quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Você conhece um pouco sobre a Caaba, a “pedra sagrada” dos muçulmanos?

O Islamismo é, atualmente, a maior religião do mundo, e nos anos 2000 passou o número de fiéis do Cristianismo (juntando católicos e protestantes). Nos dias de hoje também é a religião que mais cresce em todo o planeta, seja através de nascimentos de fiéis em famílias islamitas, seja através de novas conversões – principalmente no mundo ocidental. Portanto é cada vez maior a curiosidade das pessoas em relação às crenças do Islamismo e naquilo que faz parte do mundo teológico deles.

Vale lembrar que o Islamismo é uma religião monoteísta e acredita no mesmo Deus que os judeus, católicos e protestantes. Fundada em 632 d.C. por Mohammed (Maomé), tem sua base no Judaísmo e no Cristianismo, sendo que crê em Jesus Cristo como um dos grandes profetas da história mundial. Portanto, hoje vamos falar um pouco sobre a Caaba (ou Kaaba), um importante instrumento de fé na teologia islâmica.


A Caaba é conhecida sob diversas formas: “al-Kaabah” (“o Cubo”), “al-Kaaba Musharrafa” (“o Cubo Nobre”) e “al-Baytu Haraam” (“a Casa Proibida”). Trata-se de uma construção em forma de cubo (cuboide) reverenciada pelos muçulmanos na Mesquita Sagrada de al-Mashid em Meca, na Arábia Saudita, e é considerada pelos devotos do Islamismo como o lugar mais sagrado de todo o mundo.

De acordo com os preceitos islâmicos, toda pessoa que tiver posse e saúde, deve pelo menos uma vez na vida fazer uma peregrinação para conhecer ao vivo a Caaba e poder prestigiar tamanha beleza e espiritualidade do local. Você pode ver pelo Google Earth o local onde se encontra “o lugar mais sagrado do mundo”, colocando na busca as seguintes coordenadas: 21.422547, 39.826178, e repare em como o complexo religioso é enorme para poder receber milhões de peregrinos de todo planeta na temporada das visitações. A Caaba é o centro das peregrinações (“haji”) e é para onde o devoto muçulmano volta-se para as suas preces diárias (“salat”).


A Caaba é uma construção cúbica de 16 metros de altura, e é cercada por muros de 11 metros de altura. Ela está permanentemente coberta por uma manta escura com bordados dourados que é regularmente substituída. Em seu exterior, encravada em uma moldura de prata, encontra-se a Hajar-el-Aswad (“Pedra Negra”), uma pedra escura, de cerca de 50 centímetros de diâmetro, que é uma das relíquias mais sagradas do islã.

Historicamente, quando o profeta Maomé repudiou todos os deuses pagãos e proclamou um deus único, Alá, poupou a Caaba e tornou-a de um centro de peregrinação pagã em um centro da nova fé. No período pagão, a Caaba provavelmente simbolizava o sistema solar, abrigando 360 ídolos, sendo assim uma representação zodiacal. O edifício foi restaurado diversas vezes; a construção atual é datada do século 7 d.C., substituindo a mais antiga que foi destruída no cerco de Meca em 683.


Segundo relatos islâmicos, quando Abraão propagou pelo Iraque a crença monoteísta, foi perseguido. Então foi necessário um local simples para ser o ponto de adoração monoteísta. Abraão escolheu Meca por ser geograficamente o “centro do mundo”. Muçulmanos relatam que a construção da Caaba está descrita no Alcorão e na Bíblia, como segue:

E apareceu o Senhor a Abraão e disse: ‘À tua semente darei esta terra’. E edificou ali um altar ao Senhor que lhe aparecera. E moveu-se dali para a montanha à banda do oriente de Betel e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente e Ahi ao oriente; e edificou ali um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor”, Bíblia, Gênesis 12, 7-8.

[...] E quando Abraão e Ismail elevam as fundações da casa, dizendo: ‘Nosso Senhor, aceita de nós este trabalho! Certamente Tu escutas a nós e és conhecedor de tudo!’”, Alcorão, capítulo 2, surata 127.


O que seria esta pedra negra que está dentro da Caaba?
A “Pedra Negra”, em árabe “al-Hajar Aswad”, é uma pedra escura de cerca de 50 cm de diâmetro. É uma das relíquias mais sagradas do Islamismo e, segundo a tradição muçulmana, remonta ao tempo de Adão e Eva. Segundo a tradição, a pedra foi recebida por Abraão das mãos do Anjo Gabriel.

Ela já era cultuada pelos árabes antes mesmo da criação do Islamismo, onde, segundo relatos folclóricos, era branca e se tornou negra devido aos pecados humanos. A pedra encontra-se em dentro da Caaba, onde não pode ser fotografada.

Sua aparência física é a de uma rocha fragmentada escura, polida pelas mãos de milhões de peregrinos pelos longos séculos de exposição. A tradição islâmica diz que caiu do céu para mostrar a Adão e Eva onde construir um altar. Embora tenha sido muitas vezes descrito como um meteorito, esta hipótese é agora incerta.

Partes da Pedra Negra consistem de um número de fragmentos mantidos juntos por uma moldura de prata, fixada à pedra por pregos de prata. Alguns dos fragmentos menores foram cimentados entre si. A face exposta da pedra mede 20 centímetros por 16 centímetros. Seu tamanho original não é claro; suas dimensões registradas mudaram consideravelmente ao longo do tempo, como a pedra foi remodelada em várias ocasiões.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Esquadrilhas de discos voadores estariam assustando famílias na fronteira Índia-China...

Soldados do Exército da Índia e da Força Policial de Fronteira Indo-Tibetana, baseada na cidade de Thakung, próxima ao Lago Pangong, relatam o avistamento de dezenas de objetos voadores não-identificados na região de Ladakh, entre Jammu e a Caxemira. A presença massiva desses objetos, vistos tanto durante o dia quanto à noite, ocorreu, especificamente e respectivamente, nos dias 01 de agosto e 15 de outubro de 2012.


Segundo o jornal “India Times”, as testemunhas descrevem os OVNI’s como esferas amareladas que aparecem no horizonte, no lado chinês da fronteira, e, lentamente, deslocam-se no céu por períodos longos de três a cinco horas. Depois simplesmente desaparecem. A informação é proveniente de relatórios enviados pela Polícia de Fronteira Indiana para sua sede em Nova Délhi e diretamente para o gabinete do primeiro-ministro.

Vários pesquisadores têm tentado identificar a natureza destes objetos, seja através das imagens captadas por vídeos, ou indo até o local para realizar pesquisa in-loco. Entretanto, não têm tido sucesso na observação. Em setembro de 2013 o Exército indiano implantou uma unidade móvel de radar mas as esferas parecem ser invisíveis ao equipamento.

Moradores da cidade de Thakung e arredores estão com medo dos espectros, alegando que é perigoso trabalhar à noite, uma vez que tais objetos podem raptar animais de estimação e seres humanos. O medo de abdução fez com que a produção agrícola local despencasse e as feiras ficassem com menos variedade de legumes, frutas e verduras.

Na região dos ocorridos também foi utilizado um analizador de espectros, mas este também falhou em detectar quaisquer sinais que pudessem estar sendo emitidos pelos OVNI’s. Os voos de reconhecimento também têm sido infrutíferos. Os OVNI’s simplesmente desaparecem antes de qualquer aproximação de abordagem.


Tudo o que o exército conseguiu foi determinar o que essas esferas amarelas não são. Não são drones (veículos aéreos não tripulados). Além disso, uma equipe do Observatório Astronômico Indiano, em Hanle, estudou o fenômeno por três dias e assegura: não são corpos celestes de qualquer tipo, como meteoros ou planetas. Tudo o que se sabe de concreto até agora é que estes objetos amarelos não são metálicos.

Em 2004, um objeto voador com aspecto de um robô humanoide foi fotografado na região indiana de Samutra Tappu. Por isso a perplexidade dos indianos é justificada. Eles estão familiarizados com drones espiões. Somente entre agosto e janeiro de 2012 foram detectados 99 desses “veículos voadores” não tripulados: 62 no setor no setor ocidental de Ladakh e 37 no setor oriental, em Arunachal Pradesh. Três deles estavam em território reclamado pela Índia ao longo da fronteira, de 365 quilômetros, com a China. Mas, diante da incógnita que envolve esses avistamentos, os orbes estão sendo chamados Objetos Luminosos Não Identicados (OLNI), ou ULO (Undefined Luminous Objects).


Contexto militar dos acontecimentos, um ponto importantíssimo...
Ladakh é uma região despovoada de 86 mil km², fortemente militarizada, situada entre uma área da Caxemira ocupada pelo Paquistão e Aksai Chin, ocupada pela China. Uma terra que tem sido objeto de uma longa em disputa geopolítica que vem se arrastando durante décadas. Jammu-Caxemira é um dos estados da Índia, apesar de seu território ter sido retalhado pelas disputas geopolíticas que começaram desde o fim da colonização britânica e recrudesceram a partir da criação do estado muçulmano do Paquistão.

