quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Você conhece os casos das “crianças selvagens”?! Conheça agora!!!

Crianças selvagens são crianças que logo a partir dos primeiros anos de vida passaram a viver em completo isolamento da sociedade; são crianças que depois de pouco tempo de vida se perdem da sociedade, vivem como animais, não falam e não andam como pessoas normais. Tais histórias se originaram de relatos relativamente comuns no século 18, que descreviam crianças encontradas no campo, tidas como sobrevivido por circunstâncias especiais, desde os primeiros anos de vida, criadas por animais sem contato com humanos e assim se tornando selvagens.


Uma das referências mais conhecidas provem do filósofo e estadista Jean-Jacques Rousseau publicada como nota em seu livro “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”, em 1754. Nesse livro, Rousseau ao se referir à origem do homem e distinções deste primeiro homem e animais, cita os relatos de quatro crianças: um de 1344, uma criança encontrada em Hesse, na corte do príncipe Henrique; o de uma criança encontrada entre ursos nas florestas da Lituânia, em 1694, que afirmava não que ela apresentava nenhum sinal de razão: ”caminhava com pés e mãos, não possuía nenhuma linguagem e formava sons que nada se assemelhavam aos do homem”; e finalmente o caso do “pequeno selvagem” de Hanôver estudado na Inglaterra; e os dois selvagens dos Pirenuus encontrados em 1719. Todos eles incapazes da postura bípede como comenta.


Muitos casos e muitas lendas...
Segundo o antropólogo Lévi-Strauss, essas pessoas correspondem a anormais congênitos, em que se nota muito claramente terem sido abandonados por essa causa e não desenvolvido essas características de “imbecilidade” (termo da época) por causa do crescimento isolado de toda influência social.

Esse autor nos dá ainda o exemplo recente dos meninos-lobo encontrados na Índia em 1911 que nunca chegaram a alcançar o nível normal. Um deles – Sanichar – jamais pôde falar mesmo adulto. Segundo Kellog, duas crianças foram encontradas juntas, uma delas viveu até os seis anos e desenvolveu um vocabulário de cerca de cem palavras e correspondia a uma idade mental de dois anos e meio; o outro, como referido jamais chegou a falar. Cita também um relatório de 1939 de uma criança encontrada na África do Sul em 1903, que ficou conhecida como criança-babuíno; apresentava uma idade aproximada entre 12 e 14 anos e uma inteligência correspondente à idiotia. Em ambos os casos as circunstâncias da descoberta eram duvidosas.

Em 2008, após a divulgação do livro francês que se tornou best-seller “Vivendo com lobos”, que falava dos casos de fraudes envolvendo crianças-selvagens, houve enorme debate acadêmico sobre isso. De acordo com o autor, essas crianças não eram somente “selvagens”, mas também deficientes física e mentalmente e por isso não conseguiam desenvolver-se de maneira satisfatória como a sociedade “normal”.

Além disso, o autor revela que durante a Idade Média era muito comum os pais abandonarem crianças nas florestas para que estas fossem devoradas por ursos ou lobos, pois a pobreza era tão grande que não havia como sustentar uma família numerosa em tempos que não havia métodos contraceptivos. Assim, as crianças que sobreviviam a todas essas intempéries adquiriam comportamentos como os dos índios americanos, totalmente incomuns para os padrões europeus e por isso chamadas de “selvagens”.

Ainda de acordo com o cirurgião francês Serge Aroles, que escreveu um estudo geral sobre crianças selvagens em 2007, com base em arquivos, quase todos estes casos são fraudes escandalosas ou histórias totalmente fictícias.


Alguns relatos mais famosos de crianças-selvagens...
Talvez o relato mais famoso de crianças-selvagens tenha sido o mito da criação de Roma, quando os gêmeos Rômulo e Remo foram amamentados e criados por uma loba enquanto padeciam na floresta próxima a Roma; mas isso é mitologia. Nos cinemas temos os casos de Mogli, o menino-lobo, outra anedota, e Tarzan, também obra da ficção.

- Crianças-lobo de Hessian: ocorrências de crianças-selvagens nos anos de 1304, 1341 e 1344. De acordo com os especialistas, foram menores de idade abandonados por suas famílias à própria sorte na floresta por serem doentes mentais e, portanto, não servirem para trabalhar no feudo onde nasceram.

- Menino de Bamberg: caso com poucos relatos, que aconteceu antes de 1500. De acordo com os relatos, esse menino cresceu entre bovinos e agia como uma vaca.

- Menino-ovelha: menino irlandês criado por ovelhas, relatado por Nichols Tulp, em seu livro de 1672. De acordo com Sergei Aroles, há provas de que esta criança tinha seríssimos problemas físicos e era exibido em um circo em troca de algumas moedas.

- Crianças-urso da Lituânia: casos ocorridos em 1657, 1669 e 1694 em que há relatos de que a rainha da Polônia tinha um arquivo contando os casos destas crianças que teriam sido abandonadas à própria sorte na floresta. Também de acordo com Sergei Aroles, os casos são falsos e escondiam casos de incesto. Houve apenas um menino, encontrado nas florestas na primavera de 1663 e levado Varsóvia.

- Garota de Oranienburg: caso supostamente registrado em 1717 em que se tem poucas informações e não é possível falar se é um fato ou uma farsa.

- Meninos dos Pirineus: caso de 1719, quando dois meninos foram encontrados abandonados nas florestas dos Pirineus, na Europa. Também é um caso pouco documentado e que não há como saber o que é fato ou farsa nele.

- Menino-selvagem de Hamelin: encontrado em 1724 na localidade de Hamelin, o garoto passou a ser conhecido por Peter. Uma criança deficiente mental, com anomalias da língua e dos dedos que consta como vivido apenas um ano na selva depois de ter sido encontrado; graças a essas anomalias, não conseguia andar nem falar, por isso era conhecido como criança-selvagem.

- Menina-selvagem de Champagne: chamada Marie-Angelique le Blanc, conhecida como menina-selvagem de Champagne foi encontrada em 1731 na floresta de Songny. Segundo antropólogos, que já revelou centenas de documentos relativos a esta menina, apesar de certas incoerências quanto a sua idade, origem étnica e localização da ocorrência, é o único caso e verdadeiro de uma criança ter sobrevivido dez anos nas florestas (entre novembro de 1721 a setembro de 1731), e a única criança-selvagem que conseguiu uma reabilitação intelectual completa, tendo aprendido a ler e a escrever.

- A garota-urso de Krupina, Eslováquia (1767). Segundo alguns autores, não se encontraram vestígios da sua existência real nos arquivos em Krupina.


- O adolescente de Kronstadt , de 1781. Segundo o documento escrito em húngaro publicado, é um caso de embuste: o menino, deficiente mental, tinha bócio e foi exibido por dinheiro.

- Victor de Aveyron (1797): muitos estudos compreendidos recentemente por psiquiatras e antropólogos dão provas de que este famoso caso analisado por Philippe Pinel e Jean Itard não correspondia a uma verdadeira criança-selvagem. Este caso é um dos clássicos envolvendo crianças-selvagens e já foi explorado demais pelo cinema e pela literatura de ficção.

- Amala e Kamala, as meninas-bicho da Índia: outro caso extremamente popular e clássico envolvendo crianças-selvagens em um assunto extremamente controverso. Encontradas em 1920 perto de Calcutá, de acordo com os etnólogos trata-se de uma escandalosa fraude relativa crianças-lobo: Amala, a mais jovem, morreu um ano após ser encontrada e Kamala era uma menina deficiente mental espancada com um pedaço de pau por seu tutor para obter o comportamento de suposto animal com fins de exposição. Ao que tudo indica, foram abandonadas na floresta por serem deficientes.

- O menino-lobo da Índia: Encontrado na localidade de Lucknow em 1954, segundo se dizia na vila, foi criado até os sete anos de idade por lobos e macacos. Entretanto, médicos mostraram que tudo não passava de um caso de fraude e embuste para que o tutor do menino ganhasse dinheiro dizendo que ele era a reencarnação de um suposto deus do panteão hinduísta.

