eram muito mais ambiciosos e ele pretendia fundar não mais uma colônia, mas uma cidade: a Cittie of Ralegh, oficialmente constituída em 07 de janeiro de 1587. Em número de 115, incluindo 16 mulheres e nove meninos, os novos colonos eram pessoas que haviam investido no projeto ou que haviam se vinculado ao mesmo com suas famílias, em troca de 500 acres de terra e participação na administração da colônia.

10. Liderados por John White, um artista e amigo de Raleigh que havia acompanhado as expedições anteriores a Roanoke, o novo grupo tinha por incumbência substituir os quinze homens deixados por Grenville no ano anterior, e encontrar um local de assentamento mais ao norte, na Baía de Chesapeake, onde navios de grande porte pudessem atracar. A bordo do Lyon, embarcação de quase 120 toneladas de capacidade e acompanhados por uma pinaça e um barco rápido, o grupo deixou a Inglaterra em 08 de maio de 1587. O barco rápido desapareceu numa tempestade, ao largo da costa de Portugal. Em 16 de julho, avistaram o continente (mas fora da localização correta, por erro do piloto da frota) e em 22 de julho, finalmente chegaram a Roanoke.


11. Ao desembarcar da pinaça na Ilha de Roanoke, acompanhado por 40 homens, John White esperava fazer contato com os quinze homens de Grenville e depois velejar para o norte em busca de um bom local para estabelecer a Cittie of Ralegh. Todavia, depararam-se com o forte devastado e nenhum sinal de seus habitantes, exceto o esqueleto de um deles. Pouco tempo depois, o barco rápido desaparecido na costa de Portugal chegou à ilha.

12. Cerca de uma semana após a chegada dos ingleses, um dos colonos, George Howe, foi morto numa emboscada enquanto pescava. Foi então organizada uma patrulha de vinte homens, chefiados por Edward Stafford e acompanhada do índio croatano Manteo, intérprete do grupo. O grupo dirigiu-se para a Ilha Croatoan, lar de Manteo, em busca de pistas sobre os culpados pelo crime. Ali, os croatanos informaram a Stafford que Howe havia sido morto por membros da tribo de Wingina. Como represália, Stafford e doze dos seus homens atacaram a aldeia de Dasamonquepeuc. Só tardiamente tomaram ciência de que os roanokes haviam fugido após o assassinato, temendo a reação dos ingleses, e que os croatanos haviam ocupado a aldeia, para colher o milho abandonado pelos fugitivos.

13. Curiosamente, o índio Manteo culpou o próprio povo por não ter alertado os ingleses para esse possível mal-entendido, e, por sua lealdade, em 13 de agosto de 1587, ele tornou-se simultaneamente o primeiro ameríndio batizado pelo Protestantismo, e também a primeira pessoa a receber um título de nobreza inglês no Novo Mundo, tendo sido nomeado por Sir Walter Raleigh como Lorde de Roanoke e de Dasamonquepeuc. Em 18 de agosto de 1587, outro acontecimento trouxe alegria à colônia: o nascimento da primeira criança de pais ingleses no Novo Mundo, Virginia Dare, filha de Elinor White Dare e neta de John White.

14. Em 22 de agosto, um mês depois da chegada, tornou-se claro que a colônia, para subsistir, precisaria de mais suprimentos com urgência. Alguém teria de voltar à Inglaterra para providenciar isso, e, após um pedido por escrito assinado em peso pelos colonos, John White teve de assumir a empreitada. Antes de partir, porém, combinou com os colonos que, caso estes necessitassem abandonar o forte em virtude de um ataque, deveriam gravar o destino planejado e uma cruz-de-malta numa árvore, para orientar um eventual grupo de resgate. Finalmente, em 25 de agosto, ele zarpou de volta para casa.

15. Cruzar o Atlântico em época tão avançada do ano era um risco considerável, conforme exposto pelo piloto Simon Fernandez. Além disso, quando a frota chegou aos Açores, dos quinze marujos do barco rápido, apenas cinco estavam em condições de trabalhar. A bordo do Lyon, para desespero de White, o piloto Fernandez também parecia não ter a menor pressa de chegar à Inglaterra, preferindo passar algum tempo procurando navios espanhóis para saquear. Apesar das péssimas condições de navegação, White preferiu arriscar-se e seguir com o barco rápido, o qual somente em meados de outubro chegou às costas da Irlanda.

16. Mesmo após chegar à Inglaterra, as provações de White não terminaram. A ameaça da Invencível Armada de Filipe II da Espanha inviabilizou o envio imediato de uma frota de resgate. Embora White houvesse conseguido seis barcos pequenos, apenas após uma longa espera de quatro meses as duas embarcações menores, a barca Brave de 30 toneladas e a pinaça Roe, de 25, foram consideradas inadequadas para o plano de defesa da Inglaterra e liberadas para partir. Todavia, o Brave envolveu-se em combate contra navios franceses maiores e foi obrigado a retornar ao porto de origem. Pouco depois, o Roe tomou o mesmo rumo.

17. A batalha contra a Invencível Armada foi fatal para a ideia de um retorno rápido a Roanoke. Apenas em 15 de agosto de 1590, três anos após sua partida, White pisou novamente nos Outer Banks. No dia seguinte, os ingleses avistaram uma coluna de fumaça saindo da ilha, e supuseram que se tratava de um sinal feito pelos colonos. Todavia, não foi encontrado nenhum vestígio deles ao longo da costa. Em 18 de agosto, aniversário de Virginia Dare, os ingleses chegaram ao local da colônia. Num dos troncos da paliçada que cercava o forte, havia sido gravada a palavra “CROATOAN”, e “CRO”, numa árvore próxima, mas sem a cruz-de-malta que indicaria um ataque inimigo. No interior da paliçada, as casas haviam sido derrubadas e havia uma grande quantidade de implementos metálicos espalhados pelo chão, já cobertos pelo mato.

18. White pretendia velejar até a Ilha Croatoan para verificar se os colonos realmente estavam lá, mas problemas com as embarcações e a ameaça de uma grande tempestade inviabilizaram seu propósito. No dia seguinte, a frota levantou âncora de volta à Inglaterra. White jamais retornou a Roanoke.

19. O fim da colônia de 1587 permanece um mistério, e existem várias hipóteses sobre o destino dos colonos. A principal delas é que eles se dispersaram e foram absorvidos ou pelos índios da região, croatanos ou hatteras, ou por algum outro povo algonquino; teoricamente, isto ainda poderia ser comprovado através de análises de DNA.

20. Em “The lost colony in fact and legend”, de F. Roy Johnson, o co-autor Thomas C. Parramore escreveu: “A evidência de que alguns dos colonos perdidos ainda estavam vivos por volta de 1610 em território Tuscarora é convincente. Um mapa do interior da região do que agora é a Carolina do Norte, desenhado em 1608 por Francis Nelson, residente em Jamestown, é o testemunho mais eloquente neste respeito. Este documento, o assim chamado ‘Mapa Zuniga’, informa que ‘4 homens vestidos com roupas que vieram de roonock’ ainda estavam vivos na cidade de Pakeriukinick, evidentemente um sítio iroquês no Neuse.” Também diz que “por volta de 1609 havia rumores em Londres sobre ingleses de Roanoke vivendo sob o comando de um chefe denominado Gepanocan e aparentemente em Pakerikinick. Foi dito que Gepanocan mantinha quatro homens, dois garotos e uma jovem donzela de Roanoke como artesãos”.


