terça-feira, 10 de março de 2015

Primeiro contato: tema ufológico recorrente nos filmes e séries de ficção...

O primeiro contato é um tema muito comum em filmes, livros e gibis de ficção científica, e é uma tese ufológica que aborda o primeiro contato entre os seres humanos e os seres alienígenas. Entretanto, de acordo com a Antropologia e a História, esse primeiro contato aconteceu diversas vezes ao longo da história da Humanidade, mas não da maneira como a ufologia crê. Vamos falar um pouco sobre isso neste post.


Nas últimas décadas, o mercado hollywoodiano tem trabalhado muito com séries e filmes que abordam o primeiro contato entre Homens e aliens. Um tratamento mais moderno, usando rádio em vez de espaçonaves, está no romance “Contact”, do renomado astrônomo Carl Sagan. Outro exemplo, no universo ficcional de Star Trek, é o primeiro contato oficial para os humanos, que ocorre em 05 de abril de 2063.

A série de televisão “Star Trek” explorou o tema a fundo, em torno do conceito da Primeira Diretriz – uma lei que proíbe explicitamente o primeiro contato (ou qualquer outra forma de interferência) entre a humanidade e seus aliados, e qualquer e todas as raças não suficientemente avançadas (isto é, capazes de viagem interestelar) para permitir tal encontro.

O romance “O despertar dos deuses”, de Isaac Asimov, explora simultaneamente a unidade potencial de todas as raças e a possibilidade de conflito inerente a todas as situações de primeiro contato: mesmo se os membros de raças diferentes compreenderem uns aos outros, suas percepções distintas podem colocar em perigo ambos os mundos e mesmo a estrutura dos respectivos universos. Esta lacuna entre indivíduos e suas respectivas sociedades é característica da trama de primeiro contato do clássico filme “ET”. Outros desenvolvimentos do tema na cultura de massa incluem encontros com raças predatórias ou semi-sencientes tais como em “Alien” e “Independence Day”.


A ausência de primeiro contato é evidente em outras obras de ficção científica, tais como na série “Fundação”, de Isaac Asimov, onde o Império Galáctico da Humanidade é o governante inconteste do universo conhecido, visto que não existem alienígenas sencientes.

Existe uma multiplicidade de cenários que exploram os efeitos potenciais de uma situação real de primeiro contato, nenhum dos quais pode se provar mais plausível que o seguinte até que tal ocorrência venha a ocorrer realmente. Dado que as melhores evidências sugerem que nunca houve contato entre humanos e espécies extraterrestres, o grau de choque cultural que pode ocorrer é, naturalmente, altamente especulativo. Na ficção científica, o primeiro contato entre espécies inteligentes têm resultado tanto na demonstração de eras de paz quanto de beligerância.

Alguns escritores de ficção científica, tais como Arthur C. Clarke, têm sugerido que o abismo tecnológico existente entre duas espécies inteligentes poderia ser tão vasto que cenários no estilo “Star Wars” seriam altamente improváveis. Pelo contrário, as diferenças culturais potencialmente colossais têm frequentemente sido consideradas como de alto risco, pela possibilidade de um mal-entendido levar ao conflito durante um primeiro contato. No universo do jogo de computador “Descent: FreeSpace”, por exemplo, sugere-se que uma guerra sangrenta e prolongada entre os humanos e uma raça alienígena conhecida como Vasudans foi iniciada simplesmente por uma má interpretação humana da linguagem Vasudan, que é muito mais complexa que qualquer uma da Terra.

Considere-se, por exemplo, como soldados europeus do século 16 poderiam enfrentar armamento do século 21. Amplia-se por milhares ou mesmo milhões de anos de desenvolvimento adicional o abismo tecnológico que pode ter ocorrido numa espécie extraterrestre e torna-se claro que as diferenças poderiam ser potencialmente tão grandes que tornariam a guerra absurda.


Com tal lapso, mesmo uma compreensão básica entre culturas pode ser impossível. A probabilidade puramente estatística sugere que é improvável que duas civilizações quaisquer estejam no mesmo nível de desenvolvimento tecnológico.

O primeiro contato já ocorreu: a visão dos teóricos dos deuses astronautas...
A temática do primeiro contato é frequentemente abordada pelos teóricos dos deuses astronautas. Para eles, esse primeiro contato já aconteceu há dezenas de milhares de anos, quando as primeiras civilizações começaram a aparecer no Crescente Fértil e na América. Além do primeiro contato, de acordo com estes pensadores, os alienígenas foram confundidos como “deuses” por conta das diferenças tecnológicas entre os humanoides e os aliens; dizemos humanoides porque, ainda segundo essa teoria, houve o acasalamento espacial dando origem ao ser humano contemporâneo, o que explica a falta do “elo perdido” entre os homens das cavernas primitivos e o ser humano atual.

Assim, o tema do primeiro contato é frequentemente trabalhado pelos teóricos dos deuses astronautas a partir dos primeiros trabalhos do suíço Erich von Dänniken, seguido por vários outros estudiosos. O abismo tecnológico entre aliens e seres humanos primevos teria feito com que esses seres intergaláticos nos deixaram como herança vários conhecimentos, como a irrigação, a agricultura, a pecuária e a arquitetura megalítica.


O primeiro contato já ocorreu: a visão dos historiadores e antropólogos...
O tema do primeiro contato não está limitado à ficção científica. Por exemplo, muitas histórias sobre o Velho Oeste norte-americano apresentaram um primeiro contato antropológico entre colonos europeus e nativos americanos. Outro exemplo muito importante de primeiro contato ocorreu em 1492, quando os europeus liderados por Cristóvão Colombo chegaram à América acreditando terem chegado à Ásia. Esse primeiro contato foi muito importante e cruel para todos os lados, principalmente para o lado mais fraco – os ameríndios; mais tarde esse primeiro contato ocorreu com as sociedades primitivas sul-americanas com espanhóis conhecendo os incas e os portugueses lidando com as tribos do litoral brasileiro. Na Papua-Nova Guiné, ainda como exemplo, os primeiros contatos com tribos até então desconhecidas ocorreram até meados dos anos 1930; no Brasil, até hoje ainda existem tribos indígenas isoladas em regiões remotas da Amazônia.