quinta-feira, 5 de junho de 2014

Você já ouviu falar na curiosa Cachoeira do Diabo?! Uma formação interessante!

Hoje vamos falar sobre uma das curiosidades geológicas, geográficas e hidrológicas mais interessantes do mundo. Trata-se da chamada Cachoeira do Diabo, localizada no Parque Estadual Judge C. R. Magney, no norte dos Estados Unidos, sendo uma das principais atrações turísticas do local. Mas o que essa queda d’água tem de tão especial para que seja uma atração turística e hoje ser tema deste post? Basta ver a foto abaixo e acompanhar o caso.


O parque é muito conhecido por conta de uma cachoeira com formado incomum, que fica no meio do curso do Rio Brule, que acabou sendo chamada de Cachoeira do Diabo, por conta das suas características geológicas e hidrológicas.

O rio acaba se dividindo em dois por causa de um rochedo. O fluxo que segue pelo lado leste continua rio abaixo e cai em duas etapas a uns 50 pés de altura – até aí tudo certo e normal. Já o fluxo no lado oeste cai a uns 3 metros de altura e simplesmente entra em um buraco na rocha e some no subsolo. É aí que começa a história do nome que tem: Cachoeira do Diabo. Acredita-se que a água volte para o Rio Brule um pouco mais à frente em uma fonte debaixo do leito do próprio rio, e também acredita-se que a água tome outro caminho e vá desaguar em um outro afluente dos Grandes Lagos dos Estados Unidos.


O que se tem certeza é que após décadas de estudos, até hoje não se tem certeza sobre o destino das águas que entram no buraco da Cachoeira do Diabo. Ao longo de todo esse tempo, com a curiosidade humana sempre aguçada, pesquisadores jogaram tinta fazendo a água ficar colorida, bolinhas de pingue-pongue de cor fluorescente cachoeira abaixo – tudo sem resultado algum, aumentando ainda mais a especulação e o sensacionalismo. Houve até quem jogou um pequeno carro dentro do buraco, mas também não teve resultado algum, por isso alguns especialistas chamam a cachoeira de “hipérbole”, ou seja, um grande exagero sem necessidades para tal.








Há uma problemática geológica que faz com que a Cachoeira do Diabo seja um mistério até os dias de hoje, sem nenhuma explicação satisfatória. Como a água colorida e as bolinhas de pingue-pongue até hoje não foram encontradas, o enigma permanece; muitos cientistas já deram a “receita” para o fim do mistério: jogar na cachoeira bolinhas com rastreadores via satélite, de modo que seja possível observar o caminho percorrido por elas rochedo adentro. O geólogo John C. Green escreve sobre o mistério da cachoeira:


Uma teoria é que depois de entrar no buraco, o rio percorre uma série de galerias subterrâneas até chegar ao Lago Superior ou algum dos Grandes Lagos; ou então que o rio alimenta um lençol aquífero subterrâneo e por isso não encontramos as bolinhas jogadas dentro do fosso. Ambas as ideias têm um aspecto válido em comum: elas reconhecem que a água vai para dentro da terra! Mas o maior problema é a criação de um canal extremamente largo para comportar a força do Rio Brule! O que mais impressiona, ainda, é como a rocha se comporta para absorver, numa enorme galeria, tamanha força motriz da água, uma vez que metade do volume de água do rio vai para dentro deste buraco. Além disso, não há nenhuma evidência científica acerca de falhas geológicas no fosso da Cachoeira do Diabo, por isso ainda existe a teoria de que esse buraco seja um enorme tubo que leve a água para outro lago ou para um lençol subterrâneo. Acreditamos que dentro do fosso principal esteja repleto de detritos depositados ao longo do tempo, desde material carregado pelo rio até tudo o que o ser humano jogou lá para descobrir o fim deste mistério, como o carro, as bolinhas de pingue-pongue etc. Ou seja, mesmo com tantos estudos o mistério persiste”.