- Criança-gazela da Síria: Segundo os estudos feitos, um rapaz com idade em torno de dez anos foi encontrado no meio de uma manada de gazelas no deserto sírio na década de 1950, e só foi capturado com a ajuda de um jipe do exército iraquiano porque ele podia correr a velocidades de até 50 quilômetros por hora. Típico boato, como são todas as crianças-gazela descritas.

- Criança-gazela do Saara: Caso de 1960, um menino-gazela teria sido encontrado no Saara Ocidental, descrito por Jean-Claude Armen. Depois de uma dura investigação de etnólogos e biólogos na região, o próprio autor da história disse que não se tratava de nenhuma descoberta antropológica mas um folclore da região que ele havia romanceado.

- Kaspar Hauser: talvez um dos casos mais bem documentados sobre crianças-selvagens no século 19. Trata-se de um adolescente de cerca de 15 anos encontrado nas florestas próximas a Nuremberg. Alguns dos créditos desse relato são os escritos do criminalista germânico Feuerbach autor da obra biográfica sobre esse menino-selvagem. A história de Kaspar Hauser já foi tema de uma postagem antiga deste blog e há várias teorias sobre a sua origem.



terça-feira, 28 de outubro de 2014

Os mistérios de Akakor, a cidade perdida na Amazônia brasileira...

Hoje vamos falar sobre uma das curiosidades mais interessantes envolvendo o território brasileiro, o que poderia ser uma lenda de séculos ou, então, um incrível achado arqueológico esperando para ser descoberto. No interior da Amazônia, na imensidão daquele mar verde e “diabólico” (para os pesquisadores) estaria escondida uma cidade perdida conhecida como Akakor.


Akakor é uma suposta cidade perdida que estaria localizada dentro da imensidão da Floresta Amazônica, dentro do território brasileiro, possivelmente próxima à fronteira de algum país andino (Venezuela, Colômbia, Peru ou Bolívia). Akakor teria origem pré-colombiana e seria uma cidade perdida de origem inca.

A existência de Akakor é semelhante a duas lendas envolvendo também a Amazônia: a cidade de Eldorado, que tudo seria de ouro, tão procurada pelos exploradores espanhóis no século 16 (assunto já abordado neste blog anteriormente), e a lenda das amazonas – temíveis guerreiras das matas brasileiras. Por ser um local exótico aos europeus colonizadores e conquistadores, sempre foi um lugar repleto de histórias envolvendo monstros, seres míticos etc.

O criador do mito é um alemão chamado Günther Hauck (fotos abaixo), usando o codinome de Tatunca Nara, que fugiu para o Brasil em 1968 depois de inventar uma história baseado em mitos já conhecidos como o Eldorado e o Paititi, refúgio onde os incas teriam escondido as toneladas de ouro que seriam pagas como resgate ao conquistador espanhol Francisco Pizarro pelo imperador Atahualpa.




Muitos aventureiros morreram ou simplesmente desapareceram nas selvas do Brasil, do Peru e da Colômbia procurando por essas supostas ruínas. Akakor acabou se tornando uma espécie de Machu Picchu dos tempos atuais, isso porque ela se manteve escondida dos olhos ocidentais por mais de quatro séculos até ser descoberta por arqueólogos no século 20. A esperança é que o mesmo aconteça com Akakor e o nome do “descobridor” entre para os anais da história e da arqueologia.

De acordo com os arqueólogos e historiadores, há duas possibilidades dentro dessa história contada no post de hoje, uma positiva e outra negativa – mas ambas muito difíceis de se comprovar. (1) A positiva diz que a Amazônia tem uma área muito grande explorada somente por ar e espaço e que muito pode estar enterrado e debaixo de milhares de árvores, impossível de se observar do alto, necessitando de enormes expedições por terra, o que seria impossível. Assim sendo, o aspecto positivo é que realmente pode haver algo sob o sedimento florestal de séculos e séculos. (2) A negativa diz respeito aos povos indígenas da região amazônica. Eles não fundaram nenhuma grande civilização, ainda estavam na Idade da Pedra quando conheceram os europeus pioneiros e não deixaram nenhuma estrutura oral falando sobre essa cidade perdida. Para piorar a situação, nenhum grupo indígena brasileiro tinha a tradição da escrita, portanto não deixou praticamente nada para a posteridade a não ser a memória oral.

Como podemos observar, a situação de Akakor é bastante complicada para os crédulos nesta teoria criada por um alemão que veio para o Brasil fugido e buscando moradia por questões políticas no período da Ditadura Militar, em um país cujos moradores fugiram em busca de asilo político na Europa – lembre-se do lema: “Brasil, ame-o ou deixe-o”.


É muito importante pontuar que Günther Hauck (Tatunca Nara) nada mais era do que um informante dos órgãos oficiais de repressão da Ditadura Militar, que tinha como objetivo descobrir se havia grupos guerrilheiros sendo formados no Norte do país, dentro da floresta, como havia acontecido décadas antes em Cuba. Inclusive Karl Brugger, o jornalista que publicou a história relatada por Günther Hauck (Tatunca Nara) foi assassinado em 1984 no Rio de Janeiro. Isso fez aumentar ainda mais as conspirações envolvendo a possível existência de Akakor, e muitos conspiracionistas alegam que os militares queriam esconder o fato de alguma forma, o que na verdade não tem nenhum embasamento.

Em 2008, o arqueólogo mais famoso da ficção visitou a Pirâmide de Akator (nome propositalmente modificado), no coração do “inferno verde”, a Amazônia, no filme “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, mas a real existência das ruínas recriadas eletronicamente pelos produtores do filme nunca foi cientificamente comprovada.

Em compensação, muitas pessoas acreditaram na história relatada por Günther Hauck (Tatunca Nara) devido ao seu passado obscuro e também ao fato de que até hoje são encontrados sítios arqueológicos e ruínas de civilizações pré-colombianas nas regiões próximas às fronteiras do Brasil.


Akakor é uma das lendas envolvendo a Amazônia mais conhecida no mundo e menos conhecida no Brasil, país onde estaria esse legado maravilhoso de índios brasileiros. O grande problema é que temos uma área gigantesca para procurar, poucos indícios de verdade e nenhum relato ou documento escrito deixado pelos antepassados. Ao que tudo indica tudo não passa de uma farsa criada por um alemão cujo objetivo era investigar possíveis movimentos de guerrilha comunista no interior do país nos anos da dura Ditadura brasileira (1964-1985).

sábado, 25 de outubro de 2014

Narrando o que aconteceu no famoso “incidente de Fayetteville”: fato ou farsa?!

Nos últimos anos o número de casos envolvendo contatos imediatos com Ovni’s tem crescido muito, e junto a esse crescimento, aumentou o número de documentários da TV a cabo explorando de maneira sensacionalista esses casos. Muitos são tendenciosos, mas outros acabam sendo eternizados pela densidade de provas. Hoje vamos falar sobre um desses casos incontestáveis, o chamado “incidente de Fayetteville”, nos Estados Unidos.

Em 08 de janeiro de 2007, esse caso teve início na pequena cidade de Fayetteville, Carolina do Norte (mapa abaixo), nos bancos de areia do Rio Cape Fear. A principal testemunha é Chris Bledsoe, um construtor bem sucedido e piloto comercial, muito respeitado na sua vizinhança. No dia desse estranho acontecimento, ele estava pescando com outros quatro amigos: Donny Ackerman, Gene Robinson, David Mc Donald e Chris Bledsoe Junior.


O Sr. Bledsoe andou alguma distância do ponto da pescaria e, então, observou três Ovni’s. Ele retornou ao local, e mostrou a todos os três objetos. De acordo com o relato, ficaram assustados e rapidamente saíram do rio, olhando os Ovni’s fazendo movimentos erráticos no céu. Depois de voltar para casa, o Sr. Bledsoe foi para o quintal dos fundos verificar o porquê de seus cães estarem latindo tanto. Ele seguiu os animais para a floresta e viu dois supostos aliens de estatura pequena e olhos vermelhos.

De acordo com o relato de todas as testemunhas à Mufon, os objetos voadores estavam alinhados e tinham cores bem brilhantes que variavam entre vermelho, laranja e amarelo. Ainda segundo o Sr. Bledsoe, os movimentos dos objetos eram tão rápidos “quanto o piscar dos olhos”.