A pretensão paquistanesa baseia-se no fato de que, ali, a maioria da população é muçulmana, que entraram na Índia justamente pela fronteira norte como refugiados e migrantes em geral, mas, com o tempo, passaram promover o costumeiro terror islâmico a fim de impor sua religião. Desde 1980, guerrilheiros separatistas, muçulmanos, passaram a aterrorizar a Caxemira Indiana. Ali se encontra um conhecido e mítico suposto túmulo de Jesus que, segundo teorias, depois de sua ressurreição, teria se refugiado naquela região, em Srinagar (uma área que pela sua paisagem e clima é chamada de a “Suíça indiana”), onde se tornou um mestre venerado até hoje. O objetivo dos paquistaneses, durante todos esses anos de ataques, é tomar posse de toda a Caxemira.


De acordo com alguns grupos de militaristas e ufólogos, o suposto mistério destes objetos voadores não-identificados levanta uma importante especulação: de que as esferas sejam uma projeção holográfica projetada pela China como uma estratégia de guerra psicológica de intimidação e, ao mesmo tempo, uma sondagem com o objetivo de avaliar os recursos do Estado indiano em situação de alerta. Uma técnica de combate que os antigos guerreiros chineses e japoneses – estes, os samurais, chamam de “falso ataque” ou “ataque da sombra”.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Você já ouviu falar na possível história dos filhos de Jesus Cristo com Maria Madalena?!

Tema bastante controverso, recusado por 99% dos cristãos religiosos, a linhagem de descendentes de Jesus é uma hipotética linha tênue de descendentes diretos do Messias, junto com seu possível casamento com Maria Madalena. Diferentes versões contraditórias e de uma hipótese de linhagem de Jesus têm sido promovido por numerosos livros, sites e filmes de ficção e não-ficção no final do século 20 e início do século 21, quase todos foram classificados como obras de pseudo-história e teoria de conspiração. No post de hoje vamos abordar esses pontos de pesquisa e nortear o que é fato e o que é farsa nesta história.


1. De acordo com a maior parte de acadêmicos, não há nenhuma evidência histórica, bíblica, apócrifa, arqueológica, genealógica ou genética que apoia a hipótese de que Jesus tenha tido descendentes. Entretanto, eles afirmam que não se pode confundir este assunto com a genealogia de Jesus Cristo, conhecidos como “Desposyni”, que são seus avós, primos etc.;

2. Em 1982, um grupo de historiadores lançou uma teoria de que a linhagem de Jesus, casado com Maria Madalena, seria a dinastia merovíngia, que governou o atual território da França por muitos séculos durante a Idade Média. Essa teoria sempre foi a mais difundida pelo grupo conspiracionista conhecido como Priorado de Sião, reconhecido como inativo pelo governo francês;

3. De acordo com os teólogos, nem mesmo nos livros bíblicos apócrifos há referências de que Jesus Cristo tenha tido filhos;

4. Em 1980, alguns historiadores israelenses lançaram a hipótese de que Jesus teria tido pelo menos um filho legítimo com Maria Madalena, cujo nome era Judas. Entretanto, a especulação vinha de um manuscrito do século 5, considerado distante demais do período, quando o cristianismo já havia sido considerado a religião oficial do Império Romano, quando todos queriam ser descendentes Dele a fim de obter regalias junto ao Império Romano;

5. De acordo com os teóricos, nos livros apócrifos há referências demais de que Maria Madalena era, mesmo, a esposa de Jesus. Portanto, eles ligam a lógica: um casal, no século 1º d.C. teria dificuldades em não ter filhos, a não ser que um deles fosse estéril. Entretanto, para muitos médicos e historiadores, essa explicação não é totalmente válida;


6. Curiosamente, os primeiros líderes mórmons Jedediah Grant e Orson Hyde acreditavam que Jesus era um polígamo, tudo por conta da má interpretação de evangelhos apócrifos descobertos assim que eles co-fundaram sua religião;

7. Em outra linha de pesquisa, diz que após a ressurreição, Jesus foi embora com Maria Madalena para o sul da França e lá estabelecera uma família de sete filhos, que acabou se tornando a dinastia merovíngia mais tarde. Enquanto isso, Maria e João seguiram em vida missionária pela Armênia. Atualmente, historiadores explicam que essa versão francesa tem o objetivo de santificar os reis franceses na sua rixa contra as outras coroas, principalmente a britânica;

8. Para os crentes da teoria de uma família merovíngia cuja linearidade remonta Jesus, isso mostra que a França teria certa supremacia sobre o restante da Europa e do mundo, discurso que tenta explicar a escravidão, o neocolonialismo, o Destino Manifesto etc. Seria uma explicação anacrônica, que não tem nenhuma base histórica ou científica;

9. Para pesquisadores da história das religiões e teólogos que creem no possível casamento de Jesus com Maria Madalena, não há referência bíblica a uma linearidade dele: no episódio da crucificação não se fala em descendentes, mas somente em João, Maria e Maria Madalena assistindo à morte do personagem central – mesmo se estivermos trabalhando a questão do “Jesus histórico”. Depois, na sua ressurreição e retorno ao convívio social com seus apóstolos, não se fala em nenhuma escritura apócrifa que Ele tenha estado com “seus filhos”;

10. Entre os ciganos romenos e búlgaros há a crença de que Santa Sara Kali seja a filha de Jesus com Maria Madalena, pois de acordo com o folclore que envolve a santa, ambas desembarcaram juntas no sul da França depois que Jesus subiu aos céus deixando os seus na Terra para que espalhassem a Boa Nova. Para os estudiosos dessa tese, tudo está conforme a tradução do nome Sara, que em hebraico significa “Princesa”;


11. Outro ponto interessante a destacar é que a teoria que afirma que a dinastia merovíngia seja de parentes diretos de Jesus Cristo é apenas um estratagema para confirmar a teoria divina dos reis, que estes seriam representantes de Deus na Terra, ou então que eles estariam governando sob a vontade de Deus, não sendo qualquer pessoa escolhida para subir ao trono – chamada Teoria do Direito Divino;

12. Outro ponto importante se relaciona com o Priorado de Sião, também uma ordem religiosa e política francesa. O Priorado, hoje reconhecido pelo governo como uma ordem sem atividade, dizia que Jesus viveu com sua família os seus últimos anos em território francês, o que mostraria a predominância francesa sobre a história, como Joana d’Arc vencendo o exército inglês. Entretanto, de acordo com os historiadores, o Priorado de Sião era, na realidade, uma organização política escondida sob lençóis religiosos cujo objetivo era restabelecer uma monarquia absolutista na França em pleno século 20;

13. De acordo com paleontólogos, teólogos, arqueólogos e historiadores, muitas das “provas” daqueles que defendem a linhagem de Jesus Cristo com sua família usam “provas” que são reconhecidamente adulteradas e falsas, ou então cometem anacronismos absurdos, como analisar uma época a partir de fontes atemporais;

14. Em 2002, um dos pesquisadores disse que descobriu uma tradução de um evangelho apócrifo em que Cristo teria dito “minha esposa”. Entretanto, especialistas em linguagem copta afirmam que houve, neste caso, erro de tradução para reforçar uma tese sem fundamentos;

15. Um dos fatos é que desde a popularização de “O código Da Vinci”, vários livros e documentários têm sido produzidos enquanto teóricos e produtores ganham milhões de dólares com o mesmo assunto, as mesmas fontes e as mesmas teorias, muitas delas sem nenhum fundamento. Mas o que poucas pessoas sabem é que estes estudos já vinham sendo levantados por universidades americanas, francesas e israelenses desde a década de 1970;


16. Muitos autores que escrevem sobre a descendência que teria deixado Jesus na Terra afirmam que fazem isso não como uma forma iconoclasta de ferir a fé alheia, mas sim trabalhar questões que são consideradas tabus por muitos séculos, como a questão de “Jesus histórico”, como um homem que viveu como os demais entre nós;

17. Outros autores e tradutores dos apócrifos tentam mostrar muito mais do que a linearidade genealógica de Jesus Cristo, mas também o movimento feminista dentro de seu ministério, que teria sido cortado da Igreja a partir do Concílio de Niceia: Maria, sua mãe, e Maria Madalena, sua esposa, seriam importantes apóstolas, que não seriam somente doze, conforme diz a tradição. No evangelho apócrifo de São Tomé, por exemplo, afirma-se que “Maria Madalena era a apóstola favorita de Jesus, e que estes sempre estavam juntos em estudo, oração e família”;

18. Para alguns historiadores interessados no assunto e que vendem documentários, palestras e livros, a verdadeira Sagrada Família não seria composta de Jesus, Maria e José, mas sim de Jesus, Maria Madalena e Santa Sara Kali;

