terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (29)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

De onde vem a canção “Parabéns pra você”?
A cantiga de aniversário “Happy birthday” foi criada por duas professoras primárias americanas, Milfred Smith e Patricia Hill. No início, a canção se chamava “Good morning to all” (“Bom dia a todos”), e era apenas uma saudação matinal para seus aluninhos. Em 1924, os versos da canção foram alterados por uma editora musical, de olho naquela melodia pegajosa. Já a versão brasileira da música é da poetisa e escritora Bertha Celeste Homem de Melo, falecida aos 97 anos em 1999. A tradução, segundo ela, feita em cinco minutos, sagrou-se a grande vencedora do concurso da Rádio Tupi, realizado pelo Programa do Almirante, em 1939. A versão caiu no gosto popular e tem sido até hoje cantada a cada parabéns.


Por que a ferradura é considerada um amuleto de sorte?
De acordo com a lenda de São Dunstan, ferreiro inglês da Idade Média, ele recebeu a visita de um homem que lhe pediu que colocasse ferraduras em seus próprios pés, supostamente cascos fendidos. Dunstan teria reconhecido rapidamente seu freguês como o diabo e explicou-lhe que, para executar o serviço, teria que algemá-lo à parede. O ferreiro fez com que o serviço fosse tão demorado e doloroso (tornando-se uma tortura enorme) que o diabo pediu clemência para parar com isso. Dunstan só o soltou depois que ele jurou nunca mais entrar em uma casa que apresentasse uma ferradura acima da porta.


O que usar em caso de contusão: compressa fria ou quente?
Se você acabou de levar uma pancada ou torceu o pé, segundo os médicos, o ideal é fazer uma compressa de gelo. O frio é anestésico, contrai os vasos e diminui o inchaço e a dor. Depois de algumas horas da contusão, alterna-se entre frio e calor. Para uma lesão mais antiga e mal tratada, recomenda-se, na maioria dos casos, calor, que irá relaxar os músculos e minimizar as inflamações e tensões.

Como funciona a “luz negra”?
A “luz negra”, conhecida como a vedete da noite que pode ser observada em boates e casas de shows, emite na realidade um pouco de luz violeta e uma grande porcentagem de raio ultravioleta, ambos invisíveis aos olhos humanos. Quando esses raios incidem sobre superfícies fotoluminiscentes – que absorvem esses raios –, eles devolvem ao ambiente raios com frequências menores, causando efeitos luminosos como as camisetas brancas “fluorescentes” vistas nas pistas de dança. A título de curiosidade, a abelha é um dos animais que consegue ver o raio ultravioleta.


O que o medicamento Viagra tem a ver com uma poderosa cachoeira?
Quem explica a origem do nome é o fabricante, o laboratório Pfizer, que afirma que o nome fora escolhido por acaso. Segundo diz, foi a mistura do cruzamento de duas palavras: “vigor” + “Niagara” (as poderosas cataratas que fazem divisão dos Estados Unidos com o Canadá). Assim nasceu o Viagra.



É verdade que os ursos hibernam e dormem o inverno todo?
Os ursos não hibernam, ao contrário de como mostram os desenhos animados. Embora durmam a maior parte do inverno, o sono deles não é propriamente uma hibernação em si. No máximo, uma soneca mais prolongada. Quando hibernam, os animais têm sua atividade metabólica reduzida, a temperatura do corpo diminui e as batidas do coração ficam praticamente imperceptíveis. É um estado próximo da morte, digamos assim. Quem hiberna em geral não consegue ser acordado. E esse não é o caso dos ursos, que chegam até a dar à luz em suas tocas no inverno. Eles mantêm suas atividades corporais durante o inverno, movimentam-se nas tocas e, quando a temperatura está mais amena, até arriscam uma caçada no meio da neve.

Maquiavel escreveu mesmo “Os fins justificam os meios”?
Ao contrário do que diz o folclore, o escritor, filósofo e pai da política moderna, Nicolau Maquiavel (1469-1527) jamais escreveu em seu clássico livro “O príncipe” a frase “os fins justificam os meios”. É verdade que tal ideia permeia a obra, mas não consta literalmente lá essa frase. Outra frase atribuída erroneamente a ele é: “Mais do que ser, é importante parecer ser”.

Por que os orientais são conhecidos como “raça amarela”?
Não é por causa da cor da pele. Existe na China um importante rio chamado Rio Amarelo, que nasce no Planalto Kukunoor e vai até a Mongólia. Ele atravessa as planícies e deságua no Golfo de Pechili, num curso de quase cinco mil quilômetros de extensão. De tempos em tempos, quando o Rio Amarelo (conhecido na China como Hoang-ho) inundava, tudo o que era alcançado pela lama ficava tingido de amarelo. A tinta impregnava as roupas e a pele dos chineses, que passaram a ser conhecidos como “amarelos”.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Monte Rushmore, um momumento à supremacia branca: fato ou farsa?!

O Monte Rushmore, em inglês Mount Rushmore, localiza-se no condado de Keystone, no Estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos. É o principal ponto turístico daquele Estado, e uma das maiores figuras do patriotismo e nacionalismo norte-americanos. Entretanto, alguns autores e pesquisadores afirmam que o Monte Rushmore esconde mensagens subliminares muito maiores do que poderíamos supor.


Sobre o monumento...
É um monte onde estão esculpidos os rostos de quatro importantes presidentes da história dos Estados Unidos, em ordem: George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln. Ideia do pintor e escultor Gutzon Borglum, inicialmente, era para ser feito apenas um busto, mas houve muita indecisão em relação a qual deveria ser construído, uma vez que seria demonstrar superioridade de um sobre os demais outros. Após a decisão do primeiro busto a ser construído (o de George Washington, primeiro presidente do país), foram montados os primeiros andaimes em 1927. Demorou 15 anos para a obra ser terminada.

Os gigantescos rostos, de 15 a 21 metros de altura, de George Washington, Thomas Jefferson, Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt foram construídos com modernos instrumentos de engenharia, dinamite e martelos pneumáticos a 150 metros de altura, na região de Black Hills. Borglum morreu pouco tempo antes de completar o seu trabalho. Terminada por seu filho, a obra foi finalmente inaugurada em 1941.


Sobre o artista criador...
John Gutzon de la Mothe Borglum nasceu nos Estados Unidos em 1867 e morreu em 1941. Ficou conhecido por ter criado os enormes bustos dos quatro presidentes norte-americanos no monumento do Monte Rushmore. Estudou Educação Artística nos Estados Unidos e fez uma extensão em Paris. Em 1916 começou a talhar a Stone Mountain, no Estado da Geórgia, um gigantesco baixo-relevo comemorativo da Confederação, até que desavenças com as autoridades pararam a obra.

Trabalhou no monumento do Monte Rushmore de 1927 até à sua morte em 1941. Os rostos, que se encontram a uma altura de 152 metros, medem de 15 a 21 metros de diâmetro, o que não impede que sejam dotados de grande realismo na sua expressão e detalhe. Depois da sua morte, o seu filho Lincoln terminou o projeto.


Um dos detalhes mais controversos é que Borglum era um artista extremamente elitista e aristocrático. Era contra a ideia de abolição dos escravos e, quando adulto, passou a ser um disseminador de algumas ideias, como: antissemitismo, racismo contra negros, xenofobia, preconceito contra indígenas e era membro da Ku Klux Klan, grupo secreto que atuou nos Estados Unidos e teve destaque pela violência contra minorias.

