terça-feira, 15 de julho de 2014

Você conhece a lenda do “navio fantasma em chamas” da Argentina?!

Nos arquivos deste blog, o leitor é convidado a conhecer algumas lendas envolvendo possíveis aparições de navios fantasmas, que parecem estar presentes em quase todas as culturas; no Chile, por exemplo, temos o Caleuche. Nos oceanos do Caribe e da África do Sul encontramos o navio fantasma conhecido como Holandês Voador. Hoje vamos tratar de um folclore muito popular no litoral argentino, especificamente vamos abordar a história de um possível navio fantasma que apareceria em chamas e também estaria ligado à ufologia através dos Osni’s – objetos submarinos não-identificados.


A Baía de Samborombón (mapa abaixo), na Argentina, próxima à capital do país, Buenos Aires, é, há séculos, cenário de fenômenos possivelmente inexplicáveis testemunhados por visitantes e moradores da região: esferas luminosas apareceriam nas águas profundas do estuário do Rio da Prata, junto com o desaparecimento de pessoas e a visão espectral de um antiquíssimo navio em chamas que seria fantasma.


De acordo com as testemunhas, o navio em chamas aparece do nada, sempre indo na mesma direção – do interior do rio para o mar. Ouvem-se gritos desesperados, como se passageiros e tripulantes estivessem aterrorizados e pedindo socorro. A embarcação flamejante é claramente visível em suas aparições e some de repente, mesmo estando a cerca de 500 metros da costa. Segundo os folcloristas, esta seria uma versão argentina dos contos de piratas, uma vez que a Argentina já foi invadida por esquadras inglesas diversas vezes ao longo de sua história colonial.

Em outras ocasiões, esferas luminosas são vistas movimentando-se ou paradas, por vários minutos, perfeitamente visíveis e indiferentes aos observadores do fenômeno. Muitos desses relatos são de pescadores que frequentam aquelas águas e a população ribeirinha. Em 2012, pesquisadores da Fundación Argentina de Ovnología (FAO), liderada pelo ufólogo Luis Burgos, fizeram uma vigília no local e coletaram relatos de testemunhas. Para estes pesquisadores, são relatos bastante consistentes de avistamentos de Osni’s.


A Fundación Argentina de Ovnología começou a registrar e coletar tais anomalias na região da Baía de Samborombón em 1996; essas anomalias são avistamentos de estranhas esferas aquáticas, voos noturnos de objetos voadores não-identificados e luzes dentro do Rio da Prata com as cores rosa e laranja. Mas os registros são ainda mais antigos: em 1965, quando a Base Militar de Punta Indio estava sob o comando de Hugo Fronth, ocorreu uma série curiosíssima de avistamentos de Ovni’s que duraram mais de um mês insistentemente.

Os sinais detectados pelo radar GCA, que é capaz de monitorar o espaço aéreo em um perímetro circular com raio de 80 quilômetros, provocaram inquietude em meio às autoridades militares. Na ocasião, o Tenente Frederico Machaín perseguiu um Ovni no quadrante aéreo da cidade de Magdalena. Uma comissão espacial e técnicos norte-americanos periciaram os equipamentos eletrônicos em busca de falhas e anomalias, sem resultado, no entanto. Então, a Marinha argentina instituiu um UFO Information Bureau (uma comissão especial de investigação) para acompanhar os acontecimentos.

Em novembro de 1968, em Piedra Punta Pipinas, Miguel Ángel Fountrier e Hugo Bustamente encontraram um estranho círculo deformado por nove cogumelos, um deles, especialmente grande, com 70 centímetros de diâmetro e 30 centímetros de altura. Esse é mais um ocorrido estranho que acontece quase todo o tempo na região da Baía de Samborombón, que a população local sempre tem algo a contar, por mais incríveis que possam parecer tais histórias, relatos e avistamentos.

Na madrugada de 05 de abril de 1983, o empresário Jorge Semacendí e seu acompanhante, Daniel Vera, viajavam de carro na estrada entre Villa Gesell e La Plata, quando foram perseguidos de perto por uma pequena esfera luminosa, que os ufólogos chamam de “sondas teleceptoras”. Os viajantes tentaram escapar da perseguição, acelerando o veículo pondo em risco suas vidas. Mas o objeto acompanhou o automóvel por cerca de duas horas percorrendo uma distância de cerca de 200 quilômetros. Poucos minutos depois, o mais surpreendente aconteceu: uma van, com portas traseiras abertas, ultrapassou o carro cujos faróis permitiram ver, no interior de seu compartimento de carga, um pequeno aparelho no formato discoide.


Uma outra esfera, semelhante a esta citada logo acima, também foi avistada por um motorista na estrada que vai até a cidade de Magdalena, também nos arredores dos estranhos ocorridos. E há mais relatos estranhos: em 1983, um avião que decolou da Base de Punta Indio sumiu, perdendo contato para sempre com a torre de controle. Já em 1997, três pescadores que trabalhavam na costa da cidade de Magdalena desapareceram do barco e seus corpos jamais foram encontrados.

Em janeiro de 2011, o helicóptero Robinson 44 da Agencia Nacional de Seguridade Vial (ANSV), pilotado por Alejandro Ferloza, partiu de Coronel Bransden em direção à costa atlântica argentina. Jamais chegou a seu destino. Em todos os casos de desaparecimento, nenhuma das equipes de busca e patrulhas que percorreram as áreas encontraram qualquer sinal ou restos das aeronaves.

De acordo com um grupo de físicos argentinos, associados a ufólogos, a região da Baía de Samborombón teria a ação diferenciada de campos magnéticos, alterando substancialmente as noções de espaço e tempo, como ocorreria no Triângulo das Bermudas. Ainda de acordo com esse grupo de cientistas, existem onze lugares do planeta que têm esses “dons e características especiais”.


Todas essas histórias permanecem um grande mistério para investigadores, mas bastante vivas na história do folclore argentino.