terça-feira, 30 de setembro de 2014

Você já ouviu falar nos casos de “acasalamento espacial”?! Fato ou farsa?!

No post de hoje vamos abordar um dos assuntos mais falados, debatidos, estudados e controversos da ufologia: a possibilidade do chamado “acasalamento espacial”, que ocorre quando seres humanos geram filhos com seres alienígenas; situação que já até aparece na atualização da Escala Hynek, aquela dos contatos imediatos. Muitos são os casos de indivíduos (principalmente homens) que dizem terem sido abduzidos para o que chamaram de “experiências sexuais”.


De acordo com a Escala Hynek original de contatos imediatos, temos a seguinte ordem dos acontecimentos:

Contato de primeiro grau – Observação de um ou mais objetos voadores não-identificados, como discos voadores, luzes estranhas, objetos voadores de formato estranho que podem não ter tecnologia humana;

Contato de segundo grau – Observação de um Ovni que causa efeitos físicos bem perceptíveis, tais como: calor ou radiação, danos ao terreno por onde o objeto passou, possíveis círculos nas plantações, paralisia em alguma parte do corpo de humanos ou animais, estado de choque, interferência em motores e aparelhos elétricos e perda de memória;

Contato de terceiro grau – Observação de seres associados ao objeto voador não-identificado. Hynek não entra em detalhes em que seres seriam esses, mas podem ser aliens, ET’s, animais diferentes etc. As abduções estão neste grau da escala; no entanto, o autor se manteve reticente neste caso: ele não acreditava nos depoimentos e nos relatórios, mas se viu cientificamente obrigado a colocá-los em sua escala por haver vários relatos.


Extensões da escala de Hynek...
Contato de quarto grau – Um ser humano é abduzido por seres de um Ovni. Hynek não acreditava nesta possibilidade e desacreditava dos relatos, considerados absurdos. Alguns poucos ufólogos creem que a tomada da consciência também entra nesta categoria;

Contato de quinto grau – Contatos mais conscientes entre seres humanos e alienígenas, através da comunicação consciente entre ambos, como o caso de pessoas que dizem ter tido experiências médicas dentro de naves espaciais;

Contato de sexto grau – Seriam os incidentes em que aliens e seres humanos saem feridos ou mortos. É um pouco repetitiva, uma vez que o contato de segundo grau já fala da experiência física do ser humano (calor, feridas etc.);

Contato de sétimo grau – É o ápice do encontro entre o homem e os aliens, quando há o acasalamento de ambos causando possíveis raças híbridas, como depoimentos de homens que dizem ter feito sexo com venusianas em naves espaciais. É um tipo de contato imediato muito próximo à teoria dos deuses astronautas e dos colonizadores espaciais.

Essa extensão não é aceita por muitos ufólogos, pois elas mantêm a proposta de Hynek muito distante do desejado. Hynek não acreditava que aliens humanoides desciam à Terra para copular.

Voltando ao assunto principal do post...
Agora que já sabemos um pouco sobre a escala, podemos debater o assunto principal da postagem de hoje: o contato imediato de sétimo grau. Será que realmente os homens que declararam tais abduções realmente se proliferaram nas estrelas? Muitos acreditam que sim, e vão até mais longe em seus pensamentos e teorias. Assim pensam os teóricos dos deuses astronautas.

Segundo a teoria dos deuses astronautas, uma série de alienígenas, há milhares de anos, veio até a Terra e fez experiências genéticas e cruzamentos entre suas raças (superiores intelectualmente) e os hominídeos que habitavam nosso planeta (inferiores intelectualmente). A isso se explicaria a evolução das espécies, em especial a do ser humano, que foi extremamente acelerada e que não encontra o famoso “elo perdido” entre o Homem e o macaco. Desta maneira, foi através de encontros frequentes com seus “pais estrelares” (confundidos com deuses) que o Homo sapiens avançou tecnologicamente tão rápido em tão pouco tempo na história.


Muitos teóricos dos deuses astronautas utilizam-se de hieróglifos egípcios, escritas cuneiformes mesopotâmicas, lendas sumérias, contos hinduístas e até mesmo passagens bíblicas (como o disco voador no livro de Ezequiel e o anjo que se encontra com Daniel) para falar desses encontros e acasalamentos espaciais. Para os teóricos em questão, os seres humanos são uma raça híbrida entre seres intergalácticos com antigos hominídeos que viviam na Terra e acabaram sendo escravizados às vontades dos astronautas, confundidos como vontades de deuses e demais entidades deificadas.

Atualmente o acasalamento espacial é uma questão muito debatida no meio ufológico (chegou a ser mostrado algumas vezes este tema na série “Arquivo X”, principalmente quando a agente Dana Scully teria supostamente engravidado através de um experimento em um objeto voador não-identificado). Diversos homens afirmam categoricamente que foram abduzidos por naves “estranhas” para, justamente, serem explorados sexualmente por alienígenas (sêmen coletado) ou praticarem sexo com mulheres de outras galáxias (comumente conhecidas como “venusianas”), causando grande pavor e stress pós-traumático nestes indivíduos.

No Brasil encontramos documentados pelo menos dois importantes casos ufológicos em que homens alegaram terem sido abduzidos e terem cometido o ato do acasalamento espacial. Em um destes casos, todos já citados em posts anteriores neste mesmo blog, o abduzido falou que anos depois voltou a ser capturado por uma nave e conhecido o seu “filho das estrelas” com uma mulher de aparência estranha, alien, de longos cabelos loiros, que forçou a fazer sexo muitos anos antes.


Biologicamente é interessante ressaltar que o aparelho reprodutor alienígena é semelhante ao terráqueo, e que também há todo um processo de sedução e atração física com auge na excitação para que haja o acasalamento em si, diferentemente dos outros seres vivos da Terra, quando há um período conhecido como “reprodutor” ou “período do cio”. Este ponto em especial vem encontrar o rebate dos céticos nesta questão, que alegam ser pura fantasia tais relatos. Para os céticos que rebatem essas histórias, a mulher alienígena fica grávida como uma humana, há uma relação sexual como a humana e o DNA é tão parecido que existe o cruzamento de gametas formando um novo ser vivente, o que não ocorre na natureza (pois é impossível fazer o cruzamento de um cachorro com um coelho, por exemplo; ou de um elefante com uma girafa; ou de um escorpião com uma formiga).

Na realidade, a comparação é interessante e faz com que pensemos de maneira interessante nos casos relatados. O próprio criador da escala de avistamentos, Hynek, pouco acreditava na possibilidade de abduções alienígenas, muito menos no cruzamento espacial entre seres humanos e aliens.

sábado, 27 de setembro de 2014

Você conhece os usos medicinais da cocaína, da maconha, do ecstady e do LSD?! Fatos controversos da medicina e da história...

Algumas pessoas defendem a liberação das drogas no Brasil para “uso medicinal”, alegando poderes curativos de drogas como maconha, cocaína, ecstasy e LSD. Mas será que essas drogas um dia já foram usadas para esse fim dentro dos hospitais e dos consultórios? A resposta é sim! Durante muitos anos vários médicos fizeram uso de algumas drogas, que justamente foram sintetizadas em laboratórios para esta finalidade. Atualmente, em vários países a maconha já é liberada para fins medicinais e recreativos (como o cigarro de tabaco).

Este é o tema de hoje: um post falando sobre a história dos processos medicinais da cocaína, da maconha, do LSD e do ecstasy, que são as drogas mais usadas no Ocidente. Poderíamos colocar aí tantas outras, como anfetaminas, anabolizantes musculares, ópio etc. Entretanto o nosso foco é falar sobre essas drogas citadas acima.


A história do uso medicinal da cocaína...
- A cocaína foi isolada das folhas de coca, uma planta sulamericana pela primeira vez entre 1855 e 1856, pelo cientista alemão Friedrich Gaedckë;
- O uso da cocaína espalhou-se gradualmente após cientistas italianos levarem sementes de coca para a Europa, em 1863 e a criação do vinho Mariani, uma espécie de vinho misturado com extrato da coca;
- Curiosamente, o Papa Leão 13 fazia uso frequente de chás de folha de coca para suas insistentes dores de cabeça;
- A Coca-Cola seria inventada em parte como tentativa de competição dos comerciantes americanos com o vinho Mariani importado da Itália. A Coca-Cola continuaria desde a sua invenção até 1903 a incluir cocaína nos seus ingredientes, e os seus efeitos foram sem dúvida determinantes do poder atrativo inicial da bebida;
- No final do século 19 a cocaína ficou popular entre as classes altas dos Estados Unidos e da Europa. Sigmund Frued foi um dos médicos que receitava cocaína em certas medidas para seus pacientes estressados e vítimas de Síndrome do Pânico;
- Em muitas oficinas industriais, cujo trabalho durava de 12 a 16 horas por dia, era muito comum os patrões darem pequenas doses de cocaína para os empregados cheirarem e darem conta do serviço pesado;
- Freud deixou o uso da cocaína de lado ao ver que vários pacientes e colegas seus ficaram viciados na droga, muitos deles morrendo de overdose suicida;
- Em 1884, o médico amigo de Sigmund Freud, Karl Köller, usou a cocaína pela primeira vez como anestésico para cirurgias nos olhos de seus pacientes. Ele aplicava gotas de uma infusão de cocaína nos olhos dos pacientes antes da operação;
- No final do século 19 a cocaína ganhou um grande terreno e um comércio legal enorme. A companhia americana Park Davis vendia livremente até para crianças cigarros de cocaína, cocaína em pó ou líquido injetável sob a publicidade: “Substituir a comida; tornar os covardes corajosos, os silenciosos eloquentes e os sofredores insensíveis à dor”;
- O famosíssimo personagem fictício Sherlock Holmes (personagem de Sir Arthur Conan Doyle) chega mesmo a injetar cocaína nas veias numa das histórias.