Sobre as controvérsias de Rushmore...
O Monte Rushmore nasceu em meio a controvérsias da época em que foi construído. Primeiramente a partir do seu idealizador, um artista que, como dito acima, tinha problemas de aceitação dos negros, judeus e índios, além de atuar ativamente na KKK. Outros pontos envolvendo a polêmica do monumento são:


- Em 1876, a área onde está localizado o monumento foi desapropriada dos indígenas da tribo Lakota, da família dos sioux, passando esta a ser da União Federal. Com isso, os índios, donos verdadeiros daquela reserva, foram expulsos a balas pelo exército norte-americano;

- Historiadores apontam que, nas entrelinhas, o Monte Rushmore é um monumento à supremacia branca sobre as demais minorias. Seria, assim, o monte, uma lembrança aos índios de que a terra dos Estados Unidos foi uma conquista da supremacia dos brancos sobre os nativos. Assim, os quatro presidentes olhariam para a população numa perspectiva de “semideuses”;

- Em 2004, alguns historiadores soltaram a possibilidade de haver uma “cápsula do tempo” entre os rochedos restantes das explosões para formação dos rostos. Essa tal “cápsula” conteria teorias de Borglum sobre o futuro que ele gostaria para os Estados Unidos: sem negros, sem judeus, com segregação e até mesmo o retorno da escravidão ao mundo ocidental;

- Historiadores apontam que durante o momento da construção dos bustos, grupos pró-nativos queriam que, na realidade, os rostos conjugassem a mistura da formação dos Estados Unidos: um europeu, um negro e um índio, parecida com a teoria da mistura brasileira, criada por Gilberto Freyre no Brasil. Entretanto, a “supremacia branca” teria vencido;

- Uma das maiores controvérsias diz respeito ao chamado “Destino manifesto”, que é uma teoria historiográfica bastante controversa por si própria, onde diz-se que “o destino do branco é ‘civilizar’ o restante do planeta”. Foi assim que a Europa devastou culturas em todo planeta, e foi assim que os norte-americanos anexaram várias terras de outros povos e agrupamentos indígenas. Inclusive os quatro presidentes eternizados no monumento acreditavam no “Destino manifesto” e anexaram várias reservas indígenas ao território estadunidense;

- Desde 2012, grupos pró-nativos dos Estados Unidos alegam que o Governo Federal deveria indenizar os herdeiros dos índios Lakota pela expulsão daquelas terras e matanças indiscriminadas. A peleja está na Justiça e, muito provavelmente, jamais será decidida, sendo engavetada.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A história extraordinária (e verdadeira) de Mike, o frango que viveu dois anos sem a cabeça!

Mike foi o frango que nasceu em abril de 1945 e teve uma história surpreendente, muitas vezes considerada misteriosa, por outras vezes considerada milagrosa, pois viveu quase dois anos sem a cabeça, depois de uma tentativa de ser decapitado, vindo a morrer em março de 1947. Por suspeitas de ser apenas um boato, seu proprietário solicitou que a Universidade de Utah, na cidade de Salt Lake, o examinasse, confirmando sua autenticidade: o animal viveu por 18 meses sem a cabeça!


Como a história se passa no interior do interior dos Estados Unidos, na época que Mike andava pela terra sem cabeça, muitas pessoas pensaram em sinais e prodígios de milagre sobre a sociedade, como até mesmo sinal do fim dos tempos. Para outros, Mike vivendo sem a cabeça era sinal de que Deus teria enviado uma resposta aos céticos e ateus de que Ele vive, e poderia tornar aos nossos olhos o impossível em possível.

Um pouco sobre a vida de Mike...
Em 10 de setembro de 1945, o fazendeiro Lloyd Olsen recebeu sua sogra para o jantar, e foi procurar um frango para sua esposa preparar. Olsen não decapitou completamente a ave, de cinco meses e meio, que veio a chamar de Mike. Não completamente certo sobre o que fazer com a sua cabeça, Olsen na primeira noite após a decapitação, deixou que Mike dormisse com ela sob sua asa; diante do fato, Olsen resolveu suspender aquele jantar.

Apesar do trabalho de Olsen, Mike, agora sem cabeça, podia ainda se balançar em uma vara e andar desajeitadamente. Como a ave não morreu, Olsen decidiu continuar a cuidar dela, alimentando-a com uma mistura de leite e água usando um conta-gotas; foi alimentado também com pequenos grãos de milho. Infelizmente, ocasionalmente Mike ficava afogado em seu próprio muco, que a família Olsen removia usando uma seringa.


Diante da estranheza do fato e por ter pena do animal, a família Olsen decidiu adotar o frango como animal de estimação, chamando-o de Mike. Cuidavam carinhosamente dando-lhe comida pacientemente com o conta-gotas e sugando-lhe o muco produzido pelo seu corpo para evitar que se afogasse. A rotina era pesada, pois durante a madrugada era necessário algum membro da família fazer plantão para sugar com a seringa as secreções do animal, evitando que se afogasse.

Quando se acostumou com seu novo e incomum centro de massa, Mike podia facilmente alcançar os poleiros mais elevados sem cair. Seu cantar, entretanto, consistia em um som gorgolejante feito em sua garganta. O fato de não ter cabeça não impediu Mike de ganhar peso; quando perdeu sua cabeça, tinha pouco mais de um quilo de peso, e quando morreu, já pesava três, sendo um galo grande e gordo.


A “fama” que Mike ganhou...
Uma vez que sua fama tinha sido estabelecida, Mike começou uma série de excursões e shows na companhia de outras criaturas como uma vitela de duas cabeças. Foi também fotografado para vários jornais e revistas. Como era de se esperar, Olsen foi criticado pelos, então equivalentes a ativistas dos direitos dos animais, que diziam que deveria ser terminado o trabalho que tinha começado – ou seja, sacrificar o animal, que poderia estar sofrendo.

Mike estava em exposição ao público por um custo de vinte e cinco centavos de dólar, e no auge de sua popularidade chegou a ganhar 4.500 dólares por mês. Uma cabeça cortada era também exposta com Mike, mas esta não era a cabeça original (que na realidade um gato tinha comido). Mike mais tarde foi examinado por membros de diversas sociedades humanitárias e foi declarado não estar sofrendo.


Morte de Mike...
Em março de 1947, em um hotel em Phoenix, quando voltava para casa de uma excursão, Mike começou a sufocar a meio da noite. Olsen tinha deixado as seringas de alimentação e de limpeza no local do show do dia anterior, sendo incapaz de salvar Mike. Lloyd Olsen alegou que tinha vendido a ave, tendo por resultado em histórias de que Mike andava ainda em exposição pelo país em 1949.

Os exames feitos após a sua morte, deixaram claro que a lâmina do machado tinha errado a veia jugular e um coágulo tinha impedido que Mike sangrasse até a morte. Embora a maior parte de sua cabeça estivesse num frasco, o tronco cerebral e um ouvido ficaram no seu corpo. Como a maioria das ações e dos reflexos de uma galinha são controladas pelo tronco cerebral, Mike podia permanecer bastante saudável. Muitas tentativas de reproduzir o fenômeno foram feitas, mas as aves não conseguiam viver mais que 11 horas após a decapitação.


