terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Jesus Cristo: fatos sobre sua história e de outros profetas mitológicos. Coincidência?!

Desde 10 mil antes de Cristo aparecem várias comprovações de que diversos povos adoravam o Sol, o grande astro, como um deus. E isso é simples de entender: todas as manhãs ele volta trazendo visão, calor, segurança etc. salvando do frio e da escuridão da noite. Sem ele, as culturas compreenderam que não haveria vida ou agricultura no planeta. Todavia, muitos também estavam com suas atenções voltadas para o céu noturno através das estrelas. Com as constelações, os povos podiam prever acontecimentos astronômicos, como: estações do ano, eclipses e aparecimento de cometas.


A cruz do zodíaco (foto abaixo) é a cruz mais antiga que se tem notícia. Ela representa o trajeto do Sol ao longo do céu no período de um ano; para cada casa, um mês; para cada quatro casas, uma estação do ano. As culturas antigas deram formas humanas e animais às estrelas através de constelações, o que fez surgir uma série de mitos e mitologias sobre o nascimento desses seres celestiais. Assim, o Sol, com seu poder criador e de luz, também acabou tornando-se um importante deus em diversas culturas.



Hórus é o deus-Sol do Egito de cinco mil anos atrás. Ele é o Sol antropomorfizado e sua vida aparece com uma série de mitos que explicam o movimento celeste do astro-rei. E nos hieróglifos aprendemos muito sobre esse “messias solar”, por exemplo: Hórus era o Sol, a claridade, e tinha como inimigo o deus Set, que era o representante da noite, do frio e da escuridão. Assim, para os egípcios antigos, todas as manhãs Hórus ganhava a batalha contra Set, e no final da tarde era a vez de Set ser o vencedor mandando o Sol para a escuridão.

O maniqueísmo do Bem contra o Mal, da luz contra as trevas, tem sido um importante composto ao longo dos séculos para diferentes culturas e religiões. Assim, no geral, a história mitológica de Hórus (foto abaixo) é a seguinte: nasceu no dia 25 de dezembro da deusa-virgem Ísis; seu nascimento foi acompanhado do aparecimento de uma estrela no céu, que guiou três deuses em busca da aceitação do bebê Hórus; aos doze anos já era conhecido pelas suas habilidades e aos 30 anos foi batizado pelo deus Annup; Hórus ainda teve doze deuses-acompanhantes e viajou o Egito Antigo promovendo milagres, curas e adoração, além de ser conhecido por ter andado sobre as águas do Rio Nilo. Hórus também era conhecido no Egito daquela época como: “o cordeiro”, “a luz da verdade”, “a luz da vida” e “bom pastor”. Depois de ter sido traído por um deus, Hórus foi crucificado, enterrado por três dias e então ressuscitou.


Esta história mítica influenciou a mesma narrativa para outros deuses de culturas diferentes. Áthis, da Frígia, nasceu em 25 de dezembro da deusa-virgem Nanna, foi crucificado, ficou morto por três dias e ressuscitou. Krishna, do hinduísmo, também nasceu de uma deusa-virgem, cujo nascimento foi anunciado por uma estrela a deuses indianos, fez milagres e ressuscitou depois da sua morte. Dionísio, da Grécia, nasceu de uma virgem terrena, fazia aniversário também no dia 25 de dezembro, era um mestre peregrino, transformou água em vinho, era conhecido como “rei dos reis” e “alfa e ômega” e após sua morte, ressuscitou. O deus Mitra, da Pérsia, nasceu em 25 de dezembro de uma virgem, teve doze discípulos e fazia milagres notáveis na comunidade, até morrer, ser enterrado e três dias depois também voltar à vida, ressuscitado, era chamado de “a verdade” e “a luz”; curiosamente, o dia sagrado de adoração a Mitra era o domingo.

O importante salientar é que tivemos vários salvadores em lugares diferentes da Terra, mas com uma história igual ou pelo menos parecida. E nisso tudo uma pergunta não se cala: por que esses mesmos atributos em lugares tão díspares e diferentes, às vezes antagônicos? Para entender vamos começar a analisar o messias solar mais conhecido e vitorioso nessa história: Jesus de Nazaré – história que todos nós já conhecemos por vivermos na cultura ocidental judaico-cristã-islâmica.


Em primeiro lugar, a sequência do nascimento de Jesus é totalmente astrológica e astronômica. Na noite do dia 25 de dezembro, no Hemisfério Norte, a estrela mais brilhante do céu é Siris, alinhada para leste com o cinturão de Órion (as Três Marias), conhecido no Oriente como Três Reis, ou Três Magos. Essa constelação aponta para o leste onde o Sol nasce nesta data, por isso teríamos o mito dos reis-magos seguindo Jesus ao nascer.

A Virgem Maria é a representação da constelação de Virgem, constelação também conhecida como “casa do pão”, e a representação da constelação do zodíaco é uma mulher segurando um feixe de trigo colhido fresco, pois o signo aparece no céu justamente na época da colheita no Norte. Por sua vez, Belém é a tradução literal para o hebraico antigo de “casa do pão”. Belém também é como os hebraicos antigos conheciam a constelação de Virgem.