21. Em 10 de fevereiro de 1885, o deputado Hamilton McMillan obteve a aprovação do “Croatan bill”, o qual oficialmente designava a população indígena em torno do condado de Robeson como croatana. Dois dias depois, em 12 de fevereiro de 1885, o “Fayetteville Observer” publicou um artigo a respeito das origens dos índios do condado. O artigo diz declara: “Eles dizem que suas tradições dizem que o povo que chamamos de índios croatanos (embora eles não reconheçam este nome como o de sua tribo, mas somente de uma aldeia, e que eles eram Tuscaroras), sempre foram amigos dos brancos; e encontrando-os empobrecidos e desesperados por jamais terem recebido ajuda da Inglaterra, persuadiram-nos a abandonar a ilha, e rumar para o continente. Eles gradualmente perderam contato com o assentamento original e finalmente fixaram-se em Robeson, quase no centro do condado”.

22. Uma lenda similar afirma que os nativos do condado de Person, Carolina do Norte, são descendentes dos colonos ingleses da Ilha de Roanoke. Com efeito, quando estes índios foram contatados por colonos subsequentes, observaram que os nativos quase falavam inglês e professavam a religião cristã. O grupo também tinha recordações dos bebês nascidos na Ilha de Roanoke e muitos exibiam características físicas dos brancos europeus mescladas com características dos ameríndios. Outros deram um desconto nessas coincidências e classificaram os habitantes do condado de Person como um ramo da tribo saponi.

23. Outros teorizam que a colônia mudou-se em peso e foi destruída posteriormente. Quando o capitão John Smith e os colonos de Jamestown chegaram à Virgínia em 1607, uma das tarefas que lhes haviam sido atribuídas era descobrir o paradeiro dos colonos de Roanoke. Os nativos contaram ao capitão Smith que havia pessoas num raio de cinquenta milhas de Jamestown, que se vestiam e viviam como os ingleses.

24. O cacique Wahunsunacock (mais conhecido como Chefe Powhatan) também falou ao capitão Smith sobre a Confederação Powhatan da Península da Virgínia, e de como esta havia dizimado os colonos de Roanoke pouco antes da chegada dos colonos de Jamestown, porque os ingleses estavam vivendo com os chesepianos, uma tribo que vivia na parte oriental da moderna sub-região de South Hampton Roads e que se recusou a juntar-se à confederação. Evidências arqueológicas encontradas em Great Neck Point, na moderna Virginia Beach, no sítio onde se ergueu a aldeia dos chesepianos, sugerem que essa tribo estava relacionada com os pamlicos, em vez dos powhatans.

25. O Chefe Powhatan alegadamente apresentou vários implementos de ferro ingleses para corroborar sua assertiva. Não foram encontrados corpos, embora houvesse relatos sobre um outeiro funerário indígena na área de Sewell’s Point em Pine Beach, atual região de Norfolk, onde a principal aldeia dos chesepianos, Skioak, pode ter estado localizada.

26. A hipótese tem sido questionada porque, de acordo com “The historie of travaile into Virginia Britanica” (de 1612) de William Strachey, os chesepianos foram eliminados porque os pajés dos powhatan os alertaram que “da Baía de Chesapeake uma nação se levantará, a qual dissolverá e porá fim ao seu império”. Strachey, que chegou na colônia da Virgínia em maio de 1610 com a Third Supply, estava cônscio do mistério dos colonos de Roanoke, mas não fez nenhuma menção a eles no conjunto de seus escritos sobre o destino dos chesepianos nas mãos dos powhatans.

27. Outros ainda especularam que os colonos simplesmente desistiram de esperar e tentaram retornar à Inglaterra por conta própria, perecendo na tentativa. Quando o governador White partiu em 1587, deixou uma pinaça com os colonos e vários barcos pequenos para exploração da costa e mudança da colônia para o continente.

28. Existe quem teorize que os espanhóis destruíram a colônia. Anteriormente, no século 16, os espanhóis destruíram as evidências da colônia francesa em Fort Charles na Carolina do Sul e depois massacraram os residentes de Fort Caroline, outra colônia francesa localizada próxima da moderna Jacksonville, Flórida. Isto, todavia, é improvável, visto que por volta de 1600, os espanhóis ainda estavam procurando a localização da mal-sucedida colônia inglesa, dez anos depois de White ter descoberto que os colonos haviam desaparecido.

29. Em 1998, uma equipe liderada pelo climatólogo David W. Stahle e pelo arqueólogo Dennis B. Blanton usou três cortes de troncos de ciprestes de 800 anos de idade da região da Ilha de Roanoke, na Carolina do Norte, e de Jamestown, na Virgínia, para reconstruir a cronologia de precipitações e temperatura. Os pesquisadores concluíram que os colonizadores da colônia perdida desembarcaram na Ilha de Roanoke no verão do pior período de seca em 800 anos.

30. Os pesquisadores sugeriram que os croatanos que foram mortos a tiros pelos colonos podem ter saqueado a vila abandonada em busca de comida, como consequência da seca. A dramática redução nas fontes de alimentos pode ter ainda forçado os colonos a abandonar Roanoke e tentar a sorte no continente.


31. Em 1998, a East Carolina University organizou o “The Croatoan project”, uma investigação arqueológica dos eventos de Roanoke. A equipe de escavação enviada à ilha descobriu um anel de sinete inglês do século 16, em ouro de 10 quilates (42% de pureza), um mosquete de pederneira e dois farthings de cobre também do século 16 no antigo lugar da capital de Croatoan, a 80 km de distância da antiga colônia de Roanoke.

32. Genealogistas foram capazes de relacionar o leão coroado do sinete à cota de armas dos Kendall e concluíram que o anel muito provavelmente pertenceu a um certo Mestre Kendall que é lembrado como tendo vivido na colônia de Ralph Lane na Ilha de Roanoke, entre 1585 e 1586. Se esse for o caso, o anel representa a primeira conexão material entre os colonos de Roanoke e os nativos da Ilha Hatteras.

33. Desde 2005, uma nova tentativa está em curso através do Lost Colony Center for Science and Research, para usar testes de DNA para provar ou desmentir a afirmação de que alguns sobreviventes da colônia perdida foram assimilados pelas tribos indígenas locais, seja através de adoção ou de escravização. Uma grande porcentagem de sobrenomes dos colonos desaparecidos existe entre membros destas tribos. Além disso, foram descobertas escrituras e testamentos que dão suporte a essa teoria.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Preste João: a história de um rei e de um império fictícios que balançaram as cabeças de muitas pessoas por muito tempo...

Preste João foi um lendário soberano cristão do Oriente que detinha funções de patriarca e rei, correspondendo, na verdade, ao imperador da Etiópia. “Preste” é uma corruptela do francês “Prêtre”, ou seja, “padre”. Diz-se que era um homem virtuoso e um governante generoso. O reino de Preste João foi objeto de uma busca que instigou a imaginação de gerações de aventureiros, mas que sempre permaneceu fora de seu alcance.

No seu reino condensam-se o reino cristão-monofisita da Abissínia e os cristãos nestorianos da Ásia Central. Diz-se também que era descendente de Baltasar, um dos Três Reis Magos. Como notícias palpáveis desse império cristão eram escassas, dilatava-se a fantasia em redor do seu reino: falava-se de monstros (entre os quais os homens com cabeça de cão) etc. O inferno e o paraíso num só território.