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Pequeno humanoide desconhecido é encontrado no México e causa debates calorosos...

Em uma pequena propriedade rural da cidade de Santa Rosália Camargo, um casal de coletores de lixo reciclável encontraram o que poderia ser inesperado: um corpo mumificado de um pequeno e estranho ser, que não parece ser humanoide, apesar da semelhança. Muito pequeno, com aproximadamente 10 centímetros de comprimento – a criatura tem uma cabeça desproporcional ao corpo, braços e pernas –, aparentemente tinha corpo parecido a um anfíbio, capaz de se mover na água e uma espécie de rabo como de um mamífero qualquer.

Como você pode conferir na imagem abaixo do ser encontrado, é bastante difícil classificá-lo como uma espécie exata de animal ou de ser humano com alguma mutação em seu corpo. Os catadores que o encontraram entregaram à polícia local, que passou para pesquisadores de uma faculdade de biologia a fim de obterem o DNA e o estudo da origem deste ser misterioso.


A múmia chegou a ficar alguns dias exposta na casa dos coletores, o que atraiu muitos curiosos das redondezas, dentre eles um ufólogo em especial: Miguel de la Torre, presidente do grupo de investigações ESRA. Segundo ele, seu grupo tem fotografias e relatos de outras três criaturas semelhantes e também mumificadas. Enquanto isso, os membros da MUFON no México nunca se pronunciaram sobre o caso da múmia.

Neste momento, o estranho ser mumificado está guardado em uma estufa especial que diminui a umidade do ar e o protege, em uma faculdade de biologia próxima à cidade onde foi encontrada. O ser está à espera de um laudo mais sério em relação à coleta de materiais, como o DNA. Enquanto isso, alguns moradores de Santa Rosália Camargo têm duas afirmações: (1) trata-se de um filhote de chupacabras e (2) trata-se de um pequeno demônio que poderia ter sido mumificado no tempo dos astecas.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Você sabia que a morte era um espetáculo público muito comum até o século 18? Veja mais...

Hoje em dia, mesmo a imprensa marrom, sensacionalista, tenta evitar imagens cabulosas de corpos de seres humanos dilacerados, queimados, destruídos, cortados etc. Entretanto, para quem tem curiosidade e estômago de aço há sites específicos em mostrar fotos de perícias com pessoas atropeladas, mortas em acidentes de carro, suicídios, famosos mortos, casos de repercussão nacional etc. Mas nem sempre foi assim e por muito tempo a humanidade foi sádica e gostava de assistir em público este espetáculo macabro.


Até por volta do final do século 18, nas Américas e na Europa, as penas contra escravos e penas de morte eram espetáculos públicos feitos na praça principal das cidades para servir de exemplo, quando até mesmo lembrancinhas eram vendidas para aquele dia “inesquecível”. Existem exemplos na historiografia que assustam pela frieza como a humanidade lidou com a dor do próximo durante tantos séculos; portanto, se você não sabe, o papo de direitos humanos surgiu há pouco mais de 200 anos.

O pelourinho era um instrumento de tortura bastante peculiar nas colônias americanas com mão de obra africana. Tratava-se de um pequeno obelisco (de madeira, ou de concreto) onde os escravos eram amarrados sem roupas e açoitados até terem sua pele aberta pelas profundas feridas. O pelourinho era localizado bem no centro das vilas e cidades, geralmente ao lado das câmaras dos “homens bons” – homens ricos, colonizadores. Historiadores explicam que isso feito em público servia de exemplo para outros escravos, mostrando: “Vejam bem o que pode ocorrer a vocês se fizerem o mesmo que este”.


Outra situação de terror era a condenação à pena de morte, principalmente no período das Inquisições (católica e protestante). Enforcamentos, incinerações com indivíduos vivos, esquartejamentos: tudo isso era espetáculo público que atraía pessoas, até mesmo crianças, para assistirem como se fosse uma peça de circo ou uma comédia de teatro de feira. A morte, até o século 18, era um verdadeiro espetáculo público. Um dos exemplos vem de um pastor calvinista em viagem pela Alemanha do século 17, em guerra religiosa; segundo ele, uma incineração de sete católicos em uma vila protestante juntou na praça mais de 3 mil pessoas vindas de inúmeras partes da região, inclusive crianças.

Um período ainda mais negro da nossa história é a Revolução Francesa, principalmente quando houve o chamado “Reinado do terror”. Nesta época, no século 18, cerca de 200 pessoas eram mortas por guilhotina em Paris, e esse meio de morte passou a ser conhecido como “viúva negra”. Apontam os relatos que os cemitérios já não tinham mais espaço para tantos corpos e o Rio Sena ganhou a tonalidade vermelha do sangue e inúmeros corpos boiavam e inchavam em puro apodrecimento enquanto Paris, “cidade luz”, se tornava um enorme odor de carniça com urubus voando baixo.


Se você que lê este post se pergunta se as pessoas não tinham repúdio de assistirem a tais cenas, respondo que não. Mas não porque eram seres humanos maus e hoje somos bons. Mas sim porque naquela época não havia tantas regras referentes ao indivíduo, à sua proteção e nem mesmo as crianças eram vistas como tal, trabalhando até 12 horas por dia nas fábricas de tecelagem. Conceitos como individualismo, humanidade, respeito mútuo e direitos humanos só vieram após os críticos do período do “Reinado do terror” perceberam que já era demais tantos mortos boiando no Sena, tornando Paris um grande chiqueiro sangrento.

Imagine que as pessoas cresceram e foram criadas vendo pestes, doenças, falta de saneamento, falta de higiene, falta de médicos acessíveis. Então assistir a uma epidemia mortal era comum. Guerras e revoltas irrompiam com maior facilidade pela falta de governos centralizados – principalmente na Alemanha e na Itália; assim, a morte era algo tão comum naquela época como hoje para nós é assistirmos a esses telejornais sensacionalistas ou imagens de guerras distantes enquanto estamos no conforto de nossas camas e sofás.


O pensamento daquele período – até o século 18 – era de que muitos fins justificavam os meios, como castigar violentamente escravos a fim de amedrontar os demais. Ou então que era melhor mostrar em uma praça pública o enforcamento de alguns para que outros “entrassem nos trilhos”. Foi assim no século 17 em Salem, com o famoso caso conhecido como “Bruxas de Salem”, quando várias pessoas foram condenadas por bruxaria por fanáticos religiosos.

Muitos historiadores contemporâneos expõem que não devemos julgar a sociedade daquela época, mas sim tentar entender a mentalidade destas pessoas e o porquê de elas fazerem da morte um verdadeiro teatro macabro nas ruas, praças e vilarejos de todo o planeta ocidental, dito como “civilizado”. É esta dicotomia que nos dá tanto material para estudarmos os setores e instituições da humanidade.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

As indústrias ACME realmente existem? De onde vem esse nome? Por que é tão popular nos desenhos?

Acme é uma palavra usada genericamente para uma sociedade de fábricas chamada Acme Corporations, fictícia no universo dos desenhos Looney Tunes – Pernalonga, Patolino, Piu-Piu, Frajola, Papaléguas etc. Foi fundada pelo pessoal da Warner Brothers que trabalhava no Terraço Termite. Os primeiros produtos a saírem das fábricas foram rolhas de cortiça, e foram vistos pela primeira vez em 1933 nos desenhos animados.