19. É interessante pontuar que nenhuma denominação que se diga cristã tenha aderido a estas teorias. Para elas, Jesus é o Messias, representante de Deus na Terra e, portanto, não teve tempo de se congregar “aos assuntos mundanos”, como casamento, por exemplo. Para todos os cristãos, Jesus ressuscitou, teve mais um tempo na Terra junto aos seus apóstolos, não teve nenhuma linearidade com Maria Madalena e foi arrebatado aos céus;

20. Para um grupo de protestantes norte-americanos, o livro do Apocalipse deveria ser retirado da Bíblia porque teria sido escrito por algum tipo de entidade satânica, ou pelo próprio Anticristo. Junto a este discurso, esse grupo alega que as afirmações que atestariam casamento e família de Jesus Cristo seriam obras satânicas para desviar a santidade de Jesus, vendo-o como um “homem simples como qualquer outro”;


21. Para os religiosos cristãos, a hereditariedade de Jesus Cristo e seu suposto casamento com Maria Madalena seriam lendas, como a que diz que José de Arimateia teria abandonado as terras de Israel para viver na Inglaterra e lá estabelecer o reino – mais uma tentativa de santificar uma coroa com um membro importante da Bíblia;

22. De acordo com os teólogos que estão sob o patrocínio de grandes instituições religiosas como o Vaticano, falar neste assunto com base em certos documentos seria como comparar tais documentos à maior fraude da história: os falsos documentos que falariam de uma intenção judaica de controlar todo o planeta;

23. Para os céticos, há um enorme hiato entre as provas iniciais da existência histórica de Jesus Cristo e o seu elo com famílias reais na Europa. Seria como a falta do famoso “elo perdido” de Darwin, que nos ligaria – seres humanos – aos macacos. Para esses céticos, seria mais uma prova do eurocentrismo que causou tantos problemas aos demais povos do planeta, principalmente durante as Grandes Navegações e o Imperialismo;

24. De acordo com os céticos ouvidos durante esta pesquisa, é muito complexo trabalhar esta questão uma vez que há um número excessivo de relatos orais, que com o tempo vão sendo deformados – aquela velha história: “quem conta um conto, sempre aumenta um ponto” – e os pesquisadores tentam em documentos atuais encontrar respostas de perguntas feitas há dois mil anos;

25. Alguns membros do clero católico acreditam que a teoria da família de Jesus Cristo seja uma propaganda anticristã a fim de manter desvalorizada a ideia de um homem santo que era Pai, Filho e Espírito Santo. Seria como o que houve a partir de 1517 na Europa, durante a Reforma Protestante, quando houve a história conhecida como Papisa Joana;


26. Durante estudos teológicos e historiográficos em livros bíblicos apócrifos ficaram fortes duas importantes evidências envolvendo a figura de Maria Madalena: (1) ela não era prostituta, e (2) ela era uma proeminente discípula do ministério de Jesus Cristo;

27. De acordo com sanitaristas, concluindo o caso, a probabilidade de uma linhagem de Jesus Cristo nos dias de hoje é praticamente impossível porque as famílias passavam por necessidades básicas extremas, a mortalidade infantil era gigantesca e durante a Idade Média o mundo todo viveu a Peste Negra, que dizimou mais de 1/3 do continente europeu.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (31)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Por que em algumas fotos as pessoas ficam com os olhos vermelhos?
Porque o olho humano é naturalmente como uma câmara escura com um orifício, a pupila. Normalmente a luminosidade é maior fora do que dentro do olho humano, por isso enxergamos a pupila preta. Quando a pupila é submetida a uma luz muito forte, como a do flash da máquina fotográfica, o vermelho que se vê é o resultado do reflexo dos vasos sanguíneos que irrigam a retina, situada no fundo dos olhos.


Qual a origem do curioso nome do lanche, “cachorro quente”?
O sanduíche foi inventado antes do nome. A ideia de servir pão com salsicha e molho veio do bar Polo Grounds, em Nova York, que era no início do século 20, o bar localizado perto do mais importante estádio de baseball. Um cartunista da época, T. A. Dorgan, aproveitou para fazer uma charge irônica: um cão bassê frequentando o Polo Grounds. Daí o nome “hot dog” pegou e o sanduíche universalizou-se com esse nome de batismo. Vale lembrar que na Alemanha o nome do sanduíche é diferente: “daschund”, que é o nome da raça bassê naquele país.


Como surgiu o nosso tradicional frevo?
O frevo é o resultado da fusão de vários ritmos que marcaram a nossa cultura musical: da marcha, do tango brasileiro, do maxixe, da quadrilha e da capoeira. Assim começaram os primeiros passos a ferver, originando o nome do frevo. Um dos fatores que ajudou o frevo a se firmar como ritmo característico de Olinda foram as bandas militares. Nos anos 30, o frevo, característico do carnaval do Recife, começou sendo executado a céu aberto, contagiando os foliões ao som de marchas; depois começou a ser cantado nos bailes, animando o carnaval nas ruas, nos salões e nos clubes.

Como surgiu a expressão “tênis” como sapato informal e mais confortável?
A palavra veio do inglês “tennis”, que por sua vez nasceu do francês, cuja palavra significava “efeito bumerangue”. A palavra virou uma espécie de gíria no início do século 20 entre os jogadores de tênis porque eles gritavam “Tennis!”, como se fosse “Pega essa agora!”. O calçado apropriado para este esporte passou a ser conhecido como “tennis shoes”, bem como o esporte: “tennis”.

Afinal, qual a diferença entre “história” e “estória”?
Não havia na língua portuguesa a palavra “estória”, portanto todas as histórias eram histórias de fato. A polêmica foi criada por Guimarães Rosa com o livro “Primeiras estórias”, que confundiu muitas pessoas. O termo “estória” foi designado para contos fictícios, anedotas, e “história” para fatos históricos propriamente. A palavra acabou entrando nos dicionários. Já no inglês existe esta diferença na gramática: “story” e “history”.

Por que os testículos ficam suspensos “fora” do corpo do homem?
A produção de espermatozoides é mais eficaz a uma temperatura de três a quatro graus centígrados abaixo da temperatura normal do corpo. É por isso que os testículos ficam suspensos fora do corpo. A alta temperatura impede que novos espermatozoides se formem e pode matar os já armazenados. O efeito disso é a infertilidade temporária. Temperaturas muito baixas também impedem a formação de espermatozoides, mas não afetam os que já estão armazenados. Normalmente, a produção é contínua, embora possa haver variações sazonais, de tempos em tempos, a concentração de espermatozoides parecer ser menor no verão.

Por que a música clássica é clássica?
Música clássica é aquela que se refere ao período clássico, que se popularizou por ter conceitos e regras mais formais e estruturadas. Destacou-se também por ter grandes compositores, como Mozart e Beethoven. Há, ainda, a afirmação de que a música clássica teria esse nome por ser das classes mais altas. O correto é se referir como sendo “música erudita”, pois inclui outros períodos da história da arte, tais como: renascentista, barroca, rococó, romântica etc.

Como nasceu o pronome “você”?
Antigamente, as pessoas se referiam às outras como “vossa mercê”, significando “vossa vontade”, “vossa importância”. Assim, seria: “Vossa mercê gostaria de um café?”. Com o tempo, acabou sendo uma palavra aglutinada: “vosmecê”, até chegar à atual forma mais abreviada ainda: “você”. Dizem que, com o tempo, vão diminuir tanto que oficializarão o “”. “Cê gostaria de um café?”.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Você conhece o folclore da Besta de Exmoor?!

A Besta de Exmoor é um dos seres que povoam o folclore da Grã-Bretanha e norte da França. Seria um enorme felino culpado pelas mortes de centenas de animais das fazendas na região de Exmoor, Inglaterra, na década de 1980, depois se espalhando por toda Grã-Bretanha e atravessando o Canal da Mancha até o norte da França. A estranha criatura também foi considerada responsável pela morte de 200 animais em uma fazenda no ano de 1987. Entre os ataques mais recentes, está uma ovelha achada em agosto de 1995, que teve sua garganta arrancada e apresentava um rasgo na pele que ia das orelhas até os ombros.



Descrições da Besta de Exmoor indicam que se trata de um grande felino, negro ou cinza escuro, que possui um longo rabo. John Milton, um dos poucos que disseram ter visto o estranho animal, informou que a besta teria olhos verdes, ao observar o animal que, segundo ele, cruzou a frente de seu carro na estrada. O suposto felino também ficou conhecido por saltar grandes cercas com mais de 3 metros de altura.

Investigadores da criatura estudaram todas as possíveis teorias, inclusive raposas e cachorros selvagens. O modo como as ovelhas e outros animais foram atacados sugerem que realmente um grande felino foi o responsável pelas mortes. Felinos costumam atacar primeiramente o pescoço de suas vítimas, quebrando ou arrancando a garganta. Cães por outro lado, atacam de todos os ângulos, inclusive as partes traseiras e pernas. Raposas seriam um predador improvável, pois elas são pequenas e não teriam força para derrubar um animal de grande porte. O problema com essa teoria é que não existe nenhum grande felino nativo de Exmoor.