No “Livro das maravilhas”, de Marco Polo, Preste João era, na verdade, Ong-Cã, rei dos turcos oengut da Mongólia, pois a Igreja Nestoriana penetrou na Ásia Central e foi até a Manchúria e vários desses povos eram cristãos nestorianos e sacerdotes hereditários. As notícias (em forma de lenda) do Preste João chegavam à Europa pela boca de embaixadores, peregrinos e mercadores, sendo depois confirmadas pelo infante D. Pedro, que viajara “pelas sete partes do mundo”, e ainda pelo seu inimigo D. Afonso, que fizera peregrinação à Terra Santa.

Em 1487, D. João II envia Afonso de Paiva para investigar a localização do mítico reino (que corresponde à atual Etiópia) na tentativa de torná-lo aliado numa possível expedição para a Índia, em fase de planeamento. Embora tenha morrido antes de comunicar o relatório, Pero da Covilhã iria mais tarde completar a sua missão. Foram os relatos de Pero da Covilhã a Francisco Álvares que permitiram saber muito da história que este último descreve no seu livro “Verdadeira informação das terras do Preste João”.

Trajetória do mito...
Em 1145, um bispo armênio de Jabala chega à sede do papado com a notícia da conquista do condado de Edessa pelos muçulmanos. O bispo receava que o ocorrido colocasse em risco as comunidades cristãs do Oriente e apelava para que os cruzados não abandonassem suas posições na Terra Santa. Segundo o religioso, um rei cristão, de nome João, cujo reino se localizava na Ásia, para além da Pérsia, marchava para o Ocidente à frente de um exército que já tinha derrotado vários muçulmanos pelo caminho. Entretanto, atingidos por uma epidemia, o rei e seus homens haviam sido obrigados a retornar a seu país, mas voltariam para salvar o reino cristão de Jerusalém. Tal visita do bispo de Jabala, registrada pelo sacerdote alemão Oto da Frisinga como um episódio verídico que conta sobre um exército muçulmano, em 1141, formado por guerreiros turcos seljúcidas que foi derrotado na Ásia Central, não por um rei cristão, mas pela tribo mongol Kara-kitai oriunda de uma região vizinha à China. Esse grupo era budista, mas a presença de cristãos nestorianos contribuiu para o nascimento da lenda.


A lenda se espalha pela Europa. O anúncio do bispo armênio trouxe à tona cartas supostamente assinadas por Preste João e endereçadas ao Papa Alexandre 3; a Frederico 1, Sacro Imperador Romano-Germânico; ao rei Luís 7 da França; e a Afonso Henriques, rei de Portugal. Essas mensagens asseguravam ao Preste João domínios territoriais que se estendiam às “Três Índias” e a vários outros países, além de dezenas de reinos a ele subordinados, entre os quais as dez “tribos perdidas de Israel”, que Alexandre O Grande teria perdido atrás da muralha de Gog e Magog. Segundo as cartas do Preste João, quando ele partia para a guerra levava com ele dez cruzes de ouro ornadas com pedras preciosas e atrás de cada uma delas marchavam dez mil cavaleiros e cem mil homens a pé.

Ainda segundo as cartas, Preste João dizia ser proprietário de uma fonte da juventude que fazia com que qualquer homem que nela se banhasse voltasse a ter 32 anos e contava que ele próprio, aos 562 anos de idade, havia se banhado muitas vezes naquelas águas. Afirmava também que um reino de Israel lhe enviava, anualmente, um tributo de 200 cavalos carregados de ouro e pedras preciosas.

Essas fábulas eram levadas a sério pelos homens da Idade Média, e quanto mais alimentava a pressão do islã sobre a Terra Santa, mais a crença na existência do Preste João ganhava força na Europa. Ninguém sabia exatamente onde ficava o reino de Preste João. Apenas se supunha que essas terras deviam estar em algum ponto do Extremo Oriente. Para o frei franciscano Giovanni da Pian del Carpine, o rei era Mohammed, o “sultão de Karezm”. O monge e cronista Guilherme de Rubruck afirmava que Preste era o chefe de um grupo mongol, os naimanos. Já Marco Polo acreditava que o misterioso rei era o líder da tribo turca, “ongut”, originária da região nascente do Rio Amarelo.


O “verdadeiro” reino de Preste João...
Com a expansão do império de Gengis Khan no século 12, e com a intensificação dos contatos entre Ocidente e Oriente, monges e mercadores cristãos constataram que o “verdadeiro” reino de Preste João não ficava na Ásia Central, nem no Extremo Oriente, mas na Índia, onde a cristandade europeia passou a procurá-lo. Era a época das antigas comunidades de cristãos indianos, chamados “seguidores de São Tomé”.

A “hipótese indiana” era respaldada por viajantes que afirmavam ter encontrado um soberano cristão no norte da Índia, na corte de Tamerlão. A existência de um império etíope já era conhecida pelos ocidentais graças aos monges africanos que visitavam Jerusalém e às cartas enviadas ao papa “negus”, sacerdote etíope e soberano daquele reino. Esse império também é citado por frei Jordano de Sévérac, bispo da costa do Malabar. Foi quando a ideia de que a Etiópia poderia ser o reino do misterioso Preste João, realçada depois que uma embaixada enviada pelo “negusa nagast” (negus da Etiópia) chegou à corte papal de Avignon ganhou força (1310). Esse movimento reforçou a hipótese da existência, “em algum lugar do nordeste da África”, de um reino em guerra com os muçulmanos. Os europeus queriam se aliar a Preste João para enfrentar os muçulmanos. Havia, porém, dificuldade de localizar o misterioso rei e sacerdote.

Os navegadores portugueses, ao desembarcarem na costa da África (1486) em busca de uma rota para as Índias, ouviram dos “notáveis” do reino do Benin que o grande Rei Ogané, a quem deviam lealdade, reinava a “vinte luas de marcha para o norte, ao sul do Egito”. Ao ouvir esse relato, o rei João 2 de Portugal enviou dois homens ao Rei Ogané, certo de que ele era Preste João. Os lusos Pero de Covilhã e Afonso de Paiva, junto com uma soma em dinheiro, levaram um planisfério para marcarem o local exato do reino misterioso. Em 07 de março de 1487 partiram. Somente Covilhã chegou ao destino. Desembarcou em Zeila, antigo porto etíope, seguindo pelo interior até Gondar. Covilhã foi recebido pelo “negus” Alexandre, Leão de Judá, “Rei dos Reis”.


Assim como Preste João, o imperador etíope governava um reino que no passado havia dominado a costa oriental da África e que, com a expansão do Islã, fora empurrado para o interior do continente e resistiram durante séculos aos ataques muçulmanos. Com a morte do “negus” Alexandre, o seu filho e sucessor, Naod, convidou Covilhã a permanecer no reino. Covilhã aceitou a proposta de receber morada e esposa etíope, com quem teve filhos. Vinte anos depois (1520), uma nova embaixada portuguesa foi enviada à Etiópia. Na partida, Covilhã se recusou a segui-los e permaneceu até a morte, segundo relato de um dos integrantes dessa nova embaixada, o padre Francisco Álvares, em seu “Verdadeira informação das terras do Preste João”. Foi a partir daí (século 16) que o lendário rei deu lugar a um soberano real, aliado aos portugueses na disputa travada com os muçulmanos pelo controle das rotas comerciais do Mar Vermelho.