A companhia Acme reapareceu em um desenho do Hortelino Troca-Letras com um kit para aprender boxe por correspondência. Contudo, a maior parte dos produtos é vista nos desenhos animados do Papa-Léguas e Coiote. Foi nesta série que a “empresa” ficou famosa. Tomando em consideração o número de encomendas feitas pelo Coiote, incluindo produtos defeituosos, presume-se que ele é o melhor cliente da companhia.





A Acme em português e seu contexto no Brasil...
Acme vem do grego “akmé” e significa “o ponto mais alto de algo ruim”. Por isso seus produtos nunca funcionam, ou nunca funcionam como deveriam. No contexto brasileiro, seria o que o grupo Casseta & Planeta criou sob nome de Organizações Tabajara: produtos mirabolantes que não existiam e ainda não asseguravam segurança e funcionalidade aos usuários. Assim, a grosso modo, a Acme seria a Organizações Tabajara dos Estados Unidos das décadas de 1930 a 1960.

Um pouco mais sobre a companhia...
A atividade da Acme nunca é definida, mas ela aparece como um conglomerado podendo fabricar não importa qual produto, e oferecer não importa qual serviço imaginável, e pouco importando a extravagância ou sua inutilidade. De acordo com alguns membros dos estúdios Looney Tunes, a sigla significaria “American Company Making Everything” (Companhia Americana Faz Tudo), ou então “A Company Makes Everything” (Uma Companhia que faz Tudo).


Nos desenhos animados do Papa-Léguas, produtos Acme são frequentemente comprados pelo Coiote, que encomenda armas, fuzis e outros dispositivos, nas suas tentativas inventivas e sem fim para capturar o Papa-Léguas. Encontram-se igualmente produtos da Acme em episódios do Pernalonga e Patolino. Em geral, somente “vilões” têm a tendência de comprar produtos da empresa.

Os produtos da companhia têm uma tendência a não funcionarem no momento certo, pondo assim o dono do produto em posições de perigo, tais como as que o fazem ser esmagado por uma pedra, cair num precipício ou ser explodido assim que olha no buraco da bala do canhão. E é por isso que também se faz presente a origem grega do nome, conforme vimos anteriormente.

Os produtos da Acme podem ser encomendados somente pelo correio. Por outro lado, o serviço de entrega é dos mais eficazes, senão o melhor de todos. O cliente tranquilamente posta sua encomenda, e espera calmamente ao lado da caixa postal, e recebe o produto em menos de três segundos, mesmo em pleno deserto.


Aparições em outros desenhos...
- Na 11ª temporada de “Os Simpsons”, é usada uma bigorna cuja marca é Acme;
- Em um dos episódios de “O pequeno Scooby-Doo”, aparecem os biscoitos caninos Acme após a falência da Companhia de Biscoitos Scooby;
- O laboratório onde vivem os personagens Pink e Cérebro chama-se Laboratório Acme;
- No desenho animado “Carmen Sandiego”, há alguns espiões que dizem aparecer a serviço da Companhia Acme;
- O nome da Acme também aparece em desenhos como: Garfield, Animaniacs, Pica-Pau, Tiny Toons e Pantera Cor-de-rosa.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

As estranhas luzes da Montanha Brown: fato ou farsa?!

As chamadas “estranhas luzes da Montanha Brown” são uma série de luzes supostamente fantasmagóricas relatadas nos arredores da Montanha Brown, no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. Tais luzes podem ser vistas da Rodovia Blue Ridge e da Autoestrada 181. Acabaram ficando tão famosas que apareceram em programas de TV, foram motivo de sensacionalismo e inúmeras teorias e boatos foram construídos ao redor delas, bem como vídeos na internet postados por observadores.


Além disso, ótimas visões de tais estranhas luzes ocorrem no topo da Table Rock, uma das mais importantes montanhas daqueles arredores. Com isso, a cidade de Morgaton tem explorado incessantemente o turismo – que já era forte. Isso porque a Montanha Brown fica dentro de uma reserva nacional de preservação, com muitos pontos turísticos, cachoeiras, bosques etc. Agora, as luzes atraem mais e novos tipos de visitantes – como ufólogos e parapsicólogos que tentam explicar o fenômeno. De acordo com os observadores mais assíduos, as luzes ficam mais fortes entre setembro e novembro.

História dos ocorridos...
O primeiro relato oficial destas estranhas luzes aparece em 24 de setembro de 1913, em uma reportagem do jornal “Charlotte Daily Observer”. No entanto, desde o século 18 já existiam esporádicos episódios de pessoas que falavam sobre o que ocorria na Montanha Brown com certo pânico. Ainda de acordo com a reportagem de 1913, um pescador afirmou ter visto luzes misteriosas de cores diferentes, acima do horizonte, todas as noites. Depois desta matéria, um funcionário do Departamento de Geologia dos Estados Unidos, D. Stewart, estudou o fenômeno e afirmou que as pessoas haviam visto luzes de trens e confundido com um fenômeno misterioso.

Entretanto, ao longo do tempo, foi sendo evidenciado que Stewart estava totalmente enganado e outros relatos foram aparecendo em outras partes da Montanha Brown, com luzes se erguendo em partes diferentes da floresta. Isso fez aumentar ainda mais o sensacionalismo e o mistério sobre a origem real do fenômeno. A partir desta frequência de relatos, o Departamento de Geologia decidiu estudar mais uma vez as luzes da montanha.



Pesquisas realizadas sobre tais luzes...
O relatório apontando os trens como causadores das luzes não tornou satisfatória a causa para o fenômeno, que continuou acontecendo e atraindo turistas e curiosos para a Carolina do Norte. Outro relatório do governo americano apontou causas terrenas: luzes de automóveis, fogueiras de caçadores acampados etc. Entretanto, em 1933 uma enorme inundação atingiu a área da Montanha Brown, ficando quatro dias sem luz elétrica; portanto, os trens pararam de rodar e as estradas ficaram fechadas graças às quedas de barreiras. Contudo, as misteriosas luzes permaneceram.

Com tamanho sensacionalismo em torno deste ocorrido, algumas pesquisas começaram a ser feitas de maneira independente por professores de renomadas universidades. Em 1957 o “Charlotte Daily Observer”, mesmo jornal que fez o primeiro relato, lançou uma hipótese: a Montanha Brown seria o local de enterro de uma antiga tribo indígena, o que explicaria o tom sobrenatural destas luzes. Entretanto, antropólogos e historiadores afirmam que ali não há nenhuma espécie de cemitério indígena americano; físicos tentam explicar que trata-se de fogo fátuo, um fenômeno que ocorre somente em pântanos (como a foto abaixo).


As luzes da Montanha Brown ganharam tom de lenda urbana e folclore nos Estados Unidos, aparecendo inúmeras vezes em documentários de canais da TV a cabo. Também foram tema de séries que exploram o sobrenatural, como a sexta temporada de “Arquivo X”, em 1999. O estudo mais recente é da National Geographic, que documentou tudo conforme vídeo visto no início desta postagem; por enquanto, a ciência não tem explicação para o que ocorre naquele canto dos Estados Unidos.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Os mistérios de Copán e Machu Picchu: você os conhece?