A história do uso medicinal da maconha...
- A maconha como uso medicinal tem vários efeitos benéficos bem documentados entre aqueles que defendem a liberação da droga para uso medicinal e até recreativo. Entre eles estão: melhora de náuseas e vômitos, estimulação do apetite entre pacientes que usam tratamentos quimioterápicos e em doentes com AIDS, diminuição da pressão intraocular (o que se demonstrou eficaz no tratamento de glaucoma), além de efeitos analgésicos gerais;
- Estudos individuais menos confirmados também foram realizados indicando que a maconha pode ser benéfica para uma grande variedade de doenças, da esclerose múltipla à depressão;
- Atualmente, a FDA, dos Estados Unidos, não aprova o fumo de cannabis para qualquer condição ou doença, em grande parte porque a FDA afirma que ainda faltam evidências científicas de qualidade que comprovem que a utilização da planta é eficaz. Outras instituições, como a American Society of Addiction Medicine, argumentam que não existe “maconha medicinal”, porque as partes em questão da planta não cumprem os requisitos das normas para medicamentos aprovados;
- Estudos recentes comprovaram a eficácia do THC, principal substância da maconha, contra as células cancerígenas. Além de pesquisas com injeções intramusculares de concentrações de D9-THC retardarem a progressão da imunodeficiência em macacos infectados com HIV;
- Dezoito estados dos Estados Unidos, além do Distrito de Colúmbia, já legalizaram a maconha para uso médico através de leis estaduais. Países como Canadá, Espanha, Holanda, França, Itália, República Tcheca e a Áustria legalizaram de alguma forma a cannabis, ou o extrato contendo uma dose baixa de THC, para uso medicinal. Recentemente, o Uruguai também tem tomado medidas para legalizar e regulamentar a produção e a venda da droga.



A história do uso medicinal do ecstasy...
- O ecstady, também conhecido como “pílula do amor” é uma droga sintética, ou seja, feita em laboratórios e seu nome farmacêutico é bem complicado: metilenodioximetanfetamina;
- Ao ser descoberta, a droga foi pouco usada para problemas psiquiátricos porque causa euforia, sensação de bem estar e muita fome. Era comum no tratamento da depressão e da bipolaridade;
- É um erro pensar que o ecstasy, com suas substâncias sintéticas, seja um acelerador da libido – e por isso é erroneamente conhecido como “pílula do amor”. O que ocorre, na verdade, é um aumento na euforia do ser humano;
- O registro da patente do ecstasy aconteceu em 1912 pelo químico alemão Anton Köllisch, que fez a patente em nome do laboratório onde trabalhava na Merck. Foi desenvolvido inicialmente para militares, pois combatia o sono e a fome;
- Dependendo da quantidade ingerida, o ecstasy demora tipicamente meia hora para surtir efeito. Ao contrário de outros psicoactivos, o efeito é muito rápido: muitas vezes quando o consumidor percebe que os efeitos estão surgindo, já se encontram muito próximos do “pico”;
- Em 1916, a Merck chegou a comercializar o ecstasy associado à cafeína para casos de hiperatividade e falta de apetite. Era um meio de substituir a comercialização da cocaína, que como vimos acima, foi muito popular, mas neste período já se encontrava marginalizada por causa do vício criado na sociedade;
- Durante o período de intensidade do ecstasy podem surgir circunstâncias perigosas: náuseas, desidratação, hipertermia, hiponatrémia, hipertensão. Estes sintomas são frequentemente ignorados pelo consumidor devido ao estado de despreocupação e bem estar provocados pela droga, o que pode ocasionar exaustão, convulsões e mesmo a morte;
- Como substituto à comercialização da cocaína, o ecstasy acabou sendo também marginalizado porque causava, também, enorme dependência química, aumento da depressão quando o uso é muito prolongado e registro de vários casos de suicídio. Assim, na década de 1930 já havia a proibição do uso e comercialização da droga.



A história do uso medicinal do LSD...
- LSD é a sigla de “Lysergsäurediethylamid”, palavra alemã para a dietilamida do ácido lisérgico, que é uma das mais potentes substâncias alucinógenas conhecidas. Foi sintetizado pela primeira vez em 1938 e, em 1943, o químico suíço Albert Höffmann, enquanto trabalhava na Sandoz, acidentalmente descobriu os seus efeitos;
- Uma das maiores tristezas de Höffman, que morreu aos 102 anos é que a droga que ele sintetizou acabou sendo proibida até dos laboratórios químicos porque as pessoas fizeram dela uma droga de lazer, enquanto ele esperava que fossem estudados os efeitos químicos e farmacêuticos para uso no caso de algumas doenças;
- Timothy Leary foi o grande disseminador do uso irrestrito e consequentemente descomedido da droga, por muitos também considerado o grande responsável pelo banimento da mesma;
- Os efeitos psicológicos durante e após o uso do LSD podem ser devastadores (pânico, desencadeamento de psicose, estresse pós-traumático, síndrome serotoninérgica entre outros). É consumido por via oral, absorção sub-lingual, injetada ou inalada. Ademais, inibe a atividade dos neurônios do rafe (importantes em nível visual e sensorial), no entanto há hiperatividade e alteração de todos os sentidos;
- Hoje é menos utilizada clinicamente, posto haver dificuldade em conseguir permissão dos governos, mas já foi extensivamente usada e pesquisada em décadas passadas. Há pesquisas quanto a sua administração em pacientes terminais de câncer em alguns países desenvolvidos – acredita-se que a substância pode ajudá-los a lidar com a idéia do óbito e também funcionar como potente analgésico;
- Após certa experimentação e maior divulgação na comunidade científica, tornou-se prática frequente seu uso clínico em sessões de psicoterapia, pois se acreditava que o inconsciente tornava-se intensamente acessível por meio do LSD, ajudando o paciente a chegar a uma nova percepção acerca das questões que envolvem seu universo psico-afetivo;
- Atribui-se auxílio na descoberta da estrutura do DNA, que rendeu o prêmio Nobel a Francis Crick, à mente brilhante do cientista sob o LSD. Similarmente ao modo como a molécula de benzeno foi descoberta no século 19 em um sonho por Friedrich von Stradonitz, Crick visualizou a dupla hélice do DNA pela primeira vez, em meados do século 20, sob a influência essencialmente onírica do LSD;
- Outra mente inventiva famosa que considerava a experiência com LSD como uma das mais importantes de sua vida foi Steve Jobs, co-fundador antigo CEO e da Apple Inc.;
- A dietilamida do ácido lisérgico atingiu o apogeu de sua popularidade na década de 1960, estando seu consumo constantemente associado ao movimento psicodélico, que abrange imenso número de artistas; estão entre nomes famosos Jim Morrison, Emerson Lake and Palmer, Pink Floyd, King Crimson, Jethro Tull, Tom Zé, Beatles etc.;
- Especula-se que Salvador Dalí tenha feito uso da substância, visto ser bastante próximo ao vulgo “guru do LSD” Timothy Leary (apresentou-o à sua futura esposa, Nena Thurman, mãe da atriz Uma Thurman). Nos anos dourados, o LSD, em seu auge, também teve sua proibição;
- Curiosamente, até 1966, o LSD era fornecido comercialmente pelo laboratório Sandoz pelo nome comercial “Delysid” nos Estados Unidos. O uso destes compostos por psiquiatras para obterem um entendimento subjetivo melhor de como era a experiência de um esquizofrênico foi uma prática aceita;
- O LSD também foi inicialmente utilizado como recurso psicoterapêutico e para tratamento de alcoolismo e disfunções sexuais e obteve grandes êxitos até o início do vício por parte dos pacientes;
- Nos anos 70, o LSD era usado ilegalmente pela CIA, dos Estados Unidos, em interrogatórios. Isto porque supostamente o LSD era conhecido como a “droga da verdade” porque poderia, segundo a crença, abrir a mente das pessoas em efeitos psicotrópicos e elas poderiam falar o que se desejava saber. Desta forma, milhares de pessoas foram interrogadas sob efeito desta droga;



Este post teve como objetivo mostrar como as drogas mais comuns e usadas um dia foram associadas a tratamentos médicos no passado, criando um falso argumento para a liberação das mesmas em outros tratamentos contemporâneos. Entretanto, acreditamos que se trata de uma faca de dois gumes, pois os efeitos supostamente benéficos são muito pequenos frente e comparados aos efeitos destrutivos e viciantes destas substâncias que um dia foram liberadas e cujo uso fora, um dia, incentivado pelos governos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Considerações, fatos e farsas sobre Maria Madalena, a personagem mais controversa da Bíblia e do Cristianismo...

Hoje vamos falar sobre uma das figuras mais controversas da Bíblia e de toda a história do Cristianismo: Maria Madalena, que teria nascido, segundo a tradição oral, no ano 3 d.C. no povoado de Magdala, em Israel, e morrido no sul da França em 63 d.C. É descrita no Novo Testamento como uma das discípulas mais dedicadas de Jesus Cristo.

A Igreja romana, seguindo São Gregório Magno, além de a identificar com “a pecadora”, também a confunde frequentemente com Maria de Betânia, irmã de Lázaro, e celebra as três Marias com uma única festa. As Igrejas grega e ortodoxa, ao contrário, seguindo Orígenes, distinguem as três figuras, celebrando três festas diferentes, nomeadamente no segundo domingo após a Páscoa.


