terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Você conhece o folclore da Besta de Exmoor?!

A Besta de Exmoor é um dos seres que povoam o folclore da Grã-Bretanha e norte da França. Seria um enorme felino culpado pelas mortes de centenas de animais das fazendas na região de Exmoor, Inglaterra, na década de 1980, depois se espalhando por toda Grã-Bretanha e atravessando o Canal da Mancha até o norte da França. A estranha criatura também foi considerada responsável pela morte de 200 animais em uma fazenda no ano de 1987. Entre os ataques mais recentes, está uma ovelha achada em agosto de 1995, que teve sua garganta arrancada e apresentava um rasgo na pele que ia das orelhas até os ombros.



Descrições da Besta de Exmoor indicam que se trata de um grande felino, negro ou cinza escuro, que possui um longo rabo. John Milton, um dos poucos que disseram ter visto o estranho animal, informou que a besta teria olhos verdes, ao observar o animal que, segundo ele, cruzou a frente de seu carro na estrada. O suposto felino também ficou conhecido por saltar grandes cercas com mais de 3 metros de altura.

Investigadores da criatura estudaram todas as possíveis teorias, inclusive raposas e cachorros selvagens. O modo como as ovelhas e outros animais foram atacados sugerem que realmente um grande felino foi o responsável pelas mortes. Felinos costumam atacar primeiramente o pescoço de suas vítimas, quebrando ou arrancando a garganta. Cães por outro lado, atacam de todos os ângulos, inclusive as partes traseiras e pernas. Raposas seriam um predador improvável, pois elas são pequenas e não teriam força para derrubar um animal de grande porte. O problema com essa teoria é que não existe nenhum grande felino nativo de Exmoor.

Nos anos 90, com a onda dos chupacabras (foto abaixo) no continente americano, muitos crédulos começaram a tentar ressuscitar a história de Exmoor, alegando que poderia ser uma gênese do chupacabras o ser que andou atacando as fazendas britânicas. O fato é que, na época dos ocorridos na Europa, uma verdadeira histeria coletiva atacou a população das fazendas: foram feitas vigílias noturnas à caça, foram postas cercas eletrificadas, a compra de armas de fogo aumentou absurdamente, os relatos de possíveis testemunhas cresceu, mas nada de concreto trazia à luz a solução para este mistério.



Apesar da tentativa da época em ligar os ataques da “besta” com os chupacabras, não havia elo algum. No caso europeu, as vítimas não tinham o sangue sugado, mas eram realmente atacadas e devoradas pelo que realmente parecia ser um enorme felino, maior até que um tigre. Nesse meio tempo, a região de Exmoor começou a ganhar movimento turístico de pesquisadores e curiosos que, assim como o caso do Pé-Grande, tentavam recolher possíveis provas da existência do estranho animal; grupos de observação foram organizados, grupos de vigília passeavam pelas colinas de Exmoor à noite com câmeras fotográficas especiais – tanto que algumas possíveis fotos estão espalhadas pela internet.


No entanto os que pesquisam a “besta” acreditam que esse seja um exemplo de micro-evolução. Os felinos (sendo eles mais de um) seriam o resultado do possível acasalamento entre um puma e um leopardo, criando-se assim uma nova espécie de predadores ainda sem classificação e estudos internacionais. Considerando a adaptabilidade dos pumas, essa nova espécie teria se ajustado em um novo ambiente sem muitos problemas, no caso Exmoor. O comportamento desses felinos, porém, seria semelhante ao da pantera, noturnos, morariam em florestas e seriam altamente reservados.

Nos dias de hoje os ataques simplesmente cessaram como se as tais “bestas” tivessem todas morrido ou teriam sido abduzidas (durante o auge dos ataques houve quem dissesse que se tratava de uma experiência alien solta na Terra). Nos dias de hoje, grande parte dos biólogos crê que a Besta de Exmoor não era uma “besta” sobrenatural em si, mas realmente o cruzamento de duas espécies solta nas planícies e colinas britânicas. Para esses estudiosos, não há mais o que estudar ou especular.