sábado, 13 de setembro de 2014

Você já ouviu falar no mistério das Rochas de Carnac?! Fato ou farsa?!

As Rochas de Carnac são um alinhamento de três mil megálitos que foram erguidos na localidade de Carnac, na região da Bretanha, na França, por volta do ano 2000 a.C. Trata-se, junto de Stonehenge, de uma das mais importantes construções humanas da Pré-História europeia. A importância das Rochas de Carnac é muito grande, principalmente entre os arqueólogos e os teóricos dos deuses astronautas, que vamos debater neste post.


Os alinhamentos foram, provavelmente, erigidos no Neolítico por comunidades sedentárias entre o quinto e o segundo milênio antes de Cristo. O Neolítico é o período da Pré-História quando o ser humano deixa de ser nômade caçador e coletor e torna-se sedentário, construindo casas, cabanas e vivendo em cavernas além de começar o processo da criação de animais e dominação das técnicas agrícolas.

De acordo com os arqueólogos e historiadores, essas tribos moravam em grandes casas de madeira e argila praticando a pecuária e a agricultura. O processo de sedentarismo tê-los-ia levado a criar um culto aos mortos por meio da construção coletiva de enormes túmulos, estelas gigantes, antas e fileiras de menires. Esta seria uma das explicações para as Rochas de Carnac.


Os homens conheciam o jeito de manobrar as pesadas pedras com troncos e cordas. Experiências têm demonstrado a viabilidade de que poucos homens manejassem pesadas pedras. O grande menir de Locmariaquer, com um peso de 300 toneladas e de 20 metros de comprimento, de granito, é um exemplo de transporte e elevação de monólitos. Ao norte da povoação localizam-se os monumentos megalíticos mais famosos da região.


Os arqueólogos separaram as Rochas de Carnac em quatro “setores” especiais, por agrupamentos. Os mais importantes são: o Alinhamento de Ménec, formado por 1.099 rochas fincadas ao longo de um quilômetro, em onze fileiras; e o Alinhamento de Kermario, composto por 1.029 menires enfileirados em dez linhas. Os menires variam de tamanho.

A interpretação dos teóricos dos deuses astronautas...
De acordo com muitos teóricos dos deuses astronautas, as Rochas de Carnac não são somente pedras colocadas em linhas formando uma espécie de cemitério pré-histórico. Nas suas comprovações há, por exemplo, a ideia de que um dos conjuntos dos menires de Carnac, o Alinhamento de Kermario, segue um padrão muito interessante: ele vai de leste a oeste, com pedras menores no início e maiores no final, formando-se um padrão crescente.

Para esses teóricos, os francos pré-históricos sabiam o que estavam fazendo e já tinham algum conhecimento científico da ordenação dos planetas e movimentos cósmicos observados no céu; conhecimento que poderia ter sido dado por povos de outras galáxias porque seria impossível ao homem daquela época enxergar o céu como uma máquina formidável conforme vemos hoje graças aos observatórios e satélites artificiais.

Segundo outro grupo de adeptos da teoria dos deuses astronautas, Carnac representa algum tipo de projeto para ser observado do céu, como os desenhos de Nazca, no Peru. Assim sendo, os menires colocados em fileiras seriam uma forma de demarcar determinada região para que os visitantes interplanetários reconhecessem o local e pudessem descer à Terra em determinadas épocas do ano.


Mas o que são os alinhamentos megalíticos?
Um alinhamento megalítico (ou alinhamento de pedras) é um ordenamento linear de menires paralelos situados a intervalos ao longo de um eixo, ou vários, usualmente datados no Neolítico ou na Idade do Bronze. As filas podem ser individuais ou em grupo. Três ou mais pedras alinhadas já podem ser consideradas como um alinhamento de pedras.

Os alinhamentos de pedras diferem das avenidas pré-históricas, em que as pedras ficam sempre numa linha reta em lugar de seguir uma rota mais bem curva. Os alinhamentos de pedras podem ser de poucos metros ou de vários quilômetros de longo e estão feitos de pedras que podem ser de até de dois metros, sendo o mais comum de cerca de um metro de altura. As pedras terminais das filas podem coincidir com a maior, e outros elementos megalíticos ficam, por vezes, nos extremos, especialmente enterramentos em cairns.


As pedras colocam-se a intervalos, e podem variar em altura ao longo da sequência, para proporcionar um aspecto degradado, embora não se saiba se isto foi feito deliberadamente. Os alinhamentos foram erigidos no Neolítico e na Idade do Bronze pelos povos do litoral atlântico, nas ilhas britânicas, partes da Escandinávia, noroeste da França, na Galícia e em Portugal.

O termo “alinhamento” por vezes indica que as filas se colocaram focadas a outros fatores, como outros monumentos ou elementos topográficos ou características astronômicas. Os arqueólogos tratam os alinhamentos de pedras como elementos discretos e “alinhamentos” referem que as pedras ficam alinhadas entre si, mais que a qualquer outra coisa. O seu fim, foi talvez religioso ou cerimonial, talvez marcando um caminho de procissão. Outra teoria é que cada geração erigiria uma nova pedra para contribuir para uma sequência que mostra uma presença contínua das pessoas.