Nos anos 90, com a onda dos chupacabras (foto abaixo) no continente americano, muitos crédulos começaram a tentar ressuscitar a história de Exmoor, alegando que poderia ser uma gênese do chupacabras o ser que andou atacando as fazendas britânicas. O fato é que, na época dos ocorridos na Europa, uma verdadeira histeria coletiva atacou a população das fazendas: foram feitas vigílias noturnas à caça, foram postas cercas eletrificadas, a compra de armas de fogo aumentou absurdamente, os relatos de possíveis testemunhas cresceu, mas nada de concreto trazia à luz a solução para este mistério.



Apesar da tentativa da época em ligar os ataques da “besta” com os chupacabras, não havia elo algum. No caso europeu, as vítimas não tinham o sangue sugado, mas eram realmente atacadas e devoradas pelo que realmente parecia ser um enorme felino, maior até que um tigre. Nesse meio tempo, a região de Exmoor começou a ganhar movimento turístico de pesquisadores e curiosos que, assim como o caso do Pé-Grande, tentavam recolher possíveis provas da existência do estranho animal; grupos de observação foram organizados, grupos de vigília passeavam pelas colinas de Exmoor à noite com câmeras fotográficas especiais – tanto que algumas possíveis fotos estão espalhadas pela internet.


No entanto os que pesquisam a “besta” acreditam que esse seja um exemplo de micro-evolução. Os felinos (sendo eles mais de um) seriam o resultado do possível acasalamento entre um puma e um leopardo, criando-se assim uma nova espécie de predadores ainda sem classificação e estudos internacionais. Considerando a adaptabilidade dos pumas, essa nova espécie teria se ajustado em um novo ambiente sem muitos problemas, no caso Exmoor. O comportamento desses felinos, porém, seria semelhante ao da pantera, noturnos, morariam em florestas e seriam altamente reservados.

Nos dias de hoje os ataques simplesmente cessaram como se as tais “bestas” tivessem todas morrido ou teriam sido abduzidas (durante o auge dos ataques houve quem dissesse que se tratava de uma experiência alien solta na Terra). Nos dias de hoje, grande parte dos biólogos crê que a Besta de Exmoor não era uma “besta” sobrenatural em si, mas realmente o cruzamento de duas espécies solta nas planícies e colinas britânicas. Para esses estudiosos, não há mais o que estudar ou especular.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

A história da possível múmia alien numa pirâmide egípcia: fato ou farsa?!

Em 1997, o pesquisador Viktor Lubek teria descoberto uma múmia de um ser alienígena no Egito, junto a alguns sarcófagos de escribas, cães e gatos. Entretanto, só em 2003 que houve o anúncio através de uma matéria jornalística sensacionalista na revista “Weekly World News”. Uma das informações dizia que a tal múmia foi levada para a Universidade da Flórida, onde egiptólogos iriam examiná-la.


Um dos maiores problemas é que o pesquisador Viktor Lubek parece não existir, ou pode ser o pseudônimo de alguém. De acordo com a matéria da revista, ele seria checo, mas não há nenhuma referência a ele nas versões da Wikipédia, em sites checos, em associações de pesquisadores de História, Arqueologia ou Paleontologia, muito menos na Universidade da Filadélfia, onde o jornalista redator diz que o pesquisador se graduou.

Para alguns céticos, a história da múmia egípcia é um fato isolado, criado pela revista com fama de sensacionalista, para atrair curiosos e aumentar sua tiragem. Para outro grupo de pessoas, Viktor Lubek existe, sim, mas é o pseudônimo de algum estudioso que não gostaria de destruir sua carreira no mundo cético ao afirmar que existem seres de outros mundos mumificados no Egito, por exemplo.


As informações da matéria norte-americana...
Em uma pequena pirâmide onde se encontra a Rainha Sesostris, ao sul das ruínas da pirâmide onde está enterrado o Faraó Senuseret II, que governou o Egito por volta de 1880 a.C., a 180 quilômetros de Cairo, o pesquisador Viktor Lubek encontrou uma misteriosa criatura que tem sido identificada como uma possível múmia extraterrestre. O local onde o corpo teria sido encontrado é um compartimento oculto da pirâmide de Sesostris.


A criatura, que tem cerca 1m60 de altura, de aparência extremamente frágil, foi sepultada com honras especiais, junto com um conjunto de estranhos objetos, semelhantes a máquinas feitos de material resistente, aparentemente, sintético e ausentes em outras tumbas egípcias – que os arqueólogos não puderam identificar. O processo de mumificação do ser inclui outra insólita característica: o corpo, envolto em um tecido que parece ser linho, estava coberto com uma mistura de ouro e argila, o que não é comum nem mesmo nos faraós mais famosos do período do Egito Antigo.

Inscrições no túmulo, segundo uma suposta descrição da fotografia que se encontra no Egyptian Antiguities Department, extraída e divulgada por uma fonte anônima, indicam que o estranho ser era conselheiro do faraó e seu nome foi decifrado e identificado como sendo Osirunet, significando “Enviado do céu”. Essa situação coloca ainda mais mistério sobre o pequeno alien, o que ainda corrobora com os crédulos da teoria dos deuses astronautas: aliens que vieram à Terra e ensinaram tecnologia e civilização aos homens eram considerados deuses por nossos antepassados por serem “superiores”.

Atualmente, não se sabe onde está a múmia. Sua datação, já que foi encontrada na pirâmide da Rainha Senuseret, remonta cerca de dois mil anos e suas feições seriam reconhecidas por qualquer ufólogo como pertencentes a um alienígena grey. O Museu do Cairo também possui o registro da imagem de desses alienígenas do Antigo Egito representada em um antigo mural.


A suposta presença de outros alienígenas no Antigo Egito...
O jornalismo amador sobre os temas extraterrestres torna o assunto motivo de desprezo pela ciência ortodoxa, acadêmica, mas imagens como essa, desse estranho ser representado em um antigo mural egípcio são como um tipo de redenção para os estudiosos da arqueologia e história dos alienígenas, uma evidência da presença de visitantes cósmicos ou de seres não-humanos comuns em tempos remotos, convivendo com os povos da Antiguidade.

A descoberta deste extraterrestre em um sítio arqueológico egípcio não é única. Há mais de 120 anos, achados semelhantes intrigam os pesquisadores. Outros espécimes estariam sob a custódia do Britsh Royal Museum of Natural History, mas o curador deste museu, em Londres, não fala sobre o assunto.

Provas fotográficas de uma dessas múmias, acondicionada em um sarcófago, foram coletadas em vídeo e livros pelo pesquisador David Innis. De acordo com este pesquisador, junto à sepultura lendária de Tutankhamon, foram encontrados e escondidos sarcófagos de possíveis alienígenas, também enterrados com honras e pompas. Sobre esses registros fotográficos do achado na tumba de Tutankhamon, Inner escreveu: “o que está prestes a ser mostrado é algo sobre o que nunca se ouviu falar”. O que nunca foi dito é que, quando a múmia do rei-menino foi descoberta por Howard Carter em 1920, junto a ela, estavam sepultados artefatos de ouro e as múmias de dois bebês. Uma dessas múmias é um suposto alienígena grey.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

História alternativa e história do futuro: você conhece essas tendências do estudo da História?!

História alternativa (também conhecida como “ucronia”) é subgênero que tem crescido na historiografia e na ficção especulativa, cuja trama e estudos ocorrem no mundo o qual a história possui um ponto de divergência da história conforme nós a conhecemos. De maneira geral, entre os teóricos da história alternativa, a pergunta principal para analisarmos um foco ou dado histórico seria: “O que aconteceria se a história tivesse ocorrido de maneira diferente?”. Este tem sido um tema de pesquisa muito interessante nos últimos anos porque abre um leque incrível de possibilidades de análises, famoso “e se?”, uma condicional que sempre habitou a mente dos historiadores.


A maioria das obras do gênero é baseada em eventos históricos reais, ainda que aspectos sociais, geopolíticos e tecnológicos tenham se desenvolvido diferentemente. Embora em algum grau toda a ficção possa ser descrita como história alternativa, um representante apropriado do subgênero contém ficção na qual um ponto de divergência ocorre no passado, fazendo com que a sociedade humana se desenvolva de maneira distinta da nossa.

O ramo na História alternativa teve início nos anos 50 do século 20, tendo início grandes obras que analisariam o “futuro” e debatiam como a história estaria desenvolvida caso contrário esta tivesse sido diferente. Algumas das questões mais trabalhadas pelos escritores e pesquisadores de História alternativa, nos ramos de história geral e história brasileira, são:

(a) E se os espanhóis não tivessem feito o “caminho contrário”, descobrindo a existência do continente americano?
(b) E se os portugueses não tivessem perpetrado a União Ibérica, que aumentou o território brasileiro no seu interior?
(c) E se os franceses e holandeses tivessem conseguido colonizar e explorar partes do território brasileiro?
(d) E se os franceses tivessem sido derrotados na batalha que impediu a expansão moura para o restante da Europa?
(e) E se os nazistas tivessem vencido a Segunda Guerra Mundial?
(f) E se a Guerra Fria tivesse se inundado numa batalha real, terminando em uma batalha de ogivas nucleares?
(g) E se o Brasil, logo após a Independência, tivesse adotado a república como regime de governo, e não a monarquia?
(i) E se no Brasil não tivéssemos passado por uma Ditadura Militar?
(h) E se a América Latina tivesse passado por colônias de povoamento, como nos Estados Unidos, e não colônias de exploração?
(i) E se os Estados Unidos não tivessem expandido o território para além das Treze Colônias?
(j) E se o México não tivesse perdido tanto território para os Estados Unidos?