1. Conforme está descrito nos Evangelhos de São Lucas e São Marcos, Maria Madalena acreditava que Jesus realmente era o Messias enviado por Deus à Terra para ensinar os homens em meio a tantos pecados naquela sociedade romana;

2. Outra fonte são os Evangelhos de São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João Evangelista, ao afirmarem que Madalena esteve presente durante todo o processo de condenação, crucificação e funeral de Jesus, junto a Maria;

3. No sábado após a crucificação, ela saiu do Calvário rumo a Jerusalém com outros crentes para poder comprar certos perfumes, a fim de preparar o corpo de Cristo da forma como era de costume funerário. Permaneceu na cidade durante todo o sábado, e no dia seguinte, de manhã muito cedo, quando ainda estava escuro, foi ao sepulcro, achou-o vazio, e recebeu de um anjo a notícia de que Cristo havia ressuscitado e foi-lhe dito que devia informar tal fato aos apóstolos;

4. As menções acima são as únicas da Bíblia canônica sobre Maria Madalena. Todo o resto vem da tradição oral, dos Evangelhos apócrifos (aqueles que não estão nas Bíblias cristãs) e do achismo de cientistas como historiadores, arqueólogos, sociólogos e antropólogos ligados às tradições do mundo antigo;

5. Há um momento um pouco controverso no Evangelho de São Lucas, capítulo 8, onde se faz menção pela primeira vez de “Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios”. Entretanto não há qualquer fundamento bíblico para considerá-la uma prostituta arrependida de seus pecados e pediu perdão a Cristo. Alguns antropólogos gostam de trabalhar com a ideia do maniqueísmo: Maria, mãe de Jesus, símbolo de bondade e virgindade, e Maria Madalena, símbolo da rua, da mulher pública, que já fez sexo e, consequentemente, cometera “vários pecados”;


6. De acordo com os teólogos e historiadores críticos da Bíblia, também não há nenhuma menção de que Maria Madalena tenha sido prostituta. Este episódio é frequentemente identificado com o relato de São Lucas, no seu Evangelho, capítulo 7, a partir do versículo 36, ainda que não seja referido o nome da mulher em causa a beira de ser apedrejada;

7. São Gregório Magno comenta que Maria Madalena amava tanto ao Senhor que não se afastava do sepulcro, chorando, sentia saudade daquele que julgava ter sido roubado. Por isso, somente ela o viu, porque somente ela perseverara;

8. Entretanto, outras linhas de pesquisas historiográficas e teológicas apontam que ela não deixava o sepulcro simplesmente porque era esposa de Jesus, conforme dá a entender em alguns livros apócrifos do Novo Testamento;

9. São Gregório Magno continua com sua ideia, comparando Maria Madalena, que virou santa, a Davi, quando no Salmo 41 diz: “Minha alma tem sede de Deus e deseja o Deus vivo”. Ao reconhecer Jesus, imediatamente o coloca acima, chamando-o Mestre. O termo empregado por ela, “Rabuni”, é mais solene que o habitual “Rabi”, e é usado principalmente quando se refere a Deus, da mesma maneira que o faz, por exemplo, São Tomé;

10. Outro ponto importante da teoria envolvendo a vida comum de Jesus envolvendo Maria Madalena está no Evangelho de São Tomé, outro apócrifo no Cristianismo. No texto diz que Maria Madalena também era uma apóstola – a mais cativante e ativa, e que vivia em reuniões de ensinamento com Jesus – e que Jesus a beijava na boca com frequência. Ainda neste Evangelho, diz que ela vivia em perfeita harmonia junto com Maria, mãe do Senhor;


11. Alguns escritores e estudiosos contemporâneos, principalmente Margaret George, Henry Lincoln, Michael Baigent, Richard Leigh e Dan Brown narram Maria Madalena como uma apóstola, mulher de Cristo que teve com ele, inclusive, filhos. Nessas narrações, tais fatos teriam sido escondidos por revisionistas cristãos que teriam alterado os Evangelhos;

12. Estes escritores teriam baseado suas afirmações nos Evangelhos canônicos e nos livros apócrifos do Novo Testamento, além dos escritos gnósticos. Segundo os Evangelhos aceitos pela Igreja Católica, Jesus Cristo, o suposto filho de Deus, não veio à Terra para se casar com uma humana e muito menos ter filhos com ela. Portanto, para os preceitos desta Igreja, Maria Madalena não foi e nem poderia ter sido a esposa de Jesus Cristo;

13. Tornou-se muito célebre, com a divulgação do livro de Dan Brown, o argumento de que na tela “A última Ceia”, de Leonardo da Vinci, a personagem que está à sua direita, com traços femininos, seja Maria Madalena e não o apóstolo João, como outros defendem;

14. O fato de Jesus não envergar nenhum cálice – o Graal – poderá levar a interpretações que consideram “flagrantemente abusivas” do ponto de vista histórico e religioso, como acreditar que Maria Madalena é, de fato, o “cálice sagrado” onde repousa o “sangue de Cristo”, ou seja, que ela estaria grávida de Jesus;

15. Praticamente todos os teólogos consideram inaceitável a história narrada no romance de Dan Brown. Argumentam que Leonardo da Vinci se inspirou no Evangelho de São João (no texto João, capítulo 21) em que se fala do discípulo amado – que seria o próprio apóstolo João – e não propriamente nas passagens referentes à instituição da última Ceia;



16. Outros estudiosos consideram a teoria válida, afirmando uma vez que a própria existência de Jesus Cristo não está comprovada até hoje, e que qualquer hipótese relativa a tão obscuras e confusas tradições e escritos pode ser levada em consideração para análises à luz indispensável da ciência;

17. A face feminina de Deus, como o foi Ísis e Eurídice, a representação da Sofia grega, que Pitágoras e Parmênides encaravam como a uma deusa é representada por Maria Madalena e o seu histórico banimento. Não basta aceitar e declarar a união espiritual da Madalena e de Jesus, para Margareth Starbird, é necessário reconhecer o papel arquetípico da sua união, uma união sagrada que também ocorreu no plano físico;

18. Maria Madalena continua sendo uma personagem controversa em vários níveis de estudos e de crítica bíblica. De acordo com os estudiosos da tradição judaica, Maria Madalena foi perfumar o corpo de Jesus morto porque, justamente, isso faz parte do papel da esposa judaica, o que deixa ainda mais quente esse debate;

19. O Evangelho de Maria Madalena traz uma nova interpretação de quem teria sido esta personagem. Segundo este Evangelho, ela teria sido uma discípula de suma importância à qual Jesus teria confidenciado informações que não teria passado aos outros discípulos, sendo por isso questionada por Pedro e André. Ela surge ali como confidente de Jesus, alguém, portanto, mais próximo de Jesus do que os demais;

20. De acordo com o texto do seu Evangelho, depois que Jesus morreu, Maria Madalena, Maria (mãe de Jesus) e João foram morar juntos enquanto São João Evangelista cuidava das duas assim como Jesus Cristo teria lhe pedido, mas há uma tradição muito forte na Europa;


21. De acordo com a tradição europeia, depois da morte de Jesus Cristo, Maria Madalena seguiu com Maria para a França, onde fixou residência e por lá morreu. Já segundo a tradição copta, Maria Madalena fundou um ministério cristão no território do Egito;

22. Alguns trechos do Evangelho de Maria Madalena: “O apego à matéria gera uma paixão contra a natureza. É então que nasce a perturbação em todo o corpo; é por isso que eu vos digo: Estejais em harmonia… Se sois desregrados, inspirai-vos em representações de vossa verdadeira natureza”;

23. Outro trecho do Evangelho: “Que aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça. Após ter dito aquilo, o Bem-aventurado saudou-os a todos dizendo: Paz a vós – que minha Paz seja gerada e se complete em vós! Velai para que ninguém vos engane dizendo: Ei-lo aqui. Ei-lo lá. Porque é em vosso interior que está o Filho do Homem; ide a Ele: aqueles que o procuram o encontram. Em marcha! Anunciai o Evangelho do Reino”.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Você conhece a história conhecida como “Grande engodo da Lua”? Conheça no post de hoje!

Grande engodo da Lua” se refere a uma série de seis artigos jornalísticos que foram publicados no antigo tabloide “The Sun”, de Nova York (não confundir com o famoso tabloide inglês “The Sun”, fundado somente no século 20), saindo a primeira publicação em 25 de agosto de 1835, falando sobre o suposto descobrimento de vida e civilização avançada na Lua. Tais descobertas foram falsamente atribuídas ao astrônomo renomado John Herschel. No dia 21 de agosto, o jornal anunciou que em breve seria anunciada uma enorme descoberta científica que revolucionaria todos os pensamentos religiosos, científicos, sociais e antropológicos de até então.


Muitas pessoas confundem a história conhecida no meio histórico da comunicação como “Grande engodo da Lua” como sendo a possível farsa do pouso do Homem na Lua na década de 1960 (assunto já tratado anteriormente neste blog), mas não tem nada a ver com isso. Pelo contrário, a lenda do “Grande engodo da Lua” foi ao público mais de cem anos antes de a humanidade pisar no satélite natural do planeta Terra.

Sobre o artigo...
A manchete sensacionalista do primeiro artigo dizia: “GRANDIOSA DESCOBERTA ASTRONÔMICA FEITA POR JOHN HERSCHEL NO CABO DA BOA ESPERANÇA”. O texto descrevia animais fantásticos vivendo na Lua, incluindo bisões, bodes, cabras, unicórnios, castores e humanoides alados, chamados de “vespertilio-homo”, que construíram templos para adorar um deus-Sol. Nas supostas descobertas de Herschel havia ainda densas florestas na lua, grandes lagos, um oceano e praias; de acordo com o jornal, as descobertas foram feitas a partir de um “imenso e inimaginável telescópio extremamente potente”.