Emocionado e apreensivo com o que tinha visto nos fundos de casa, Bledsoe então voltou ao rio para contar aos amigos e ao filho o que tinha acabado de ver. Ele pensou que nesse período de tempo tinham se passado 20 minutos, mas acabou descobrindo um espaço de tempo de pelo menos três horas. Apavorado, ele apontou para o céu e todos puderam ver as três aeronaves indo em direção à mata e pensaram que estavam sendo invadidos por algum país inimigo dos Estados Unidos. Depois de terem aterrissado na mata, puderam ver por entre as árvores luzes brancas por mais dez minutos.


Segundo o relato, eles ficaram hipnotizados de tão horrorizados com o que viram. Assustados, deixaram para trás o material de pesca e fugiram para a caminhonete. Na estrada continuaram a ver na mata as estranhas bolas coloridas. Outro fato interessante é a diferença significativa de tempo entre a saída do Sr. Bledsoe e o seu retorno ao rio: quatro horas! Diante desse fato, dois dos amigos foram procurá-lo na estrada e não o encontraram. Para o Sr. Bledsoe tinham se passado somente vinte minutos.

Os quarto homens ainda contaram à rede de investigações da Mufon que haviam visto na estrada um outro ponto de luz muito forte no acostamento, e duas criaturas estranhas, humanoides, de baixa estatura (do tamanho de uma criança de sete ou oito anos), circulando e, de repente, entraram nesse ponto de luz que levantou voo e simplesmente desapareceu no céu com movimentos erráticos mais uma vez.

O caso foi tão bem detalhado pelas testemunhas que a Mufon ficou impressionada com o espanto aliado à honestidade destas pessoas, que se perguntavam se estavam ficando loucas. Assim, a Mufon convocou cinco dos seus investigadores internacionais mais experientes.

À equipe da Mufon, Bledsoe Junior disse que não conseguia pensar em outra coisa naquela noite e se sentiu perseguido, pois, já em casa, viu dois orbs avermelhados na mata nos fundos do quintal, que pareciam investigá-los, vigiá-los. Entretanto a Mufon acreditou, de início, que Bledsoe Jr. estava somente corroborando com a história do pai; faltava, então, investigar tudo com o resto das testemunhas para criar um portfólio de investigação.


Os investigadores sêniors da Mufon foram conversar com os pescadores, que corroboraram com as histórias contadas pelo Sr. Bledsoe e seu filho. Eles ainda disseram que ficaram apavorados na hora, mas depois pensaram que estavam ficando loucos; um deles chegou a falar em experimentos militares secretos do governo norte-americano. Outro ponto interessante é que, de acordo com eles, as aeronaves não faziam nenhum barulho.

Com esses detalhes e tantas testemunhas, a Mufon abriu um portfólio para o caso e decidiram levar o Sr. Bledsoe (foto abaixo com seu filho, Jr.) a um psicanalista a fim de fazer uma sessão de hipnose e descobrir o que ocorreu realmente nessas horas que ele supostamente esteve em poder dos pequenos seres. No dia 14 de julho de 2008 aconteceu a primeira sessão de hipnose psicanalítica.


Condição psicológica de Bledsoe...
É importante apontar que o Sr. Bledsoe avisou à Mufon que não estava tendo bons episódios psicológicos e pensava estar ficando louco. Desde o acontecimento citado acima, ele não acreditava nos próprios olhos e na história que contava. Além disso, tinha pesadelos constantes, medo de sair à noite, medo de ir à floresta, confusão mental e muita enxaqueca. Diante deste quadro, a Mufon o colocou num polígrafo; recontando a história, descobriu-se que ele contava como verdade toda aquela história da abdução.

Em um ponto da investigação, a esposa do Sr. Bledsoe, mãe dos seus quatro filhos, reclamou que toda essa história estava destruindo seu lar porque os familiares estavam desacreditados da sanidade mental de pai e filho. Foi nesse contexto que o Sr. Bledsoe evitou contar mais detalhes do seu contato imediato, o que só apareceu durante as consultas com o psicanalista. Foi desta maneira que toda história foi sendo, aos poucos, esclarecida e a família de Bledsoe começou a compreender que não se tratava de insanidade mental, mas sim de estresse pós-traumático e síndrome do pânico.

Durante a hipnose, o Sr. Bledsoe contou um número pertinente de detalhes que estavam escondidos. Ele disse na aeronave viu quatro seres estranhos, e que depois todo o ambiente ficou escuro. Quando perguntado o porquê de ter sido escolhido pelos extraterrestres, ele respondeu que os seres disseram serem “anjos da guarda” e vieram até ele porque ele andava triste demais. Além disso, explicaram que os aliens menores vistos eram “crianças das estrelas”, fruto de acasalamentos entre aliens e seres humanos que estavam brincando na floresta.

Ele contou, ainda, que os aliens visitaram sua casa e ele implorava para voltar para sua família. Com isso, os aliens disseram que não iam fazer nada de mal a ninguém, apenas mostrar que eles estão próximos da humanidade observando tudo. Assim terminou a sessão de hipnose, e o Sr. Bledsoe continuava a achar que estivesse louco; o psicanalista explicou que isso é extremamente comum em quem passa por esses eventos. A Mufon abriu um portfólio com esse resultado positivo.

Para ter certeza da veracidade, a Mufon o levou até outro psicanalista que também fez uma hipnose; a história contada foi a mesma, com a mesma riqueza de detalhes. Com isso, dois laudos provavam a sanidade mental do abduzido.


Continuando a investigação…
Poderia, com essas considerações, esse caso tornar-se um clássico da ufologia mundial? Todas as evidências apontavam que sim. Entretanto ainda faltava a conclusão das investigações da Mufon, que encaminhou o Sr. Bledsoe para o analista aposentado do FBI, Bob Dridak, que faria um polígrafo com a suposta vítima de abdução. As perguntas feitas foram simples e estavam relacionadas com a história contada pela família Bledsoe e os amigos pescadores.

De acordo com Dridak, o Sr. Bledsoe mostrou-se inconsistente em algumas respostas do polígrafo. Entretanto por ser um procedimento considerado controverso, nunca é usado em processos a não ser que todas as partes envolvidas concordem com isso perante a corte. Mesmo assim a Mufon não descartou o caso e continuou com os procedimentos investigativos em relação ao que havia ocorrido naquele dia próximo ao rio, em Fayetteville. Segundo os investigadores, isso poderia acontecer porque o Sr. Bledsoe estava muito nervoso e continuava a se questionar sobre a própria sanidade mental em relação ao que teria acontecido.

Um fato ou uma farsa histórica na ufologia?!
Recentemente o blog postou o caso envolvendo Travis Walton, que nos anos 70 repercutiu enormemente na mídia e no meio ufológico, infelizmente depois vindo a comprovar ser um enorme caso de fraude envolvendo vários níveis, inclusive desvio de recursos federais dos Estados Unidos. Seria este o caso de Bledsoe, uma grande armadilha midiática?

Se a abdução do Sr. Bledsoe e a história dos seus amigos é uma tremenda farsa, precisamos apontar para algumas questões que devem ser respondidas: por que inventar essa história? Será que eles queriam ganhar alguma notoriedade e quinze minutos de fama? Para muitos, a resposta é “não”. Mas será que eles pensaram que poderiam ganhar dinheiro com essa história? Possivelmente, mas todos os envolvidos tinham boas ou ótimas condições financeiras. E se supormos de testemunho falso, como pode que todos contaram a mesma história sem nenhum tipo de contradição?


A Mufon ainda permanecia crédula em toda essa história, uma vez que toda a história parecia ser extremamente verossímil; os especialistas envolvidos na investigação eram veteranos de muitos anos e os psicanalistas que fizeram a hipnose já tinham trabalhado em mais de 250 casos parecidos e poderiam muito bem dizer se havia ali um fato ou uma farsa. Mesmo assim os mais céticos continuavam a se perguntar uma série de questões muito importantes.

Se a história então é uma mentira deliberada, como o Sr. Bledsoe pôde passar por todos os testes e avaliações psicológicas? Pode alguém fraudar até testes psicológicos avançadíssimos? Provavelmente não, de acordo com muitos especialistas. A Mufon continuou acreditando no caso apresentado neste post; entretanto, não há como comprovar se o caso é realmente autêntico porque os céticos pedem mais provas que são impossíveis de serem conseguidas.