O mais antigo exemplo conhecido de História alternativa aparece no Império Romano, quando o historiador Tito Lívio reflete sobre a possibilidade de Alexandre Grande ter partido para a conquista a oeste – rumo à Itália, Espanha, Portugal e Inglaterra –, antes de lançar suas tropas para o leste (conforme realmente aconteceu), o que o teria feito atacar Roma no século 4 a.C.

A primeira obra efetivamente alternativa parece ter sido o romance de Louis Napoléon Geoffroy-Château, denominado “Napoléon et la conquête du monde”, no qual Geoffroy-Château imagina que Napoleão teria conquistado Moscou antes do desastroso inverno de 1812, o que lhe possibilitaria dominar boa parte do mundo. Em língua inglesa, a primeira história alternativa conhecida parece ter sido o romance de Nathaniel Hawthorne, de 1845, livro cuja trama se volta para um homem aparentemente louco e que parece perceber uma realidade na qual figuras políticas e personalidades literárias já falecidas em 1845 ainda estão vivas.

O primeiro exemplo conhecido de literatura de História alternativa em português é a novela do escritor brasileiro José J. Veiga, “A casca da serpente”, de 1989, que imagina que Antonio Conselheiro sobreviveu ao massacre de Canudos, de 1897, para fundar uma nova Canudos, que existiu ao longo do século 20 até a sua destruição durante a o regime militar na década de 1960.

O escritor brasileiro Gerson Lodi-Ribeiro tem feito muito para promover a história alternativa em língua portuguesa. Sua novela “A ética da traição” é considerada um clássico moderno da ficção científica brasileira. Imagina um presente alternativo em que o Brasil é um país muito menor, em razão da sua derrota na Guerra do Paraguai (1864-1870). Lodi-Ribeiro também escreveu história alternativa sob o pseudônimo de Carla Cristina Pereira, explorando um cenário em que os portugueses chegaram à América antes de Colombo, e, aliados aos astecas, passam a construir um império global.

Em 2010, o escritor brasileiro Roberto de Sousa Causo teve publicada em livro a novela “Selva Brasil”, que imagina uma linha temporal alternativa em que o Brasil teria tentado invadir militarmente as Guianas, no início da década de 1960, ordenada pelo então presidente Jânio Quadros. A história é ambientada em 1993 e imagina um Brasil transformado por um conflito persistente em sua fronteira norte.

Abaixo temos o mapa ilustrativo de como seria a Europa no caso de o sistema nazista ter vencido a guerra, em 1945 (clique na foto para ver os detalhes).


Voltando ao campo teórico da História alternativa, a chamada “ucronia” é um subgênero da literatura, geralmente, mas não necessariamente, associada à ficção científica, cujas obras fazem referência a um período hipotético da história do nosso mundo, em contraste com lugares e mundos fictícios. É um conceito similar à história alternativa, mas que difere dela pelo fato de que os tempos ucrônicos não são claramente definidos (situando-se quase sempre em algum passado remoto). O termo tem origem no grego “Úchronos”, que significaria em português “Não-tempo”. A expressão surgiu em 1876 por Charles Renouvier.


Em muitos casos, o estudo sistemático da História alternativa traz muitas novidades e luzes ao estudo da historiografia tradicional. Portanto, em muitos casos já documentados, a História alternativa pode tornar-se revisionismo histórico – claro, quando os estudos são muito bem fundamentados, com fontes verdadeiras apresentadas, com versões plausíveis e sem os anacronismos temporais que costumamos fazer.

A história futura e a história alternativa...
História futura é uma história postulada para o futuro que alguns autores de ficção constroem como um pano de fundo para sua ficção. Por vezes, o autor publica uma linha do tempo dos eventos na história, enquanto em outras ocasiões o leitor pode reconstruir a ordem das histórias pela informação provida nelas. A expressão parece ter sido criada por John W. Campbell.

Diferentemente da História alternativa, onde resultados alternativos são atribuídos a eventos passados, a História futura postula certas consequências para eventos no presente e futuro do autor. A diferença essencial é que o escritor de História alternativa está na posse do conhecimento do resultado de um determinado evento, e este conhecimento também influencia a descrição do resultado alternativo do evento. O escritor de História do futuro não possui tal conhecimento, sendo tais obras baseadas em especulações e previsões correntes na época em que o texto foi escrito – o que, com frequência, se revela extremamente impreciso.


Um futuro alternativo ou futuro alternante, em histórias de ficção envolvendo viagens no tempo, é um futuro possível o qual nunca se torna realidade porque alguém viaja para o passado e o altera de tal forma que os eventos do futuro alternativo acabam por não ocorrer. Um futuro alternativo difere da História alternativa no sentido de que nesta última geralmente especula-se sobre o que poderia ter ocorrido se alguns eventos no passado houvessem acontecido de modo diferente, enquanto que no futuro alternativo geralmente se especula sobre o que poderia ter acontecido no futuro. Também, histórias alternativas frequentemente dispensam a viagem no tempo, enquanto relatos de futuros alternativos não o fazem.

Um futuro alternativo não deve ser confundido com um futuro possível. Muitas histórias de ficção científica transcorrem no futuro e tratam-no como se fosse o único futuro possível dentro do contexto da história; uma história de futuro alternativo passa-se especificamente numa versão alternativa, ou seja, aquela que, dentro do contexto da história, nunca irá acontecer.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Você conhece as Pirâmides de Güímar, na Espanha?! Fato ou farsa?!

As Pirâmides de Güímar, ou também conhecidas como Majanos de Chacona, estão localizadas na Ilha de Tenerife, no Arquipélago das Canárias, na Espanha. São cinco construções em forma de pirâmides escalonadas, e trazem enorme curiosidade científica por serem extremamente semelhantes às pirâmides astecas e maias no México. Muitos teóricos dos deuses astronautas alegam que esta seria uma forte comprovação de que as sociedades “primitivas” estavam ligadas a elos comuns – neste caso, “deuses” alienígenas.


As Pirâmides de Güímar se enquadram historicamente no século 19, época da exploração colonial das Ilhas Canárias, à procura da “conchinilla”, um inseto parasita da figueira, e do qual se extraía uma tinta muito apreciada e cara naquela época em que não existiam tintas sintéticas como hoje. Essa exploração era tão rentável que várias fazendas apareceram naquele solo infértil cheio de rochas vulcânicas; as pedras extraídas durante a preparação dos campos nessas propriedades eram amontoadas formando estruturas piramidais, como as de Güímar.

Ainda hoje, existem numerosos exemplos desse tipo de construções agrícolas em Tenerife. No caso das de Güímar, existe até uma ata de compra de propriedade, registrada em cartório, datada de 1854, em que a presença das pirâmides não é mencionada. Mas em um documento de partição de terras, datado de 1881, estas estruturas são mencionadas pela primeira vez. A data de construção fica, portanto, dentro do intervalo de 1854 a 1881 – sendo que aí nasce a contradição entre historiadores e ufólogos.


Para muitos historiadores, as pirâmides foram erguidas entre 1854 e 1881 pelas pessoas que tentavam reformular o solo na busca do plantio de figueiras. Os registros cartoriais não apontam tais formações antes disso. Enquanto isso, ufólogos e teóricos dos deuses astronautas dizem que as datações de carbono 14 mostram que as formações são muito mais antigas, de séculos atrás. Para os ufólogos, há muitas evidências claras de que as pirâmides não são simples amontoados de pedras, mas situações propositais, como veremos nos estudos a seguir.

Orientação astronômica das pirâmides...
Em 1991, três pesquisadores do Instituto de Astronomia das Canárias descobriram que o complexo principal das Pirâmides de Güímar está orientado astronomicamente. Este complexo marca, por um lado o pôr do Sol no dia do solstício de verão e por outro, o nascer do Sol no dia do solstício de inverno. Descobriram também o fenômeno do “ocaso duplo” do Sol no dia do solstício de verão: o Sol se põe primeiro atrás de uma borda saliente de uma cratera, reaparece por um instante ao superar a tal saliência e se põe, finalmente, no fundo da cratera. As orientações solsticiais fizeram algumas pessoas pensar que as pirâmides eram antigos templos.