Historiadores, arqueólogos, antropólogos e ufólogos têm um consenso: as cidades antigas de Copán e Machu Picchu são extremamente especiais por diversas maneiras, cada uma de acordo com sua ciência e sua metodologia de estudos. Copán fica em Honduras e era uma cidade maia; Machu Picchu fica no Peru e era lugar dos incas. Ambas, extremamente organizadas, guardam seus mistérios, suas lendas, suas suposições e seus materiais de estudos. No post de hoje vamos entender um pouco de cada uma delas junto com seus mistérios e histórias...



1. Copán tem sua importância maior por ser o maior sítio arqueológico do período áureo da civilização maia, que nos deixou tantos mistérios a serem revelados, bem como muitas maravilhas para serem admiradas;

2. De acordo com os arqueólogos, Copán era uma cidade-estado que foi fundada no século 5 d.C. e caiu por volta do século 10 ou 11. Entretanto, outros arqueólogos acreditam que a fundação tenha sido muito mais anterior, por volta do século 2 a.C.;

3. Copán é famosa por ter produzido a melhor série de 38 tabuletas retratando a maior parte dos eventos ocorridos na história maia. Estas tabuletas eram instaladas sequencialmente na praça central, ao lado do grande fórum de decisões da cidade. Estas tabuletas de pedra são o que há de mais refinado que sobreviveu da arte meso-americana antiga;

4. Outro ponto interessante é que no local há um grande estádio onde os maias jogavam um jogo parecido com o basquete dos tempos contemporâneos, mas onde os perdedores eram sacrificados aos deuses do Sol e da Lua, para garantir tempos de paz;

5. De acordo com os antropólogos, no seu auge, Copán parece ter tido uma quantidade enorme de nobres e pessoas ricas, com vida próspera, além do que poderíamos chamar de “classe média”, alguns sendo artesãos, escribas etc. construindo para si casas com grande decoração e inscrições sobre as histórias das famílias que ali habitavam;



6. As construções de Copán sofreram consideravelmente com as forças da natureza nos séculos em que estiveram abandonadas, até a sua redescoberta. Ocorreram numerosos terremotos e nenhum dos tetos manteve-se intacto. A principal escadaria que continha inscrições estava desmoronada quando redescoberta;

7. Outro detalhe é que o Rio Copán mudou o seu curso e inundou uma parte da cidade, destruindo parte da acrópole e vários dos grupos arquitetônicos subsidiários do lugar. Além disto, as edificações foram invadidas pela vigorosa selva tropical que periodicamente se incendiava, causando danos consideráveis às pedras calcárias das construções. Muitas das estruturas deste sítio têm sido constantemente consolidadas e restauradas por vários arqueólogos que estudam o lugar;

8. Curiosamente, os maias não conheciam Copán por este nome, mas sim como Xukpi. De acordo com os arqueólogos, em seu período áureo, a cidade-estado pode ter abrigado pelo menos 50 mil habitantes, portanto sendo uma das maiores cidades do mundo naquele período – século 8 da nossa Era;

9. Na época em que a Espanha conquistou a América Latina, o lugar foi invadido pela floresta tropical. Embora arruinada, a cidade sempre foi conhecida dos locais desde os tempos coloniais até quando foi visitada por uma série de exploradores no início do século 19;

10. O processo de restauração de Copán teve início na década de 1930, e nos anos 70 também passou a ser apoiado pelo governo hondurenho. Desde então vários estudos têm sido feitos e, junto das escavações, mistérios sobre o ritmo de vida dos maias são elucidados e escritos na historiografia referente à história da América antes da dominação europeia. O que mais intriga os especialistas é a arquitetura magistral de enormes construções, muitas delas seguindo a orientação de estrelas específicas, do Sol e da Lua, sendo, ainda, uma cidade planejada como vemos as de hoje em dia;


11. Machu Picchu tem origem no idioma quíchua, significando “velha montanha”. Também é popularmente conhecida como “cidade perdida dos incas”, estando no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no Rio Urubamba;

12. Foi construída no século 15. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas;

13. A cidade consta de duas grandes áreas. A agrícola é formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos. A outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais. A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias;

14. Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque;

15. Em 1865, no curso de suas viagens de exploração pelo Peru, o naturalista italiano Antonio Raimondi passou ao pé das ruínas sem sabê-lo e menciona o quão escassamente povoada era a região na época. Porém, tudo indica que foi por esses anos que a região começou a receber visitas por interesses distintos dos meramente científicos;


16. Uma investigação ainda em curso e divulgada em 2008 pelo jornal “ABC” revela que o empresário alemão August Berns não só havia “descoberto” as ruínas em 1867, quarenta anos antes da data conhecida, mas também havia fundado uma empresa mineradora para explorar os tesouros que abrigava;

17. Ainda de acordo com tal pesquisa, entre 1867 e 1870 e com a aprovação do governo peruano de José Balta, que cobrava 10% dos lucros, esta companhia havia operado na zona e vendido tudo o que encontrara a colecionadores europeus e norte-americanos;

18. Em 1870, o norte-americano Harry Singer coloca pela primeira vez em um mapa a localização de Machu Picchu. Os nomes nos mapas revelam uma inédita relação entre os incas e a montanha e, inclusive, sugere um caráter religioso do local;

19. Um segundo mapa, de 1874, elaborado pelo alemão Hermann Göhring, menciona e localiza em seu local exato de ambas as montanhas. Por fim, em 1880, o explorador francês Charles Wiener confirma a existência de restos arqueológicos no lugar (afirma que “há ruínas na Machu Picchu”), embora não possa chegar ao local. Em qualquer caso está claro o conhecimento prévio da suposta “cidade perdida” não havia sido esquecida, como se acreditava até alguns anos;

20. Foi o professor norte-americano Hiram Bingham quem, à frente de uma expedição da Universidade de Yale, “redescobriu” e apresentou ao mundo Machu Picchu em 24 de julho de 1911. Este antropólogo, historiador ou simplesmente explorador aficionado da arqueologia, realizou uma investigação da zona depois de haver iniciado os estudos arqueológicos;


21. Quando Bingham encontrou Machu Picchu, deu-lhe o nome de “cidade perdida dos incas”, mas seu principal objetivo era outro: encontrar a lendária capital dos descendentes dos incas, Vilcabamba, tida como baluarte da resistência contra os invasores espanhóis, entre 1536 e 1572;

22. Na realidade, Bingham ficou sabendo das ruínas de Machu Picchu por camponeses, que já sabiam dos europeus e americanos que chegavam aos montes ao Peru para explorarem cidades perdidas de incas. Com isso, um camponês avisou que havia uma quantidade enorme de ruínas no alto da montanha, e fez seu filho guiar o pesquisador até o local, onde encontrou uma quantidade grande de ruínas entre densa floresta;

23. Depois desta expedição, Bingham voltou ao lugar em 1912 e, nos anos seguintes (1914 e 1915), diversos exploradores levantaram mapas e exploraram detalhadamente o local e os arredores. Suas escavações, não muito ortodoxas, em diversos lugares de Machu Picchu, permitiram-lhe reunir 555 vasos, aproximadamente 220 objetos de bronze, cobre, prata e de pedra, entre outros materiais;