A única coisa que se tem certeza é que “algo incomum e que não é desse mundo” foi compartilhada por um grupo de pessoas naquele final de tarde em Fayetteville. E isso foi forte o suficiente para mobilizar um grupo muito grande de pessoas, inclusive os mais experientes investigadores da Mufon. O caso permanece aberto até que novas tecnologias de investigação sejam possíveis para concluir o “incidente de Fayetteville”.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Você conhece a chamada “Conspiração judaico-maçônico-comunista internacional”?! Fato ou farsa?!

A Conspiração judaico-maçônico-comunista internacional, às vezes chamada de Conspiração judaico-maçônico-marxista internacional, ou simplesmente Conspiração judaico-maçônica, é uma teoria da conspiração envolvendo uma suposta aliança secreta entre judeus, maçons e comunistas de todo mundo. O objetivo obscuro da aliança seria a dominação de todo mundo.


A ausência de evidência de uma conspiração mundial desse porte é tida como demonstração da influência dos conspiradores, pois trabalham para suprimir a evidência da sua atividade. Entretanto, muitas pessoas adeptas da extrema-direita afirmam que essa conspiração está ativa desde pelo menos 1922 (ano da formação da União Soviética) e segue em curso através da grande mídia norte-americana (os grandes estúdios de cinema, geralmente, estão nas mãos de judeus e de maçons). Há um debate muito forte, por vezes controverso em torno desta história.

A existência do antissemitismo na Europa pode ter origem na Idade Média, que liga sociedades sem sistema capitalista desenvolvido para um amplo grupo de preconceitos ideológicos, principalmente o desprezo pelas atividades econômicas, independentemente da sua função econômica, além de a Igreja, naquela época, condenar quem emprestava dinheiro a juros.

Naquela época os judeus eram impedidos nos feudos de terem terras, portanto eram condenados a estudar e a vagar de vila em vila fazendo comércio e emprestando dinheiro. Isso fez com que eles se tornassem importantes mercadores, pessoas letradas em uma sociedade de analfabetos, e serem acusados de “terem causado a morte de Cristo” em uma sociedade teocêntrica.


No período do medievo a única maneira socialmente aceitável de ficar rico sem suspeita era através da renda feudal, acessível somente para os privilegiados, que foram certamente muito mais do que os judeus. Em vez disso, destacaram-se nelas, porque sua condição impediu-os de modo geral ao acesso a outros tipos de ocupações (embora alguns dos judeus europeus eram agricultores que se dedicam em diferentes postos de trabalho manual e intelectual). A manipulação desses preconceitos foi uma maneira útil para desviar os conflitos sociais (o descontentamento dos desprivilegiados em momentos críticos), utilizando os judeus como bodes expiatórios. A eles atribuíram toda sorte de más intenções (como a peste negra, o sequestro e assassinato de crianças em rituais, profanação dos sacramentos cristãos etc.)


Junto a esse contexto temos, com o tempo, a popularização da Maçonaria. Como esta instituição tem uma série de códigos secretos cujos segredos são revelados somente para os iniciados, a Igreja católica passou a ver ali na instituição uma possível ameaça à sua hegemonia política, social e cultural. Por isso passou a organizar movimentos proibitivos aos católicos romanos de participarem da Maçonaria. Assim sendo, passamos a ter dois “perigos” à hegemonia católica do mundo: o Judaísmo letrado e capitalizado e a Maçonaria, com suas reuniões secretas.

Mas desde a divulgação do suposto “Os protocolos dos sábios de Sião” estas teorias de conspiração foram se tornando cada vez mais complexas. (Neste blog, há algum tempo, já abordamos a questão desta fraude contra os judeus, com nascimento na Rússia czarista). O fato de Karl Marx – um dos idealizadores das teorias do comunismo/socialismo – ter nascido numa família judaica, junto à origem judaica de proeminentes líderes comunistas, permitiu acrescentar à conspiração movimentos sindicais e socialistas, membros de sua ideologia.

A Maçonaria recebeu condenação papal desde o século 18, e seu papel na formação das chamadas Revoluções Liberais, especialmente dos primeiros ciclos (Independência dos Estados Unidos, a Revolução Francesa, revoluções de 1820), foram controversas. Sua condição de sociedade secreta excitava a imaginação, e levava a todos os tipos de fantasias na época romântica.


Com o tempo, a suposta Conspiração judaico-maçônico-comunista internacional ganhou o mundo capitalista em dois momentos após a Revolução Russa (1917): durante a Crise de 1929 e logo após a Guerra Fria (1945-1991). No primeiro momento, em 1929, temos os grandes capitalistas norte-americanos e europeus acusando os judeus, comunistas e maçons de estarem conspirando uma trama internacional para desestabilizar a economia do planeta, e é assim que vemos a subida ao poder do Nazifascismo na Europa. Mais tarde, na Guerra Fria, o governo dos Estados Unidos vai buscar forças no passado recente para acusar possíveis espiões comunistas, judeus e maçons contra a própria pátria; assim, temos o início da perseguição pública na figura do Macartismo.

Pelo o que podemos analisar, temos um tripé que eternamente será acusado de diversas coisas nos acontecimentos da História. O Judaísmo como reflexo de um possível interesse exacerbado em dinheiro; a Maçonaria com um possível interesse em desestruturar as instituições a seu favor durante reuniões secretas; e o Comunismo, com o objetivo de acabar com a propriedade privada e coletivizar tudo.

Mas, como vimos, essa conspiração está embasada no preconceito total. Tendemos a demonizar e a criticar aquilo que não temos conhecimento, e foi isso que aconteceu no passado a fim de regularizar as mentalidades das populações contra um inimigo que o sistema não conseguia compreender bem, criando factoides. Entretanto, muitas pessoas permanecem acreditando nessas teorias que mais parecem loucas, pois desde o século 19 estamos observando falar-se delas e até hoje não aconteceram.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (38)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Quem realmente inventou o avião, os irmãos Wright ou Santos Dumont?
Sempre que assistimos a filmes, desenhos e seriados norte-americanos que mencionam a invenção do avião, estes se referem à façanha aos chamados irmãos Wright. Entretanto, aqui no Brasil estamos acostumados à história de que o brasileiro Alberto Santos Dumont seria o “pai da aviação”. Na realidade, os irmãos Wright realizaram o primeiro voo, mas este não foi feito com um motor, mas através de uma espécie de catapulta, que jogou o avião que, por sua vez, planou alguns metros acima do chão. Santos Dumont que seria, mesmo, o “pai dos aviões”, pois seu 14-Bis voou por propulsão de um motor próprio, e não foi catapultado como ocorrera nos Estados Unidos; tanto que em todo o mundo é o brasileiro considerado o inventor do avião, menos na América do Norte.


É verdade que antigamente a sociedade via os epiléticos como possuídos pelo demônio?
Sim, e não somente os epiléticos. De acordo com os especialistas em história da medicina e dos processos sociais, epiléticos em crise, esquizofrênicos, autistas, portadores das Síndromes de Tourette e do Pânico eram vistas como potenciais maus agouros dentro de casa e na sociedade. Isso porque havia dois quadros importantes, principalmente na Idade Média: (1) nas crises epiléticas ou esquizofrênicas, por exemplo, as pessoas ficam sem controle algum quando não estão medicadas, falam o que não devem e agem em dicotomia com o que a sociedade prega, ou seja, antissociais demonizados – já que não havia diagnóstico psiquiátrico; (2) nos casos de pessoas com depressão e pânico havia um outro problema: as pessoas não queriam tomar sol nem ir à igreja (rito máximo da sociedade na época), sendo assim uma pessoa que gosta de escuro (típico de deprimidos e melancólicos) e com medo de tudo, se recusando em ir à igreja, era um péssimo sinal de possessão demoníaca. A situação só começou a mudar um pouco com o desenvolvimento maior das teorias da psiquiatria no século 18.