(Nas imagens abaixo, os supostos seres alados viventes da Lua)



Entretanto, para a desgraça da humanidade, o jornal anunciou que esse imenso telescópio teve vida curta por causa do efeito de sua lente e o calor do sol, que em contato com os raios solares fizeram o laboratório astronômico se incendiar de maneira trágica, matando algumas pessoas e deixando tantas outras feridas.

Autoria dos artigos...
A autoria dos artigos tem sido atribuída a Richard Adams Locke, um professor inglês que também exercia a função de jornalista no “The Sun” em agosto de 1835. Entretanto, ele nunca admitiu publicamente a autoria dos artigos mentirosos, enquanto rumores apontam que outros jornalistas também entraram na “brincadeira”: Jean-Nicholas Nicollet (um astrônomo amador francês, imigrante em Nova York) e Lewis Gaylord Clark (editor do jornal).

Se assumirmos a Richard Locke a autoria do “Grande engodo da Lua”, podemos pensar que suas intenções eram, provavelmente, criar uma história sensacionalista para aumentar as vendas do jornal e ainda ridicularizar algumas teorias de astrônomos extravagantes em voga naquela época, no século 19. Por exemplo, em 1824 o astrônomo alemão Fraz Gruthuisen afirmou que a Lua tinha uma série de canais irrigados, campos de lavoura e provavelmente uma civilização avançada.


Outro ponto que não podemos esquecer é que Locke era extremamente cético em relação às descobertas científicas, e com toda certeza, em seus artigos estava debochando do reverendo Thomas Dick, mais conhecido na Inglaterra como “filósofo cristão”. Dick, em uma publicação polêmica, dizia que o nosso Sistema Solar teria uma população de pouco mais de 21 trilhões de habitantes. Nos seus escritos, só a Lua teria mais de quatro trilhões de habitantes.

Reações quanto aos artigos do “Grande engodo da Lua”...
De acordo com relatos da época, a venda do “The Sun” aumentou extremamente com a publicação dos artigos sobre a população lunar; com o fim das publicações, ele já era um jornal de sucesso e competitivo. Ainda de acordo com a história, demorou cerca de seis meses para que as pessoas comuns descobrissem que a história envolvendo a Lua era um enorme boato debochando das supostas descobertas científicas do século 19, tais descobertas repletas de “achismos”.

No início, Herschel se divertiu muito com os artigos, mas depois se aborreceu com as reclamações de pessoas que acreditaram na história dos habitantes lunares. Diz a lenda que ele chegou a ser demitido de uma escola onde ensinava porque o diretor não gostou do suposto envolvimento do astrônomo com a brincadeira de mal gosto.

sábado, 20 de setembro de 2014

Teorias conspiratórias sobre o assassinato do presidente Kennedy: fato ou farsa?!

Existem várias teorias sobre o assassinato do presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy. Essas teorias conspiratórias surgiram logo depois o ocorrido em Dallas, em 22 de novembro de 1963, e continuam surgindo até os dias de hoje, trazendo lendas urbanas e folclores modernos à cultura estadunidense. Um dos maiores problemas é que quanto mais se tenta aprofundar no caso, mais mergulhamos em informações falsas ou pelo menos duvidosas. Muitas dessas teorias dizem que foi a própria CIA ou o FBI que mataram Kennedy, outras apontam a KGB soviética ou então até a máfia italiana enraizada nos EUA. Hoje vamos debater um pouco estes pontos.

ATENÇÃO! O POST DE HOJE TEM ALGUMAS FOTOS CHOCANTES QUE PODEM IMPRESSIONAR O LEITOR!

1. Em 1964, a Comissão Warren concluiu que não havia evidências “persuasivas” que indicavam que Lee Harvey Oswald estava participando de uma conspiração para assassinar o presidente. Quase que imediatamente, críticos começaram a questionar essas conclusões;

2. Em 1967, a polícia de Nova Órleans prendeu o empresário Clay Shaw pela acusação de fazer parte de uma forte conspiração para matar Kennedy e sua família. A polícia encontra estranhos indícios de ligações entre Shaw e Oswald, o que acende ainda mais a teoria conspiratória do fato. Shaw foi absolvido por falta de provas e de legalidade no processo;

3. Em 1979, outra comissão política foi instalada para investigar as mortes de Kennedy e de Martin Luther King Jr. Depois de mais 20 testemunhas ouvidas, a comissão de deputados voltou a concluir que Lee Oswald estava agindo sozinho sem ajuda de nenhum grupo quando matou o presidente. Entretanto, outros deputados lançaram a teoria de que poderia haver um segundo atirador, e este fora o culpado pelo assassinato do presidente;

4. Muitas das teorias conspiratórias sobre a morte de Kennedy ganharam mais força depois de 1991, com o clássico “JFK”, filme de Oliver Stone que alimenta várias histórias conspiracionistas dos anos 60 e 70;

5. Em 2003, a rede de televisão norte-americana ABC fez uma pesquisa que resultou: 71% dos americanos acreditam piamente que houve um forte complô ainda desconhecido e escondido pela CIA e pelo FBI para assassinar o presidente Kennedy;


6. Uma teoria não comprovada diz que o chofer já saberia que Kennedy seria assassinado por um atirador. De acordo com essa teoria, Lee Oswald teria acertado a garganta do presidente e o chofer teria terminado o serviço dando o tiro na cabeça de JFK;

7. Várias testemunhas que estavam assistindo ao evento em que passava o presidente Kennedy afirmam que ouviram três disparos de tiro, mas Lee Oswald só deu dois tiros de acordo com testemunhas que estavam no mesmo prédio que ele;

8. Quem estava no carro junto da família Kennedy afirmou ao FBI, logo depois do ocorrido, que todos os disparos vieram da mesma direção onde se encontrava Lee Oswald, o que derruba as teorias de conspiração que falam da culpa do chofer ou da participação de outra pessoa no ocorrido fatídico;

9. De todas as testemunhas ouvidas durante o processo judicial, 99 acreditaram que os disparos vieram da mesma direção de Oswald e somente cinco falaram de disparos vindos de outros lugares ao mesmo tempo. Foram somente esses cinco testemunhos capazes de alimentar uma teoria de conspiração existente até os dias de hoje;

10. O que alimenta muito das teorias de conspiração é que logo depois da apreensão de Lee Oswald com seu fuzil, a arma estava fria (mesmo depois de supostamente ter atirado de três a seis tiros) e não foram encontrados restos de pólvora nas mãos do acusado, o que alimenta muito dessa teoria sobre o assassinato do presidente;


11. A Comissão Warren, mediante testemunhos, determinou que somente três disparos foram dados: uma passou direto pelo carro, outra acertou Kennedy e a última passou perto do governador do Texas, John Connally. Entretanto, Connally foi ferido várias vezes, o que faz entender que foram mais de três disparos, como a população ouviu cinco tiros;

12. Uma teoria conspiratória conhecida nos Estados Unidos como “a bala mágica” diz que houve um segundo atirador além de Oswald. De acordo com a autópsia do corpo de Kennedy, o tiro que o acertou não deveria ter vindo do alto de um prédio como diz o documento oficial, mas sim ter vindo da altura do chão;

13. Nellie Connally estava sentada no carro presidencial ao lado de seu marido, o governador do Texas. Em um livro publicado por ela mesma, ela afirma que a bala que feriu o governador texano não veio da direção onde estava Lee Oswald;

14. O que alimenta mais a teoria da conspiração sobre um segundo atirador é que Kennedy foi atingido por trás da sua cabeça, enquanto a posição de Lee Oswald era a parte da frente do carro com o presidente. Isso dá a entender que Oswald foi o que podemos chamar “boi de piranha” de uma trama muito mais elaborada;

15. Vários especialistas em balística têm sido ouvidos durante as últimas décadas e as respostas têm sido tão diferentes quanto as teorias conspiratórias. Uns dizem que o disparo foi feito frontalmente, outros dizem que foi na parte de trás. Isso tudo alimenta mais as teorias conspiratórias;


16. Com o tempo, foram aparecendo várias teorias da conspiração em que Lee Oswald seria um membro do FBI, designado justamente a matar Kennedy por conta do fracasso em seu governo em relação aos acontecimentos envolvendo a Guerra Fria, principalmente em Cuba;

17. Um teórico da conspiração fala que o oficial de polícia J.D. Tippit teria extrema semelhança com Kennedy, e por isso foi apelidado de “JFK”. Alguns teóricos dizem que Tippit foi assassinado para que seu corpo passasse pela autópsia no lugar de Kennedy, em época que não havia exames de DNA. Por isso existem alguns supostos erros no documento de necropsia do corpo do presidente;

18. A teoria de que o corpo fotografado como sendo do presidente não seria realmente o dele ganhou força depois que familiares e amigos de Kennedy afirmaram que não havia nenhuma semelhança física entre o defunto e a pessoa que eles conheceram. Na época, os parentes chegaram a dizer que Kennedy teria sido sequestrado e levado para a União Soviética;

19. Nos Estados Unidos, muito se fala que a morte de Kennedy teria sido planejada pelo então vice-presidente Johnson, que estava sendo investigado por quatro crimes federais, e seria despedido por Kennedy nas próximas campanhas eleitorais. Assim, a conspiração afirma que o único que ganharia com a morte do presidente era, justamente, o vice-presidente e companheiro de partido de JFK;

20. Uma teoria de grande vulto aponta que Lyndon Johnson decidiu organizar um atentado contra Kennedy para assumir a presidência e evitar os processos (com foro privilegiado), evitar a prisão e um possível impeachment;


