quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Majestic 12: você conhece esse suposto departamento do governo norte-americano?

Majestic 12, também conhecido como “Majic 12”, “MJ-12” ou “MJ-XII” é um nome-código de suposto comitê que englobaria cientistas de altíssimo nível, líderes militares do exército, marinha e aeronáutica e altos funcionários do governo norte-americano, como o FBI e a CIA. Esse grupo teria sido o estopim para inúmeros casos de ocultamento das provas da existência de aliens na Terra, bem como repressão a testemunhas de contatos diretos.



O grupo teria sido criado supostamente em 1947 e dirigido pelo então presidente dos Estados Unidos, Harry Truman. Teria por finalidade investigar e ocultar a atividade dos objetos voadores não-identificados depois dos acontecimentos ocorridos em Roswell, onde supostamente uma nave espacial alienígena teria caído próximo à localidade de Roswell, no Novo México, em julho de 1947.

De acordo com alguns adeptos das teorias das conspirações que envolvem o Majestic 12, um dos braços mais importantes seriam os conhecidos “MiB”, “Men in black”, ou “Homens de preto”. Eles seriam responsáveis por perseguir e intimidar cientistas e testemunhas que, publicamente, revelam o que passaram e o que viram em experiências diretas com supostos alienígenas. Até hoje o governo norte-americano alega que não fala sobre ambos os casos – Homens de preto e Projeto Majestic 12 – porque não “perde tempo com teorias folclóricas populares e lendas urbanas sem sentido”. No entanto, ufólogos dizem que seria preponderante os Estados Unidos virem a público para explicarem essa série de “supostos boatos” e explicarem os tantos avistamentos feitos por civis desde 1947, quando do ocorrido em Roswell.



De acordo com ufólogos, físicos e historiadores, o Majestic 12 seria um comitê responsável pela divulgação de diversas teorias, cujas finalidades seriam as ocultações de diversos acontecimentos decorrentes das ações de discos voadores e/ou supostos seres inteligentes de outros planetas. A divulgação destas teorias na grande mídia e na internet teria como objetivo colocar a sociedade contra tais estudiosos e investigadores, tidos como “loucos e inconsequentes” etc.

Entretanto, investigações realizadas por Joe Nickel, investigador cético de fenômenos paranormais e ufológicos, apontaram que muitos documentos apresentados pelo governo dos Estados Unidos foram falsificados e alterados ao longo das décadas, sendo completamente falsos. Segundo Nickel, uma das maiores evidências disso é que foi encontrada uma carta original de Truman, de 1º de outubro de 1947, cuja assinatura foi copiada e reproduzida por falsários nos documentos do Majestic 12.


Segundo os historiadores dos movimentos ufológicos, os primeiros membros do comitê foram os seguintes: Roscoe H. Hillenkoetter, Dr. Vannevar Bush, James Forrestal, Gen. Nathan Twining, Gen. Hoyt Vandenberg, Gen. Robert M. Montague, Dr. Jerome Hunsaker, Sidney Souers, Gordon Gray, Dr. Donald Menzel, Dr. Detlev Bronk e Dr. Lloyd Berkner. De acordo com outras fontes, alguns cientistas famosos, como é o caso de Albert Einstein, também estavam envolvidos no Majestic 12.

De acordo com os grupos ufológicos atuais, o Majestic 12 permanece em ação através de agentes do FBI e da CIA, inclusive fora do país (Estados Unidos). Entretanto, a MUFON, rede de colaboração de especialistas que tentam identificar tais avistamentos e testemunhos de contatos, não crê que o comitê atue com tanta força atualmente, como fora, principalmente, nos anos 60 e 70.

Já de acordo com os historiadores, há muito mais por trás do Majestic 12: o cenário de sua criação era o da Guerra Fria – conflito ideológico e político entre os Estados Unidos e a União Soviética, entre 1945 e 1989. Portanto, o que poderia ser uma investigação ufológica, também poderia ser uma investigação militar com fins políticos para descobrir se o equipamento acidentado tinha origem soviética e, assim, descobrir tipos de engenharias deste “inimigo”. É uma das propostas coerentes para este comitê, se é que ele realmente existiu um dia, principalmente naquela época de acirramento político mundial.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sociedade Thule: você conhece este “braço” do Nazismo?

A Sociedade Thule – em alemão “Thule Gesellschaft” – ainda provoca enormes debates; uma vez porque ela, necessariamente, não seria um dos tentáculos no Nazismo, outras porque ela cresceu enormemente depois da ascensão de Hitler ao poder, sendo absorvida pelo regime totalitário. A Thule entrou para o rol das teorias conspiratórias a patir das suas estranhas práticas e funestos desejos de perfeição e ordenamento social, voltando-se para os povos germânicos pagãos. Por sua historiografia ser bastante extensa, cada historiador pensa de um modo a forma como a Sociedade Thule se insere no contexto do fazer histórico.


Originalmente, a sociedade se chamava “Grupo de estudos para a Antiguidade alemã” – em alemão “Studiengruppe für germanisches Altertum” –, sendo um grupo secreto ocultista e “völkisch” fundado em Munique, cujo nome era uma referência ao país místico da mitologia grega. Vale ressaltar que quando dissemos que a Thule era “völkisch”, não estamos dizendo que ela fosse popular e atingisse todas as camadas da sociedade, mas sim que desejava transformar essas camadas para um modo diferente, “perfeito”, “digno da nação alemã”.

Contexto histórico...
Desde a Idade Média, a região onde hoje se localizam a Alemanha, Áustria, República Checa e parte da Polônia era habitada por povos germânicos variados, que tinham enorme preconceito contra judeus, ciganos e eslavos. Portanto, desde o medievo a sociedade alemã – mesmo que não como nação unificada – achava-se amargamente prejudicada por essas etnias habitarem seus campos e produzirem em suas terras.