A aliança, entretanto, era frágil. O exército do rei etíope era equipado com armas brancas. Já os muçulmanos possuíam arcabuzes e canhões fornecidos pelos turcos, que se aproximavam cada vez mais pelo Mar Vermelho. Os portugueses tiveram dificuldade para barrar esse avanço. Os etíopes foram derrotados e obrigados a se refugiar nas montanhas. Ameaçados e sem recursos pedem ajuda aos portugueses que desembarcaram (1541) com uma tropa de 400 homens armados com canhões, comandados por Cristóvão da Gama. Os lusos vencem os muçulmanos, mas são derrotados quando sofrem contra ataque islâmico e perdem metade da tropa, incluindo aí o comandante. Os sobreviventes reuniram então os camponeses etíopes sob o comando do jovem “negus” Galawdewos (Cláudio) e saem vitoriosos sobre os muçulmanos em 21 de fevereiro de 1543.

Numa inversão da lenda, os europeus salvam o Rei Preste João pondo um fim à busca mítica. Na questão da fé, a situação também se inverteu. A inquisição portuguesa enviou jesuítas à Etiópia para averiguar as práticas religiosas do Preste João e qualificou o monarca e seus seguidores de hereges. O “negus”, porém recusou a conversão ao catolicismo. Em 1634, os últimos jesuítas foram expulsos da Etiópia pondo fim a 140 anos de relação amigável entre o império etíope e Portugal.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

“Bloop”: o som mais misterioso do oceano. Você já ouviu falar nisso?!

Durante muitos séculos o ser humano teve uma falsa ideia dos oceanos que envolvem o nosso planeta. Os oceanos Atlântico, Índico e Pacífico eram tidos como enormes piscinas violentas (havia o pensamento de que a Terra fosse plana), onde habitavam seres enormes e monstruosos, capazes de engolir embarcações inteiras. Esse pavor fazia com que poucos aventureiros se arriscassem a navegar muito distante da costa e aumentou enormemente o indício de lendas envolvendo terras magníficas e seres bestiais.

Com a fundamentação da razão e da crítica científica muito do mundo das lendas foi sendo deixado para trás e o Homem passou a se questionar dos valores de si mesmo e da natureza, duvidando até da existência de um Deus que rege a ordem cósmica. No entanto, em 1997, um fato captado no Oceano Pacífico fez a ciência se perguntar o que estaria acontecendo por debaixo de tanta água no maior oceano do planeta. Trata-se do “Bloop”, assunto do post de hoje. De início, vale lembrar que 1/3 do nosso planeta é constituído por mares e oceanos e corpos d’água, mas somente cerca de 10% destes corpos d’água já foram explorados em sua profundeza.


O “Bloop” é o nome de som submarino de frequência ultra-baixa extremamente poderosa, detectado pelo National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) durante várias vezes no verão de 1997, e a sua origem continua sendo um mistério. O som nunca mais foi detectado. Atualmente, atribui-se o fenômeno ao som gerado por icequakes.

A localização de seu rastreamento foi de algo em torno de 50° S 100° W (América do Sul, costa sudoeste) por equipamentos da Marinha dos Estados Unidos originalmente instalados para detectar submarinos nucleares da Rússia. No vídeo abaixo você pode ouvir o som produzido pelo “Bloop”, que assustou a comunidade científica:


Uma afirmação frequente é que ele corresponda ao perfil de áudio de uma criatura viva, sendo que esta visão é majoritarimente ocupada pelas pessoas da área da criptozoologia e não é popular entre os principais cientistas. Se o som veio de um animal, ele teria que ser várias vezes o tamanho do maior animal conhecido na Terra, a baleia-azul.

Teoricamente, o “Bloop” poderia ser produzido por uma máquina. A frequência é possível, mas o volume seria mais difícil de produzir. Um submarino nuclear é uma hipótese possível: quando um submarino submerge, ou ressurge, cumpre ou serve como lastro. O tempo de enchimento desses reatores pode durar entre 30 segundos a um minuto. O som aumentava rapidamente na frequência durante cerca de um minuto e foi de amplitude suficiente para ser ouvida em vários sensores, a uma distância de mais de cinco mil quilômetros.

Há vários casos registrados de sons desconhecidos como o “Bloop” e, assim, o “Bloop” não é um fenômeno único. Atualmente, estudos mostraram haver consistência entre o fenômeno e o som gerado por icequakes. Ninguém pode afirmar, mas muitos criptozoólogos dizem que pode existir uma criatura gigantesca no fundo do mar a espera de ser descoberta.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Você conhece o tratamento médico de diagnósticos conhecido como “iridologia”: fato ou farsa?!

A “iridologia”, “iridodiagnose” ou “irisdiagnose” é uma forma de diagnose (na etmologia: “conhecer através da íris”) na qual a análise de padrões, cores e outras características da íris permite que se conheçam as condições gerais de saúde baseada na suposição de que alterações na íris refletem doenças específicas em órgãos. Os praticantes dessa técnica se utilizam de “mapas da íris” ou ainda “cartas topográficas” que divide a íris em zonas que estão relacionadas a porções específicas do corpo humano. Com a exceção de doenças que também atingem a íris, como intoxicações por cobre, no entanto, não há nenhuma evidência científica que comprove o princípio ou a eficácia do método.

Sabendo quais os órgãos mais fracos, o iridólogo indica a pessoa para o médico especialista que cuida de determinado problema e ainda para outros profissionais da área da saúde como, por exemplo, nutricionistas, fisioterapeutas, naturólogos, dentistas, psicólogos, educadores físicos, entre outros.


O diagnóstico feito por meio da íris...
Uma das metodologias é o da identificação de “lacunas”. As lacunas aparecem na íris como pequenos buracos, covas onde as fibras da íris se separam. Basicamente, quando se observa uma lacuna na íris, pode-se concluir que já existiu ou existe um problema na parte do corpo correspondente a essa lacuna. Através da cor e da profundidade da lacuna consegue-se determinar em que estágio se encontra. O corpo reage a estas lacunas, aumentando a circulação de sangue e linfa no tecido irritado. Quando o sangue e a linfa não consegue chegar ao tecido afetado, os órgãos começam a atrofiar, as lacunas começam a aparecer mais profundas afetando a segunda parte da íris. Desta forma há vários tipos de lacunas e através destes tipos poderia se identificar qual órgão estaria afetado.

Métodos de concepção do diagnóstico da íris...
Iridologistas geralmente usam equipamentos como lanternas, lentes de aumento, câmeras ou lâmpadas de fenda para o exame detalhado da íris. Os achados são geralmente comparados a um gráfico que correlaciona zonas específicas da íris com porções específicas do corpo humano. Os gráficos típicos dividem a íris em 80 a 90 zonas e nem sempre relacionam a mesma porção da íris ao mesmo órgão. De acordo com os iridologistas, detalhes da íris supostamente refletem mudanças específicas nos tecidos dos órgãos. Por exemplo, sinais de inflamação aguda, inflamação crônica e catarral corresponderiam a envolvimento, manutenção ou cura dos órgãos correspondentes à zona da íris afetada.

Outra corrente da iridologia afirma ser possível identificar deficiências nutricionais e de oligoelementos, que causam predisposição ao aparecimento de doenças e podem ser corrigidas antes que as mesmas se desenvolvam. Afirma-se também ser factível determinar como o indivíduo aprende, se expressa, se modifica e como gera seus relacionamentos, desde a infância, dando a oportunidade de agir sobre distúrbios psicológicos.