21. Há ainda quem crê que Richard Nixon teve algo a ver com o assassinato de Kennedy. Segundo esses conspiracionistas, Nixon estava extremamente ressentido porque Kennedy lhe “roubou” a presidência em 1960 e ganharia as eleições de 1964, 1968 e até 1972;

22. A CIA é também frequentemente mencionada em teorias de conspiração durante as décadas de 1960 e 1970, e também esteve envolvida em várias conspirações para assassinar líderes de outros países. Somente em 1990 que a CIA parou com a política – pelo menos abertamente – de tentativas de assassinatos de líderes;

23. De acordo com alguns conspiracionistas, o ressentimento norte-americano contra Kennedy aumentou muito depois do fracasso da Crise de Mísseis em Cuba, e do fracasso ainda maior da desastrosa invasão da Baía dos Porcos, também em Cuba. Assim, anticastristas também teriam tomado parte no assassinato do então presidente dos Estados Unidos;

24. Outro ponto importante da teoria de conspiração envolvendo o assassinato de Kennedy é o possível envolvimento até mesmo da máfia italiana com seus tentáculos nas poderosas famílias estadunidenses. Isso porque durante a governança de Kennedy, houve vários comitês de investigação para cortar os laços da máfia nos EUA, que poderiam comprometer vários políticos e pessoas importantes da mídia;

25. Mais um ponto é que o governo israelense não estaria contente com as pressões que Kennedy exercia contra seu programa nuclear secreto, além de uma possível simpatia do Kennedy para com os árabes e a questão palestina. O governo israelense chegou a reclamar que em vários departamentos havia ex-membros do Nazismo;


26. Uma outra teoria menciona que os grandes bancos norte-americanos fizeram uma emissão de um bilhão de dólares em ouro para financiar uma campanha contra Kennedy, depois da desmoralização global frente o comunismo e a Guerra Fria em geral, e esse plano culminou no assassinato do então presidente quando percebeu-se que sua popularidade não parava de crescer;

27. O que comprovaria a teoria da conspiração é que o carro presidencial daquele fatídico dia tinha espaço para dois agentes na parte traseira do veículo e mais dois nas laterais, formando uma espécie de “escudo humano”. Neste dia, nenhum dos quatro agentes estava em seus postos;

O que podemos dizer é que as teorias conspiratórias envolvendo o presidente John Kennedy estão envoltas em muitos mistérios que duas CPI’s, nos Estados Unidos, não conseguiram elucidar totalmente, o que fez o mistério aumentar ainda mais. Atualmente, essas teorias conspiratórias são conhecidas como lendas urbanas ou parte do folclore estadunidense. O maior problema é que durante toda a sua história, o governo norte-americano esteve envolto em gravíssimas conspirações contra governos e soberanias de territórios estrangeiros e outros países, por isso cidadãos norte-americanos até hoje creem no envolvimento de suas instituições no assassinato de um presidente que tinha enorme popularidade entre o povo comum, mas tinha feito grande “vergonha mundial” frente a União Soviética e Cuba no auge da Guerra Fria (1945-1991).

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Tudo sobre a incrível encenação de “A guerra dos mundos”, em 1938, de Orson Welles...

Hoje vamos falar sobre um episódio mais do que antológico e histórico na comunicação social, sempre aprendido nos bancos das faculdades de Cinema e de Jornalismo. Trata-se do ano de 1938, quando Orson Welles (foto abaixo) encenou o clássico “Guerra dos mundos” no rádio e causou, por causa da extrema semelhança com a realidade, causou grande pânico em todos Estados Unidos. É o nosso tema do post de hoje: a história do episódio, os fatos verídicos, os boatos espalhados, as consequências etc.


A encenação de “Guerra dos mundos” é um episódio antológico da história da comunicação social. Aconteceu em homenagem ao Halloween, no dia 30 de outubro de 1938, e foi ao ar pela cadeia de rádios da CBS. Dirigida e narrada pelo ator, diretor e roteirista Orson Welles, o caso trata-se de uma adaptação extremamente bem feita do livro “Guerra dos mundos”, clássico de H. G. Wells, publicado em 1898.

A transmissão durou 62 minutos e foi apresentada como uma simulação de boletins noticiários, que davam a entender sobre uma real invasão de marcianos por todos Estados Unidos. Os efeitos sonoros fizeram com que o realismo fantástico fosse ainda mais “real”, o que causou pânico em diversas cidades, principalmente porque o show sequer teve pausas comerciais, mas sim uma atuação vibrante com “jornalismo”, “testemunhos”, “entrevistas”.

Muitos jornais da época deram uma cobertura extremamente sensacionalista para o caso da encenação, o que contamina demais as pesquisas de cunhos histórico e social sobre o ocorrido. O que ocorreu é que muitas pessoas estavam ouvindo a rádio NBC, líder de audiência na época, e ao terminar o show popular de Edgar Bergen, rodaram o dial procurando outro tipo de programação e encontraram uma transmissão com tom jornalístico na rádio CBS, que na verdade era a encenação de “Guerra dos mundos”. Entretanto, o que poucas pessoas sabem é que antes da transmissão foi anunciado que se tratava de uma emissão especial, fictícia, do Halloween, mas os outros ouvintes já pegaram a transmissão acontecendo, o que gerou grande histeria coletiva e pânico nas ruas.


Nos dias seguintes à famosa transmissão houve enorme indignação por parte dos concorrentes da CBS e da população em geral, dizendo ter sido enganada em uma brincadeira de mal gosto. Isso fez com que entrasse em cena a Comissão Federal de Comunicação, que regulamenta as concessões de rádio e TV nos Estados Unidos. Apesar da fama ruim do episódio, que hoje é legendário, isso garantiu enormemente a fama de Orson Welles como ótimo roteirista, diretor e dramaturgo, garantindo sua entrada no seleto rol de Hollywood.

Contexto da época...
O livro de H. G. Wells conta a história de uma invasão marciana a Terra, com direito a muita ficção científica e terror entre os crédulos da invasão, pois nesta história os nossos inimigos vêm com vontade de matar.

Vale ressaltar que desde o final do século 19 até os anos 50, Marte foi um planeta que reproduziu grande interesse da comunidade científica. Seus canyons pareciam canais feitos por seres inteligentes. Suas possíveis pirâmides ainda atraem os olhos dos teóricos dos deuses astronautas. E é por causa disso que a encenação causou tanto pânico – até mesmo em membros da comunidade científica que estavam em suas casas descansando o dia de trabalho.

Durante a produção do especial de Welles, a censura (que ainda estava em alta nos meios de comunicação dos Estados Unidos) disse que o documentário era “extremamente realista”, mas acabou liberando porque acreditou que naquele contexto, do Halloween, as pessoas levariam o fato na brincadeira. Outro fato importante para causar realismo foi Welles trocar termos conhecidos por nomes parecidos, assim as pessoas não assimilaram: “Observatório de Princeton” virou “Universidade de Princeton”, e o “Escritório Federal de Climatologia” virou “Escritório Americano de Climatologia”.


Mais informações...
Após a informação de que se tratava de uma encenação, uma ficção, o programa em forma de jornalístico começou com um boletim supostamente meteorológico alertando para a aproximação de um meteorito ao planeta Terra. Em seguida, um “repórter” informou que um meteoro de formato cilíndrico caiu nos arredores de Grover’s Mill, perto de Nova Jersey. Uma multidão partiu de carro para o local, segundo informações do acervo do New York Times. O documentário continuou, dizendo que deste meteorito saíram vários robôs com tentáculos que, com raios poderosos, destruíam tudo que viam pela frente. Após isso, sem verificação, o governo do estado de Nova Jersey declarou toque de recolher.

Para dar um tom maior à realidade, Orson Welles colocou um ator imitando a voz do então presidente Franklin Roosevelt afirmando que os Estados Unidos estavam, a partir daquele instante, sob lei marcial e todo país estava sob toque de recolher, que as pessoas deveriam ficar em casa ouvindo as informações pelo rádio, o que causou enorme audiência recorde à Rádio CBS.

Após essa “declaração” do presidente, outro informe dizia que outros cilindros com objetos cheios de tentáculos estavam caindo por todo país, desde Los Angeles até Chicago, além dos arredores de Nova York. Como as pessoas supostamente deveriam estar em casa sob toque de recolher, a veracidade do fato não poderia ser colocada em xeque e prendeu a atenção das pessoas para o espetáculo.


Depois de vários minutos de muita adrenalina e sensacionalismo, veio uma vinheta da CBS e o locutor Dan Seymour mencionou que o documentário tratava-se de uma ficção científica em homenagem ao Dia das Bruxas; Welles voltou ao ar e agradeceu ao prestígio e à audiência, assim voltava ao normal a programação da CBS. O show terminava com os marcianos sendo contaminados com vírus humanos e morrendo de gripe, varíola, catapora, sarampo etc.

Reação do público em geral...
De acordo com testemunhas da época da transmissão, muitas pessoas saíram de casa correndo para igrejas, escolas e albergues procurando por abrigo. As delegacias de polícia e corpos de bombeiros receberam centenas de ligações desesperadas. Segundo alguns jornalistas, chegaram a ser registrados casos de suicídio e homicídio, o que é uma farsa. Não foi registrada nenhuma morte neste caso de histeria coletiva. De acordo com um estudo feito por alunos de mestrado em Comunicação Social da Universidade de Washington, em 1938 foram publicadas nos Estados Unidos pelo menos 12 mil matérias jornalísticas sobre o caso.

O caso mais especial na reação do público em geral aconteceu em uma vila no estado de Washington, pois o pânico foi geral e fez com que os funcionários da companhia elétrica deixassem o local de trabalho, deixando toda região sem luz. Assim, as pessoas acreditaram veementemente numa invasão marciana aos Estados Unidos; a população da distante vila ficou ainda mais desesperada e fugiu para uma igreja local, ficando lá até a manhã do dia seguinte, quando a luz foi estabelecida e puderam se conectar com o mundo.

