terça-feira, 18 de março de 2014

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (32)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Como os europeus reagiram ao aparecimento da sífilis?
As pestes e epidemias de todos os tipos eram vistas pelo povo como castigo dos deuses sobre um mundo corrompido e corrupto, como punição à imoralidade dos homens. A doença venérea sífilis foi identificada pela primeira vez em 1495 entre soldados franceses, nos quartéis em Nápoles, na Itália, espalhando-se rapidamente por toda a Europa. Ficou assim, na época, conhecida como “doença francesa”. As condições existentes na Europa na época propiciaram muito o avanço da sífilis, pois o número de bordéis e prostitutas era gigantesco; como não havia cura e matava em pouco tempo, seria a “Aids da época”. Os escoceses foram os primeiros a perceber que a doença se espalhava por contato sexual. Para proteger seus cidadãos da “doença francesa”, o Conselho de Aberdeen declarou que todas as prostitutas deixassem de “trabalhar”, sob pena de serem marcadas com ferro em brasa. Pouco adiantou, e a sífilis foi o mal do sexo até o século 19.


Tomar café forte ou banho gelado combatem a ressaca após a bebedeira?
Não. Isso é lenda. Somente o fígado tem a capacidade de processar o álcool ingerido, e mesmo assim num ritmo constante, que não pode ser acelerado. Um banho gelado ou um café forte só deixam a pessoa com ressaca molhada e mais desperta.

Por que o pé de coelho é sinal de boa sorte?
O pé de coelho é considerado um talismã desde 600 a.C. Uma soma de várias características fizeram do coelho um animal capaz de afastar desgraças, tais como: os coelhos já nascem de olhos abertos, sugerindo uma sabedoria enorme; passa grande parte da sua vida debaixo da terra, o que sugere uma conexão com o lado mais misterioso e profundo; é prolífero, sugerindo riqueza e prosperidade. Ninguém sabe ao certo por que o pé foi escolhido como símbolo da sorte, talvez por alguma associação fálica ou de fertilidade.


E se a Terra parasse de fazer o movimento de rotação?
Em primeiro lugar, se a Terra parasse de girar em torno do seu eixo (movimento de rotação, o que gera a sucessão dos dias), haveria uma destruição total de tudo por conta do movimento de freio repentino, uma vez que o planeta roda em torno de si mesmo à velocidade de 105 mil quilômetros por hora (ou trinta quilômetros por segundo), o que é surpreendente! Imagine uma freada a essa velocidade; tudo seria arremessado nesta velocidade e nada sobreviveria. Entretanto, no caso de ocorrer uma frenagem lenta, a parte que ficaria exposta ao Sol com o dia eterno teria a população sofrendo com o calor excessivo e a natureza descontrolada, sem o período de descanso da noite. Já a parte da noite eterna também sofreria, mas com a perda de calor, ficando em um frio eterno; da mesma forma que o outro lado, a natureza ficaria descontrolada por não haver a sucessão de dias e noites para se equilibrar. Ou seja, de uma forma ou de outra, a humanidade perderia muito e todos nós pereceríamos ou no dia escaldante, ou na noite gélida. Curiosamente a velocidade de rotação da Terra, por efeito das marés luni-solares, vem diminuindo ao longo dos séculos: atualmente, o dia aumenta em 2,5 milissegundos a cada século!

O que significam as diferentes cores dos anéis do símbolo dos Jogos Olímpicos?
O símbolo dos Jogos Olímpicos foi criado em 1914 pelo Barão de Coubertin, criador dos jogos contemporâneos, que começaram em 1896. De acordo com a sua concepção, os anéis representam os cinco continentes unidos sobre fundo branco, representando a paz entre as nações. O anel azul representa a Europa; o preto, a África; o amarelo, a Ásia; o verde representa a Oceania; e o vermelho, as Américas. Vale ressaltar outra curiosidade: essas cores foram escolhidas porque são aquelas que aparecem em todas as bandeiras dos países do planeta. Curiosamente, nos anos 1920 e 1930 tentaram criar um novo símbolo para as Olimpíadas, mas a tentativa não obteve sucesso.


Para os muçulmanos, todos nós somos “infiéis pecadores”?
Muitos grupos extremistas muçulmanos, que praticam atos terroristas, dizem que o Ocidente é formado por uma massa gigantesca de infiéis – principalmente nos Estados Unidos. Entretanto, é importante ressaltar que não são todos muçulmanos que são terroristas, mas sim os terroristas que usam a causa do Islamismo para atuarem em seus interesses geopolíticos contra o Estado de Israel e os Estados Unidos. Segundo a teologia islâmica, todos cristãos e judeus também são fiéis, uma vez que, junto com os muçulmanos, todos cremos no mesmo Deus único: Javé – Alá não é um “outro deus” para os islamitas, mas apenas a tradução para o árabe da palavra “Deus”. Para quem não sabe, o Islã foi fundado em 632 d.C. pelo profeta Mohammad (Maomé), misturando crenças católicas, judaicas e credos folclóricos tradicionais das arábias. Portanto, por todos crerem no mesmo Deus Único (monoteísmo), e terem a mesma ascendência, segundo o próprio Alcorão (livro sagrado islâmico), os verdadeiros praticantes do islamismo, do judaísmo e do cristianismo terão o Paraíso e serão salvos com a chegada do fim dos tempos, o Juízo Final, por concordarem que Javé é o Único Senhor de todos os tempos e eras.