sábado, 19 de julho de 2014

Aviões que quase “atropelam” banhistas numa praia do Caribe: fato ou farsa?!

Com certeza o internauta que está lendo este post já deve ter ouvido falar em uma praia no Caribe onde os banhistas quase são “atropelados” por aviões que pousam em um aeroporto local, certo? Há várias fotos, na internet, dessas aterrissagens impressionantes e que, por vezes, apavoram e fazem subir nosso nível de adrenalina. Mas será que são montagens essas fotos? Será que essa praia realmente existe? Se existe, onde ela fica? Qual é o nome dela? É um fato, ou uma farsa?! É o que vamos descobrir hoje! Primeiramente, observe as fotos abaixo coletadas na internet…





Impressionante, não?! O nome desta praia é Maho Beach, e localiza-se no lado holandês da ilha caribenha de Saint Martin, país de mesmo nome. Acabou tornando-se famosa nos últimos anos por causa do Aeroporto Internacional Princesa Juliana, que é adjacente à praia, o que faz com que essas fotos acima sejam verdadeiras!

Na aterrissagem, aeronaves de todos os tamanhos e portes devem chegar o mais próximo possível da cabeceira da pista, por esta ser muito curta por conta do pequeníssimo tamanho da ilha (contando-se a proporção de tamanho), o que faz com que a cabeceira da pista de pouso do aeroporto esteja a poucos metros da Estrada 10, que é a orla de Maho Beach, o que faz com que os aviões pousem na altitude mínima indicada para segurança de todos – dentro e fora da aeronave.

Devido a esse conjunto de fatores, a praia é muito popular entre observadores de aviões. Este é um dos poucos lugares no mundo onde os aviões podem ser vistos em sua rota de voo fora da final da pista. A excentricidade é tão grande que virou uma forma de turismo em Saint Martin, a ponto de bares, restaurantes e hotéis exibirem os horários de pousos e decolagens para que os turistas possam admirar tamanha ousadia da engenharia e da geografia. É por isso que, na internet, já há vários vídeos do aeroporto.







Apesar de tanta adrenalina e excentricidade, o governo de Saint Martin avisa que há o perigo de pessoas muito altas e em pé na praia serem sopradas para dentro da água por causa da potência dos aviões muito próximos ao chão. Por causa da explosão turística, uma cerca foi acrescentada recentemente, separando a autoestrada e a cabeceira da pista do aeroporto, e placas de advertência foram postas na praia (foto abaixo).


A praia em si é de areia muito branca e grossa, e tem pouquíssima vegetação, tudo por causa da erosão causada pelos jatos das aeronaves que passam ali a todo instante. A praia também ficou popular entre os praticantes de windsurfe por causa das eventuais ondas mais altas, justamente, também, por causa da passagem de aviões grandes com turbinas potentes; por conta disso, quiosques próximos frequentados por surfistas têm contato com a rádio da torre de controle do aeroporto para saber quando as grandes aeronaves estarão chegando a fim de os esportistas se prepararem nas águas próximas.

De acordo com a Comissão Internacional de Aviação Civil, o Aeroporto Internacional Princesa Juliana (que pode ser visto no Google Maps, ou Google Earth, colocando as seguintes coordenadas na área de busca: 18.03983, -63.12069) é um dos mais perigosos do mundo e somente pilotos muito experientes são escalados pelas empresas aéreas a fazerem tal linha que tem destino Saint Martin.


Você sabia que no Brasil temos uma situação parecida?!
Para quem não sabe, temos uma situação muito parecida aqui no Brasil, mais precisamente no Centro da cidade do Rio de Janeiro através do Aeroporto Santos Dumont, que faz as pontes aéreas e os voos domésticos. Para sair do Centro da cidade e chegar-se até a Escola Naval é preciso passar pela Avenida Almirante Sílvio de Noronha que, curiosamente, passa no final da pista de voo do referido aeroporto.





Quando alguma aeronave vai pousar ou decolar no Santos Dumont, a avenida é fechada à passagem de carros e apitos avisam que é para as pessoas ficarem dentro dos automóveis para evitar acidentes, o que já ocorreu: certa vez um táxi não respeitou o toque de parada, continuou sua viagem e foi empurrado pela força do ar até a beira da água do mar, da Baía de Guanabara. Essa curiosidade ainda não é tão famosa como no caso de Saint Martin, mas já há vídeos no You Tube dessa versão brasileira de pouso arriscado para pedestres.

A sorte de todos é que, mesmo sendo uma avenida no Centro do Rio, ela não é movimentada porque seu destino tem acesso restrito: instalações da Marinha Brasileira.