terça-feira, 17 de junho de 2014

Você conhece a incrível história do xerife Val Johson? Fato ou farsa?!

Hoje nós vamos abordar uma das histórias clássicas da ufologia, envolvendo a história da suposta abdução do xerife Val Johson, no interior dos Estados Unidos, no final da década de 1970. Os relatos e documentos mostram a preocupação das autoridades com o ocorrido, e isso rendeu documentários, livros, estudos aprofundados, filmes e uma grande teoria da conspiração sobre o conhecimento das autoridades norte-americanas em relação à existência de seres de outros planetas visitando a Terra.


No início de uma manhã, um xerife do estado de Minnesota, nos Estados Unidos, foi surpreendido por uma luz muito forte vinda de um objeto voador não-identificado. Era o início da madrugada do dia 27 de agosto de 1979, quando o xerife Val Johson estava dirigindo seu carro de patrulha numa rodovia rural dentro do município de Marshall. No horário de 1h40 da manhã, Johnson avistou uma luz intensa sobre um grupo de árvores que estava a uma certa distância de seu carro. No princípio, ele pensou que poderia ser um avião voando baixo, então mudou o rumo de seu carro daquela direção para conferir o que estava acontecendo.

Johnson notou que a luz estranha não estava iluminando a área circunvizinha. De repente, essa luz começou a se mover em sua direção e imediatamente cobriu quase que uma área de uma milha e meia antes de parar sobre seu carro. De acordo com seu relato posterior, ele ouviu um barulho de vidro se partindo, e reparou que o interior do carro estava iluminado fortemente; quando a luz ficou mais intensa, ele desmaiou e não se lembrou de mais nada.

(Na imagem abaixo, temos Val Johson no local onde teria ocorrido o incidente Ovni)


Por alguma razão desconhecida, Johnson perdeu consciência. Quando ele despertou, sua cabeça estava deitada no volante. O seu carro patrulha tinha se deslocado de alguma forma para o sul da pista da rodovia rural e no momento em que ele recuperou a consciência o carro estava indo para o leste. Ele também teve problemas na sua visão, de acordo com uma das versões sobre o incidente.

No momento que Johnson passou um rádio para outro xerife de Marshall, para pedir ajuda já eram 2h19 da madrugada e ele contou para o despachante que algo havia tocado seu carro. Ele disse: “Não sei como explicar! Ouvi um barulho de vidro se quebrando e meus freios ficaram bloqueados. Não tenho a menor ideia do que aconteceu”. Um amigo de Johnson chamado Greg Winskowski logo chegou ao local. Ele notou que Johnson tinha um inchaço vermelho em sua testa, e concluiu que ele tinha batido sua cabeça no volante. Então ele pediu uma ambulância para levar o xerife para o hospital.

No hospital, um médico tentou examinar os olhos de Johnson, mas logo que o doutor iluminou seus olhos com uma luz brilhante, Johnson sentia uma dor extrema. O profissional percebeu que havia uma ferida nos olhos de Johnson, como se fossem queimaduras moderadas de um aparelho de solda, e lhe deu um pouco de pomada e bandagens. Johnson fez um boletim de ocorrência e foi levado para casa.

(Nas imagens abaixo, o carro que Val Johnson ainda preservado na delegacia, com os estragos feitos pelo suposto disco voador)


Na manhã seguinte, o xerife Dennis Brekke levou o carro patrulha de Johnson para a garagem para checá-lo. Os mecânicos da garagem acharam que o carro estava danificado de uma forma estranha. Por exemplo, o capô tinha um dente circular de meia polegada de diâmetro. Havia uma rachadura no para-brisas que vinha de cima para baixo. A rachadura tinha quatro pontos de impactos que poderiam ser causado por objetos pequenos. O relógio do painel do carro estava marcando 19h00, que era a hora que Johnson tinha se apresentado para o serviço, e neste momento este relógio estava 14 minutos atrasado. Além disso, o relógio de pulso de Johnson também estava 14 minutos atrasado. Outros investigadores acharam danos mais estranhos ainda no carro que não pôde ser explicado facilmente, de acordo com uma das versões do caso.

Depois de levar o carro patrulha de Johnson para a garagem policial, o xerife Brekke levou Johnson para a cidade de Grand Forks, para um exame de vista mais completo. O médico de lá achou que os olhos de Johnson tinham clareado e que sua a visão estava boa. Brekke telefonou depois o Centro de Estudos OVNI em Evanston descrevendo o contato de Johnson para Allan Hendry, que aceitou imediatamente voar para o município de Marshall para investigar o caso.

Logo quando chegou, Hendry encontrou marcas de derrapagem no local do incidente revelando que o carro patrulha de Johnson tinha se deslocado cerca de 260 metros antes dos freios ficarem bloqueados e que tinha continuado a se deslocar mais 30 metros. Depois de entrevistar várias pessoas em Warren, que conheciam Johnson, Hendry concluiu ele não tinha inventado esta história. Ele também concluiu que um avião não poderia ter causado o dano que ocorreu no carro patrulha.


O incidente de Val Johnson foi divulgado na mídia nacional dos E.U.A. e se tornou um dos melhores relatos de Ovni’s dos anos 70, ganhando muito sensacionalismo, inclusive. Vários amigos de Johnson lhe pediram para que ele se submetesse a um detector de mentiras a fim de provar que ele estava contando a verdade. Eles também pediram para que ele passasse por uma hipnose para ver se ele poderia se lembrar melhor do incidente. Johnson recusou ambos os pedidos afirmando que achava que a hipnose ou um teste do detector de mentiras só satisfariam a curiosidade mórbida das pessoas. Desta forma, nunca podemos saber o que causou a perda temporária da sua visão ou o que aconteceu com ele durante aquele lapso de tempo perdido.