História do diagnóstico através da iridologia...
O hábito de examinar os olhos de uma pessoa para ajudar a avaliar a sua saúde existe pelo menos desde a Grécia Antiga. A primeira descrição de princípios da iridologia é encontrada na “Chiromatica Medica”, obra publicada em 1665 por Philip Meyen von Coburg. Trinta anos mais tarde, em 1695, mais um livro surgiu, intitulado “Os olhos e seus sinais”, de autoria de Cristian Haertls.

O primeiro uso da palavra “Augendiagnostik” (“diagnóstico do olho”) é atribuído a Ignatz von Péczely, um médico húngaro do século 19. A história mais comum sobre como o método foi criado é a de que Péczely encontrou linhas na íris de um paciente que estava tratando de uma fratura na perna que eram muito semelhantes às de uma coruja cuja pata Péczely havia quebrado anos antes (no entanto, essa história foi desmascarada como falsa pelo sobrinho do mesmo, August von Péczely, no primeiro Congresso Internacional de Iridologia).

Outros nomes importantes na história da iridologia foram o pastor germânico Felke, que no início do século 20 descreveu novos sinais iridológicos, desenvolveu uma forma de homeopatia para doenças específicas e fundou o Instituto Felke; Bernard Jensen, um quiroprata norte-americano que popularizou a prática nos Estados Unidos, defendia o uso de alimentos naturais para desintoxicação de toxinas e dava aulas sobre iridologia, entre outros.


Iridologia e ciência...
Poucos pesquisadores investigaram cientificamente os fundamentos da iridologia. Em um estudo publicado na revista “Medical Hypotheses”, um grupo tentou explicar os parâmetros observados na transparência da íris que distribui luz na “ora serrata” (borda da retina ótica) postulando a chamada “functio ocularis systemica”, baseada na qual tentaram desenvolver o método terapêutico terapia de luz transiridal, mas não houve nenhuma confirmação independente da teoria ou da terapia. Também se tentou desenvolver imagens computadorizadas da íris com o objetivo de aprimorar o diagnóstico.

Alguns estudos procuraram analisar a validade da iridologia como método diagnóstico. Em 1979, um grupo de pesquisadores utilizou dispositivos de 143 pacientes, sendo 95 saudáveis, 24 com doença renal leve e 24 com nefropatia severa, que foram sequencialmente analisados por três iridologistas que separadamente procuraram diagnosticar doença e gravidade. Os diagnósticos foram incorretos na grande maioria dos casos e praticamente não houve concordância entre os iridologistas. Outro estudo com método semelhante, utilizando pacientes saudáveis e portadores de colecistopatia, obteve os mesmos resultados. Em ambos, os iridologistas consentiram em participar do estudo, concordaram com o método e tiveram a possibilidade de excluir as fotografias que considerassem de qualidade insuficiente para avaliação.

No entanto, para os defensores da iridologia, há um documentário divulgado recentemente pelo canal de TV Discovery Home & Health que abordou o tema. Três iridologistas norte-americanos, com trabalhos independentes, analisaram as íris de cinco pacientes: dois saudáveis, um diabético, um aidético e outro com leucemia. Os três iridologistas acertaram nos diagnósticos dos cinco pacientes.


Argumentos favoráveis à prática...
- A Iridologia não é ferramenta de diagnóstico, apenas dá noção da constituição do indivíduo.
- O exame iridológico não é invasivo. A única coisa que os pacientes teriam que tolerar é a luz intensa nos olhos.
- Iridologistas têm uma visão holística da saúde e procuram descobrir desequilíbrios que predispõem ao aparecimento de doenças, podendo recomendar hábitos saudáveis.

Argumentos contrários à prática...
- A iridologia seria um método diagnóstico sem qualquer comprovação científica de eficácia e com evidências científicas suficientes que demonstram a sua ineficácia.
- A íris é uma estrutura que praticamente não se altera durante a vida do ser humano, sendo um dos objetos mais estudados da biometria por essa característica.
- A iridologia não é legitimizada por qualquer efeito placebo decorrente da mesma ou por evidência anedótica.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Ateísmo, deísmo e agnosticismo: quais as principais diferenças entre esses pensamentos religiosos?!

Durante muitos séculos, em diversas sociedades, dizer-se ateu era assinatura de condenação à prisão perpétua, ao degredo ou até mesmo à morte. Sócrates, por exemplo, exímio pai da filosofia clássica, foi condenado à morte sob a acusação de “degenerar as mentes dos jovens e não seguir e venerar os deuses do Olimpo”. Entretanto, o período mais obscuro para o ateísmo e suas vertentes foi entre o final da Idade Média e a Idade Moderna, quando a caça às bruxas colocou no palco da história a Santa Inquisição.

No entanto, muitas pessoas não compreendem quais são as diferenças entre o ateísmo (o ateu), o deísmo (o deísta) e o agnosticismo (o agnóstico). Para o senso comum, todas essas correntes filosófico-teológicas têm um mesmo fundo: renegar a existência de um Deus ou dos deuses, independentemente de religião – não podemos confundir o ateísmo com o anticristianismo e o antissemitismo. Portanto, na postagem de hoje, vamos descrever as principais características destas três correntes de cunho teológico.


1) Ateísmo – A palavra tem origem no grego “a” (prefixo de negação) e “théo” (deus). Seria o pensamento mais radical dentre as três filosofias apresentadas. Assim, o ateísmo prega a não-existência e não-interferência de nenhum deus ou deuses na cultura e na vida dos seres humanos. Para os ateus, não há necessidade de rezarmos e seguirmos religiões (nenhuma delas) porque haveria aí uma perda de tempo e de racionalidade, uma vez que, segundo os ateus, as religiões tolhem a humanidade do raciocínio pleno e do uso total das suas potencialidades em debates éticos que não têm nenhuma conclusão.

2) Deísmo – Palavra que tem origem no latim “dei” (deus). Ao contrário do ateísmo, essa ala da sociologia teológica compreende que não há um deus específico ou vários deuses em separado. Independentemente de religião ou credo, há uma entidade superior, sem nome e sem lacre de validade, que rege as leis universais. O deísmo ganhou força com o advento das filosofias da Nova Era (sobre a Nova Era, recentemente publicamos um artigo neste blog explicando o que ela é especificamente), e após a popularização de filosofias deístas da Índia através de gurus norte-americanos. Assim, um deísta não crê especificamente em Javé, Buda, Shiva, Vishnu, Amaterasu, mas sim crê na existência de uma entidade superior que os seres humanos ainda não conheceram completamente.

3) Agnosticismo – Palavra de origem grega, “a” (prefixo de negação) e “gnósis” (conhecimento, saber). Ou seja, “não sabemos”. De acordo com a filosofia agnóstica, o ser humano é muito incompleto e pequeno para tentar entender através de sua inteligência ínfima a existência, ou não, de um deus, de vários deuses ou de entidades superiores a nós. Assim, o agnóstico prefere se abster da discussão teológica e por isso o nome desta filosofia significa, no grego “não sei” ou “não sabemos”. Por muitas vezes as pessoas se dizem ateias por não conhecerem as nomenclaturas das correntes teológicas, mas não é que ela não creia em Deus, mas ache o assunto controverso demais para debatermos; assim sendo, ela é transformada num ateu, sendo na verdade, sem saber, um agnóstico.


