sábado, 31 de maio de 2014

Você conhece a história do Basilisco, a serpente fantástica da mitologia?! Fato ou farsa?!

Em algumas descrições, o basilisco é uma serpente fantástica. O antigo historiador Plínio Velho o descreve como uma serpente com uma coroa dourada e, no macho, uma pluma vermelha ou negra. Durante a Idade Média era representado como tendo uma cabeça de galo ou, mais raramente, de homem.


Para a heráldica, o basilisco é visto como um animal semelhante a um dragão com cabeça de galo; em outras descrições, porém, a criatura é descrita como um lagarto gigante (às vezes com muitas patas), mas a sua forma mais aceita é como uma grande cobra com uma coroa. De acordo com a lenda, o basilisco é capaz de matar com um simples olhar. Os únicos jeitos de matá-lo são fazendo-o ver seu próprio reflexo em um espelho, considerando-se que alguém chegue perto o bastante.

Pessoas proeminentes e racionais chegaram a crer na sua existência. O exemplo é Leonardo da Vinci, que escreveu que o basilisco é tão cruel que, quando não consegue matar animais com a sua visão venenosa, vira-se para as plantas e para as ervas aromáticas e, fixando o olhar nelas, seca-as. O famoso cientista disse que o animal é uma besta com um olhar venenoso que causaria ferimentos invisíveis.

O basilisco, junto com o grifo, o unicórnio e dragão, povoou a mentalidade das artes durante muito tempo, principalmente na Idade Média. Foram compostas peças teatrais, óperas, contos de aventura e muito mais onde o basilisco aparece, ora como um enorme inimigo a ser vencido, ora como um ajudante nas vilas medievas.


De acordo com os contos folclóricos europeus, principalmente da França e da Alemanha, o basilisco é descrito como um animal raríssimo que só pode ser tocado por mulheres. Além disso, seus inimigos mortais são os grifos, e seus aliados são os dragões. Para os vikings, tratava-se de um animal santificado, que merecia grande respeito porque ajudava a carregar as almas dos mortos ao paraíso do além para este grupo de povos.

Segundo os relatos folclóricos da Europa Central, é importante evitar um confronto direto com os basiliscos, pois se você enfiar uma espada neste ser, o seu sangue extremamente venenoso percorrerá a espada ou lança até alcançar o braço de quem o ataca, tendo que amputá-lo imediatamente para que a pessoa continue viva. Assim sendo, a melhor opção seria se aproximar da criatura utilizando um espelho como escudo, pois o melhor meio de espantá-lo é utilizar seu próprio reflexo, caso ele se deparasse com sua imagem refletida poderia ser morto pelo seu próprio olhar. Além disso, na Europa diz-se que se uma galinha pôr um ovo e este for chocado por uma rã, nascerá um basilisco.


De acordo com os antropólogos culturais, o basilisco ganhou fama na Europa medieval por causa dos seus curtos relatos na Bíblia cristã. Há citações sobre este ser mitológico no livro dos Provérbios, em Jeremias e em Isaías. Portanto, acredita-se que a forma do basilisco tenha vindo de criaturas mitológicas babilônicas ou egípcias, no período em que o povo hebreu esteve em cativeiro nestes dois lugares, no entanto não há um consenso quanto a isso.

Atualmente, usam o nome “basilisco” para um estranho lagarto tropical, membro da família da iguana, que pode ser encontrado nas florestas úmidas da América Central. O que há de curioso nele é que pode correr sobre a água por curtas distâncias (razão pela qual também é conhecido como “lagarto-jesus”), com as pernas dianteiras erguidas e o corpo quase ereto.