terça-feira, 5 de maio de 2015

Considerações sobre a psicocinese/telecinese: fato ou farsa?!

Dentro da pauta de pesquisas e assuntos do espiritismo, do ocultismo e da parapsicologia, a psicocinese (que significa “movimento mental”) ou telecinese (significando “movimento à distância”) descreveria o suposto fenômeno ou capacidade de uma pessoa movimentar, manipular ou abalar um sistema físico sem interação física, apenas usando a mente. O termo “psicocinese” foi criado em 1914, pelo autor estadunidense Henry Holt, e popularizado pelo parapsicólogo estadunidense J.B. Rhine nos anos 30. Já o termo “telecinese” foi criado em 1890, pelo parapsicólogo russo Alexandre Aksakof.

A telecinese e psicocinese são consideradas por vários cientistas céticos como uma tremenda fraude. Já outros pesquisadores, especialmente aqueles ligados à parapsicologia, as consideram bastante autêntica.


Evidências da existência da telecinese/psicocinese...
Apesar dos relatos de sucesso em estudos sobre os supostos fenômenos, não há suporte do método científico às alegações de psicocinese e de telecinese. O consenso científico é que as suas ocorrências contrariariam inúmeras das leis naturais da física (termodinâmica), química (teoria atômica) e biologia (evolução). Além disso, há inúmeros relatos de fraudes científicas e outros enganos nos chamados estudos parapsicológicos.

Um dos mais famosos casos de psicocinese supostamente real foi a dona de casa russa Nina Kulagina, que durante algumas décadas foi estudada e testada por dezenas de cientistas (incluindo dois laureados com o Prêmio Nobel), sendo que muitos dos cientistas concluíram que ela realmente possuía psicocinese. Além dessa capacidade paranormal, ela supostamente também possuiria clarividência. Segundo estudos feitos com Kulagina pelo fisiologista Genady Sergeyev, a pulsação da russa chegava a 240 bpm durante a realização da psicocinese. Em 1990, ela morreu por infarto cardíaco fulminante, o que muitos acreditam ter sido causado pelas exigências físicas de suas capacidades paranormais.

Um outro caso é o da médium polonesa Stanislawa Tomczyk, que alegava que o espírito “Little Stasia” era capaz de realizar psicocinese através dela. É notória a fotografia em que ela aparece supostamente realizando telecinese em uma tesoura, ao lado do psicólogo Julian Ochorowicz.

Em 1991, o Nobel em Física Brian David Josephson e o físico Fotini Pallikara-Viras publicaram o artigo “Biological utilization of quantum nonlocality” na revista “Foundations of Physics”, propondo que as explicações para a psicocinese a telepatia podem ser encontradas na física quântica. Carl Sagan incluiu a psicocinese em uma longa lista de “produtos típicos da pseudociência e da superstição”, afirmando que “seria tolice” aceitar qualquer afirmação paranormal “sem evidências adequadas”. O Prêmio Nobel Richard Feynman defendeu uma posição similar à de Sagan.


Estudos realizados pelos soviéticos...
Durante o período da Guerra Fria (1945-1991), os soviéticos parecem ter sido os mais interessados em pesquisas relacionadas ao estudo da telecinese e da psicocinese. Nas décadas de 1950 até 1970, várias universidades espalhadas pelo território da União Soviética mantiveram programas militares secretos muito importantes que trabalhavam a parapsicologia, como a clarividência e a possível capacidade das pessoas em movimentar objetos à distância através do poder da mente. De acordo com os teóricos da conspiração, o objetivo maior era criar uma superelite de espiões que pudessem atuar na Alemanha, no Reino Unido e, principalmente, nos Estados Unidos a fim de lerem as mentes dos cidadãos. Esses estudos consumiram bilhões de dólares ao longo do tempo e não chegaram a lugar algum, mas depois da abertura política (“glasnost”) promovida por Mikhail Gorbatchev, muitos vídeos de experiências incríveis chegaram às mãos de especialistas de todo mundo.