quinta-feira, 30 de abril de 2015

Você já ouviu falar no Mar do Diabo, ou no Triângulo do Dragão?! Conheça no post de hoje!

Hoje vamos falar sobre um ponto curioso no planeta; pouco conhecido do público no Ocidente, mas extremamente temido pelos povos do extremo Oriente desde tempos medievais. Trata-se do Mar do Diabo (o nome já pode assustar os mais crédulos, esperando a história que o post contém), mas também conhecido popularmente como “Triângulo do Dragão” e “Triângulo das Bermudas do Pacífico”.


O chamado Mar do Diabo (Triângulo do Dragão) é uma região do Oceano Pacífico ao redor da Ilha Miyake, cerca de cem quilômetros ao sul da Baía de Tóquio, no Japão. De acordo com os crédulos, um dos lados do triângulo pode estar na Ilha de Guam. Apesar de o nome ser usado popularmente no Japão, na China, na Rússia e nas duas Coreias, não aparece nas cartas náuticas de nenhuma parte do mundo (as histórias envolvendo esta parte do mundo não são muito conhecidas no Ocidente).

Junto com o mito envolvendo o Triângulo das Bermudas (tema já abordado por este blog há algum tempo), os orientais creem que no Mar do Diabo (Triângulo do Dragão) também ocorram eventos inexplicáveis, ufológicos, paranormais, parapsicológicos e de natureza duvidosa. Há muito sensacionalismo envolvendo esta parte do mundo, e japoneses, chineses e coreanos acreditam que, nesta parte do globo terrestre, aviões e barcos perdem o destino e simplesmente desaparecem.


De acordo com os geógrafos que já trabalharam no mito do Mar do Diabo (Triângulo do Dragão), ao contrário de muitas declarações, nem lá no Pacífico nem o Triângulo das Bermudas estão localizados na linha agônica, onde o norte magnético se iguala ao norte geográfico. A declinação magnética nesta área é de cerca de cinco graus. O que realmente existe é que, curiosamente, o Triângulo das Bermudas situa-se diretamente na mesma linha de latitude do Mar do Diabo (Triângulo do Dragão), 35 graus, levando muitos pesquisadores a acreditar que possa existir um “buraco de minhoca”, um tipo de túnel que poderia ligar o Triângulo das Bermudas com o Triângulo do Dragão, dando a entender que um dos dois triângulos serve como buraco negro e o outro como um buraco branco.



Entre os fenômenos reportados no local do Mar do Diabo (Triângulo do Dragão) estão: perdas de barcos, desaparecimentos de aviões (em número maior até que os casos relatados nas Bermudas), avistamentos de supostos navios-fantasmas, barcos piratas, objetos submarinos não-identificados (OSNI’s), discos voadores, perdas de memória, enjoos repentinos, perdas de intervalos de tempo etc. De acordo com os céticos, os casos relatados estão ligados aos excessos de superstição nas culturas do Japão, da China e das duas Coreias.

Opinião de Charles Berlitz...
O escritor de ficção norte-americano Charles Berlitz escreveu um livro chamado “O Triângulo do Dragão”, publicado originalmente em 1989. Segundo ele, o local aparece como uma zona perigosa nos mapas japoneses desde os tempos feudais. Também afirma que, nos anos de paz entre 1952 e 1954, o Japão perdeu cinco embarcações militares com um total de tripulação desaparecida que supera 700 pessoas. O governo japonês, a fim de saber o motivo da perda de barcos e pessoas, financiou uma embarcação de investigação tripulada com mais de cem cientistas para estudar o Mar do Diabo. Depois, a embarcação desapareceu com todos os cientistas, e o Japão declarou a área como zona perigosa.

No entanto, apesar de as histórias publicadas no livro, muitas delas são pura ficção que os franceses chamam de “intoxicação da informação”. Ou seja, factoides de informações envolvendo espaço e tempo sem anacronismo, fazendo tais ficções parecerem com verdade, levando à confusão das pessoas. Haja vista que em nenhum mapa japonês há esse alerta de que aquela zona seja perigosa.

Reputação...
Segundo a investigação de Larry Küsche, essas “embarcações militares” eram embarcações de pesca, e alguns deles se perderam fora do Mar do Diabo, tão longe como perto de Iwo Jima (cerca de mil quilômetros ao sul do Japão). Também assinala que, naquela época, a cada ano se perdiam centenas de barcos de pesca ao redor do Japão.

A embarcação japonesa de investigação que Berlitz mencionou, chamada “Kaiyo Maru 5”, com uma tripulação de 31 pessoas a bordo (não cem como dizem), foi destruída por uma erupção em 24 de setembro de 1952, em uma missão de investigação sobre a atividade de um vulcão submarino, o Myojinsho, a uns 300 quilômetros ao sul do Mar do Diabo. Alguns restos foram recuperados.