terça-feira, 10 de junho de 2014

Você conhece a história do “Filho das Estrelas”, o bebê alienígena?! Fato ou farsa?!

Hoje vamos falar sobre um dos assuntos preferidos dos ufólogos e crentes da teoria dos deuses astronautas, em um debate sem fim com os céticos. Trata-se de mais um suposto esqueleto de alien, desta vez conhecido como “Filho das estrelas”. Trata-se, de fato, de um crânio infantil anômalo, de nove séculos, que se assemelha muito ao de extraterrestres do tipo grey; esses restos mortais foram encontrados em uma caverna do México.



Ao longo da história recente, vários supostos restos mortais de alienígenas, com estrutura óssea humanoide, foram encontrados ao redor do mundo: México, Peru, Egito, Irã, Turquia. O que chama atenção é que os locais de descoberta sempre estão localizados em antigos lugares de adoração religiosa ou astronômica/astrológica. É isso que dá muita base para os teóricos dos deuses astronautas: tais aliens visitaram a Terra, foram confundidos como deuses e, então, na ocasião da sua morte, foram enterrados nos locais onde eram “adorados”.

A história arqueológica do “Filho das estrelas”...
Em 1930, em um túnel de mina abandonado no interior do México, uma adolescente encontrou dois esqueletos completos enterrados lado a lado – um adulto e um infantil com crânio anormal. Depois de sua morte, os crânios foram passados a Ray e Melanie Young, de El Paso, Texas, que, em fevereiro de 1999, os entregaram ao escritor Lloyd Pye – atualmente, o maior pesquisador do caso.

Vale ressaltar que o México sempre foi um lugar interessante para a pesquisa de campo dos ufólogos, pois há vários indícios que deixam a entender isso: templos com imagens curiosas, estrutura social complexa (que seria indício de ensinamentos aliens superiores), crânios de cristal perfeitamente esculpidos e polidos (assunto para um post no futuro) etc.

Pye e Mark Bean enviaram os crânios a empresas especializadas em genética e, com o apoio do geneticista Kem Paid e outros especialistas, concluíram que existe uma probabilidade próxima a 90% de que o crânio infantil (apelidado de “Starchild”, ou “Filho das estrelas”) é de um ser de mãe humana e de pai de uma espécie desconhecida. Ou seja, um híbrido assim como se falava muito na série popular “Arquivo X”.


A formação biológica e evolucionária do crânio...
O crânio do “Filho das estrelas” possui muitas anomalias para um crânio normal. Com base em um exame na parte direita do maxilar, dentistas forenses concluíram que a criança tinha cerca de cinco anos de idade quando morreu. Porém, o volume interior do crânio é de 1.600 cm³, 200 cm³ maior do que o cérebro de um adulto normal e 400 cm³ maior do que de um adulto do mesmo tamanho aproximado. As cavidades oculares são ovais e rasas que não davam muita mobilidade aos olhos, com o canal do nervo ótico (que deveria estar na parte posterior) na parte inferior.

Além disso, o “Filho das estrelas” não tem seios faciais e a parte de trás do crânio é achatada. Junto a isso, o foramen magnun – o buraco que na base da cabeça se une à coluna – é adiantado, quase no centro da base, e não na parte de trás da cabeça, como em todos os seres humanos. A composição do crânio é a mesma dos ossos de mamíferos. Apesar disso, sua espessura e densidade diferem das características dos ossos humanos.

Apesar de tantas diferenças assustadoras, o crânio do “Filho das estrelas” apresenta semelhanças com os seres humanos. Encontramos o mesmo número e tipo de ossos cranianos – embora nenhum seja amoldado ou esteja posicionado como nos humanos. Há certas extrusões e contornos ósseos, ligamentos de músculo e aberturas para veias e artérias que correspondem às características humanas.

Os estudos envolvendo o “Filho das estrelas”...
O teste de datação por carbono 14 no crânio normal foi feita na Universidade da California em Riverside, em 1999. No “Filho das estrelas”, o teste foi realizado na Beta Analytic – o maior laboratório de datação por carbono no mundo –, em Miami, em 2004. Os dois testes indicaram 900 anos desde as mortes, com margem de erro de até 60 anos para mais, ou para menos.

O teste de DNA no laboratório forensce BOLD, em Vancouver, no Canadá, em 1999, encontrou os cromossomos X e Y em duas amostras retiradas do crânio. Isso indica que a criança, um menino, era humana e seus pais também (pois contribuíram com os cromossomos sexuais humanos).

Um exame mais detalhado foi feito em 2003 na Trace Genetics, que, ao contrário do BOLD, é especialista na extração de DNA de amostras antigas. O DNA mitocondrial foi retirado dos dois crânios. O garoto pertence ao haplogrupo C. A mulher – que tinha entre 20 e 30 anos –, ao haplogrupo A. Ambos haplotipos caracterizam nativos americanos, mas a diferença de haplogrupos indica que a mulher não era mãe da criança. A Trace Genetics não foi capaz de recuperar DNA nuclear ou do cromossomo Y suficiente para testes mais apurados.


Os médicos tentam explicar as anomalias no crânio do “Filho das estrelas”, tentando explicar de maneira cética essas deformidades, eliminando a história ufológica. Para eles, o garoto poderia ter hidrocefalia e ficar muito tempo num cradleboard. Outras causas poderiam ser braquicefalia, síndrome de Crouzon ou progeria.

Para descobrir a verdade, foi criado o Projeto Starchild, liderado por Lloyd Pye. As pesquisas descartaram a possibilidade de más formações congênitas. Pye diz que o crânio é uma demonstração da presença extraterrestre em nosso planeta e lembra que não foi possível identificar a espécie do pai do garoto – embora haja dois cromossomos sexuais humanos no menino.

De acordo com vários antropólogos, entre os indígenas que habitam a região onde os crânios foram encontrados, circula uma antiga lenda sobre as “crianças das estrelas”. As histórias têm, no mínimo, duzentos anos. Nelas, seres desciam das estrelas e deixavam grávidas várias aldeãs que habitavam comunidades mais isoladas da região. Após dar à luz, as crianças eram criadas por anos até os pais regressavam do céu para levá-las. Em 1938, um famoso paranormal argentino, Benjamin Parravicini, profetizou através de uma psicografia que a teoria de Darwin estaria errada e homem teria vindo das estrelas.

Para quem não sabe, a teoria de Charles Darwin é a teoria evolucionista, e afirma que o homem e o macaco vieram de um ser em comum, terráqueo, que seria chamado de “elo perdido”, porque ainda não foi encontrado nenhum fóssil deste ser que nos ligasse a essa surpreendente evolução intelectual e biológica.


Muitos estudiosos continuam se perguntando qual seria o motivo da estranha formação do crânio. Se tais características seriam congênitas, adquiridas ou algo mais impensável. Por que foram enterrados em uma caverna como membros imponentes de uma sociedade muito antiga? Há muitas perguntas a serem respondidas através de investigações avançadas, principalmente a partir dos resultados dos exames de DNA. O mistério e o debate continuam...