A hipótese de Heyerdahl...
Também em 1991, o famoso investigador Thor Heyerdahl estudou as pirâmides e concluiu que elas não poderiam ser simples amontoados casuais de pedras. Por exemplo, as pedras nos cantos das pirâmides mostram claras marcas de tratamento e o solo havia sido nivelado antes da construção das pirâmides. Segundo ele, este material é pedra dos campos mais próximos, e sim, rochas de lava.

A pesar de suas investigações, Heyerdahl não pôde descobrir a idade das pirâmides nem responder a pergunta de quem as construiu, mas defendia que os guanches teriam vivido em uma caverna abaixo de uma das pirâmides. Até a conquista espanhola nos finais do século 15, Güímar teria sido a residência de um dos dez menceyes (reis) de Tenerife. Heyerdahl também propôs a teoria de que as Ilhas Canárias teriam servido de base para um suposto movimento de embarcações entre as Américas e o Mediterrâneo. A rota mais rápida de fato passa pelas Ilhas Canárias, que também foi usada por Cristóvão Colombo. Em 1970, Heyerdahl demonstrou que era possível navegar entre a África do Norte e o Caribe usando métodos antigos. Ele mesmo navegou do Marrocos a Barbados em um barco de feito de papiro.


A posição dos arqueólogos em relação a isso tudo...
A maioria dos arqueólogos defende que as pirâmides foram construídas por agricultores que haviam tirado rochas de seus campos de cultivo, tal como se fazia comumente em outras regiões das Ilhas Canárias. Tais construções são chamadas “paredões” no meio rural. Além disso, muitos habitantes da própria localidade de Güímar atribuem essa mesma função às estruturas piramidais lá encontradas.

Por outro lado, não existem provas que demonstrem que estas pirâmides tenham sido construídas pelos guanches, nativos, nem que tais construções tenham uma idade superior a 200 anos. Também, não há provas inquestionáveis de que na antiguidade tenham ocorrido viagens de povos mediterrâneos ao continente americano, como as que defende Heyerdahl. De fato, tais teorias são rechaçadas por praticamente todos os historiadores. Muitos arqueólogos alegam que as Pirâmides de Güímar não passam de mera propaganda turística e que as teorias de Heyerdahl carecem de fundamento histórico.


Possível influência da Maçonaria nas pirâmides...
Recentemente surgiu a proposta de que a Maçonaria poderia ter influído nas orientações astronômicas das Pirâmides de Güímar. Esta proposta se baseia na influência que a Maçonaria tinha nas Canárias e na Espanha no último terço do século 19, na importância do simbolismo solsticial na Maçonaria e no fato de que o proprietário da fazenda, Antonio Díaz Flores, desde 1854, era maçom. É de se notar que esta proposta não altera em nada a idade nem a finalidade da construção dada pelos historiadores (século 19 e exploração agrícola), incindindo somente na motivação de incluir a componente estética das orientações solsticiais.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Será que se você vivesse nos séculos 18 ou 19 poderia ter um escravo? Quanto ele valeria nos dias de hoje?

A escravidão foi um dos grandes negócios empreendidos pelos europeus por mais de trezentos anos, fazendo refletir feridas ainda, atualmente, muito profundas na África e nas Américas. Dentro desta “cotação de mercado”, tumbeiros levaram mais de 11 milhões de negros de suas terras para um verdadeiro inferno nas colônias, entre minas e plantations. Este post tem como objetivo compreender resumidamente de que forma se deu o tráfico negreiro no eixo Europa-África-América, os motivos que levaram Portugal a preferir esta mão de obra e de que maneira as nações europeias se beneficiaram dos cativos nas Américas.


Quando a Europa já havia formalizado sua presença nas terras conquistadas nas Américas, através do mercantilismo, foi necessário um fluxo muito grande de “trabalhadores” para darem conta da demanda cada vez maior de produtos tais como madeira, açúcar, cacau, ouro e prata. A partir deste quadro, tem início o tráfico negreiro, tão intenso que fez o Oceano Atlântico parecer um simples rio com embarcações ligando as duas margens, em um comércio no qual o negro passou a ter cotação de mercado. Quando falamos do contexto da escravidão devemos pensar que esta foi possível pelo próprio colonialismo, instituído enquanto os Estados europeus empreendiam sua expansão ultramarina graças ao fortalecimento da burguesia. Também é possível entender que o crescimento das cidades europeias aumentava a demanda comercial de produtos produzidos nas colônias americanas e na exploração mais avançada de metais preciosos, o que exigia um número cada vez maior de produção e produtividade nos latifúndios baseados na monocultura e nas zonas de minério.

Desta forma, enquanto a Europa fervilhava graças aos lucros burgueses (com patrocínio às artes com o Renascimento e às descobertas de meios navegáveis mais eficazes), na América havia a sedimentação da instituição colonial que exigia pouco esforço braçal do homem europeu, que, por conseguinte, buscou no negro africano a resposta para tais demandas.

O tráfico negreiro foi a grande peça monetária da Europa entre os séculos 15 e 19. De acordo com documentos históricos, Inglaterra e Portugal (por extensão o Brasil) foram os principais protagonistas neste empreendimento. Assim, 45,9% do tráfico, em trezentos anos, passaram por mãos luso-brasileiras, e 28,3% por mãos inglesas, ficando o restante entre embarcações francesas, holandesas, espanholas, norte-americanas e dinamarquesas. Os historiadores ainda explicam que o Reino Unido, de um modo geral, tinha papel terceirizador no triângulo do tráfico: enchia os tumbeiros na África e revendia os homens-mercadorias no Caribe e em algumas colônias hispânicas na América do Sul. Já o Brasil mostra-se um caso merecedor de mais detalhamento por conta da própria historiografia do negro em nossa sociedade e do papel do português quando falamos do empreendimento colonial.


As estatísticas “mais animadoras”, se é que podemos usar esta expressão, apontam que pelo menos dois milhões de negros desembarcaram nos portos do Rio de Janeiro e de Salvador. Desta maneira, podemos entender a expressão do jesuíta André João Antonil quando ele afirma que “os negros são as mãos e os pés dos senhores de engenho”.

Enquanto Portugal não encontrava minas de ouro e prata em território brasileiro e o comércio com o Oriente se tornava incipiente, a metrópole decidiu pela produção de açúcar nas terras além-mar. Entretanto, a falta de mão de obra era um problema muito grave; é por isso que especialistas vão afirmar que o tráfico negreiro se tornou uma opção mais valiosa para Portugal, uma vez que poderia lucrar com impostos de transferência, enquanto o aprisionamento do ameríndio era visto como um “negócio interno” colonial, cuja renda da transferência de “posse” não chegava até a coroa. É por isso que os grandes compradores de escravos no Brasil, antes de 1700, eram os senhores de engenho.

Com o fluxo dos navios negreiros percebemos a transformação: a população das vilas brasileiras tomou outra cara diferente daquela vista pelos colonizadores em Portugal. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, na segunda metade do século 18, entre cada dez habitantes, sete eram negros, todos obrigados ao duro trabalho rotineiro.

Quem traz uma importante reflexão sobre a opção do uso do negro como mão de obra nos engenhos portugueses é Sérgio Buarque de Holanda, em sua obra “Raízes do Brasil”, ao levantar a hipótese de que as Grandes Navegações suscitaram a cobiça dos portugueses da pequena-burguesia: todos que vinham se aventurar no Brasil queriam ter alto status social, ensejando viver no mesmo luxo e requinte dos grandes empreendedores marítimos de Lisboa, Londres ou Flandres. Por preguiça ou orgulho ao trabalho pesado, os portugueses, na ótica de Holanda, escravizaram o índio, e mais tarde o negro, a fim de terem mais lucro em menos tempo com o menor esforço possível.

Torna-se mais grave e assustador o número referente ao tráfico negreiro encabeçado por Portugal – e consequentemente pelo Brasil – quando percebemos o gigantismo do lucro que o Estado e a alta burguesia metropolitana tiveram a partir deste “comércio ultramarino”. O tráfico negreiro era extremamente lucrativo para as nações europeias, em especial Portugal, não somente por ter traficado em maior escala, mas também por ter criado toda uma estrutura de distribuição dos negros e recolhimento de impostos nas operações de compra e venda. Os historiadores nos falam da capitação, imposto pago à coroa portuguesa pelos cidadãos do Brasil que tivessem escravos; pago por cabeça, como gado, o conjunto de escravos em solo brasileiro rendia, somente na capitação, cerca de 28 milhões de reais anuais, corrigidos para os dias de hoje.


Comparando-se preços entre regiões brasileiras e países diferentes, descobrimos um fator interessante que revela a trama de mercado: quando há queda no comércio açucareiro nordestino e consequente transferência da capital para o Rio de Janeiro e descoberta das regiões auríferas, em Pernambuco e na Bahia o preço no negro cai até 40%, enquanto que no Sudeste há uma inflação de até 200% na compra de homens.

