sábado, 17 de maio de 2014

Você conhece o projeto Blue Book, sobre possível vida alienígena?! Fato ou farsa?!

Hoje vamos falar um pouco de uma das supostas teorias da conspiração mais faladas nos Estados Unidos e, principalmente, entre físicos, astrofísicos e ufólogos: o projeto conhecido como Blue Book, que teria sido arquitetado pela CIA e pelo FBI para tentar desenvolver uma biblioteca de casos referentes aos discos voadores, abduções, avistamentos e contatos com aliens em geral. A história é polêmica porque reúne muitos fatos concretos, mas também muitas fantasias.


De acordo com os estudos ufológicos, o projeto Blue Book teria sido o terceiro conduzido pelos escritórios da CIA e do FBI na famosa base da “Área 51”, local onde, supostamente, um OVNI teria caído há muitas décadas, deixando a população local alarmada com os corpos dos aliens. O objetivo principal do Blue Book era identificar e estudar casos relacionados a: avistamentos de discos voadores, abduções de seres humanos, supostos exames dentro de objetos voadores não identificados, contatos imediatos com seres de outros planetas etc.

O projeto durou muito tempo. Foi iniciado em 1952 e totalmente encerrado em janeiro de 1971 (alguns autores falam em 1970, enquanto outros dizem que, na verdade, ele nunca foi encerrado realmente). Foi antecedido pelo projeto Sign e pelo projeto Grudge. O objetivo do projeto Blue Book era determinar se os OVNI’s eram uma ameaça potencial para a segurança nacional norte-americana. Recolheram, analisaram e arquivaram milhares de notícias sobre OVNI’s. Este foi o último projeto da CIA e FBI relacionado aos extraterrestres de forma pública até agora.


O projeto Blue Book é interessante porque foi um dos únicos públicos que falavam sobre a possível existência de alienígenas na Terra. A partir dele e do que já foi liberado Hollywood trabalhou em diversos roteiros de filmes e seriados. Inclusive o seriado “Arquivo X” foi todo ele baseado no Blue Book e em possíveis casos reais que foram relatados aos militares durante o período de estudos, muitos deles inconclusivos.

Muitos historiadores e alguns ufólogos lembram-se do contexto histórico em que o Blue Book foi executado. As investigações ocorreram durante períodos delicados da Guerra Fria, conflito ideológico irrompido entre os Estados Unidos e a União Soviética entre 1945 e 1991. Neste período, muitos voos de espionagem aconteceram em territórios norte-americanos e aliados, empreendidos por forças soviéticas, o que fazia com que as pessoas confundissem as aeronaves com supostos discos voadores alienígenas.

Para alguns grupos de estudos ufológicos e aeronáuticos, a CIA e o FBI, junto ao Pentágono, patrocinou o projeto Blue Book com uma cara fictícia, bem de ficção científica, cujos objetivos eram outros totalmente diferentes: conhecer tecnologia soviética e espionagem. Estes seriam os motivos básicos de os avistamentos de OVNI’s sofrerem um verdadeiro “boom” na década de 1970, logo após episódios históricos da Guerra Fria, tais como a Guerra da Coreia, Guerra do Vietnã e a Crise de Mísseis em Cuba.


No entanto, outro grupo composto por ufólogos aponta que o projeto Blue Book foi genuíno e não uma farsa de ficção científica. Isto havia ocorrido porque os espiões norte-americanos já haviam reparado que os avistamentos e contatos imediatos não estavam ligados aos soviéticos e/ou chineses (ambos comunistas), mas sim a possíveis seres de outro planeta que estariam investigando a humanidade. Para estes ufólogos, o Blue Book foi um projeto genuíno de segurança nacional dos Estados Unidos em um período de histeria coletiva em que uma guerra nuclear com o inimigo russo estava por um triz.

Possíveis resultados divulgados do projeto...
Segundo o capitão Edward J. Ruppelt, até meados de 1951, vários generais de alto posto muito influentes da Força Aérea dos Estados Unidos estavam tão descontentes com o estado das investigações sobre OVNI’s que desmantelaram o projeto Grudge e o substituíram pelo projeto Blue Book no início de 1952.

Desta vez as investigações se dariam pelas mãos da CIA e do FBI para preservar a imagem e a identidade dos militares, sendo que os envolvidos no novo projeto estariam sob jurisdição do Pentágono, junto aos escritórios centrais da CIA e do FBI.

Durante o tempo que durou, finalizado em 1970, foram recolhidos 12.618 indícios, e ao final concluiu-se que a maioria era interpretações equivocadas de fenômenos naturais (nuvens, estrelas, relâmpagos etc.) ou aviões convencionais. Essa mesma conclusão chegou o grupo independente e interdisciplinar de investigações de ufologia MUFON, que tem colaboradores em todo o mundo, em diversas especialidades.


De acordo com os relatórios do Blue Book, 97% dos casos eram relacionados a erros de identidade e os outros 3% restantes caberiam uma investigação mais cautelosa e duradoura, o que o governo norte-americano não dispunha no momento, uma vez que havia a classificação de “banalidades”. Atualmente as taxas de investigações da MUFON são parecidíssimas: 98% de erros de identidade variados, incluindo fraudes, e 2% de casos a serem mais bem explicados.

Segundo os relatórios do projeto Blue Book, muitos casos foram considerados fraudes porque as pessoas queriam aparecer na mídia de alguma forma. Ao todo 701 casos foram classificados como “até então inexplicáveis”. As informações foram arquivadas e estão disponíveis sob a Lei de Liberdade de Informação, mas os nomes dos testemunhos e outras informações pessoais foram eliminados para preservar a identidade das fontes e evitar sensacionalismo da mídia.