terça-feira, 3 de junho de 2014

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (35)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

É verdade que o japonês tem influências do português?
A existência de numerosas palavras japonesas de origem portuguesa resulta da chegada ao Japão dos portugueses em 1542, sendo os primeiros europeus a aportar e a estabelecer um fluxo contínuo e direto de comércio entre o Japão e a Europa. Jesuítas portugueses, assim como espanhóis, empreenderam um grande trabalho de catequização que só foi destruído com as perseguições religiosas no início do Período Edo, culminando na expulsão em 1639, quando o cristianismo passou à clandestinidade. Foram os portugueses os primeiros a traduzir o japonês para uma língua ocidental em 1603. Este dicionário de japonês-português explicava 32.000 palavras em japonês traduzidas para português. Alguns dos exemplos: vidro (bidoro), botão (botan), irmão (iruman), jarro (jouro), copo (koppu), Holanda (Oranda), pão (pan), sábado (sabatto), sabão (shabbon), churrasco (shurazkuo) etc.

Quais são os idiomas de origem latina?
Atualmente, o latim é a língua oficial de apenas um Estado: o Vaticano. Entretanto, foi a língua oficial do Império Romano (mapa abaixo) por muitos séculos e, depois disso, considerado a língua dos literatos – por isso muitas obras eram publicadas em latim até o século XVIII. Há muitos dialetos originários do latim, mas os principais idiomas que têm fundamento na língua latina, além do português, são: o espanhol, o francês, o italiano, o romanche, o romeno, o flamenco, o catalão etc. Já o inglês, mesmo sendo um idioma que tem grande influência latina, é considerado um idioma germânico, assim como o holandês, o alemão, o islandês, o norueguês, o dinamarquês, o sueco etc.


Por que o jaguar e a onça são tão importantes nas Américas?
Em primeiro lugar vamos fazer uma importante ressalva: o jaguar e a onça são o mesmo animal. É que “jaguar” é o mesmo que “onça” nas línguas espanhola e inglesa. Feito isto, agora vamos falar da sua importância cultural e social para as tribos indígenas do continente. Primeiramente, vamos falar do aspecto biológico: a onça é um dos poucos animais que está presente em toda a América, tendo seu habitat desde o meio-oeste dos Estados Unidos até o Chile. Em culturas pré-colombianas das Américas, a onça-pintada foi um símbolo de força e poder. Entre as culturas andinas, o culto ao jaguar foi disseminado e passou a ser aceito na maior parte do que é hoje o Peru a partir de 900 a.C. Na civilização maia, acreditava-se que a onça-pintada facilitava a comunicação entre os vivos e os mortos e protegia a família real. Os maias viam esses felinos poderosos como os seus companheiros no mundo espiritual. Os astecas formaram uma classe de guerreiros de elite conhecidos como guerreiros jaguares. Na mitologia asteca, a onça-pintada foi considerada o animal totêmico do poderoso deus Tezcatlipoca.



O que podemos falar sobre as baratas? Elas são importantes?
Grande parte das pessoas não passa indiferente a uma barata; são insetos que causam uma série de sentimentos nas pessoas: medo, tensão, ansiedade, nojo, raiva etc. Elas estão presentes em todas as partes do planeta, menos no continente antártico. Mas muitas pessoas não imaginam o quão importante são esses insetos que sobreviveriam (e nós não) no caso de um cataclismo nuclear. Em geral, de acordo com os biólogos, as baratas podem ocasionar os seguintes problemas: atuar como vetores mecânicos (de vírus, fungos, bactérias e protozoários) e biológicos (ser hospedeiro intermediário de vermes); reações alérgicas (contato com as fezes); inutilizar alimentos (deixam odor repugnante); roer e sujar roupas e livros; ser uma praga agrícola de relativa importância (roer raízes e atacar produtos armazenados). Apesar deste lado negativo, as baratas para muitos povos, atualmente e no passado, têm um lugar de destaque no folclore, encontrando-se relatos em modinhas, superstições, jogos infantis, medicina popular, provérbios, adivinhações, ditados etc. Na medicina popular existem vários relatos de algumas espécies em serem usadas para curar várias doenças, como por exemplo: alcoolismo, asma, bronquite, cólicas intestinais, dores de cabeça e ouvido, furúnculos, gripe, entre outras. Alguns pesquisadores, em sua maioria russos e alemães, nos séculos 19 e 20 (a primeira metade), fizeram vários estudos para comprovar o efeito terapêutico das baratas, e em muitos casos havia realmente esse benefício. Na alimentação humana, para muitos povos orientais as baratas fazem parte de sua dieta, sendo comidas cruas ou cozidas. No Brasil, os índios Chocleng (de Santa Catarina) apreciavam as baratas.

Por que Nova York também é conhecida como “Big Apple”?
Big Apple” significa “Grande Maçã”, apelido de Nova York que se popularizou recentemente, na década de 1970. Não se sabe ao certo sua origem, mas acredita-se que a expressão data de 1921, quando foi usada numa coluna de corrida de cavalos, em um jornal da cidade, o “New York Morning Telegraph”. A coluna foi escrita por John J. Fitzgerald, que creditou posteriormente, em 18 de fevereiro de 1924, trabalhadores afro-americanos que trabalhavam em um estábulo em pista de corrida de cavalos, em Nova Órleans. Este termo foi criado na década de 70, quando Nova Iorque ainda exportava as famosas maçãs. O governo nova-iorquino achou este termo um bom incentivo para a exportação de maçãs, pois estavam passando por uma crise repentina devido as acusações da Coreia do Norte de estarem usando as maçãs como forma de chamarem imigrantes para trabalhar nas fábricas, mas estavam na verdade implantando eles no exército americano. A propaganda se popularizou e muitos americanos passaram a chamar seu país de “a grande maçã”. Mas a Coreia do Norte continuava com ataques repentinos, tudo para estimular seu crescimento econômico em função ao capitalismo. Existem também outras versões sobre o apelido, mas este foi reconhecido pela OCS (Organização de Capacitação das Siglas). Até a década de 1960, o “Big Apple” era conhecido apenas como um nome antigo para Nova York. No início dos anos 1970, porém, da Convenção de Nova York e Visitors Bureau, sob a liderança de seu presidente, Charles Gillett, começou a promoção do “Big Apple”.