Mais informações...
A cobertura jornalística do programa foi afetada pelos recursos extremamente limitadas da época. Assim, jornais da Costa Oeste falavam que a invasão não chegou até lá, mas tinha feito vítimas na Costa Leste, e vice-versa. No geral houve uma cobertura extremamente sensacionalista, o que fez com que nascesse o mito dos suicídios, mas o pânico geral em alguns lugares foi bem real.

De forma geral, muitos editoriais caíram em cima da indústria da comunicação de massa por permitir que um fato desse pudesse ocorrer, alegando que o governo federal dos Estados Unidos comia na mão das grandes indústrias de rádio e de cinema. Entretanto, muitos especialistas em comunicação dizem que esse tipo de editorial vinha da rixa antiga porque os jornais perderam muita publicidade depois do rádio – gratuito – entrar no ar com informação e entretenimento.

Já os jornais e rádios opositoras do governo naquela época culparam o próprio governo federal pela histeria coletiva, alegando que a falta de educação e de cultura no interior do país fez com que as pessoas desconhecessem a cultura das cidades grandes, uma vez que os casos mais graves durante a transmissão de “Guerra dos mundos” foram registrados nos estados mais pobres e nas cidades mais interioranas.


Em 1994, um estudo feito por um grupo de alunos do doutorado em Comunicação Social da Universidade de Colúmbia apontou que cerca de 30 milhões de pessoas ouviram esta transmissão em 1938, nos Estados Unidos e no Canadá. Deste total, cerca de 3 milhões acreditaram que a invasão marciana estava acontecendo e outros 1,3 milhão pensaram que fosse alguma invasão de país europeu à América, como a Alemanha nazista. O estudo ainda mostra, a partir de artigos de revistas e jornais da época, que o assunto ainda era manchete seis semanas depois do ocorrido!

Consequências da encenação…
Depois dos vários relatos polêmicos sobre a encenação de “Guerra dos mundos”, a CBS e Welles vieram a público pedir desculpas à população e ao governo dos Estados Unidos pelo feito, considerado pela imprensa como “de extremo mau gosto”. Nos bastidores, muitos disseram que Orson Welles foi forçado a pedir desculpas sob o risco de ser demitido da cadeia de emissoras da CBS, mas esse feito performático alavancou sua carreira rumo a Hollywood.

Apesar de todo o sensacionalismo causado pela cobertura do programa, a CBS recebeu mais de 3.500 cartas e telegramas de ouvintes dando os parabéns pela qualidade do show e pela performance da equipe de apoio de Welles. Entretanto nem tudo são flores; a Comissão Federal de Comunicações recebeu mais de 15 mil reclamações sobre o excesso de realismo, e alguns cidadãos chegaram a registrar ocorrências na polícia contra a rede de rádios.


Outras informações…
Em 1957, através da rede de TV CBS, Welles deu uma entrevista exclusiva falando sobre o episódio. Ele contou tudo, desde a concepção do show encenando “Guerra dos mundos” até o sensacionalismo da imprensa na época. No geral podemos dizer que a encenação foi tão clássica que o script original de 1938 foi leiloado por algumas centenas de milhares de dólares (143 mil dólares) em 1988.

Adaptações de “Guerra dos mundos” em outros idiomas e países...
No próprio ano de 1938, a encenação de Welles já tinha se tornado clássica para a história dos meios de comunicação por conta do abalo que fez surgir na comunidade norte-americana, envolvendo até mesmo políticos. Por isso é que, com o tempo, ocorreram outras encenações de “Guerra dos mundos” em outros países e outras regiões dos Estados Unidos; e é isso que vamos falar agora...


1. Em 1949, foi produzida no Equador a mesma história dos Estados Unidos, sendo a primeira encenação em língua hispânica. A veiculação de “Guerra dos mundos” causou enorme pânico em Quito, capital do Equador. Nesse país a polícia e os bombeiros foram chamados para vários casos de incêndios e pânico coletivo. O caso gerou um processo judicial contra a emissora rádio e os responsáveis foram exilados na Venezuela;

2. Em 1968, para comemorar os 30 anos da encenação norte-americana, uma rádio AM de Buffalo, em Nova York, repetiu o roteiro sem maiores problemas públicos como ocorrera em 1938;

3. Em 1980 e em 2012, outra rádio da cidade de Buffalo irradiou uma encenação de “Guerra dos mundos” que não teve tanta audiência, o que não causou pânico na população mas somente frustração na direção da emissora FM;

4. Em 1987 e em 1997, duas rádios norte-americanas, uma em Denver e outra em Washington, adaptaram o roteiro de “Guerra dos mundos” para suas realidades temporais e locais. Em 1938 foi encenado um pronunciamento do presidente Roosevelt, e em 1997 foi a vez de uma voz forjada do então presidente Bill Clinton;

5. Em 1988, a NPR, rádio pública dos Estados Unidos, comemorou os 50 anos de aniversário da encenação refazendo o capítulo da “Guerra dos mundos”. Esta encenação acabou ganhando o Grammy naquele ano como melhor gravação em estilo não-musical;

6. Em 1994, uma rádio de Los Angeles irradiou o roteiro original de Welles para “Guerra dos mundos”. Mais uma vez o feito não teve tanta audiência porque o roteiro foi irradiado em uma emissora de baixa audiência;

7. Por sua vez, em 1997, uma grande rádio das Filipinas decidiu fazer uma adaptação de “Guerra dos mundos”. A adaptação dizia que em partes do país já havia furacões e tsunamis causadas pelos aliens. Houve pânico geral e os produtores do show foram processados pelo Ministério Público de Manila, capital daquele país;

8. Em 2010 houve duas adaptações importantes, uma em uma emissora universitária húngara e outra em uma rádio comunitária de Pittsburgh, nos Estados Unidos;

9. Em março de 2011, uma emissora FM de Toronto, no Canadá, também usou o roteiro original criado por Orson Welles para encenar “Guerra dos mundos”, mas o ocorrido não causou nenhum pânico por conta da baixa audiência;

10. Em 2012, uma rádio polonesa, uma no interior dos Estados Unidos e outra rádio universitária no estado de Connecticut também encenaram “Guerra dos mundos”, mais uma vez sem causar nenhum tipo de reação no público;

11. O ano de 2013 talvez tenha sido o mais rico de adaptações deste clássico da comunicação social. “Guerra dos mundos” teve o roteiro adaptado para uma rádio na França, na Malásia, na Austrália, no Canadá, três emissoras nos Estados Unidos e na Inglaterra.

O que podemos observar é que, com o passar do tempo, com as tecnologias de mídia mais recentes, as pessoas pararam a entrar em pânico coletivo porque já contavam com transmissões de televisão ao vivo e espírito crítico suficiente para compararem uma estação da outra, comparando realidade de ficção. Um caso interessante é que no continente dos Estados Unidos muitas pessoas pensaram que o ataque a Peral Harbor, no Havaí, durante a Segunda Guerra Mundial, pelos japoneses, era mais uma encenação de rádio.


terça-feira, 16 de setembro de 2014

A história dos crânios de cristal: maldição, folclore popular, fato ou farsa?!

No post de hoje vamos falar um pouco sobre os crânios de cristal encontrados principalmente no sul do México e ao longo da América Central (Mesoamérica). De acordo com uma lenda local, eles têm o poder da vida e da morte, e quando todos os crânios forem descobertos e reunidos estaremos próximo do fim dos tempos. Entretanto, a história desses objetos antropológicos também é cheia de mentiras e farsas deliberadas, de falsos pesquisadores que no século 19 queriam conseguir mais dinheiro para pesquisas falsas e terem seus nomes registrados nos anais da ciência.


1. Crânio de cristal é o nome dado a uma série de esculturas no formato de crânios humanos esculpidas em quartzo rosa ou leitoso, artisticamente conhecido como “cristal de rocha”, às quais se alega, por seus descobridores, serem artefatos de civilizações pré-colombianas;

2. Um dos pontos mais controversos envolvendo a história dos crânios de cristal é que nenhum dos exemplares disponíveis em museus e institutos de pesquisas, colocados à prova em estudos científicos, foi autenticado como de origem mesoamericana pré-colombiana;

3. Resultados de estudos demonstraram que os exemplares examinados foram fabricados em meados do século 19, provavelmente na Europa. Apesar de algumas reivindicações no sentido de popularização literária, as lendas dos crânios de cristal com poderes místicos não figuram na genuína mitologia mesoamericana ou de outros nativos americanos;

4. Os crânios são frequentemente alegados como representantes de fenômenos paranormais por alguns membros do movimento da Nova Era, e têm sido muitas vezes retratados como tal na ficção. Além disso, têm sido um tema popular que aparece em numerosos representantes de ficção científica em séries de televisão, romances e videogames;

5. Foi feita uma distinção, por alguns pesquisadores, entre os menores crânios de cristal, do tamanho de uma pérola, que apareceram pela primeira vez em meados do século 19, e os maiores (aproximadamente em tamanho real), que apareceram no final do século 20. Os crânios de cristal maiores têm atraído muito a atenção popular nos últimos tempos, e alguns pesquisadores acreditam que eles tenham sido fabricados como falsificações na Europa;

6. O comércio de artefatos pré-colombianos falsificados se desenvolveu durante o século 19;

7. Embora vários museus tenham adquirido crânios, foi Eugène Boban, um negociante de antiguidades que abriu sua loja em Paris em 1870, quem ficou mais associado às coleções de crânios de cristal. Muito de sua coleção, incluindo três crânios de cristal, foi vendida para o etnógrafo Alphonse Pinart, que doou a coleção para o Trocadéro Museum, que mais tarde se tornou o Musée de l'Homme;