Quais são os possíveis benefícios do sal de cozinha ao corpo humano?
Apesar de ser essencial para saúde, pois auxilia na manutenção do equilíbrio hídrico e o funcionamento regular das células, é importante consumir sal com moderação para evitar a hipertensão. O sal de cozinha é composto por 40% de sódio, um nutriente essencial para nosso organismo, o qual contribui para a regulação osmótica dos fluídos e atua na condução de estímulos nervosos e na contração muscular. De acordo com o “Guia alimentar da população brasileira” e a Organização Mundial da Saúde, o consumo máximo de sal por dia não deve ultrapassar 5g por dia. Além de conferir sabor ao alimento industrializado, o sal funciona como um conservante natural de tais produtos. Logo, há maior tempo de prateleira (validade), garantia na segurança sanitária, além de apresentar funções tecnológicas como textura e estrutura nos produtos.


Os seres humanos só usam 10% da capacidade do cérebro?
O mito do uso de 10% do cérebro é uma lenda urbana. Segundo a crença popular, se todo o cérebro fosse utilizado, o indivíduo desfrutaria de habilidades sobre-humanas. Alguns argumentam que a porção inativa do cérebro esconde funções psicocinéticas e psíquicas. Afirma-se que algumas pessoas de QI muito elevado usariam mais do que 10% do cérebro, tal ideia é muitas vezes atribuída a Albert Einstein. Portanto, sugere-se que a inteligência de uma pessoa está ligada à porcentagem do cérebro que ela utiliza. Embora a capacidade intelectual do indivíduo possa aumentar ao longo do tempo, a crença de que grande parte do cérebro é inutilizada e, essencialmente, só se faz uso de 10% do seu potencial efetivo não tem base científica e é desmentida pela comunidade científica. Uma hipótese para a origem do mito refere-se à teoria da reserva de energia, criada pelos psicólogos de Harvard William James e Boris Sidis na década de 1880. Eles basearam a teoria na análise de William Sidis, uma criança prodígio que teve resultados em testes de QI similares a de adultos. William James disse em audiências públicas que as pessoas só encontram uma fração de todo o seu potencial mental, o que é uma afirmação plausível. Em 1936, o escritor americano Lowell Thomas resumiu essa ideia adicionando uma porcentagem falsa. De acordo com uma história de origem semelhante, o mito dos 10% mais provavelmente surgiu de um mal-entendido ou de uma deturpação de pesquisas neurológicas do final do século 19. Por exemplo, as funções de muitas das regiões do cérebro (especialmente do córtex) são complexas o suficiente para que efeitos de danos sejam notados, levando cedo os neurologistas a conhecerem o que essas regiões faziam. O neurologista Barry Gordon descreveu o mito como ridiculamente falso. Assim, se 90% do cérebro é normalmente inutilizado, então danos nessas áreas não deveriam prejudicar o seu funcionamento. O cérebro é muito custoso ao resto do corpo em termos de consumo de oxigênio e nutrientes. Isso pode consumir vinte por cento da energia do organismo, mais do que qualquer outro órgão, apesar de ser apenas 2% do peso do corpo humano. Se 90% do cérebro fosse desnecessário, haveria grande vantagem evolutiva em seres humanos com cérebros menores e mais eficientes. No episódio de “Mythbusters”, os apresentadores utilizaram magnetoencefalografia (MEG) e ressonância magnética para formar uma imagem do cérebro de alguém resolvendo uma tarefa mental complicada. Constatando que muito mais de 10%, de fato, quase 100% do cérebro estava ativo, eles declararam o mito como detonado.


O que é e o que faz um guru?!
Grosso modo, simplificando, os gurus estão presentes nas principais religiões orientais – Budismo, Hinduísmo, Sikhismo e Xintoísmo – e a origem da palavra vem do sânscrito, significando “professor” ou “mestre”. De acordo com os dogmas destas religiões, uma pessoa se torna um guru quando ela quase chega a atingir a perfeição de vida, servindo de exemplo para as demais pessoas através da simplicidade, sabedoria, espiritualidade, vivacidade, experiência de vida etc. O guru espiritual ajuda as pessoas a lidarem com seus defeitos e suas qualidades a fim de atingirem o máximo que essas religiões pedem às almas e espíritos dos seres praticantes destas fés. Seria, assim, uma espécie de elo entre o plano terreno e o plano espiritual (os vários deuses e almas encarnadas). Entretanto, existe uma hierarquia muito importante entre os gurus, desde os iniciantes na prática até os mais experienciados na função religiosa-filosófica-mística. É por conta disso que aqui, no Ocidente, as pessoas experts em determinados assuntos e que ensinam as demais pessoas a lidarem com determinados acontecimentos são chamadas de “gurus”: guru da informática, guru da administração, guru da economia, guru da consultoria financeira etc.

sábado, 18 de outubro de 2014

Considerações sobre as misteriosas luzes de Hessdalen, na Noruega. Fato ou farsa?!

As luzes de Hessdalen são um fenômeno ainda inexplicável, geralmente visto no Vale de Hessdalen, na cidade de Holtolen, no centro da Noruega. Esse fenômeno, natural ou não, tem sido motivo de muita discussão envolvendo físicos, astrofísicos, ufólogos, astrônomos e agentes da aviação civil. Hoje vamos tentar estruturar um pouco os fatos envolvendo o que ocorre na Noruega há tanto tempo. Fato ou farsa?! Voilà!!!


Histórico e descrição do fenômeno...
Luzes incomuns têm sido relatadas desde a década de 1940 naquela localidade. A atividade ficou ainda maior entre 1981 e 1985, quando essas luzes chegaram a ser observadas até 20 vezes por semana. Isso causou uma imensa chegada de curiosos e especialistas até a pequena localidade norueguesa. Desde então as atividades têm diminuído muito, e as luzes de Hessdalen podem ser vistas na média de 15 vezes ao ano.

As luzes de Hessdalen, na maioria das vezes, são brancas, muito brilhantes, ou amareladas. Têm origem desconhecida, sendo temática de várias teorias conspiratórias. Por vezes as luzes podem ser vistas à noite por mais de uma hora vagando próximas ao solo. Para quem acompanha o fenômeno, o vale de Hessdalen teria muitos fenômenos inexplicáveis além dessas luzes, que são as que chamam mais atenção.


Pesquisa de campo e pesquisa laboratorial...
Desde 1983 há um intenso projeto de investigação científica de modo interdisciplinar chamado “Projeto Hessdalen”, iniciado pelos grupos ufológicos da Noruega e da Suécia. O projeto foi crescendo entre 1983 e 1985. Finalmente, com a ajuda de físicos, químicos, astrônomos e ufólogos foi construída a Estação Científica de Hessdalen, cujo objetivo é investigar o céu 24 horas por dia. Essa estação registra e grava a aparência das luzes e suas nuances.

Mais tarde, na metade da década de 1990, o projeto foi substituído pelo chamado “EMBLA”. Ele trouxe pesquisadores interessados de todo mundo. Assim, a estação científica passou para o controle da Universidade de Ostfold, da Noruega, e do Conselho Nacional de Pesquisa da Itália, passando a ser uma pesquisa cada vez mais persistente e interdisciplinar, unindo especialistas de todo planeta em um mesmo objetivo.

Possíveis explicações...
Apesar das investigações em curso, ainda não há uma explicação convincente da origem dessas luzes na Noruega. No entanto, há várias hipóteses em curso conforme os trabalhos dos pesquisadores continuam avançando em diferentes frentes. Vamos conhecer as mais populares no meio acadêmico:

- Uma possível explicação atribui o fenômeno a um processo de combustão completamente compreendida no ar envolvendo nuvens de poeira do fundo do vale, que contém em abundância um produto químico conhecido como escândio.

- Outra hipótese recente sugere que as luzes são formadas por pequenos plasmas formados por reações químicas, como a ionização de uma atmosfera empoeirada e fria. Assim, de acordo com os físicos, diversas propriedades das luzes de Hessdalen podem ser explicadas quando se estuda o modelo do plasma de poeira. Análises e experimentos laboratoriais mostraram que também é possível produzir esses plasmas em ambiente radioativo com gás ionizado.

- Alguns indivíduos alegam que as luzes são criadas por espaçonaves extraterrestres, mas essa posição foi totalmente descartada da principal linha de investigação científica.