A falta de conhecimento das pessoas faz com que elas não compreendam muito bem essa divisão, e, como dito anteriormente, um indivíduo com pensamentos deístas ou agnósticos pode passar como ateu na sociedade, como se, também, ser ateu fosse um crime de morte e todos os ateus fossem criminosos escondidos e prontos para atacar. Vale ressaltar o pensamento de Samuel Huntington, grande sociólogo do século 20: “De todas as guerras empreendidas pela humanidade, desde seu nascimento, quase todas foram proclamadas e batalhadas na defesa do nome de um deus”.

O objetivo deste post foi resumir, grosso modo, quais as diferenças de pensamentos e atitudes entre um ateu, um deísta e um agnóstico. Sabemos muito bem que há mais detalhes nestes raciocínios e que mereciam maior detalhamento, mas o espaço da postagem não pode ser enorme e há um limite. Fizemos o trabalho de tentar resumir ao máximo possível no que consistem esses pensamentos. Não queremos abrir polêmicas.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Imagem de Edessa: a história do “outro sudário” de Jesus Cristo...

Ao logo de toda história religiosa do Cristianismo aqui no Ocidente, já ouvimos falar no Santo Sudário de Turim (foto abaixo), que foi tema de duas postagens antigas neste blog. De acordo com a tradição, que a Igreja católica ainda não confirmou, o pano composto pelo Santo Sudário de Turim teria sido aquele usado para enrolar o corpo de Jesus Cristo depois de sua crucificação, e milagrosamente pegou as marcas da face e do corpo do Messias cristão.


Hoje vamos conhecer a história do “outro sudário”, desta vez venerado pelas igrejas do Oriente e pelas Igrejas católicas ortodoxas da Grécia, da Rússia, de Israel, do Líbano e do Egito. De acordo com a lenda cristã, a Imagem de Edessa (foto abaixo) é um sudário, tal como o Sudário de Turim, transformado numa relíquia sagrada, na forma de um retângulo de tecido, sobre o qual uma imagem milagrosa do rosto de Jesus está impresso. É também uma das imagens classificadas como acheiropoieta (do grego “não feita pelas mãos”).


Na Igreja ortodoxa da Grécia, a imagem é conhecida como “Mandylion Sagrado”, uma palavra em grego medieval e que não é utilizada em nenhum outro contexto. O “Keramidion” é o nome de um “título sagrado” impresso junto com a face de Cristo e milagrosamente transferido através do contato com o “Mandylion”. Na Igreja ortodoxa, festeja-se este ícone em 16 de agosto, data do translado de Edessa, na Turquia, para Constantinopla (atual cidade de Istambul, também na Turquia).

História da lenda...
De acordo com a lenda, o Rei Abgar, de Edessa, escreveu para Jesus pedindo-lhe para que viesse curá-lo de uma enfermidade. Abgar recebeu uma resposta de Jesus recusando o convite, mas prometendo no futuro uma visita de um de seus discípulos. A lenda foi relatada pela primeira vez no início do século 4 d.C. por Eusébio de Cesareia, que afirma ter transcrito e traduzido a carta em si a partir dos arquivos em siríaco do Rei de Edessa, apesar de não fazer menção à imagem O apóstolo – um dos setenta discípulos – Tadeu de Edessa teria ido a Edessa levando as palavras de Jesus, pelas quais o rei foi milagrosamente curado.

Após o primeiro relato de Eusébio, a imagem aparece novamente em 384 d.C. no relato de Egeria, uma peregrina ou da Gália ou da Hispânia, a quem foi dada a honra de uma visita especial pelo bispo de Edessa, que também lhe forneceu relatos milagrosos sobre o salvamento de Edessa das mãos dos persas e lhe permitiu avaliar em primeira mão transcrições das correspondências entre Abgar e Jesus, devidamente rebuscados e embelezados. Parte dos relatos dela sobre suas viagens, em cartas para o seu convento, sobreviveram. “Ela inocentemente supôs que esta versão seria mais completa que a outra, mais curta, que ela lera numa tradução em sua terra natal, presumivelmente uma trazida para lá por um peregrino ainda mais antigo”. A sua visita, acompanhada ainda de um tradutor, foi completa. O bispo é citado: “Vamos agora ao portão, aonde o mensageiro Ananias chegou com a carta sobre a qual falávamos”. Não há, porém, menção alguma de uma imagem que Egeria tivesse visto durante a sua cuidadosa inspeção de três dias em Edessa e redondezas.


O próximo estágio no desenvolvimento da lenda está na Doutrina de Tadeu, de cerca de 400 d.C., que introduz um pintor da corte na delegação enviada por Abgar até Jesus e que pintou um retrato Dele para levar de volta ao seu mestre: “Quando Ananias, o guardião dos arquivos, conversou com Jesus, por conta de ele ser o pintor do rei, ele pintou um retrato de Jesus com tintas escolhidas e o levou de volta para Abgar, o rei, seu mestre. E quando Abgar viu o retrato, ele o recebeu com grande alegria e o colocou com grande honra num dos palácios reais”.

As últimas lendas da imagem contam que como os sucessores de Abgar reverteram ao paganismo, o bispo colocou a imagem milagrosa dentro de uma parede e colocou uma lanterna brilhante diante dela, selando ambos por trás de um azulejo. A imagem foi novamente encontrada após uma visão, na noite de uma invasão persa. O azulejo foi encontrado com a imagem milagrosamente reproduzido nele e a lanterna ainda brilhava diante do tecido. O bispo de Edessa então se utilizou de fogo no qual óleo que pingava de imagem fora derramado para destruir os persas.


Acredita-se que a imagem teria reaparecido em 525 d.C., durante uma enchente no Daisan, um rio tributário do Eufrates que passava através de Edessa. Esta enchente foi mencionada nas obras do historiador da corte, Procópio de Cesareia. Durante as obras de reconstrução, um tecido com a face de um homem foi descoberto escondido numa parede sob um dos portões de Edessa. Por volta de 544 d.C., quando Procópio de Cesareia relatou a recuperação de Edessa das mãos dos sassânidas, ele atribuiu o evento aos poderes milagrosos da carta enviada de Jesus para Abgar.

O primeiro registro da existência de uma imagem física na antiga cidade de Edessa foi de Evágrio Escolástico, em sua obra “História Eclesiástica” (de 593 d.C., e que reporta um retrato de Cristo, de origem divina) cujos poderes milagrosos ajudaram na defesa de Edessa contra os persas em 544 d.C.

Assim, podemos traçar o desenvolvimento da lenda desde uma carta, sem imagem, em Eusébio, até uma imagem pintada por pintor da corte em Addai; então a um milagre causado por uma carta relatada em Procópio, que se tornou um milagre causado por uma imagem milagrosa criada sobrenaturalmente quando Jesus limpou seu rosto no tecido em Evágrio. Este foi o último e mais recente estágio da lenda que foi aceita na Igreja ortodoxa, a imagem de Edessa que foi “criada por Deus e não produzida pelas mãos do homem”. Esta ideia de um ícone com origens sobrenaturais já foi atribuída a outros ícones ortodoxos.


