sábado, 8 de março de 2014

Você sabe quais são as classes sociais e como elas são divididas?

Nos últimos anos temos ouvido notícias de que a classe média aumentou no Brasil, que a classe alta nos Estados Unidos sofreu um duro golpe durante a crise imobiliária, que a classe baixa aumentou assustadoramente em alguns países da Europa. Entretanto, você tem ideia de como são fundamentadas as teorias para definir se alguém é da classe média ou da classe alta, por exemplo? Na realidade, cada país tem sua metodologia e hoje vamos entender um pouco sobre isso.


Dependendo da fonte de estudos, no Brasil, as classes sociais são aquelas que se fundamentam necessariamente nos valores do salário mínimo. Assim sendo teríamos:

Classe miserável – Renda de até um salário mínimo por família
Classe baixa – Renda de um até dois salários mínimos por família
Classe média baixa – Renda de três até cinco salários mínimos por família
Classe média – Renda de seis até dez salários mínimos por família
Classe média alta – Renda de onze até 19 salários mínimos por família
Classe alta – Renda de mais de 20 salários mínimos por família


Outra classificação utilizada no país é aquela que explica o fenômeno dos “emergentes” ou chamados “novos ricos” do Brasil:

Classe A1: inclui as famílias com renda mensal maior que R$ 14.400
Classe A2: maior que R$ 8.100
Classe B: maior que R$ 4.600
Classe C: maior que R$ 2.300
Classe D: maior que R$ 1.400
Classe E: maior que R$ 950
Classe F: maior que R$ 400
Classe H: Bolsa Família Média de 2013 = R$ 97,00



Muitos teóricos de sociologia e economia afirmam que dentro do sistema capitalista temos, na realidade, somente três classes sociais: a classe alta, a classe média e a classe baixa. A decomposição destas classes seria sem necessidade, mas somente para facilitar estudos econômicos e sociais. Atualmente o país vive o que chamamos de um fenômeno muito grande, parecido com o ocorrido nas décadas de 1950 e 1960: o aumento da classe média, graças ao boom econônico, que facilitou a entrada das mais baixas classes a poderes de consumo.

A distribuição de classes no Brasil é distorcida pela desigualdade social. Os 10 % mais ricos da população nacional, ou seja, toda a classe alta brasileira, chegava, em 1980, a controlar 51% de toda a renda disponível no país. Se somarmos a esse contingente a parte mais rica da classe média brasileira, ou seja, outros 10 % da população nacional, notaremos que essa parcela de apenas 20% controlaria quase 67% de toda a renda nacional.


As classes sociais nos Estados Unidos...
A estrutura social dos Estados Unidos é um conceito vagamente definido que faz uso de termos e percepções comumente usados no país. Entre eles estaria a renda anual do lar, o nível de educação e a ocupação daqueles que estão em idade economicamente ativa. Na estrutura de estudos econômicos, nos Estados Unidos, temos as seguintes classes sociais:

Upper class, a classe alta: aqueles com enorme influência, riqueza e prestígio. Membros desse grupo têm uma tremenda influência sobre as principais instituições do país. Essa classe compõe cerca de 1% da população total do país e retêm em torno de um terço de todas as riquezas. Têm renda igual ou superior a US$ 200.000 anuais (R$30.000 por mês);
Upper-middle class, a classe média alta: consiste dos chamados “profissionais do colarinho-branco” com alta qualificação (certificados, diplomas, cursos, doutorados, pós-doutorados, etc.) e uma renda alta. Os trabalhadores dessa classe normalmente gozam de grande liberdade e autonomia no ambiente de trabalho, fato que resulta em uma alta taxa de satisfação em relação aos seus empregos. Considerando sua renda média, aqueles que compõem essa classe são cerca de 15% da população americana. Sua renda varia de US$ 62.500 a US$ 150.000 anuais (R$9.300 a R$22.000 por mês);
Middle class, a classe média: são profissionais de qualificação intermediária, podendo ou não possuir educação superior. A transferência de empregos para países em desenvolvimento aparece como sendo o principal problema desse estrato social, afetando a sensação de segurança no emprego. Famílias típicas dessa classe possuem, em média, renda dupla combinada (dois indivíduos trabalham) e portanto têm uma renda equivalente àqueles profissionais da classe média-alta (como os advogados). No geral, possuem uma renda que pode variar de US$ 32.000 até US$ 62.500 anuais (R$ 4.800 a R$ 9.300 por mês);
Working class, a classe dos trabalhadores: de acordo com alguns estudiosos, essa classe pode chegar a representar a maioria da população americana e pode também ser chamada de classe média baixa (lower-middle class). Ela inclui os chamados “profissionais de colarinho-azul”, assim como alguns “colarinhos-brancos” que ganham salários relativamente baixos, além de não possuírem diplomas de ensino superior. Perfazem cerca de 45% da população americana que não frequentou o ensino superior. Possuem renda que pode variar de US$ 15.000 até US$ 32.000 anuais (R$ 2.250 a R$ 4.800 por mês);
Lower class, a classe baixa: essa classe inclui os pobres e os membros sem instrução e marginalizados da sociedade americana. Embora grande parte desses indivíduos possua emprego, é comum que fiquem no limiar da pobreza. Muitos só possuem o diploma de conclusão do colegial. Possuem renda inferior a US$ 15.000 anuais (R$ 2.250 por mês).