Ainda não se tem nada de concreto envolvendo as luzes de Hessdalen. O que se sabe é que elas diminuíram enormemente sua frequência ao longo das últimas décadas, enquanto o fenômeno oposto acontece: conforme diminui a frequência aumenta o número de curiosos; uns ligados ao assunto físico, outros ligados ao assunto químico, alguns querendo ligar esse fenômeno aos mundos paranormais e ufológicos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Você conhece os mistérios envolvendo as Pedras-guia da Geórgia?! Conheça hoje...

As Pedras-guia da Geórgia são um monumento localizado no condado de Elbert, no estado norte-americano da Geórgia, no sul dos Estados Unidos. Um grupo de dez mensagens para o bom convívio das pessoas, em uma enorme estrutura, em oito línguas modernas e pequenas mensagens em babilônico, grego clássico, sânscrito e hieróglifos egípcios fazem parte da estrutura. O mais interessante de tudo é o mistério envolto na construção da estrutura: quem mandou fazer o monumento? Com quais objetivos? São estruturas religiosas? São estruturas ateístas? São estruturas feitas pela Maçonaria ou pelos Illuminati? Fato ou farsa?

A estrutura, por vezes, é chamada de “Stonehenge americana”. O monumento mede seis metros de altura e é feito por seis enormes blocos de granito, pesando mais de 110 mil quilos no total. No topo há uma laje de granito alinhada astronomicamente com os quatro pontos cardeais.



História bizarra…
Em junho de 1979, um desconhecido com pseudônimo de R. C. Christian contratou a companhia Elberton Granite Finishing para construir a estrutura. Desde então tudo tem ficado sob imenso sigilo e uma espessa névoa de indignação de grupos religiosos. Finalmente em 2008, as pedras foram vandalizadas com pichações que diziam: “Morte ao Anticristo”, “Fim do ateísmo” e “Morte à nova ordem mundial”. Depois desse vandalismo, um grupo de segurança foi contratado por um anônimo, que colocou várias câmeras vigiando as Pedras-guia 24 horas por dia, sete dias da semana; quando alguém tenta fazer qualquer espécie de vandalismo, é rapidamente interceptada por uma patrulha particular.

Inscrições no monumento...
Uma espécie de mensagens está gravada nos granitos do ponto de interesse. As línguas modernas das mensagens são: inglês, espanhol, suaíle, hindi, hebraico, árabe, chinês (mandarim) e russo. As mensagens, traduzidas para o português, dizem o seguinte – conforme estão inscritas nas lápides:

1. Manter a Humanidade abaixo de 500 milhões de habitantes, em perpétuo equilíbrio com a natureza;
2. Controlar a reprodução sabiamente – aperfeiçoando as condições físicas e a diversidade;
3. Unir a Humanidade com um novo idioma vigente;
4. Controlar a paixão – fé – tradição – e todas as coisas com razão moderada;
5. Proteger povos e nações com leis e tribunais justos;
6. Permitir que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo disputas externas em um único tribunal mundial;
7. Evitar leis insignificantes e governantes desnecessários;
8. Equilibrar direitos pessoais com deveres sociais.
9. Valorizar a verdade – beleza – amor – procurando a harmonia com o infinito;
10. Não ser um câncer sobre a Terra. Deixar espaço para a natureza. Deixar espaço para a natureza.



Explorando as Pedras-guia da Geórgia...
A poucos metros do monumento há, no chão, um pedaço de granito com outras inscrições. Essa peça fala dados físicos das Pedras-guia: idade, línguas usadas nas inscrições, tamanho, peso etc. O mais intrigante é que esse pedaço de granito fala sobre uma possível “cápsula do tempo” enterrada sob o monumento. Essa tal cápsula do tempo nunca foi muito bem explicada, como o que há nela, quando foi instalada, qual seu propósito etc. Outro ponto interessante é que cada lado deste granito no chão está alinhado a um dos quatro pontos cardeais.

O texto completo da pedra colocada no chão está logo abaixo. Muitos conspiracionistas dizem que o texto deve conter alguma chave de elucidação sobre o mistério da construção das Pedras-guia da Geórgia. No centro da pedra há um pequeno círculo representando a bússola simples, indicando os quatro pontos cardeais: leste, oeste, norte e sul. No centro do granito está escrito: “Pedras-guia da Geórgia. Fundações finalizadas em 22 de março de 1980”. Logo abaixo encontramos a inscrição: “Deixem que essas rochas sejam a Era da Razão”. Também neste pedaço de granito próximo ao ponto de interesse encontramos o seguinte texto de instrução para se entender as Pedras-guia:

Dados astronômicos. 1) O sulco em volta da pedra indica os polos celestiais; 2) O sulco horizontal indica a viagem anual do Sol pelo céu; 3) O ponto central indica o local do sol a pino ao meio-dia ao longo do ano. Autor do projeto: R. C. Christian [um pseudônimo]. Patrocinadores: um pequeno grupo de americanos que buscam a Era da Razão. Há uma cápsula do tempo colocada seis pés abaixo deste ponto, a ser aberta um dia”.



Há outros dados astronômicos importantes envolvendo este ponto de interesse que estamos falando hoje. Além de as pedras estarem alinhadas com os quatro pontos cardeais, o centro do monumento está alinhado com a Estrela Polar. Além disso, a lateral das Pedras-guia da Geórgia está alinhada com o caminho que o Sol percorre nos dias de solstício de verão e de inverno no hemisfério norte.

Localização exata...
As Pedras-guia estão localizadas no topo de um pequeno morro no condado de Elbert, aproximadamente a 140 quilômetros de Atlanta, cidade mais importante da Geórgia. Os granitos estão de pé às margens da Autoestrada Geórgia 77, e podem ser vistas do acostamento. Por conta do ponto de interesse, desde os anos 80 também é conhecida como “Estrada das Pedras-guia”. Outro fato curioso é que esse conjunto misterioso está localizado no ponto mais elevado do referido condado. Para observar as Pedras-guia da Geórgia no Google Earth, ou no Google Maps, basta colar no campo de busca os seguintes dados de coordenadas: Georgia Guidestones.


Mais informações sobre o monumento...
Diversas pessoas famosas já visitaram as Pedras-guia desde sua inauguração, em 1980. Enquanto isso, vários críticos falam que esses artistas estiveram venerando o Anticristo, que seria o responsável por este monumento. O fato é que inúmeras celebridades de Hollywood já estiveram por lá fazendo orações e aceitando as frases de recomendação.

As Pedras-guia da Geórgia têm se tornado, cada vez mais, assunto de interesse para os teóricos conspiracionistas. Um deles, ativista chamado Mark Dice, diz que as Pedras-guia “são um projeto para o ápice do capitalismo voraz em troca da miséria do planeta”, ainda afirmando que “as Pedras-guia são de origem satânica”, e o construtor R. C. Christian pertence a “uma sociedade secreta diabólica” relacionada à nova ordem mundial. Outros críticos dizem que onde o monumento fora construído está bastante explícito que se deve ao culto ao Sol como um grande Deus, lembrando até os wiccas.

O analista de sistemas Van Smith aponta em seus estudos que as dimensões do monumento fazem lembrar a altura do Burj al-Khalifa, o edifício mais alto do mundo, localizado em Dubai, no Oriente Médio, inaugurado justamente quando as Pedras-guia completaram trinta anos. Van Smith acredita que os construtores e idealizadores do projeto são os mesmos, e que o Burj al-Khalifa seria uma Torre de Babel contemporânea (o prédio tem mais de 800 metros de altitude), e que as Pedras-guia teriam sido um prenúncio disso, uma espécie de novos “Dez Mandamentos do mundo atual”.

Alguns conspiracionistas situam a construção deste monumento no contexto da Guerra Fria e sob o risco de uma hecatombe nuclear. Assim, aquelas dez frases seriam os dez passos para o mundo pós-bomba nuclear sobre os territórios norte-americanos.



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Mistério inexplicável: o caso de Shag Harbour, no Canadá... Fato ou farsa?!

O incidente Ovni de Shag Harbour foi o relato do impacto de um enorme objeto não-identificado nas águas de Shag Harbour, uma pequeníssima vila de pescadores na província canadense de Nova Escócia, no dia 04 de outubro de 1967. Os relatórios foram lidos, relidos e investigados por vários civis, ufólogos, militares, agências do governo, ONG’s e até mesmo pelo governo norte-americano (que, teoricamente, não tem soberania nem jurisprudência sobre aquele território).