Eventos posteriores...
O “Mandylion” sagrado desapareceu novamente após os sassânidas terem conquistado Edessa em 609 d.C. Uma lenda local, relatada ao historiador Andrew Palmer quando ele visitou Urfa em 1999, relata que o tecido ou mortalha de Jesus foi atirado num poço no que hoje é a grande mesquita da cidade. A tradição cristã, exemplificada na “Historiarum compendium”, de Georgios Kedrenos, não está de acordo. João Escilitzes recontando como, em 944 d.C., quando a cidade foi sitiada pelo general bizantino João Curcuas, a imagem foi trocada por um grupo de prisioneiros muçulmanos. Nesta época, a imagem foi enviada para Constantinopla, onde ela foi recebida em meio a uma grande festa pelo imperador romano Lecapeno, que a depositou na capela do Farol no Grande Palácio de Constantinopla. Não por coincidência, o mais antigo ícone bizantino conhecido do “Mandylion” ou “Santa Face”, preservado no Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai, foi datado como sendo de 945 d.C.

O “Mandylion” permaneceu sob a proteção imperial até o saque da cidade na Quarta Cruzada, em 1204, quando se acredita que tenha sido levada, junto com muitos outros tesouros, para a Europa, ainda que a Imagem de Edessa não seja citada neste contexto em nenhum documento contemporâneo. Um fragmento desta relíquia, ou ela inteira, era uma parte de um grupo de tesouros vendido por Balduíno 2 para Luís 9 da França, em 1241, e abrigado na Sainte Chapelle de Paris.


A Imagem de Edessa, ao contrário do Sudário de Turim, foi perdida no tempo e no espaço, mas ainda continua sendo venerada como relíquia pelas Igrejas ortodoxas orientais. Somente na região metropolitana de Moscou há 33 capelas, igrejas e paróquias dedicadas ao “Mandylion” sagrado. No entanto, com o tempo, outros panos milagrosos foram sendo agregados a este culto religioso, como a Santa Face de Gênova e a Santa Face de São Silvestre.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Você já ouviu falar na Base Militar de Dulce, nos Estados Unidos, possível base alien na Terra?! Fato ou farsa?!

A Base Militar de Dulce é, supostamente, uma instalação secreta alienígena e subterrânea localizada na cidade de Dulce, na localidade de Archuleta Mesa, na fronteira entre os estados norte-americanos do Colorado e Novo México. As alegações sobre essa específica base militar, colocadas neste post, surgiram primeiro através do empresário Paul Bennewitz, e desde então só fizeram aumentar com as teorias da conspiração, aparecendo em referências de documentários sobre discos voadores, ufologia e na série “Arquivo X”, da Fox.

A partir de 1978, Bennewitz estava convencido de que vinha interceptando comunicação eletrônica entre naves alienígenas e uma instalação militar próximo à sua residência, em Albuquerque. Com levantamento de informações, ele começou a acreditar na existência de uma base secreta militar na cidadezinha de Dulce. A história espalhou-se rapidamente dentro da comunidade ufológica e, em 1990, o ufólogo John Lear alegou que tinha confirmações independentes da existência da base. O cientista político Michael Barkun escreve que as instalações de mísseis subterrâneos da Guerra Fria na área deu plausibilidade superficial aos rumores, tornando a história da Base Militar de Dulce uma “lenda atraente” dentro da ufologia. De acordo com Barkun, relatos sobre experiências com abduzidos e tiroteios entre alienígenas e a Força Delta colocou a lenda da Base Dulce “num patamar bastante acima das restantes teorias de bases secretas subterrâneas”.


Philip Schneider era um ex-engenheiro estrutural do governo americano que estava envolvido na construção de bases militares subterrâneas profundas. Ele foi um das apenas três pessoas que sobreviveram a um incidente que ocorreu em 1979 entre aliens cinzentos e as forças militares norte-americanas na Base Subterrânea de Dulce. Durante os últimos dois anos da sua vida, Schneider deu palestras sobre as coberturas do governo americano, orçamentos negros, e Ovni’s. Schneider nunca foi capaz ou disposto a provar as suas alegações (por exemplo, mostrando a entrada da Base de Dulce). As suas reivindicações receberam pouca atenção da mídia, mas causou um burburinho em círculos entusiastas de ufólogos e teóricos da conspiração.

Curiosamente, Schneider foi encontrado morto em sua residência em janeiro de 1996. Alguns sugerem que ele foi assassinado depois de vários atentados contra a sua vida e a sua família, por expor a verdade sobre o orçamento negro do governo dos Estados Unidos e falar abertamente sobre o que está realmente acontecendo no subsolo com a agenda alienígena.

Depois de algum tempo começaram a circular vídeos fakes que diziam ter sido contrabandeados do sistema de segurança da base militar, onde humanos e alienígenas circulavam e trabalhavam juntos harmonicamente em horríveis experiências biogenéticas e híbridas. Depois surgiram supostas 25 fotos proibidas, também falsas. Cada elemento desta história conta um pedaço desconcertante do mundo desenvolvido, alegando que os países hegemônicos têm interesses e pactos tecnológicos com aliens, algo que vem desde a Segunda Guerra (1939-1945), quando alegaram que Hitler teve a ajuda de greys.


De acordo com os ufólogos crédulos na existência da Base Militar de Dulce, é lá que são realizadas experiências atômicas, de clonagem humana e animal, estudos sobre a alma humana, aplicações de telecinece e controle mental, implantação de chips eletrônicos em abduzidos e rapto de outros animais para cruzamentos genéticos bizarros. Além disso, nesta base haveria uma população fixa de mais de 18 mil aliens trabalhadores, entre grays e reptilianos.

Ainda de acordo com os experimentados neste assunto, há mais histórias, como esta: um policial chamado Gave Valdez e um dono de um rancho chamado Howard Burgerss ficaram curiosos sobre a forma em que o gado estava sendo escolhido para as mutilações e moveram o gado para uma rampa estreita sob luz ultravioleta e descobriram uma substância brilhante no pescoço, na orelha e na perna direita, exames feitos nas áreas em que essas substâncias foram encontradas indicaram depósitos significativos de magnésio e de potássio (esse 70 vezes acima do normal).

De acordo com os ufólogos e militares que afirmam conhecer o sistema da Base Militar de Dulce, há no local uma série de andares subterrâneos com níveis de permissão para chegada, sendo o mais alto o nível 7, permitido somente para pessoas e aliens de extrema confiança e implicados neste “joguete do sistema”:

Nível 1: garagem para aqueles que trabalham lá e moram do lado de fora, como os humanos normais;
Níveis 2 e 3: garagem para trens, naves, máquinas de furar e manutenção de discos voadores;
Nível 4: laboratórios de estudos da alma humana, telepatia, sonhos, hipnose etc.;
Nível 5: apartamentos para alienígenas e criaturas bizarras em geral;
Nível 6: particularmente chamado “Salão do Pesadelo”. Aqui há laboratórios genéticos, onde são feitos experimentos em focas, peixes, pássaros e camundongos, que têm seus corpos amplamente alterados. Há humanos com multibraços e multipernas. Jaulas e tanques com criaturas humanoides, por exemplo, com aparência de morcego com 2m30 de altura;
Nível 7: filas de milhares de humanos, restos de misturas humanas e embriões de humanoides mantidos em armazenamento frio, além de catalogações de DNA’s de antigos abduzidos.


Segundo os militares que afirmam conhecer esse sistema, em Dulce há jaulas com humanos abduzidos, dados como mortos ou desaparecidos, implorando para serem libertados enquanto passam por horríveis experiências com drogas extremamente cancerígenas e alucinógenas. Eles também alertam que os aliens não querem a terra, o ouro, os minerais ou a água que possuímos, nem mesmo a vida humana ou animal. O que os alienígenas querem é o poder magnético que move a Terra.