Junto aos impostos pagos à metrópole, era alto o preço final de um escravo com boas condições físicas e de saúde no Mercado do Valongo, hoje um edifício em ruínas e esquecido em sua própria história na cidade do Rio; um escravo do sexo masculino, em idade laborativa (entre os 12 e os 30 anos), poderia custar de R$ 40 mil até R$ 140 mil, o que hoje seria o valor desde um carro popular zero quilômetro até um tipo sedan importado; ou seja, de acordo com este autor, às famílias comuns caberia ter, no máximo, dois cativos. O preço poderia subir ao sabor da “cotação”: aqueles que já lidavam com trabalhos domésticos e sabiam o idioma português eram ainda mais caros e, então, serviriam às pessoas mais ricas.

A partir destes números, constatações e analogias podemos dizer que a escravidão ultrapassa os limites historiográficos, entrando em campos sociológicos, antropológicos e econômicos. Uma instituição tão antiga quanto a própria humanidade, a escravidão serviu de instrumento propulsor do europeu em seu projeto de conquista do “Novo Mundo”.


Acreditamos que o tráfico negreiro tenha sido muito mais do que um dos dispositivos fundamentais do colonialismo europeu nas América. Mesmo após mais de 150 anos de abolição, podemos ver sinais herdados deste comércio; as consequências estão presentes em todas as esferas europeias, africanas e americanas – principalmente nestes dois últimos.

Nas Américas encontramos uma grande variedade de consequências, uma vez que foi onde três mundos diferentes se encontraram e conviveram – ainda que sob o signo da força e da violência. Podemos destacar, então: (1) os idiomas africanos, que agregaram à língua portuguesa novos vocábulos e expressões; (2) a culinária, que trouxe novos pratos e ingredientes principalmente para o Brasil e o sul dos Estados Unidos; (3) as diversas religiões africanas, que desembocaram no Brasil através do candomblé, da umbanda e da quimbanda, bem como os cultos vudus no Caribe e no sul norte-americano – mesmo sofrendo forte preconceito das fileiras cristãs; (4) a forte miscigenação da população brasileira, mostrando um quadro de 43% de pardos, de acordo com o Censo 2010 do IBGE; (5) no quesito cultural, percebemos a formatação de novos gêneros como o samba e a capoeira no Brasil e o jazz e o blues nos Estados Unidos, que futuramente vão ser gênese para o rock. No entanto, é mister apontar que o negro ainda sofre disparidades sociais e econômicas.

Em todo o continente americano são os negros os mais atingidos pela fome, pela miséria, pela falta de moradia decente, pelas desigualdades sócio-econômicas. São eles que trabalham nos piores postos de trabalho e ganham os salários mais baixos, e que ainda se submetem ao que chamam de “trabalho análogo à escravidão” nos dias de hoje. Nos Estados Unidos, por exemplo, veremos entre os anos de 1950 e 1970 um forte preconceito arraigado na cultura daquele país, surgindo a figura de Martin Luther King Jr combatendo a Ku Klux Klan. No Brasil, políticas afirmativas tomarão lugar no debate social a fim de diminuir desigualdades e realizar “reparos históricos” a partir de cotas raciais e econômicas em procedimentos de vestibulares e concursos públicos. Desta forma, pensamos que historicamente, o negro saiu dos porões dos navios negreiros para os porões da sociedade capitalista nas Américas.

Ou seja, os negros saíram dos porões dos navios tumbeiros para hoje estarem nos porões da sociedade capitalista desigual e preconceituosa, uma sombra dos tempos em que eles eram escravos.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Você já ouviu falar na “Batalha de OVNI’s” de 1561, na Alemanha? Fato ou farsa?!

Hoje vamos falar sobre a documentação mais antiga em relação a avistamento de objetos voadores não-identificados. Apesar de a ufologia ter sido “fundada” em 1947, com o incidente de Rosswel, muitos ufólogos e pesquisadores alegam que a data correta deveria ser 1561, quando houve a “batalha de OVNI’s” em Nuremberg, na Alemanha. E é sobre isso que vamos falar nesse post.


Esse avistamento é um dos mais antigos documentados, ocorrendo em 04 de abril de 1561, ao amanhecer da cidade de Nuremberg, na Alemanha. Ele foi descrito como uma guerra nos céus, com uma grande quantidade de diferentes naves (esferas, cilindros, cruzes e discos).  O céu estava aparentemente cheio de máquinas em combate e o evento durou por mais de uma hora.  A batalha foi tal que o vencedor também foi percebido pelas testemunhas. OVNI’s em forma de esfera foram vistos emergindo de uma “nave-mãe”, em forma de cilindro. No final da batalha, uma super nave negra, em forma de lança, apareceu na cena.  Um antigo entalho em madeira foi criado por Hans Glaser para documentar o evento. O entalho mostra duas pessoas, aparentemente testemunhado o evento.  Centenas de objetos coloridos de todas as formas preenchem o céu acima. Ele também parece indicar que dois dos objetos podem ter caído ao solo. Um segundo entalho em madeira foi criado por um artista desconhecido, representando o mesmo evento.


Tudo começou pela manhã quando dezenas, senão centenas de objetos travaram uma batalha sobre a cidade. O evento terminou uma hora mais tarde, quando “os globos e os em forma de charuto voaram para o sol,” e vários dos outros objetos caíram na terra e desapareceram em uma nuvem de fumaça. De acordo com o “Nuremberg Gazette”, a “aterrorizante aparição” encheu o céu matutino com “formas cilíndricas, das quais emergiram esferas pretas, vermelhas, alaranjadas, azuis e brancas, que voavam por todo o lado”. Entre as esferas havia “cruzes com a cor de sangue“. Este “espetáculo assustador” foi testemunhado por “inúmeros homens e mulheres”. Depois, um “objeto negro em forma de lança” apareceu.

Um relato similar ocorreu somente cinco anos mais tarde na Basileia, na Suíça.  Em 07 de agosto de 1566, pela manhã, muitos cidadãos daquela cidade, amedrontados, viram durante várias horas esferas negras envolvidas em um batalha aérea formidável.  O jornal da cidade relatou: “Quando o sol nasceu, as pessoas viram muitos objetos negros grandes, os quais se moviam à alta velocidade no ar, em direção ao sol, então faziam meia volta, batendo uns contra os outros, como se estivessem em batalha; um grande número deles ficou vermelho e incendiado, logo após sendo consumidos e desaparecendo”.


Deve-se deixar claro aqui que as descrições e entalhos em madeira foram tentativas de artistas de quase quinhentos anos atrás, em descrever um evento que eles não podiam compreender.  Alguns apontam que os entalhos e as descrições dos eventos parecem muito como uma guerra moderna de aviões. Os círculos negros no entalho parecem muito similares às explosões no céu fotografadas na Segunda Guerra Mundial. Além disso, os veículos em forma de cruz parecem com o perfil dos caças da Segunda Guerra Mundial. Assim, algumas pessoas lançaram a hipótese de que os eventos testemunhados foram na verdade batalhas da grande guerra, que de alguma forma foram projetadas por algum fenômeno temporal para o século 16.

Um autor da época escreveu em seu diário: “Os tementes a Deus não devem descartar esses sinais, mas considerá-los como um aviso de sua misericordiosa anunciação do Padre Emidius no céu, e pedir com fé a Deus para consertar suas vidas e para que ele afaste sua ira, incluindo a bem merecida punição, sobre nós, para que possamos viver temporariamente aqui e perpetuamente lá como seus filhos”.


Deve salientar-se que as descrições e xilogravuras são tentativas de artistas de quase 500 anos atrás para descrever um evento que potencialmente não podiam compreender. Alguns apontaram que a xilografia e a descrição dos eventos são muito parecidas com uma moderna luta entre aviões de forças opostas.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Estranha criatura humanoide é encontrada em praia da Austrália...

Uma criatura humanoide, pequena, viva – que está sendo chamada de “bebê sereia” e “alien do mar” – foi supostamente encontrada em uma praia na província de Queensland, na Austrália. O vídeo do You Tube, abaixo, mostra um pouco sobre o estranho ser.


Os comentários expressam ceticismo e descrédito das pessoas e da comunidade científica, embora, à primeira vista, tais imagens sejam bastante nítidas, com mais nitidez que muitos dos vídeos publicados no canal que promete imagens de fantasmas, extraterrestres ou criaturas bizarras.

O vídeo acima foi postado no dia 05 de outubro de 2012 por um usuário que apenas se identifica como Stewart H. De acordo com alguns biólogos, o “crime” de Stewart foi sofrer de compaixão. Ele escreve que se sentiu estar diante de um ser vivo raro na Terra, angustiado e em perigo de morte. Por isso, ao invés de capturá-lo e exibi-lo, provavelmente morto ao mundo, escolheu devolvê-lo ao seu habitat óbvio: o mar.