24. Tanto os restos encontrados como as evidências arquitetônicas levam os investigadores a crer que a cidade de Machu Picchu terminou de ser construída entre fim do século 15 e início do século 16. A expedição de Bingham, patrocinada não somente pela Universidade de Yale como também pela National Geographic Society, foi registrada em uma edição especial da revista, publicada em 1913, contendo um total de 186 páginas, que incluía centenas de fotografias;

25. Para localizar a cidade perdida no Google Earth é fácil. Basta colocar as seguintes coordenadas: 13° 9’ 47” S 72° 32’ 44” W. A 2400 metros de altitude, Machu Picchu está situada no alto de uma montanha, cercada por outras montanhas e circundada pelo Rio Urubamba, o que lhe proporciona uma atmosfera única de segurança e beleza. As ruínas incas encontram-se a 2.438 metros acima do nível do mar. A superfície edificada tem aproximadamente 530 metros de comprimento por 200 de largura e contém 172 edifícios em sua área urbana. As ruínas, propriamente ditas, estão dentro de um território do Sistema Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado, chamado Santuário Histórico de Machu Picchu;


26. Desde a sua descoberta, as ruínas da cidade inca tem sido importante fonte de exploração turística. O fluxo de visitantes é cada vez maior, o que acarreta o crescimento desordenado dos povoados nos arredores da montanha. É interessante pontuar que muitos dos turistas são místicos, que acreditam que a cidade tenha sido construída com a ajuda de tecnologias alienígenas, e que sua arquitetura, até os dias de hoje, promova uma energização do corpo e da alma;

27. Muitos teóricos dos deuses astronautas apontam Machu Picchu como sendo uma das maiores provas do esforço alienígena em ensinar aos seres humanos seus conhecimentos. No topo da montanha é possível observar construções com pedras gigantescas e muito bem encaixadas – o que não poderia ser levado montanha acima, supostamente –, além das plantações em grandes platôs;

28. A área edificada em Machu Picchu é de 530 metros de comprimento por 200 de largura e inclui ao menos 172 recintos. O complexo está claramente dividido em duas grandes zonas: a zona agrícola, formada por conjuntos de terraços de cultivo, e a zona urbana, que é aquela onde viveram seus ocupantes e onde se desenvolviam as principais atividades civis e religiosas;

29. Um muro de cerca de 400 metros de comprimento divide a cidade da área agrícola. Paralelo ao muro corre um fosso usado como principal drenagem da cidade e esgotamento sanitário. No alto do muro está a porta de Machu Picchu que contava com um mecanismo de fechamento interno;

30. Uma cidade de pedra construída no alto de um istmo entre duas montanhas e entre duas falhas geológicas, em uma região submetida a constantes terremotos e, sobretudo a constantes chuvas o ano todo apresenta um desafio para qualquer construtor: evitar que todo o complexo se desmorone. Segundo Alfredo Valencia e Keneth Wright, o segredo da longevidade de Machu Picchu é seu sistema de drenagem. O solo das áreas não trabalhadas possui um sistema de drenagem que consiste em capas de pedras trituradas e rochas para evitar o empoçamento da água das chuvas. Mais de 130 canais de drenagem se estendem por toda a área urbana, feitos para evitar a erosão, desembocando em sua maior parte no fosso que separa a área urbana da agrícula, que era na verdade o desague principal da cidade. Enquanto no século 16 as cidades europeias ainda sofriam os efeitos catastróficos da Peste Negra medieval, Machu Picchu já contava com sistema de drenagem e esgotamento sanitário diferenciado do sistema que levava água potável para a cidade – sistemas que funcionam até hoje e ajudam a preservação do lugar;


31. Existem sólidas evidências de que os construtores tiveram em conta critérios astronômicos e rituais para as construções. Na verdade, o alinhamento de alguns edifícios importantes coincide com o azimute solar durante os solstícios de maneira constante e com os pontos do nascer-do-sol e pôr-do-sol em determinadas épocas do ano;

32. As construções normalmente seguem o esquema das kanchas, ou seja, quatro construções retangulares dispostas em torno de um pátio central unidos por um eixo de simetria transversal. A este pátio dão todas as portas;

33. O esforço dessas realizações em uma sociedade sem ferramentas de ferro (somente conheciam o bronze, muito menos rígido) é notável. Não se conservou nenhum teto original, porém há consenso em afirmar que a maioria das construções o tinham como tocos de madeira com ângulo de 63°.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Você já ouviu falar em Bohemian Club e Bohemian Grove? Há muito mistério neste lugar...

O Bohemian Club e o Bohemian Grove são importantes tópicos envolvendo teorias da conspiração e lendas urbanas dos Estados Unidos. O Bohemian Club é um grupo de homens proeminentes nas redondezas de San Francisco. Neste clube há uma série de privações, segredos e teorias que deixam os vizinhos do local cada vez mais assustados e acuados.


A coruja empoleirada, como sinal de conhecimento, é o mascote do grupo, ladeada pelas letras B e C, junto dos dizeres “Weaving spiders come not here”, ou seja, “Aranhas tecedoras não venham aqui”, numa menção aos curiosos que querem entender o que acontece por lá durante as famosas reuniões.

O Bohemian Grove, sede do clube, está localizado em dois endereços, cujos portões principais estão na Rua Taylor, 624, e na Avenida Bohemian, 20.600, na localidade de Monte Rio, bem próxima a San Francisco. Segundo as imagens do Google Earth (foto abaixo), trata-se de um sítio com mais de mil hectares de extensão onde ocorrem reuniões secretas anuais.


O mais interessante e instigante nesta história é que as estradas desertas próximas aos dois principais portões do rancho são repletas de placas escritas: “Mantenha-se distante”, “Invasores não são bem-vindos”, “Você está sendo vigiado”. Há cercas elétricas e pontos de vigilância em toda a estrada, principalmente, ainda, ao longo do rio que corta a propriedade. Em 2011, por exemplo, um grupo de turistas foi preso simplesmente por ter passado de caiaque pelo rio, sendo que os advogados apelaram por prisão arbitrária, uma vez que eles não sabiam que se tratava de propriedade particular, pois não há nenhuma menção a isso. Quem passa próximo a Bohemian Grove diz sentir-se na entrada da Área 51!



Como podemos ver, há pouquíssimas imagens do rancho e das celebrações que lá ocorrem. Esta imagem acima, por exemplo, foi tirada em 1907 e é considerada uma raridade do que ocorre lá desde o século 19. Fundado em 1872 a partir de uma reunião regular de jornalistas, artistas e músicos, logo começou a aceitar os empresários e empreendedores como membros permanentes, bem como oferecendo uma adesão temporária a presidentes de universidades e comandantes militares que estavam servindo na área da Baía de San Francisco.

Jornalistas e outros investigadores dizem que o clube é verdadeiramente conservador e pessoas influentes da elite americana, tendo cerca de dois mil membros, todos sendo homens milionários, a maior parte branca e protestante, e que se reúnem todos os anos durante as duas últimas semanas de julho.


Os vizinhos do rancho dizem aos investigadores que tudo acontece em uma estranha aura. Primeiro, os sócios chegam em carros sem nenhum emplacamento, o que é terminantemente proibido nos Estados Unidos. Dos portões principais até os lugares de debates a distância chega a dois quilômetros a fim de manter a privacidade e anonimidade dos membros. Os seguranças são truculentos, tendo porte de poderosas armas de fogo. Os moradores próximos ainda dizem que parece haver cultos, pois são ouvidos tambores, barulhos de fogueiras e shows pirotécnicos nas noites de encontros de julho. Alguns vizinhos foram praticamente expulsos das suas propriedades quando o próprio Bohemian Club comprou seus sítios para ter mais privacidade e menos pessoas ao seu redor; poucos são os que estão lá há muito tempo e ainda insistem em ficar.

