quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Você já ouviu falar nas histórias do Hangar 18, na Base Wright-Patterson, nos Estados Unidos?! Depósito de discos voadores?! Fato, farsa, lenda urbana?!

Base Aérea de Wright-Patterson (foto abaixo) é uma base norte-americana localizada no estado de Ohio. A base tem esse nome porque se localiza nas antigas terras da família Wright, que de acordo com a tradição americana, foram os irmãos inventores do avião, além do nome da família Patterson, detentora das terras anteriormente destas serem adquiridas pela Aeronáutica estadunidense.

Wright-Patt” é como a base ficou conhecida popularmente nos Estados Unidos, e é um dos principais comandos aeronáuticos da América do Norte. Também é um centro médico importante da força aérea daquele país, do instituto de tecnologia aeronáutico e sede do Museu Aeroespacial da Força Aérea dos Estados Unidos.



Entretanto, há uma série de histórias e lendas urbanas envolvendo a Base Aérea de Wright-Patterson, principalmente naquele lugar conhecido como Hangar 18. Há relatos de pessoas comuns, de antigos oficiais reformados, de pessoas que não querem se identificar, de ufólogos ufanistas nas suas buscas. De acordo com o que se conta, o Hangar 18 seria conhecido como “o armazém de discos voadores”.

Hangar 18, um lugar místico e misterioso...
A Base Aérea de Wright-Patterson tem adquirido proporções lendárias dentro do mundo ufológico. Além de ser a sede o ATIC (Centro Avançado de Investigações Tecnológicas) e ter dado à luz o Projeto Blue Book nos anos 60, a base possui um atrativo mítico: o Hangar 18. Muitas testemunhas militares que trabalharam por lá falam sobre terem visto seres humanoides e “estranhos veículos voadores”. Especula-se que aviões extraterrestres têm sido levados para o Hangar 18 desde o incidente de Roswell, em 1947.

Algumas versões da lenda dizem que no Hangar 18 (foto abaixo) há um disco voador intacto e sendo estudado desde os anos 70; outras versões dizem que existem quatro discos voadores despedaçados depois de acidentes, como Roswell e Aztec. Também se comenta que há tripulantes humanoides conservados em formol. Essas histórias têm mudado de versões com o passar do tempo, conforme as descobertas científicas vão avançando. Mas a Base Aérea de Wright-Patterson continua sendo um grande suporte ao estudo ufológico.


O início da lenda urbana envolvendo o hangar…
A lenda do Hangar 18 tornou-se conhecida pelo público nos anos 80 através do longa-metragem “O Hangar 18”, protagonizado por Darren McGavin, Robert Vaughn e Gary Collins. O roteiro conta a história de um disco voador que caiu e acaba sendo estudado pelos militares norte-americanos na Base Aérea de Wright-Patterson, especificamente no Hangar 18. Muitos dos ufólogos dizem que o roteiro do filme foi baseado em relatos verdadeiros de militares que trabalharam na base aérea.

No entanto, uma visita ao museu da base aérea confirmará que não existe um Hangar 18. Para muitos ufólogos e conspiracionistas, existiu o Hangar 18 até a década de 90, quando a especulação aumentou e houve uma reorganização total na base. De acordo com Irena Scott, ufóloga que trabalhou várias vezes na base aérea, o mito do local surgiu na Segunda Guerra Mundial quando Wright-Patterson foi usada para alojar prisioneiros alemães fugitivos. Cerca de 400 alemães, japoneses e italianos chegaram a viver na base.

Alguns prisioneiros de guerra, comenta a especialista, foram empregados para carregar e descarregar trens e aviões com material que chegava à base, enquanto outros acabaram cozinhando e servindo nos refeitórios. Como distração, os prisioneiros passaram a pintar murais que representavam as lendas europeias e japonesas (elfos, fadas, gnomos, dragões, seres monstruosos, humanoides, animais antropomorfos), e essa seria a origem da lenda envolvendo “seres estranhos” vivendo na base, em Ohio.


Voltando ao assunto do mito do Hangar 18...
Alguns ufólogos acreditam que Wright-Patterson é um lugar de vigilância e investigação de atividade de discos voadores. Depois do acidente de Roswell, em 1947, os restos da nave e os extraterrestres mortos teriam sido levados para a base através de um avião B-29, onde tais restos estão lá até hoje.

Outro ponto importante é que vários militares e cientistas baseados em Wright-Patterson estiveram ligados a projetos norte-americanos relacionados à pesquisa e investigação de vida fora do Sistema Solar. Esse é o caso do grupo “Majestic 12” e do programa “Blue Book” (ambos já tratados em posts anteriores neste blog). É por este motivo que as histórias envolvendo o suposto Hangar 18 parecem ter um fundo de verdade, onde engenheiros e demais especialistas trabalhariam com engenharia reversa nesses objetos voadores não-identificados.

Em um livro de 1981, o autor Jean-Charles Fumoux entrevistou vários militares reformados que trabalharam na base aérea. De acordo com os relatos, lá estão as naves alienígenas e corpos de humanoides dos incidentes de Roswell e Aztec, totalizando mais de cem corpos coletados por todo território estadunidense. O livro também aborda que várias tecnologias usadas na Força Aérea Americana (USAF) foram desenvolvidas através de engenharia reversa observando discos voadores capturados após quedas.

Em meio a tantas histórias, grupos de ufólogos têm pedido acesso aos documentos e aos locais em questão na Base Aérea Wright-Patterson, mas o governo americano tem sempre negado o acesso além do Museu Aeroespacial alegando que o local é “top secret”, ou seja, “altamente secreto”.

O grande problema é que as evidências não podem ser estudadas com muito afinco porque não há fontes totalmente confiáveis, pois os militares não querem aparecer, falar totalmente o que conhecem ou até mesmo não podem ter seus nomes divulgados. Tudo fica num tempo verbal condicional: “estaria”, “teria feito”, “faria sentido” etc.