Existe, ainda, outro fenômeno interessante que ocorre em 25 de dezembro. É o solstício de inverno no Norte. Do verão até o inverno o nascer do Sol vai abaixando no horizonte, tornando os dias cada vez mais curtos e frios, até o Sol ir perdendo sua força, praticamente “morrendo” no céu. No inverno vinha o frio, a noite, o fim das colheitas; assim, o deus-Sol perdia suas forças e era traído pelo tempo. Por volta do dia 22 de dezembro, o Sol atinge o ponto mais baixo do horizonte, sendo sua “morte”. É quando algo curioso acontece: o Sol para de se mover por três dias e fica estático perto da constelação do Cruzeiro do Sul (o Sol é “crucificado”). Então em 25 de dezembro o Sol volta a se erguer aos poucos no horizonte, “ressuscitando”, trazendo a perspectiva de calor e a aproximação da primavera. Assim, o Sol é morto na “cruz”, fica enterrado três dias, e volta a vencer as intempéries.


De acordo com os antropólogos e folcloristas, é assim que Jesus de Nazaré e outros tantos deuses do Hemisfério Norte nascem em dezembro, morrem, são enterrados por três dias e depois ressuscitam gloriosamente trazendo luz, conforto e calor. Todavia, a festa da ressurreição destas figuras só acontece no equinócio da primavera, quando nós temos nossa Páscoa, quando a vida volta a verdejar nos campos e as colheitas podem ser preparadas. O dia passa a vencer, aos poucos, a escuridão e a noite vai ficando menor.

Outra analogia importante da mitologia são os doze apóstolos de Jesus. Eles são interpretados como as doze casas do zodíaco, os doze signos, que estão ao redor do Sol e ao redor de Jesus. Outro fato é que o número 12 está muito presente na Bíblia: doze tribos, doze apóstolos de Jesus, doze filhos de Jacó, doze juízes de Israel, doze grandes patriarcas, doze profetas, doze reis de Israel, doze príncipes de Israel etc. Voltando à cruz do zodíaco, o elemento central da vida é o Sol, e nela encontramos no símbolo central a cruz. Assim, a cruz não é um elemento cristão, mas uma adaptação da cruz zodiacal.

Por isso nas suas primeiras representações, Jesus sempre aparece com a cabeça numa cruz com auréola. Jesus é o Sol, o elemento central desta cruz de doze homens importantes representando os signos do zodíaco. Sua coroa de espinhos, às vezes, é interpretada como sendo os raios solares. Em todo Novo Testamento vemos as observações apontando Jesus para o céu, como o imponente Sol, assim como os textos egípcios faziam por Hórus.


Outro conceito importante no Novo Testamento é o de “eras”. Através de vários versículos bíblicos há muitas referências a essa “era” vindoura. Para compreendermos um pouco precisamos entender um fenômeno chamado precessão dos equinócios; os egípcios foram os primeiros a compreender que a cada 2.150 anos a primavera acontecia em uma casa zodiacal diferente. Isso tem a ver com a lenta oscilação da Terra sobre seu próprio eixo. É uma precessão porque o zodíaco, neste fenômeno, roda de trás para frente. Todo esse fenômeno ocorre a cada 26 mil anos, conhecido pelos babilônios como “grande ano”. Assim, cada 2.150 anos formata uma “era”.

De 4300 a.C. até 2150 a.C. tivemos a era de Touro, de 2150 a.C. até 1 d.C. temos a era de Áries, e de 1 d.C. até 2149 é a era de Peixes, a que estamos vivendo, e por volta de 2115 até 4300 vamos viver na era de Aquário, a nova era. Assim, a Bíblia fala claramente de três eras; no Velho Testamento, Moisés se irrita ao ver seu povo adorando um bezerro de ouro, que estava em voga por aquela era ser a de Touro, adorado pelos caldeus. Moisés representava a nova era, de Áries, o novo tempo; esta é a razão de os judeus usarem o shofar, o chifre do carneiro para os anúncios (está tudo na Bíblia). Mitra é um deus pré-cristão que segue na mesma linha em sua mitologia histórica: mata o touro com a ajuda de um carneiro.

Agora Jesus é o portador da era seguinte a Áries, a nova era, o novo tempo, a era de Peixes. O simbolismo de peixes é muito presente no Novo Testamento; assim como Jesus alimenta o povo com cinco pães e dois peixes (a constelação de Peixes é representada como dois peixes) e é acompanhado em seu ministério por dois pescadores irmãos. Poucos compreendem o símbolo de Jesus como um peixe, mas é uma lembrança de que ele é a nova era, a nova vida. Um assunto astronômico e astrológico.


É importante notar que o nascimento de Jesus, por volta de 4 a.C., é justamente o tempo quando começa a era de Peixes. Outro ponto interessantíssimo é que Jesus fala aos discípulos que seguissem, no futuro, o carregador de água, uma forte referência à era de Aquário (a constelação é representada como um homem que carrega um jarro). Desta forma, o apocalipse poderá acontecer somente nesta nova era, a partir do ano 2115.

As semelhanças entre Jesus Cristo e o deus Hórus são gigantescas. Historiadores, antropólogos e folcloristas enumeraram mais de 200 equiparações entre as duas histórias. Não podemos afirmar que Jesus tenha sido um mito vitorioso, presente até os dias de hoje, mas temos uma história no mínimo curiosa.