Como medida de extrema exclusividade do clube, o futuro sócio é informado que a lista de espera, em normal, para ser chamado é de 15 a 20 anos, mas a média tem sido, dizem, de cinco anos. Outro ponto importante é que o sócio deve ter uma “empresa patrocinadora” para a sua entrada, que custa milhões de dólares; ou seja, o futuro sócio do Bohemian Club tem que ser dono de uma grande fortuna junto de uma imensa empresa. A taxa anual de manutenção em 2006 era de 25 mil dólares.

Depois de 40 anos como sócio, os homens ganham a posição de “Velha Guarda”, podendo resolver as pautas de assuntos das reuniões anuais e decisões a serem tomadas. Muitos investigadores dizem que é no Bohemian Grove que grande parte do destino dos Estados Unidos – e por extensão do mundo – são decididos através destes homens da “Velha Guarda”. Os membros mais antigos também podem convidar hóspedes para o Bohemian Grove, embora estes hóspedes sejam sujeitos a um procedimento de proteção rigoroso – como não portar filmadoras, máquinas fotográficas ou celulares.



Desde a fundação do clube, o mascote do Bohemian Grove é uma coruja, símbolo do conhecimento. Uma estátua de coruja de 12 metros de altura, oca, feita de concreto sobre o aço à cabeceira do lago no bosque é chamada de “Santuário Coruja”, concebida pelo escultor e presidente do clube por duas vezes, Patigian Haig, e construído em 1920. Desde 1929, o Santuário Coruja tem servido como pano de fundo para a cerimônia conhecida como “Cremação do cuidado”.

Curiosamente, o santo de patrono do Bohemian Club é São João Nepomuceno, que segundo a lenda, preferiu a morte sofrida nas mãos de um monarca Boêmio a revelar os segredos confessionais da rainha. Uma grande estátua dele em mantos clericais com o seu indicador a tocar por cima dos seus de lábios simboliza o segredo guardado pelos visitantes do Bohemian Grove e da sua longa história.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (28)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Você sabe quando o cigarro perdeu seu glamour e virou um tremendo vilão?
Os filmes de Hollywood fizeram o ato de fumar algo que envolvia elegância, símbolo de status social. Do mais rico ao mocinho do bang-bang, o cigarro estava sempre presente envolvendo os personagens em uma fumaça luxuriosa e elegante, enquanto as damas ostentavam piteiras enormes. Influenciados pelo cinema, os jovens adotaram o cigarro como um rito de passagem para a vida adulta e um pouco de rebeldia. Só em 1964, quando o governo americano publicou seu famoso relatório sobre o fumo, confirmando estudos que apontavam o cigarro como uma das principais causas de câncer, começou sua trajetória cada vez mais decadente. Assim, o sinal de luxo em Hollywood passou a ser um sinal de marginalidade; atualmente os personagens que fumam são marginalizados, desajustados etc.

É verdade que a areia movediça pode engolir qualquer um que cair dentro dela?
Ao contrário da imagem criada pelos filmes e desenhos animados, ninguém desaparece dentro da areia movediça. A sua ocorrência se dá quando finas e soltas partículas de areia se tornam tão saturadas com água que acabam se comportando como um líquido viscoso. A viscosidade da areia movediça aumenta com movimentos bruscos, portanto a pessoa deve locomover-se devagar e tentando boiar, o que é muito fácil no caso da areia movediça por causa da densidade (muito maior que na água salgada).


Por que os cozinheiros usam chapéus brancos e altos?
Desde a Idade Média a maior parte dos trabalhadores usava trajes especiais para identificar suas profissões. Na França, os cozinheiros tinham tanta importância que recebiam um título: “officiel de bouche” (ou seja, “oficial da boca”), curiosamente uma patente militar. A altura do chapéu dava uma conotação hierárquica ao cargo. O mais alto era o do chefe, e assim por diante até o boné (ou barrete) do simples auxiliar. A cor branca, claro, era usada para dar aspecto de limpeza e higiene.


Como nasceu o tabloide, modelo de jornal pequeno e sensacionalista?
O nome veio do inglês “tabloid”, jornal com metade do tamanho padrão que conhecemos. A palavra em si foi inventada por um químico nos Estados Unidos para designar comprimidos (“tablets”) produzidos pela empresa farmacêutica Burroughs Wellcome Company, que patenteou a palavra como marca registrada em março de 1884. Depois, no início do século 20, “tabloid” passou a ser chamado o jornal de tamanho menor, com notícias resumidas, condensadas e repletas de sensacionalismo. Na história em si, o maior exemplo deste tipo de tabloide é o inglês “The Sun”.

Por que o azul é associado aos meninos, e o rosa às meninas?
Antigamente acreditava-se que os espíritos maus pairavam sobre o quarto das crianças e que determinadas cores tinham o poder de combater esse mal (cromoterapia). O azul era considerado a cor mais poderosa para este fim, por conta da associação com o céu, onde os deuses e Deus moravam. Uma vez que os meninos eram o recurso natural mais valioso de seus pais (ajudariam na lavoura, se tornariam soldados, aprenderiam uma profissão), a vestimenta azul era uma maneira de protegerem tais crianças destes espíritos. Curiosamente, os espíritos maus não se importavam tanto com as meninas; também curiosamente, as meninas não deveriam vestir azul e não tinham uma cor específica, pois não precisavam desta “proteção extra” (até há pouco tempo a mulher era vista na sociedade somente com o papel de cuidar das crianças e da casa); a cor rosa só foi associada séculos depois, com uma lenda europeia que dizia que as meninas eram geradas em botões de rosas cor-de-rosa.

Como sobreviver se o carro cair na água e afundar?
Assim que seu carro cair na água, abra as janelas. Essa é sua melhor chance de escapar. O grande problema do carro, quando submerso, é que a pressão externa da água impede que você consiga abrir a porta. Se puder abrir os vidros manualmente, deixe uma pequena fresta para que a água entre devagar. Enquanto você espera, o interior do carro ficará inundando, fazendo com que as pressões externa e interna se igualem. Quando isso ocorrer, você poderá sair pelo vidro já totalmente aberto. No caso de vidros elétricos, se você não puder acioná-los, quebre-os com o pé, ombro ou qualquer objeto que se encontre no carro. Se você não conseguir abrir o vidro, não entre em pânico. Acalme-se espere até o interior do carro ficar totalmente inundado. Quando isso ocorrer, as pressões estarão igualadas, e você conseguirá abrir a porta e sair.

Por que ninguém fica indiferente à presença de um gato?
O gato é historicamente o causador de inúmeras opiniões bem antagônicas. No Japão é um animal de mau agouro. No budismo é associado à serpente (vai entender essa estranha associação). No Egito Antigo, era venerado como um deus, protetor das crianças e do lar e extremamente útil no trabalho da roça – uma vez que caçava ratos, impedindo a proliferação e a destruição das colheitas de cereais. Na Idade Média que começou a superstição ocidental envolvendo o bichano, pois este era associado às bruxas. O gato preto era associado à personificação do diabo na terra, portanto um causador de desgraças.


sábado, 7 de dezembro de 2013

A história da queda do disco voador no Texas em 1897: fato ou farsa?