Eventos iniciais em Shag Harbour...
Por volta das 11h20 da noite do dia 04 de outubro de 1967, horário local, foi relatado que algo caiu nas águas do Golfo do Maine, próximo à vila pesqueira de Shag Harbour. Pelo menos onze pessoas viram um objeto voador não-identificado, com o formato de um charuto, indo em direção ao porto da vila. Múltiplas testemunhas disseram que ouviram algo “como uma bomba explodindo”, depois algo como um assobio abafado.

O objeto nunca foi oficialmente identificado, e mais tarde classificado como um Ovni nos documentos da investigação canadense. Moradores da vila alegam que militares canadenses estiveram envolvidos no subsequente resgate da nave.

A denúncia da queda às autoridades foi feita, pela primeira vez, pelo morador Laurie Wickens e seus quatro amigos. Dirigindo para Shag Harbour em uma autoestrada, eles avistaram um enorme objeto afundando nas águas próximas ao porto. Em seguida, viram um objeto não-identificado com cerca de 250 metros de comprimento boiando no mar, a cerca de 300 metros da praia. Depois de avistarem essa cena, Wickens ligou para a Guarda Costeira Canadense e passou o primeiro contato do incidente.


Buscas subsequentes e esforços de resgate...
Supondo que na verdade um avião teria caído naquela área, dentro de 15 minutos dez oficiais da aeronáutica do Canadá chegaram ao local. Preocupados com possíveis sobreviventes, os oficiais entraram em contato com o Centro de Salvamento, em Halifax, para falar sobre a situação incomum, além de perguntar às torres de controle aéreo se alguma aeronave passou por ali ou pediu ajuda com algum tipo de falha. De acordo com as testemunhas, em menos de 15 minutos a tal aeronave afundou e sumiu totalmente mar adentro.

Uma equipe de resgate foi prontamente montada e coordenada. Com menos de meia hora do incidente, vários barcos pesqueiros foram para o local indicado procurar por sobreviventes junto com alguns policiais e bombeiros. Sem sinal de sobreviventes, sem sinal de corpos ou sem nenhum resquício de acidente aéreo (pedaços de equipamentos), os pescadores e bombeiros deixaram o local em Shag Harbour porque estava muito escuro.


Na manhã seguinte, as tores de controle aéreo de Halifax informaram que não havia nenhuma aeronave desaparecida no Canadá, nem no nordeste dos Estados Unidos, nem no sul da Groenlândia. No meio disso tudo, que agora era um mistério, as buscas foram retomadas na manhã no pequeno porto pesqueiro de Shag Harbour, com a Guarda Costeira, bombeiros, militares e pequenos pescadores colaborando também como mergulhadores.

Neste mesmo dia, 05 de outubro de 1967, o Centro de Controle Aéreo do Canadá enviou um fax de prioridade total para a Aeronáutica do Canadá falando sobre a possibilidade de “avistamento de Ovni”, informando que havia várias testemunhas na comunidade, sendo este um “caso incomum à rotina”. A partir deste momento, na tarde daquele dia, o caso passou a ser classificado como “relatório Ovni”. Assim sendo, a Aeronáutica Canadense passou outro telex para as autoridades em Shag Harbour falando que as buscas deveriam ser mais densas e os civis deveriam ser retirados da questão; com isso, os pescadores que estavam servindo ao esforço local foram proibidos de ir ao mar até mesmo pescar enquanto a população assistia da praia às operações dia e noite, abrindo os olhos desconfiados da comunidade ufológica.

Dois dias depois de o incidente ter sido notificado para as autoridades, foi composto do gabinete de crise e três dias depois disso o contingente de busca aumentou três vezes, sem, no entanto, que os civis pudessem participar. Desta forma, a colônia de pescadores de Shag Harbour começou a passar por grave crise financeira e crise alimentar porque os pesqueiros não podiam ir ao mar. Diante de tantos problemas envolvendo o objeto voador não-identificado, o Departamento de Defesa Nacional do Canadá abriu uma investigação mais aprofundada do caso, e hoje esses arquivos podem ser lidos no Acervo Público de Ottawa. Vários relatórios foram produzidos enquanto a população dizia uma coisa e os documentos, outra.



Os documentos apontam que a Aeronáutica Canadense estava “extremamente interessada no caso” enquanto a Guarda Costeira dava o caso como encerrado para que a população local voltasse a ter sua vida. Nas conclusões do documento encontrado no Acervo Canadense há a menção de que a Marinha encontrou um objeto escuro, metálico e nenhum sinal de vida inteligente no objeto, que foi recolhido. Entretanto, apesar dos relatórios, a Marinha Canadense continua, desde 1967, a negar que tenha encontrado qualquer coisa nas profundezas do Golfo do Maine.

O incidente ufológico de Shag Harbour tornou-se muito importante para os estudos de Ovni’s e as buscas de militares por estas naves voadoras. O caso acabou conhecido como “Roswell do Canadá”. Céticos creem que o ocorrido não tem nada a ver com discos voadores ou aliens, mas sim o contexto da Guerra Fria. Em 1967, os países da Otan saíam da crise de mísseis de Cuba contra a União Soviética e estavam se resguardando de ataques nucleares surpresa. Além disso, o contexto da época revela muito sobre experimentos militares secretos.

sábado, 11 de outubro de 2014

Você conhece a teoria conspiratória conhecida como “sedevacantismo”? Fato ou farsa?!

Sedevacantismo é uma teoria da conspiração bastante complexa, defendida por uma minoria muito grande de católicos tradicionalistas, que por sua vez afirmam que a Santa Sé está vaga desde a morte do Papa Pio 12, em 1958, ou de Angelo Roncalli, conhecido como João 23, em 1963. Entretanto, nem todos os tradicionalistas são sedevacantistas, exemplo é a Fraternidade Sacerdotal São Pio 10.


Sedevacantistas acreditam que os Papas Paulo VI (1963-1978), João Paulo I (1978), João Paulo II (1978-2005), Bento XVI (2005-2013) e Francisco não foram “católicos verdadeiros” nem, portanto, Papas legítimos em virtude de, alegadamente, terem abraçado “a heresia do modernismo”, ou de terem negado ou contrariado solenemente dogmas católicos bastante definidos.

Os conspiracionistas sedevacantistas apontam que nesse meio tempo tivemos Sumos-sacerdotes que eram comunistas, modernistas, quase ateus, humanistas, antropocentristas, não-marianos, céticos, cibernéticos, que não teriam feito votos necessários (de pobreza, celibatários etc.) ao catolicismo.






De acordo com o que está escrito no livro “Men of a single book”, que aborda um pouco sobre essa teoria conspiratória que estamos debatendo hoje:

O Concílio Vaticano II permitiu que a nova ideologia humanista do ‘progresso’, ciência e tecnologia invadisse os sacros limites antes reservados para o conhecimento e o amor de Deus. Mas, desde que a religião nunca pode ser um suporte para a mentalidade materialista como estruturada pela Renascença e o Iluminismo, e de fato está em completa oposição a ela, os chefes do Concílio buscaram uma pacto e uma acomodação com a mentalidade moderna. Tal meta constitui, contudo, uma clara traição do espírito cristão. Muito antes do Vaticano II, ainda na década de 1920, René Guénon escreveu: ‘qualquer compromisso entre o espírito religioso e a mentalidade moderna enfraqueceria o primeiro e só beneficiaria a segunda, cuja hostilidade não seria por isso diminuída, dado que o modernismo almeja a aniquilação total de tudo que, na humanidade, reflete uma realidade superior a ela mesma’. O principal arquiteto desta revolução dentro da igreja foi o jesuíta francês Teilhard de Chardin; ele foi o ‘elo perdido’ entre o Renascimento, o Iluminismo e o Vaticano II. Com seu evolucionismo panteísta com verniz cristão, Teilhard dizia que Cristo representou um grande 'salto evolutivo' e que Deus também está sujeito à 'evolução'! Seu ‘testamento intelectual’ pode ser resumido num extrato de seu livro ‘Cristianismo e Evolução’: ‘Se, como resultado de alguma revolução interior, eu perdesse sucessivamente minha fé em Cristo, minha fé no Deus pessoal e a fé no espírito, creio que continuaria a crer de forma invencível no mundo. O mundo, seu valor, sua bondade, sua infalibilidade, é isso, ao final das contas, a primeira, a última e a única coisa em que creio’. Não é sem razão que um comentário espirituoso diz que se Lutero foi um cristão que deixou a Igreja, Teilhard foi um pagão que permaneceu nela!