8. Muitos crânios de cristal são reivindicadas como sendo pré-colombianos, geralmente atribuídos aos astecas ou maias. A arte mesoamericana tem numerosas representações de crânios, mas nenhuma dessas coleções de museus vem de escavações documentadas;

9. Pesquisas realizadas em vários crânios de cristal no Museu Britânico, em 1967, 1996 e novamente em 2004, mostraram que as linhas recuadas na marcação dos dentes (esses crânios não tinham mandíbulas separadas, ao contrário do Crânio de Cristal de Mitchell-Hedges) foram esculpidas usando equipamentos de joalharia (ferramentas rotativas) desenvolvidos apenas no século 19, questionando uma suposta origem pré-colombiana;

10. O tipo de cristal foi determinado por exame de inclusões de cloreto, e só pode ser encontrado em Madagascar e no Brasil, sendo, portanto, inalcançável ou desconhecido dentro da Mesoamérica. O estudo concluiu que os crânios foram criados no século 19 na Alemanha, muito provavelmente em workshops na cidade de Idar-Oberstein, conhecida por elaborar objetos feitos a partir de quartzo brasileiro importado no período no final do século 19;


11. Foi estabelecido, tanto pelo Museu Britânico, quanto pelo de Paris, Musée de l'Homme, que os crânios de cristal foram originalmente vendidos pelo francês Eugène Boban, negociante de antiguidades, que estava atuando na Cidade do México entre 1860 e 1880;

12. Uma investigação realizada pelo Instituto Smithsoniano em 1992, sobre um crânio de cristal fornecido por uma fonte anônima, que afirmou tê-lo comprado na Cidade do México em 1960, e que era de origem asteca, concluiu que, igualmente, fora feito recentemente. De acordo com o Instituto Smithsoniano, Boban adquirira os crânios de cristal que ele vendeu a partir de fontes na Alemanha – conclusões que estão em consonância com as do Museu Britânico;

13. Um estudo detalhado do Museu Britânico e do crânio de cristal Smithsoniano foi aceito para publicação pelo Journal of Archaeological Science. Usando microscópio eletrônico e cristalografia de raios X, uma equipe de pesquisadores britânicos e americanos descobriu que o crânio do Museu Britânico foi trabalhado em uma substância dura abrasiva, tal como coríndon ou diamante, e foi moldado usando uma ferramenta de disco rotativo feito de algum metal adequado;

14. A amostra do Instituto Smithsoniano havia sido trabalhada com um abrasivo diferente, o composto de carbeto de silício, ou carborundum, que é uma substância sintética fabricada utilizando modernas técnicas industriais;

15. Nenhum dos crânios existentes em museus vem de escavações documentadas. Outro exemplo paralelo é fornecido pelos espelhos de obsidiana na Mesoamérica, objetos rituais amplamente representados na arte asteca. Embora alguns espelhos de obsidiana sobreviventes tenham vindo de escavações arqueológicas, nenhum dos espelhos astecas de obsidiana é documentado;

16. Crânios de cristal têm sido descritos como “um exemplo fascinante de artefatos que fizeram o seu caminho em museus sem nenhuma evidência científica para provar sua origem pré-colombiana”. Um caso semelhante é a máscara Olmeca talhada em jade; curadores e estudiosos se referem a ela como “estilo olmeca”, apesar de, até o presente momento, nenhum exemplo ter sido recuperado em um contexto olmeca arqueologicamente controlado, o estilo é igual. No entanto, tais máscaras foram recuperadas a partir de sítios de outras culturas, incluindo uma depositada no recinto cerimonial de Tenochtitlán (Cidade do México);

17. Talvez o crânio mais famoso e enigmático tenha sido o descoberto em 1924 por Anna Le Guillon Mitchell-Hedges, filha adotiva do aventureiro e autor popular britânico Frederick Albert Mitchell-Hedges. Tem-se observado, após o exame por pesquisadores do Instituto Smithsoniano, ser quase uma réplica do crânio do Museu Britânico – quase exatamente o mesmo formato, mas com mais modelagem detalhada dos olhos e os dentes;

18. Anna Hedges alegou tê-lo encontrado enterrado sob um altar desabado dentro de um templo em Lubaantun, Belize. Tanto quanto pode ser determinado, F. A. Mitchell-Hedges não fez nenhuma menção à alegada descoberta em qualquer um dos seus escritos sobre Lubaantun, assim como outras pessoas presentes no momento da escavação não foram documentadas como observando tanto a descoberta do crânio, como a presença de Anna na escavação;

19. Em uma carta de 1970, Anna também afirmou que “foi contado pelos poucos remanescentes maias que o crânio fora usado pelo sumo sacerdote a serviço da morte”. Por esta razão, o artefato é por vezes referido como “Crânio da Condenação”. Anna Mitchell-Hedges excursionou com o crânio em 1967, cobrando pela exibição, e continuou a dar entrevistas sobre o artefato até sua morte em 2007;

20. O crânio é feito de um bloco de quartzo claro com o tamanho de um crânio humano pequeno, medindo cerca de 13 centímetros de altura, 18 centímetros de comprimento e 5 centímetros de largura; a mandíbula inferior é desanexada. No início de 1970, ficou sob os cuidados temporários do restaurador de arte Frank Dorland, que ao inspecioná-la reivindicou que tinha sido “esculpida” sem respeito aos eixos naturais do cristal, portanto sem o uso de ferramentas de metal;


21. Dorland relatou ter sido incapaz de encontrar qualquer marca, exceto para os traços de moagem mecânica sobre os dentes, e especulou que ela foi esculpida de forma rudimentar, provavelmente com diamantes, e as mais finas formações, afiação e polimento foram conseguidas através do uso de areia ao longo de um período de 150 a 300 anos;

22. Enquanto sob os cuidados de Dorland, o crânio chamou a atenção do escritor Richard Garvin, na época trabalhando numa agência de publicidade onde supervisionava a Hewlett-Packard. Garvin fez arranjos para que o crânio fosse examinado pelo laboratório de cristal da HP em Santa Clara, onde foi submetido a vários testes. O laboratório determinou que não era um composto (como Dorland tinha suposto), mas que fora formado a partir de um único cristal de quartzo;

23. Assim como os traços de moagem mecânica sobre os dentes observados por Dorland, o arqueólogo Norman Hammond relata que os orifícios (presumivelmente destinados a serem estacas de apoio) mostraram sinais de serem feitos por perfuração com metal. Anna Mitchell-Hedges recusou os pedidos subsequentes para submeter o crânio a mais testes científicos;

24. Há provas documentais de que Mitchell-Hedges comprara o crânio em 1944. O crânio estava sob a custódia de Anna Mitchell-Hedges, filha adotiva de Frederick. Ela se recusou a deixá-lo ser examinado por peritos (fazendo muito duvidosa a alegação, que foi relatada pela R. Stansmore Nutting, em 1962). Em algum lugar entre 1988 e 1990, Anna Mitchell-Hedges excursionou com o crânio;

25. De acordo com a documentação historiográfica, os crânios de cristal do Museu Britânico, de Paris e do Instituto Smithsoniano foram comprados no século 19 por especialistas em forjar antiguidades egípcias e mesoamericanas, por serem “civilizações da moda” na época, quando o interesse europeu era muito maior em relação aos artigos e artefatos que, juntos deles, vinham cheios de lendas para incrementar o valor do negócio;

26. Alguns acreditam na alegação paranormal de que crânios de cristal podem produzir uma variedade de milagres. Ann Mitchell-Hedges dizia que o crânio que ela supostamente descobrira poderia produzir visões, cura do câncer, uma vez que ela usou suas propriedades mágicas para matar um homem e, em outra instância, viu nele uma premonição do assassinato de John F. Kennedy;

27. Reivindicações da cura e de poderes sobrenaturais dos crânios de cristal não têm nenhum apoio da comunidade científica, que não encontrou qualquer evidência de fenômeno incomum associado aos crânios, nem qualquer razão para uma investigação mais aprofundada, além da confirmação de sua proveniência e método de manufatura;

28. Outras especulações historicamente infundadas da lenda dos crânios de cristal são alegadas com a conclusão do ciclo-b'ak'tun do calendário maia em 21 de dezembro de 2012, sob a alegação de que a reunião das treze caveiras místicas iria evitar uma catástrofe, como previsão implícita no fim deste calendário – o que não chegou a acontecer, obviamente;

29. Alguns protoarqueólogos falam que os crânios de cristal também poderiam estar ligados à possível civilização de Atlântida, um assunto totalmente debatido e controverso. Outro grupo chega a falar de uma possível relação com uma civilização marciana que fora devastada daquele planeta há mais de 36 mil anos;

30. Crânios de cristal são também referenciados pelo autor Drunvalo Melchizedek. Ele escreve ter se deparado com descendentes indígenas maias na posse de crânios de cristal em cerimônias nos templos de Yucatán, e que eles continham almas dos antigos maias que haviam entrado neles para aguardar o momento em que seu conhecimento antigo fosse, uma vez mais, necessário;


31. As alegadas associações e origens dos mitológicos crânios de cristal ao folclore espiritual nativo americano, por escritores ligados ao neoshamanismo, tais como Jamie Sams, são igualmente descartadas pelos antropólogos que estudam os mitos mesoamericanos;

32. Na década de 1970, os crânios de cristal entraram na mitologia da Nova Era como relíquias potentes da antiga Atlântida, e eles adquiriram um número canônico: houve exatamente treze crânios. Nada disso teria a ver com as questões indígenas norte-americanas, se os crânios não tivessem atraído a atenção de alguns dos mais ativos autores de Nova Era;

33. Alguns adeptos da teoria dos deuses astronautas afirmam que os crânios são autênticos, mesmo com todas as provas mostrando o contrário. Para eles, seres vindos de outros planetas ou galáxias, teriam ensinado os maias e astecas a desenvolverem tais objetos de cultuação religiosa a partir de técnicas somente desenvolvidas pelos terráqueos no século 19, o que explicaria a confusão de datas quando estudados com mais rigor tais objetos, hoje considerados mais artísticos do que históricos.


sábado, 13 de setembro de 2014

Você já ouviu falar no mistério das Rochas de Carnac?! Fato ou farsa?!