O incidente ufológico de Aurora, no Texas, Estados Unidos, é um dos mais antigos e clássicos da história da ufologia. Teria ocorrido em 17 de abril de 1897, uma pequena cidade bem próxima à região metropolitana de Dallas. O incidente (muito parecido ao de Roswell, que ocorreria 50 anos depois) supostamente resultou em uma tremenda fatalidade, pois o corpo do piloto (um suposto alienígena) estaria enterrado em uma vala comum do cemitério local de Aurora. Na foto abaixo vemos a placa explicando o caso, indicando o local onde a nave espacial teria caído.


O relato do incidente...
Durante o período de 1895 a 1900, seis anos antes do primeiro voo realizado por Santos Dummont, vários moradores do Texas haviam relatado o avistamento de estranhos objetos voadores com velocidade surpreendente e movimentos erráticos.

Um destes relatos foi publicado em 19 de abril de 1897, na edição do jornal “Dallas Morning News(foto abaixo). Escrito pelo morador de Aurora S. Haydon, a matéria diz que o Ovni atingiu um moinho na fazenda do juiz local dois dias antes, por volta das 6h da manhã (horário de Dallas), o que resultou em sua queda. O piloto foi identificado pelas autoridades locais da época como “marciano” e “ser de outro mundo”, morreu e foi enterrado com ritos cristãos no principal cemitério da pequena cidade. Atualmente, o cemitério também tem uma placa dizendo ser o único cemitério do mundo com o extraterrestre enterrado oficialmente.


Arbitrariamente, os destroços da nave espacial foram jogados no fundo de um poço próximo ao moinho, enquanto outros destroços teriam sido enterrados junto ao suposto alienígena. Somando-se ao mistério tem Brawley Oates, que comprou a fazenda em 1945. Oates teria limpado o poço para usá-lo como fonte de água potável, e um tempo depois toda sua família adquiriu artrite grave e câncer, o que ele dizia ser resultado da contaminação alienígena da água pelos destroços da nave – que ninguém nunca viu. Em 1957, Oates secou o poço colocando terra e concreto, selando-o e construindo uma garagem sobre essa laje que foi formada.

Teoria da fraude municipal...
A teoria da fraude municipal é resultado de uma longa pesquisa histórica realizada por Barbara Brammer, ex-prefeita de Aurora e que se encantou por desvendar esse caso envolvendo a municipalidade. Sua pesquisa aponta que meses antes do incidente, Aurora havia sido assolada por inúmeras tragédias:

- A plantação de algodão, principal fonte de renda da cidade, havia sido totalmente destruída por uma praga, deixando muitos fazendeiros sem nenhum dinheiro e a fome ameaçava assolar a região;
- Um enorme incêndio na parte oeste do município destruiu várias casas, prédios, lojas e matou muitas pessoas, principalmente crianças;
- Pouco tempo depois do incêndio, uma epidemia de febre maculosa (vinda do carrapato) quase dizimou totalmente o restante da população, colocando a cidade toda em quarentena (ninguém entrava e ninguém saía);
- Uma ferrovia foi planejada para ligar Aurora a Dallas, mas isso nunca aconteceu, ficando somente no plano da ideia política de promessas;
- Os cristãos da cidade acreditavam que Deus estava contra eles por conta de algum pecado grave que a cidade carregava.

Na época, Aurora contava com somente 3 mil moradores e corria sério risco de extinção por virar uma cidade fantasma, o que era muito comum nos Estados Unidos do século 19. A pesquisa de Brammer mostrou que o juiz local era extremamente debochado e piadista, principalmente com os cristãos e esse medo de a cidade estar sendo castigada por Deus. Sua conclusão é que a matéria jornalística que rodou todos os Estados Unidos e Canadá foi a última forma de manter Aurora viva no mapa da América, atraindo o olhar curioso das pessoas.

Para alguns ufólogos, a teoria de Brammer está correta, pois a matéria jornalística foi única, não tendo nenhuma continuidade, como a investigação ou falando sobre o enterro do suposto alien, o que é extremamente incomum para um evento “grandioso” como este. Em 1979, a renomada revista “Times” entrevistou Etta Pegues, que afirmava que a história havia sido inventada pelo juiz de Aurora com seu amigo jornalista; o objetivo, segundo ela, era fazer a ferrovia ser construída e trazer futuro para a pequena cidade com risco de extinção. Além disso, Pegues afirmou que na propriedade do juiz nunca houve um moinho, o que outros ufólogos refutam alegando que há uma teoria da conspiração para banalizar um ocorrido tão importante.


Demais investigações sobre o “astronauta” de Aurora...
Esse incidente foi investigado um número enorme de vezes. Em 1998, a afiliada da Fox em Dallas fez um documentário sobre o caso, visitando os supostos locais onde a nave teria caído, onde estaria o tal poço contaminado e onde estaria enterrado o tripulante da nave. Entretanto, a reportagem não chegou a conclusão alguma, apenas mostrou onde teriam acontecido os ocorridos, não trazendo nada de novo.

Em 2005, a série “UFO Files” falou sobre o episódio chamado de “O Roswell do Texas”, com base em uma investigação de 1973 feita pelo ex-aviador Bill Case. De acordo com a investigação da época, foram ouvidas duas testemunhas: Mary Evans, que tinha 15 anos na época, e seus pais viram o corpo do alienígena, e Charlie Stephens, que tinha 10 anos na época, que teria visto a nave cruzando o céu de Aurora até cair na fazenda do juiz. Ambos disseram que as autoridades, na época, proibiram menores de idade de verem os destroços e o piloto da aeronave. A partir destes relatos, a MUFON investigou o cemitério local, e descobriu uma lápide marcada com um disco voador; com isso, a associação pediu permissão ao governo para fazer exumação do cadáver, o que não foi autorizado. Depois do documentário, a lápide simplesmente desapareceu do cemitério, e o em torno da suposta sepultura foi cercado, sendo que o visitante fica a uns 4 metros de distância do local. Curiosamente, o leitor de metal da MUFON não foi acionado sobre a sepultura, o que derruba a tese de que partes da nave foram enterradas junto do astronauta. A MUFON não chegou a uma conclusão do caso por conta dos entraves que foram impostos ao trabalho de pesquisa.

Finalmente, em 2008, o programa “UFO Hunters” também decidiu abordar o caso de Aurora, intitulado “Primeiro contato”. O documentário foi notavelmente diferente do anterior, “UFO Files”. Os atuais proprietários da fazenda onde a nave teria caído abriram seus portões e deixaram as equipes trabalhando, inclusive abrindo um buraco na laje da garagem e reabrindo o poço. Um pouco de água foi retirada para exame e foi comprovada a presença excessiva de alumínio, mas não havia material algum dentro dele – conforme alegavam que jogaram destroços da nave dentro dele. Outro ponto importante é que foram encontrados enterrados destroços de um moinho, o que refutava o artigo descrito acima fazendo que o juiz nunca tivera um moinho em sua fazenda. E mais uma vez o cemitério foi investigado, e mais uma vez não foi permitida a exumação do corpo, muito menos o uso de máquinas fotográficas ou detectores de metal.