Depois de terem assistido ao vídeo muitos céticos e cientistas disseram que o que Stewart fez foi um enorme “prejuízo” para a ciência, uma vez que seria um enorme passo em relação ao que conhecemos sobre a nossa própria vida neste planeta. Entretanto, grupos de proteção ao meio ambiente protestaram, dizendo que a curiosidade humana não tem limites – mesmo que a vida do pequeno ser estivesse em jogo. Considerando a possibilidade do vídeo não ser uma farsa, os ambientalistas afirmaram, na época, que a atitude de Stewart demonstraria um tipo de solidariedade e sensibilidade humana que quase já não existem mais, priorizando a vida.

Do ponto de vista da filosofia da ciência, ramo da Filosofia que prioriza estudar a metodologia da ciência em suas descobertas e a ética que esta tem implicado na sociedade planetária – tanto animais e plantas, como os seres humanos e meio ambiente em geral –, ninguém parou e pensou por um instante: “Como qualquer um de nós se sentiria se, ao invés de ser socorrido em situação semelhante, fosse ‘coletado’ e morresse a meio caminho de um laboratório para acrescentar um novo”.

Em relação a este dilema, muitos ufólogos responderam que os alienígenas têm feito isso arbitrariamente há vários séculos através das abduções e relatos de humanos que relatam as experiências dentro de aeronaves espaciais, como coleta de sangue, de fluidos corporais etc.


Já para o grupo dos céticos a história é diferente: o “bebê sereia” poderia ser uma montagem de dispositivo eletrônico modelado em silicone, uma forma de bonequinho controlado eletronicamente conforme o vídeo mostra seus movimentos erráticos e pouco naturais. Isso seria feito para atrair audiência para o canal de Stewart, que sempre prometeu trazer o bizarro e sobrenatural, inclusive publicando vídeos que publicamente já foram desmentidos por especialistas e até mesmo pelos produtores destes.

Na realidade, nunca saberemos a verdadeira história do “bebê sereia”. (1) O vídeo é motivo de pura controvérsia como apontamos no parágrafo acima; (2) Stewart alegou que ficou com pela do animal e o devolveu para o mar, perdendo-o; (3) Com a gravação somente como prova fica difícil sabermos do que se trata, pois faltam exames de sangue e de DNA. Desta forma, ficará sempre uma pergunta no ar: o que será realmente esta criatura nas areias de Queensland?

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Você conhece a quiropraxia, possível nova metodologia de tratamento médico?!

De acordo com a Federação Mundial de Quiropraxia (WFC, sigla em inglês) e a Organização Mundial da Saúde, a quiropraxia é uma profissão que se dedica ao diagnóstico, tratamento e prevenção das disfunções mecânicas no sistema neuromusculoesquelético e os efeitos dessas disfunções na função normal do sistema nervoso e na saúde geral. No Brasil, a profissão está em processo de regulamentação, ao contrário de diversos outros países onde já se encontra estabelecida, como nos Estados Unidos. Ainda assim, existem dois cursos universitários de quiropraxia reconhecidos pelo MEC. Há uma ênfase no tratamento manual incluindo a manipulação articular ou “ajustamento” ou outro tipo de manipulação articular e terapia de tecidos moles.


Origens e história do método...
Manuscritos chineses e gregos de 2700 a.C. e 1500 a.C. mencionam formas rudimentares de manipulação articular e manobras articulares nos membros inferiores do corpo humano a fim de aliviar dores lombares. Hipócrates, “pai da medicina”, que viveu entre 460 a.C. a 377 a.C., publicou textos em que detalha: “adquira mais conhecimento sobre a coluna vertebral, pois é a origem de muitas doenças”.

A quiropraxia hoje está entre as quatro maiores profissões na área de saúde, junto com a medicina, biomedicina e odontologia, nos países desenvolvidos. No Brasil existem duas universidades com graduação em quiropraxia, ambas particulares. Sua organização e fundação foram realizadas por Daniel David Palmer (foto abaixo), em Davenport, nos Estados Unidos, no ano de 1895. Dr. Palmer foi autodidata, assíduo leitor de jornais científicos de sua época, especialmente os que abordavam anatomia humana e fisiologia humana, adquirindo um excelente conhecimento sobre saúde e medicina de sua época. Em 1897 foi fundada a Palmer School of Chiropractic, a primeira escola de quiropraxia no mundo; atualmente é uma faculdade conhecida por Palmer Chiropractic College e estabelecida em Davenport.


No ano de 1948, a quiropraxia era definida da seguinte maneira: “uma filosofia, ciência e arte de eventos naturais; um sistema de ajustamentos de segmentos da coluna vertebral utilizando somente as mãos, para correção das causas das doenças”. A ausência do conceito com amparo científico era normal até a década de 50 do século 20 pois havia uma certa limitação na produção científica nos primórdios da especialização, como pode ser observada na mudança da duração do curso oferecido pela Palmer School of Chiropractic, que até o ano de 1949 era de 18 meses de duração, passando para 4 anos de ensino. A partir de então, observa-se um crescimento significativo com relação ao número de profissionais, à qualidade do ensino, à pesquisa científica, ao número de faculdades e à internacionalização da profissão. Atualmente, ela é estabelecida em mais de 60 países, havendo aproximadamente 100 mil profissionais no mundo, dos quais 69% se encontram em território norte-americano. Estima-se que no ano de 2010 existiriam mais de 150 mil quiropraxistas em todo o mundo.

Em 1963 criou-se o Conselho Nacional de Examinadores de Quiropraxia (NBCE sigla em inglês) nos Estados Unidos, com objetivo de promover consistência e reciprocidade entre os conselhos de examinadores dos estados associados. O NBCE zela pela excelência da profissão, promovendo a análise dos profissionais, faculdades e associações de quiropraxia nos EUA. Em 1988 foi fundada a Federação Mundial de Quiropraxia (WFC sigla em inglês), tendo como membros associados 70 associações de diversos países que, em 1997, passou a ter relações oficiais com a Organização Mundial da Saúde. No ano de 2005 houve um encontro entre quiropraxistas e outros profissionais da saúde, promovido pela OMS na província da Lombardia, Itália, a fim de formar um documento que preconiza a prática da profissão, onde nasceu um guia básico de práticas seguras do método da quiropraxia, servindo como base para regulamentação da profissão.


A quiropraxia no território brasileiro...
Os primeiros relatos sobre quiropraxia no Brasil são datados de 1922. O norte-americano Willian F. Fipps foi o primeiro a praticar a profissão. Em 1952, o instrutor de voo da Força Aérea Brasileira Henry Wilson Young aprendeu algumas técnicas com seu irmão, o Dr. Harold Young, fazendo que a quiropraxia após um ano, fosse introduzida no cenário brasileiro através de cursos não oficiais e atendimento à população. Na década de 1970, e de acordo com o registro da Christian Chiropractors Association, alguns quiropraxistas missionários participaram de projetos especiais nas cidades de Belém e Vianópolis. Em 1992 foi fundada em São Paulo a ABQ (Associação Brasileira de Quiropraxia) para representar a quiropraxia dentro e fora do Brasil. A ABQ é a única associação da classe no Brasil, que é credenciada a Federação Mundial de Quiropraxia que por sua vez é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde.

Em 21 de fevereiro de 2000, ocorreu a primeira aula de quiropraxia do primeiro curso de graduação da profissão na América Latina, em Novo Hamburgo, onde 50 brasileiros deram início à jornada acadêmica no Centro Universitário Feevale. E no mês de março do mesmo ano, iniciou-se o curso de graduação em São Paulo na Universidade Anhembi Morumbi, ambos assessorados pela Palmer Chiropractic College e Western States Chiropractic College respectivamente.

Em 2010, o Brasil recebeu o maior e mais importante evento de quiropraxia no mundo, o 11th Congress Biannial World Federation of Chiropractic, que foi realizado na cidade do Rio de Janeiro e contou com mais de dois mil quiropraxistas e acadêmicos do mundo inteiro. Estima-se que no Brasil existam aproximadamente 700 quiropraxistas vinculados a ABQ trabalhando em território nacional. Estes são reconhecidos pela Federação Mundial de Quiropraxia e pela Organização Mundial da Saúde. Não existem dados mensurando a quantidade de quiropraxistas que foram formados por cursos não oficiais.


Área de atuação e pesquisas científicas deste campo de estudos...
A atuação do quiropraxista está no sistema neuro-músculo-esquelético. Os principais acometimentos tratados pela quiropraxia são: dores na coluna lombar, hérnia de disco e dor ciática, dores no pescoço, dores e tensão muscular, dor de cabeça, problemas nas articulações do ombro, cotovelo, punho, joelho, tornozelo, restrições a movimentações e lesão por esforço repetitivo. Existem centenas de pesquisas que relatam o tratamento de quiropraxia como uma das formas mais seguras para acometimentos articulares, especialmente a coluna vertebral.

Um estudo de 1998 relatou que a quiropraxia é o tratamento não médico mais frequentemente usado nos EUA e proporciona alta satisfação aos seus usuários: praticamente todos os pacientes tratados por um quiropraxistas declaram-se satisfeitos com os seus tratamentos; três quartos (73%) declaram-se “muito satisfeitos” e 23% declaram-se “razoavelmente satisfeitos”.