As Rochas de Carnac são um alinhamento de três mil megálitos que foram erguidos na localidade de Carnac, na região da Bretanha, na França, por volta do ano 2000 a.C. Trata-se, junto de Stonehenge, de uma das mais importantes construções humanas da Pré-História europeia. A importância das Rochas de Carnac é muito grande, principalmente entre os arqueólogos e os teóricos dos deuses astronautas, que vamos debater neste post.


Os alinhamentos foram, provavelmente, erigidos no Neolítico por comunidades sedentárias entre o quinto e o segundo milênio antes de Cristo. O Neolítico é o período da Pré-História quando o ser humano deixa de ser nômade caçador e coletor e torna-se sedentário, construindo casas, cabanas e vivendo em cavernas além de começar o processo da criação de animais e dominação das técnicas agrícolas.

De acordo com os arqueólogos e historiadores, essas tribos moravam em grandes casas de madeira e argila praticando a pecuária e a agricultura. O processo de sedentarismo tê-los-ia levado a criar um culto aos mortos por meio da construção coletiva de enormes túmulos, estelas gigantes, antas e fileiras de menires. Esta seria uma das explicações para as Rochas de Carnac.


Os homens conheciam o jeito de manobrar as pesadas pedras com troncos e cordas. Experiências têm demonstrado a viabilidade de que poucos homens manejassem pesadas pedras. O grande menir de Locmariaquer, com um peso de 300 toneladas e de 20 metros de comprimento, de granito, é um exemplo de transporte e elevação de monólitos. Ao norte da povoação localizam-se os monumentos megalíticos mais famosos da região.


Os arqueólogos separaram as Rochas de Carnac em quatro “setores” especiais, por agrupamentos. Os mais importantes são: o Alinhamento de Ménec, formado por 1.099 rochas fincadas ao longo de um quilômetro, em onze fileiras; e o Alinhamento de Kermario, composto por 1.029 menires enfileirados em dez linhas. Os menires variam de tamanho.

A interpretação dos teóricos dos deuses astronautas...
De acordo com muitos teóricos dos deuses astronautas, as Rochas de Carnac não são somente pedras colocadas em linhas formando uma espécie de cemitério pré-histórico. Nas suas comprovações há, por exemplo, a ideia de que um dos conjuntos dos menires de Carnac, o Alinhamento de Kermario, segue um padrão muito interessante: ele vai de leste a oeste, com pedras menores no início e maiores no final, formando-se um padrão crescente.

Para esses teóricos, os francos pré-históricos sabiam o que estavam fazendo e já tinham algum conhecimento científico da ordenação dos planetas e movimentos cósmicos observados no céu; conhecimento que poderia ter sido dado por povos de outras galáxias porque seria impossível ao homem daquela época enxergar o céu como uma máquina formidável conforme vemos hoje graças aos observatórios e satélites artificiais.

Segundo outro grupo de adeptos da teoria dos deuses astronautas, Carnac representa algum tipo de projeto para ser observado do céu, como os desenhos de Nazca, no Peru. Assim sendo, os menires colocados em fileiras seriam uma forma de demarcar determinada região para que os visitantes interplanetários reconhecessem o local e pudessem descer à Terra em determinadas épocas do ano.


Mas o que são os alinhamentos megalíticos?
Um alinhamento megalítico (ou alinhamento de pedras) é um ordenamento linear de menires paralelos situados a intervalos ao longo de um eixo, ou vários, usualmente datados no Neolítico ou na Idade do Bronze. As filas podem ser individuais ou em grupo. Três ou mais pedras alinhadas já podem ser consideradas como um alinhamento de pedras.

Os alinhamentos de pedras diferem das avenidas pré-históricas, em que as pedras ficam sempre numa linha reta em lugar de seguir uma rota mais bem curva. Os alinhamentos de pedras podem ser de poucos metros ou de vários quilômetros de longo e estão feitos de pedras que podem ser de até de dois metros, sendo o mais comum de cerca de um metro de altura. As pedras terminais das filas podem coincidir com a maior, e outros elementos megalíticos ficam, por vezes, nos extremos, especialmente enterramentos em cairns.


As pedras colocam-se a intervalos, e podem variar em altura ao longo da sequência, para proporcionar um aspecto degradado, embora não se saiba se isto foi feito deliberadamente. Os alinhamentos foram erigidos no Neolítico e na Idade do Bronze pelos povos do litoral atlântico, nas ilhas britânicas, partes da Escandinávia, noroeste da França, na Galícia e em Portugal.

O termo “alinhamento” por vezes indica que as filas se colocaram focadas a outros fatores, como outros monumentos ou elementos topográficos ou características astronômicas. Os arqueólogos tratam os alinhamentos de pedras como elementos discretos e “alinhamentos” referem que as pedras ficam alinhadas entre si, mais que a qualquer outra coisa. O seu fim, foi talvez religioso ou cerimonial, talvez marcando um caminho de procissão. Outra teoria é que cada geração erigiria uma nova pedra para contribuir para uma sequência que mostra uma presença contínua das pessoas.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Se Hitler foi o Terceiro Reich da Alemanha, quem seria o Quarto Reich?! História alternativa no post de hoje...

Primeiramente, vamos explicar o que significa ser um Reich. Em alemão, a palavra não tem uma tradução correta e exata para o português. Seria o mesmo que “Rei” ou “Rico”. O uso deste título para o governante alemão é uma ode ao passado saudosista, pois temos dois grandes Reichs e um terceiro, que queria levar a glória à Alemanha destruída e humilhada depois da Primeira Guerra Mundial.

O primeiro Reich alemão foi o Rei Oto 1º, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, cuja linhagem foi de 962 d.C. até 1806. O segundo foi Bismarck, que no século 19 reuniu todos os povos germânicos em torno da Prússia formando a Alemanha. Por fim, o terceiro Rich, talvez o mais conhecido, tenha sido Adolf Hitler, que afirmava que no caso de sua vitória o seu reinado duraria mil anos, e por isso acabou ganhando a alcunha de “o Reich dos mil anos”, numa grande utopia.

Abaixo, nas fotos, temos respectivamente os três Reichs alemães:




E como surgira a história do Quarto Reich alemão mesmo com o Nazismo perdendo a guerra? Isso é uma história um pouco complexa que envolve o que chamamos de “pós-Nazismo” e de Neonazismo, em um tremendo saudosismo utópico sem o menor sentido. Também entramos no terreno da História Alternativa – cujo tema já foi debatido neste blog recentemente.

Assim sendo, o Quarto Reich é um termo utilizado para descrever um futuro teórico da história alemã, caso Hitler tivesse sido o vencedor e seria a pessoa que o sucederia na governança. O termo foi utilizado pela primeira vez por Rudolf Hess (foto abaixo) após os julgamentos de Nuremberg, quando, sofrendo de distúrbios mentais, afirmou ser ele o Führer do Quarto Reich.


Porém o termo se tornou popular nos anos de 1960 e 1970, devido ao fato de várias figuras políticas da Alemanha Ocidental, como o chanceler Kurt Georg Kiesinger (foto abaixo), possuírem vínculos com o regime do Terceiro Reich. Em termos de neonazismo, o quarto Reich é apresentando como um Estado em que vigora a supremacia ariana, antissemitismo, espaço vital alemão, militarismo e totalitarismo.

Neonazistas utopicamente ainda acreditam que o quarto Reich abrirá caminho para o estabelecimento de um “Império Ocidental”, um império pan-ariano abrangendo terras com proeminentes laços arianos (Europa, Rússia, Anglo-América, Austrália, Nova Zelândia, e algumas partes da América do Sul como o Brasil e Argentina), o que permitiria que o Ocidente entrasse no “choque de civilizações”.




Em seu livro, “A ascensão do quarto Reich: as sociedades secretas que ameaçam assumir a América”, Jim Marrs argumenta que alguns membros sobreviventes do Terceiro Reich, juntamente com simpatizantes do Nazismo nos Estados Unidos e noutros países, trabalharam clandestinamente desde o final da Segunda Guerra Mundial para que alguns dos princípios do Nazismo (por exemplo, militarismo, fascismo, imperialismo, espionagem generalizada e utilização de propaganda para controlar os interesses nacionais) sejam infiltrados na cultura, governo e empresas em todo o mundo.

Ele cita a suposta influência do nacional-socialismo nos Estados Unidos no final da Segunda Guerra Mundial, tais como cientistas nazistas que ajudaram os Estados Unidos no avanço na indústria aeroespacial, bem como a aquisição e a criação de conglomerados pelos nazistas e seus simpatizantes após a guerra, tanto na Europa como na América – principalmente no Brasil e na Argentina.

O que podemos ver é que a história envolvendo o quarto Reich foi uma tentativa frustrada de “as viúvas do Nazismo” em terem algo a que esperar no futuro. Um super-homem que seguiria os ditames de Hitler e criaria o pangermanismo, a grande nação Alemã em detrimento dos “inimigos do regime”, o que pode parecer impossível nos dias de hoje graças à democracia em diversos países.