Ainda segundo os ufólogos que tiveram contato com pessoas que acreditam um dia terem visitado a Base de Dulce, os alienígenas se alimentam do ferro contido no sangue dos mamíferos, além de órgãos como fígado e rins. Outro fato é que as técnicas científicas dos ET’s seriam muitas vezes superiores às nossas técnicas racionais cartesianas. Também algumas mulheres são raptadas só para procriarem; após cerca de três meses de gravidez, de súbito são induzidas a uma espécie de parto. Homens são raptados para terem o sêmen colhido e experienciado nesses laboratórios.

Enfim, ao que tudo indica, a Base Militar de Dulce seria a comprovação de que o governo norte-americano não só reconhece, mas coopera com experiências proibidas eticamente e com seres de outros planetas que visitam várias pessoas em sessões de terror ao serem abduzidas. No entanto, não podemos ser levados a boatarias sem fim enquanto nenhuma prova cabal é encontrada e as supostas testemunhas não nos apresentam nada de concreto.

O cientista político Michael Barkun acredita que os exercícios militares secretos durante a Guerra Fria (1945-1991) fizeram com que as pessoas acreditassem na existência de discos voadores, aliens e bases secretas (tais como o Hangar 18, a Área 51 e a Base de Dulce). Para ele, esta é a terceira lenda ufológica mais importante dos Estados Unidos, perdendo somente para o incidente de Roswell e a Área 51. Barkun diz que até acredita que haja laboratórios secretos de experiências proibidas nos Estados Unidos, mas diz estar convencido de que esse não é o caminho ao pensarmos que os cientistas trabalham em cooperação com entidades alienígenas vindas de anos-luz daqui, deste “pálido ponto azul”.

sábado, 3 de janeiro de 2015

“Terapia primal”: você conhece esse estudo controverso da psicologia?!

A “terapia primal”, também conhecida como “terapia do grito primal” é um exemplo de terapia que envolve o processo de consciência e inconsciência, sendo estes processos descobertos pelo psicanalista Freud. Já no caso da terapia primal, esta foi desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Arthur Janov, nos anos 1960. Basicamente, essa terapia entende que as neuroses humanas são criadas a partir do chamado “trauma de nascimento”. A repressão da dor do parto, ou do trauma do ato de nascer, além da expulsão do corpo da mãe seriam as responsáveis por todo o conjunto de neuroses que surgem nos seres humanos.


De acordo com o criador da terapia, o trauma de nascimento é uma experiência muito dolorosa para mãe e filho, assim o ato de nascer, passar por todo processo de expulsão do corpo da mãe, ser pego pelo médico, levar o famoso tapinha etc. seriam responsáveis por uma série de conflitos interiores e exteriores, que na idade adulta se apresentam como neuroses. Essa é uma terapia considerada controversa e como “terapia de choque”, pois as experiências que ela suscita são fortes e bastante intensas.

Assim, a terapia do grito primal tem como meta produzir a catarse a partir da repetição da experiência do ato de nascer. Essa repetição teria a propriedade de produzir um alívio da carga retida, sendo possível liberá-la no momento em que ela é revivida. Neste aspecto, a terapia primal é muito parecida com a hipnose regressiva e a terapia de vidas passadas, pois a base da promoção da cura é a catarse. A ideia é provocar novamente a dor reprimida por meio da inserção num estado de consciência onde a dor do parto pode ser novamente sentida. Segundo a teoria de Janov, todas as pessoas possuem, em grau maior ou menor, a neurose presente dentro de si e em seu comportamento.


No momento de maior intensidade da experiência, onde provavelmente se revive a cena mais carregada de sentimentos reprimidos, a pessoa é incentivada a dar um grito, denominado de “grito primal”. Esse grito seria a expressão mais forte das emoções retidas e a melhor forma de colocá-las para fora de si, obtendo uma libertação da dor da neurose.

O idealizador dessa abordagem, inclusive, faz uma críticas as psicoterapias baseadas apenas na fala e no discurso consciente, pois, traduzindo em termos neuronais, elas lidam apenas com o córtex cerebral, que permite o raciocínio por meio da análise objetiva de questões determinadas. O raciocínio concreto nos afasta da esfera do sentimento, que é o nível onde podemos obter certas vivências capazes de liberar emoções retidas e mal elaboradas, como no caso do nascimento. O que Janov faz é criticar os psicoterapeutas que tomam como base a logoterapia ao invés de aprofundar nos estudos das terapias dos estados alterados de consciência. A partir do confronto direto dos traumas de infância e do nascimento, revive-se o incidente, e pode-se então expressar as emoções que, na época do evento, não puderam ser adequadamente vividas. Para Janov, a verdadeira cura implica uma reexperimentação da dor do trauma.

A Terapia Primal ficou bastante popular nos Estados Unidos. Tanto é assim que muitas personalidades a defenderam publicamente e deram-na mais força para sua propagação. Dentre seus defensores contam-se figuras como John Lennon, James Earl Jones e o pianista Roger Williams. Isso fez com que ao longo das décadas de 70 e 80 muitas pessoas comuns procurassem psicólogos a fim de darem seus “gritos primais” e terem a catarse do mundo estressante capitalista contemporâneo.


Dentre os princípios da terapia primal podemos ressaltar a ideia de que as causas da dor na infância, que depois se transformam em neuroses, são o resultado de necessidades básicas não assistidas. Janov diz que, em primeiro lugar, nossas necessidades básicas são nutrição, abrigo, segurança e conforto. Depois de alguns anos, começamos a sentir necessidade de afetos, sentimentos e emoções de outras pessoas, como carinho, respeito e compreensão. Depois, passamos a sentir como necessário o alimento intelectual e de compreensão do mundo. É simples notar como esse desenvolvimento de necessidades lembra a teoria de Maslow da hierarquia de necessidades.

Janov afirma que quando essas necessidades não são supridas por um período mais longo, o resultado passa a ser a dor, porém não a dor meramente física, mas uma dor mais interna e emocional. A dor seria o resultado da falta de uma necessidade básica específica. Segundo Janov, essa dor não dói exatamente como uma dor comum, pois ela é reprimida em seus efeitos e passa a incorporar-se no campo do sentimento.


Dentre as críticas à terapia primal, parece que a principal é a que alega os perigos dessa técnica pela intensidade com que muitas vezes é aplicada. Por ser uma terapia de choque, muitos indivíduos podem ter alguns problemas decorrentes de sua prática. É o que defende, por exemplo, Gerda Boyesen, no livro “Entre a Psique e Soma”. Ela afirma que quando o terapeuta primal libera defesas demais, em níveis mais profundos, e de uma só vez, há perigo para o paciente. Quando os psicoterapeutas exageraram na dosagem de intensidade expressiva, os resultados podem ser, em suas palavras, “extraordinariamente negativas”.

Por esse motivo, é preciso ter em mente que não se deve forçar a experiência em níveis que o cliente não possa suportar e o terapeuta deve ter a competência adequada para perceber esse limite. Da mesma forma que um remédio pode curar numa dosagem e ser prejudicial em outra, o mesmo ocorre em terapias com os estados alterados. A medida correta da aplicação da técnica deve ser conhecida e é muito importante para não causar nenhum prejuízo as pessoas. É de nossa opinião que qualquer terapia ou psicoterapia, incluindo a psicanálise, podem ter efeitos muito negativos quando mal conduzidas. Por outro lado, autores de peso como Bert Hellinger, que experimentaram a terapia primal, relataram bons resultados em seu uso.