sábado, 25 de janeiro de 2014

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (30)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Como surgiu a palavra “táxi” para os veículos de aluguel?
O começo vem do inglês “taxi”, redução de “taxicab”, que por sua vez é outra redução de “taximeter cab”, expressão formada de “taximeter”, que vem do francês “taximètre”, que significava “máquina de taxar”, além do “cab”, que é abreviação de “cabriolet”, que em francês significava tanto “carro” quanto “carruagem”.

Qual foi a primeira cidade do Brasil?
Apesar de Portugal ter chegado ao Brasil em abril de 1500, até cerca de 1530 o país europeu não teve o menor interesse por nossas terras até ter seu comércio com o Oriente ameaçado por vários fatores. Por isso, só em janeiro 1532 foi fundada a nossa primeira cidade, São Vicente, no litoral de São Paulo. Os portugueses tinham preferência em se instalar em ilhas para defesa e fuga em caso de ataques de corsários europeus ou indígenas.


Quem são os quatro reis do baralho de cartas?
Alguns preferem a descontração do truco; outros preferem a elegância do pôquer; outros preferem jogar paciência. Seja como for, um simples baralho pode garantir diversão solitária ou em grupo. Mas poucos sabem da simbologia por trás das cartas, e que os quatro reis dos naipes representam reis de verdade, que existiram e são personagens históricos importantes. O rei de espadas representa o bíblico Rei Davi; o rei de copas representa o Rei Carlos Magno, que unificou a França; o rei de ouro é Júlio César, dos tempos romanos; e o rei de paus representa Alexandre O Grande, que criou um império enorme que ia da Grécia até a Índia.

Qual a origem da peruca?
Alguns estudos demonstram que os egípcios e assírios tinham o costume de oferecer sua cabeleira aos deuses, prática esta que deixava homens, mulheres, crianças e idosos carecas. Quando tinham necessidade de ir à rua, cobriam a cabeça com tiras de pano, turbantes ou mechas de pelo do rabo do cavalo, imitando cabelo natural. Assim, a moda acabou pegando e se tornando algo comum. Na Europa, a peruca foi introduzida por volta do século 14 para esconder a calvície de alguns nobres. Luís III, que era calvo, adotou a peruca oficialmente na corte. Luís XIV, o Rei-Sol, incentivou a moda e espalhou-a nos centros elegantes da Europa, tanto como adorno quanto como sinal de dignidade. Para a Inglaterra a peruca foi levada por Carlos II, também calvo. Em pouco tempo toda a corte inglesa adotou a inovação de seu monarca. Em alguns países a peruca branca ainda e usada nos tribunais por membros e juízes. Vale ressaltar que tanto no Egito Antigo como na Europa, por muitas vezes, as perucas foram usadas porque as pessoas ficaram carecas durante infestações de piolhos.


Por que uma pessoa malvada é chamada de vilã? Isso tem algo a ver com vilas?
Tudo tem início no latim “villanu”, o mesmo que “habitante da vila”, ou “camponês”. Em português, inicialmente, o sentido de “vilão” era somente este. Depois, por sua oposição à aristocracia e ao homem que vivia nas cidades, “vilão” virou sinônimo de gente rude e muito pobre. Por causa disso é que, com o tempo, o vilão que era somente um pobre, ganhou sentido de um sujeito porco, rude, de modos incomuns e, portanto, malvado.

Como surgiu a expressão de que algo “é de tirar o chapéu”?
Essa expressão foi trazida para o Brasil no século 17, pelos portugueses colonizadores, que por sua vez seguiram os costumes instituídos por Luís XIV, na França, conhecido como Rei-Sol. Luís XIV fez um decreto disciplinando o uso do chapéu. O chapéu só deveria ser retirado em ocasiões especiais e com movimentos que determinavam o grau de reverência. Nos casos mais cerimoniosos, tirava-se o chapéu e inclinava-se ligeiramente a cabeça. Nos movimentos de gala, ou de intensa euforia, tirava-se o chapéu, dava-se uma grande volta sobre a cabeça até que sua aba tocasse o chão. Mas este ritual só acontecia quando a situação era realmente de “se tirar o chapéu”!

Na realidade, o que eram os bacanais?
A palavra “bacanal” tem origem no deus grego do vinho, Baco. Os bacanais foram introduzidos em Roma vindos da cultura grega. Eram secretos e frequentados somente por mulheres durante três dias no ano. Posteriormente, os homens foram admitidos nestes rituais e as comemorações passaram a acontecer cinco vezes no mês. A má reputação dos bacanais, nos quais ocorriam as mais grotescas vulgaridades e onde todos os tipos de crimes eram cometidos, uma vez que todos os participantes estavam embriagados, levou à publicação de um decreto por parte do senado, em 186 a.C., proibindo tais “festinhas” em toda Itália. Embora fossem aplicadas punições severas àqueles que infringissem a lei, os bacanais demoraram ainda muito tempo até serem erradicados.