Ou seja, para os sedevacantistas o Concílio Vaticano II veio a coroar todos esses dogmas contemporâneos e modernistas os quais que a Igreja sempre fora contra em sua história tradicionalista. Outros pensadores creem que foi preciso à Igreja católica se modernizar para angariar e arrebanhar um número maior de fiéis, ou estaria fadada a se esvaziar cada vez mais em nome do Neopentecostalismo crescente.

Agora, com o papado de Francisco, os sedevacantistas estão cada vez mais “horrorizados” porque o Papa continua com o discurso modernizante, chegando a falar da aceitação de casais não casados na igreja, homossexuais e o discurso de conversação com outras religiões. Tudo isso seria um escândalo para a Igreja de Cristo, que o próprio Jesus teria fundado. Atualmente, para os conspiracionistas, Para Francisco seria mais um Antipapa infiltrado dentro da Igreja.

Como nasceu o termo?
O termo “sedevacantismo” é derivado da frase em latim “sede vacante”, que significa literalmente “cadeira vaga”, em que a cadeira em questão é a de um bispo. A utilização específica da frase está no contexto da vacância da Santa Sé, entre a morte ou renúncia de um Papa e a eleição de seu sucessor. Para os sedevacantistas, a Igreja Católica não tem atualmente um Papa para governá-la e guiá-la.


Alguns pequenos grupos de católicos tradicionalistas, oriundos do sedevacantismo, têm a sua alternativa própria: elegeram e reconheceram um dos seus como o verdadeiro e legítimo Papa. Devido ao fato de eles afirmarem que a Santa Sé é dirigida pelo seu candidato, eles não são sedevacantistas em sentido estrito, por isso são chamados de “conclavistas”. No entanto, o termo “sedevacantista” é também frequentemente aplicado a eles, porque eles rejeitam a atual sucessão papal aceite pela Igreja Católica, pelas mesmas razões do que os sedevacantistas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Você conhece a história do “Código de conduta dos piratas”? Fato ou farsa?!

O código de conduta dos piratas é um código de conduta seguido pelos bucaneiros, corsários e piratas da região do Caribe, que disciplinavam o comportamento a bordo dos navios, a divisão dos tesouros capturados e saques realizados, além da compensação para quem os ajudasse e o que fazer com os capturados e feridos durante uma incursão. Portanto, não podemos dizer que se trata de uma farsa das fábulas envolvendo navios piratas singrando os mares do Atlântico: pelo contrário, ao longo dos séculos 16, 17 e 18 esse código era muito comum para compor uma ordem nas naus.

As regras variavam de acordo com o navio, com a viagem e com o capitão, mas todos os membros deveriam cumprir juramento e assinar os artigos do código. O primeiro código pirata foi proposto pelo pirata português Bartolomeu Português. Um dos códigos mais conhecidos é o de Morgan que foi editado em 1720.


Com a popularização destes códigos de conduta, os piratas começaram a atuar seguindo um conjunto de regras variadamente chamado de: “Chasse-partie”, “Charter party”, “Custom of the coat” ou “Jamaica discipline”. Mais tarde, no Caribe, essas regras ficaram conhecidas como “Articles of agreement” e no Brasil e em Portugal conhecidas como “Código de conduta pirata”.

As regras piratas variavam de um capitão para outro, não havendo uma uniformidade. Às vezes, essas regras mudavam de uma viagem para outra, mas geralmente assemelhavam-se no que dizia respeito à manutenção da disciplina, às especificações sobre a divisão dos tesouros entre os tripulantes e compensação aos feridos durante as incursões.


De acordo com os pesquisadores destas práticas piratas, cada membro da tripulação era convidado a assinar ou deixar sua marca no código (uma vez que maior parte dos piratas era formada por homens broncos e analfabetos) para, em seguida, fazer um juramento de fidelidade ou honra. Em geral, o juramento era feito sob uma Bíblia; entretanto, um dos homens de John Phillips, que não tinha uma Bíblia em mãos, fez seu juramento sob um machado (ou seja, explicitamente um recado de que se o código fosse rompido, a mão poderia ser cortada). De acordo com algumas lendas, houve piratas que juraram sobre pistolas cruzadas, espadas, crânios humanos e até sobre canhões.

Geralmente, após o início de navegações piratas novos recrutas – provenientes de navios capturados – eram persuadidos a assinar o código, algumas vezes voluntariamente, outras, eram torturados ou ameaçados de morte. Artesãos do mar e navegadores eram os mais suscetíveis de serem forçados a assinar regras sob coação e raramente seriam libertos independentemente da sua decisão de assinar ou não. Em alguns casos, mesmo os recrutas voluntários pediam aos piratas para forçá-los a assinar o código. Faziam isso para, em caso de serem capturados pela lei, poderem alegar que tinham sido forçados a assinar o código.


Exemplos de códigos...
Quatro códigos completos, ou parcialmente completos, sobreviveram. Foram publicados principalmente na obra “A general history of the pyrates”, de Charles Johnson, em 1724. Um código parcial de Henry Morgan foi preservado no livro “The buccaneers of America”, de Alexandre Exquemelin, em 1678. Muitos outros piratas tiveram códigos. Muitos destes se perderam devido à conduta pirata de, na iminência de uma captura ou rendição pela lei, queimar ou jogar as regras no mar para que as mesmas não fossem usadas contra eles em seus julgamentos.

Durante muitos anos, muitos historiadores disseram que esses códigos de conduta dos piratas eram espécie de lenda justamente porque poucos sobreviveram, e os que sobreviveram eram descartados como prova histórica, sendo taxados de fraude de colecionadores do século 19, mas as pesquisas avançaram e provou-se a veracidade destes poucos códigos que sobreviveram ao tempo. Abaixo temos algumas das regras destes códigos ainda existentes:

- Todo pirata da nau tem que seguir o código de conduta;
- O código de conduta tem como objetivo listar uma série de regras básicas para convívio durante a incursão nos mares, por isso deve ser seguido por todos sob risco de pena de morte;
- Todo homem tem direito a voto nas questões do momento, direito a uma porção igual de provisões e utilizá-las ao seu modo, a não ser que a escassez obrigue o racionamento;
- Todo homem só pode ser chamado no seu turno, conforme a lista, pois fora dele está livre para descansar e fazer o que desejar. Porém se defraudar a companhia, o castigo é ser abandonado numa costa deserta para ser encontrado por outro navio;
- Ninguém pode jogar cartas ou dados valendo dinheiro;
- Não se pode fazer qualquer tipo de aposta valendo dinheiro ou nenhum objeto de valor como tesouros e joias;
- As velas devem ser apagadas às oito horas da noite. Depois desta hora quem desejar continuar a beber o deve fazer no convés;
- As pistolas, espadas e demais armas devem sempre estar limpas e prontas para a batalha;
- Crianças e mulheres não são permitidas a bordo. Quem embarcar pessoas disfarçadas é punido com a morte;
- Desertores durante combates são punidos com abandono em uma costa deserta ou morte;
- É proibida qualquer espécie de sodomia, e os que a praticar serão punidos com abandono em uma costa deserta ou morte;
- As disputas são resolvidas em terra com um duelo de pistolas ou espadas. Vence o duelo de pistolas quem não for atingido. No duelo de espadas perde o primeiro a sangrar;
- Ninguém pode desistir da pirataria enquanto não juntar mil libras. Se tornar incapacitado deve ser indenizado com oitocentas libras e assim proporcionalmente para ferimentos menores;
- O capitão e o contramestre devem receber dois quinhões do saque ou tesouro. O imediato, o mestre e o oficial armeiro, um quinhão e meio e demais oficiais um quinhão e um quarto;
- Músicos podem descansar na noite do sábado, mas não nos demais dias a não ser que tenham um favor especial.