terça-feira, 22 de julho de 2014

Você sabia que grandes empresas de hoje ajudaram os nazistas a dizimarem pessoas nos campos de concentração?!

Hoje nós vamos abordar um assunto polêmico e que nunca pode cair no esquecimento a fim de evitar que se repita na nossa história: a Segunda Guerra Mundial e a matança de judeus, ciganos, comunistas, eslavos, homossexuais, dentre outros, em campos de concentração nazistas. No post de hoje, especificamente, falaremos sobre como as grandes multinacionais dos séculos 20 e 21 fizeram uso de mão de obra escrava destes campos de extermínio para crescerem e aumentarem sua produção e sua produtividade.


No período compreendido entre 1933 e 1945, a máquina belicosa alemã recorreu ao trabalho forçado dos prisioneiros dos campos de concentração e campos de extermínio. Várias empresas fizeram uso desses prisioneiros para suas escalas de produção, uma vez que não era preciso pagar impostos ao governo e muito menos salários. Ou seja, as empresas tinham escravos patrocinados pelo sistema nazista de Estado.

Um exemplo de como isso funcionava está muito bem ilustrado no clássico cinematográfico de Steven Spielberg, “A lista de Schindler”, em que aparecem os judeus prisioneiros trabalhando para a prefeitura de Cracóvia e para as indústrias de panelas e caldeirões de Oskar Schindler.

O mais interessante é que essas empresas que fizeram uso da mão de obra escrava dos judeus, eslavos, homossexuais e ciganos são enormes multinacionais hoje em dia; apagaram de seus registros históricos esse fato negro e nunca pediram desculpas publicamente ou pagaram indenização às famílias dos explorados.


Um dos exemplos é o da Volkswagen. Esta empresa criou o modelo de manter os campos de concentração na própria fábrica, sendo que os prisioneiros produziam equipamentos bélicos e Fuscas, carro popular cuja ideia foi do próprio Adolf Hitler. Os franceses e italianos montavam carros de combate, as mulheres soviéticas enchiam bombas, os metalúrgicos do Leste europeu soldavam peças para aviões de caça Fl-103. Os prisioneiros chegavam a representar 67% dos trabalhadores no pico da produção.

Ainda na Volkswagen, os prisioneiros eram alojados em barracões, sendo que os homens eram separados das mulheres e crianças. Na medida em que qualquer erro ou falha por parte dos prisioneiros era entendida como atos de sabotagem, recorria-se a severos castigos.


Até hoje o trabalho escravo na época nazista é negligenciado por historiadores e pesquisadores. O livro “A fábrica da Volkswagen no III Reich” é uma exceção. Seus autores, Hans Mommsen e Manfred Griege, oferecem uma reconstrução parcial do infernal cotidiano de pouco mais de sete milhões de pessoas em empresas que hoje têm enorme poder aquisitivo.

Em alguns setores da BMW, a segurança fora delegada a ucranianos, mais temidos do que a própria Gestapo. A ração diária incluía apenas sopa aguada de batata no almoço, 150 gramas de pão, manteiga e uma fatia de linguiça.

Já a Bayer fabricava o Zyklon B, composto químico que era depositado nos salões de banho dos campos de concentração, transformando-os em mortais câmaras de gás que levaram à morte milhões de pessoas.

Até hoje milhares de sobreviventes destes infernos industriais sofrem uma via-crúcis na justiça alemã, que é extremamente lenta nesses casos e totalmente indiferente para com as pessoas que reclamam indenizações, que são fabulosas de tão altas. Muitos críticos do sistema estatal dizem que se trata do capitalismo financeiro falando mais alto, “molhando as mãos” de juízes e promotores, uma vez que essas indústrias não querem seus nomes em escândalos antigos e fazem de tudo para escamotearem essa história nada honrosa.

Lista das principais empresas que se aproveitaram do Holocausto...
Abaixo temos uma pequena lista de algumas das empresas ainda existentes que colaboraram com o sistema de guerra alemão recrutando escravos como empregados e montando fábricas dentro de campos de concentração. Nenhuma destas empresas jamais pagou uma indenização ou pediu desculpas publicamente pelo fato, o que gera polêmica na Europa e em Israel até os dias de hoje, principalmente por serem empreendimentos financeiros de grande potência.

Allianz – seguros
Basf – medicamentos
Bayer – medicamentos
Beiesdorf – cosméticos
BMW – automobilístico
Bosch – autopeças
Commerzbank – financeiro
Daimler-Chrysler – automobilístico
Degussa-Huls – mineradora
Deutsche Bank – financeiro
Henkel – química
Hochtief – construção civil
Hoechst – medicamentos
IBM – equipamentos eletrônicos (?!)
Lufthansa – aviação
MAN – automobilístico
Mannesmann – siderúrgico
Mercedes Benz – automobilístico
Porsche – automobilístico
Siemens – telecomunicações
Stihl – equipamentos industriais
Suisse Bank – financeiro
Thyssen-Krupp – siderúrgico
Varta – autopeças
Volkswagen – automobilístico


Com certeza você reparou o sinal (?!) em frente ao nome da IBM, esta por ser uma empresa de informática e norte-americana. Por que, então, usaria mão de obra escrava em campos de concentração se os Estados Unidos formavam os Aliados contra o Eixo?! A resposta é simples. Antes de produzir computadores, a IBM vendia para o Estado nazista cartões de registros magnéticos que serviam para fazer os registros dos prisioneiros que trabalhavam nas empresas instaladas dentro dos campos de concentração, como se fossem cartões de ponto a fim de que o regime alemão soubesse a produção e a escala de trabalho dos escravos; caso a produtividade e a produção caíssem, ou o preso sofria represálias, ou então era executado de alguma forma cruel. Portanto, é por este motivo que colocamos a IBM entre as grandes empresas por ter colaborado abertamente, à época, ao sistema do Holocausto.