Martinho Lutero (foto abaixo), grande figura da Reforma Protestante no século 16, é um dos que mais pregava essa defesa da terra alemã para os alemães – agora, para ele, alemães protestantes – e chegou a publicar um livro intitulado “Sobre os judeus e suas mentiras”. No século 19, com o Positivismo Lógico e o Racionalismo Científico, surgiram sociedades que queriam, a todo custo, provar cientificamente a superioridade germânica frente às outras nações – principalmente porque a Prússia era uma das grandes potências da Europa desde o século 18, evidenciando o que acreditavam ser um possível sinal divino de superioridade.

Portanto, podemos afirmar com toda certeza que a semente racista e xenofóbica do Nazismo é muito mais antiga do que poderíamos supor, sendo fruto da soberba germânica e prussiana frente às outras nações europeias, que desde o século 19 já falavam em “espaço vital para desenvolvimento”. Em seus escritos de 1900, por exemplo, Freud, médico judeu fundador da psicanálise, já citava que era prejudicado profissionalmente por o que ele chama de “questões sectárias”, ou seja, algum tipo de preconceito arraigado na sociedade austríaca que via desde o medievo o judeu e o cigano como possíveis ameaças, tentando remontar àquela sociedade germânica pré-cristã.



Voltando à Sociedade Thule...
A sociedade foi notável principalmente na organização que patrocinou o Deutsche Arbeiterpartei (DAP), que posteriormente foi transformado por Adolf Hitler no Partido Nazista conforme o conhecemos. No entanto, não há nenhuma evidência direta de que Hitler tenha frequentado a Sociedade de Thule, mas existem referências da participação indireta dele tanto na Thule como na Vrill, esta última uma sociedade com objetivos parecidos à primeira.

Alguns historiadores consideram como um fato consumado a participação direta de Hitler na Thule se tivermos atenção a uma leitura de documentos no Acervo Público de Berlim, que dizem, por exemplo: “Em Berlim, Haushoffer fundou a chamada Loja Luminosa, ou Sociedade Vrill. Seu objetivo era explorar as origens da raça ariana e realizar exercícios de concentração para ‘despertar as forças Vrill’ entre os adeptos. (...) A Loja incluía como membros Hitler, Aalfred, Rosemberg, Himmler, Göring e o médico pessoal de Hitler, Dr. Morell. Sabe-se, também, que Aleister Crowley e Gurdjieff buscaram contato direto com Hitler. (...) Temos certeza de que Hitler tinha contato direto com as técnicas psicológicas de Gurdjieff, que, por sua vez, foram baseadas nas técnicas dos sufis e nos tibetanos, misturando-as com técnicas da filosofia Zen”.


Entre os historiadores e biógrafos há um desencontro de informações. Uns dizem que o Führer só usou e manipulou a Sociedade Thule para atingir os seus objetivos xenofóbicos e preconceituosos. Outros autores apontam que Hitler não só participou, como também chegou a ser grão-mestre na Thule, tendo participação extremamente ativa na sociedade secreta. Em um post anterior debatemos sobre o chamado “misticismo nazi”, que explanou um pouco de cada aspecto místico do Partido Nazista, que fazia com que ele se aproximasse da religião.

Contexto histórico da fundação e ação da Sociedade Thule...
A Sociedade Thule foi fundada no dia 17 de agosto de 1918 por Rudolf von Sebottendorff (foto abaixo), na cidade de Munique. O nome “Thule” é derivado de uma ilha mística da mitologia germânica e em pouco tempo começou a ganhar adeptos ao divulgar propaganda antirrepublicana e antissemita. De acordo com alguns historiadores e antropólogos, é possível identificarmos algumas causas para o sucesso da sociedade, dentre alguns:

(a) Fundada em 1918, ano do fim da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha saíra do conflito com uma dívida exorbitante, perdera territórios, o desemprego e a miséria batiam à porta das famílias e o Tratado de Versalhes impunha ao país vergonhosas exigências;
(b) Habitava no âmbito social germânico de que a Primeira Guerra fora perdida graças à “traição dos judeus, comunistas e republicanos”, que gostariam de mais uma vez dividir a “grande Alemanha” em pequenos países frágeis, que se tornariam Estados-fantoches;
(c) Desejo de uma parte da sociedade em voltar ao paganismo germânico e viking, revivendo os antigos cultos antes da cristianização do Norte da Europa, por volta do século 13, quando as práticas foram proibidas e muito da cultura e folclores germânicos e escandinavos foram perdidos com o tempo;
(d) Diante destes aspectos, era necessária a figura de um homem que poderia apagar este amargo passado da história alemã, revivendo o período de glória da Prússia, ao mesmo tempo que voltava a evocar uma “verdadeira cultura germânica”, distante da cultura ocidental, que é judaico-cristã e grecorromana. Seria ele o “Übbermensch”, ou “Super-homem” que transformaria a moral alemã em pouco tempo – e desse discurso que Hitler se aproveitara imensamente para proclamar-se este ser.


Nos anos 30, período de seu auge, os membros da Thule diziam que ela existia há mais de 1.200 anos e que desde a sua fundação teve como objetivo a promoção das antigas tradições religiosas europeias, tais como o druidismo, a bruxaria, o wotanismo, o woragsmo, a asatru e a vanatru.

Os membros da Sociedade Thule tiveram enorme importância para a transformação do Partido Alemão dos Trabalhadores em Partido Nazista. Teve membros dos escalões de topo do partido, incluindo Rudolf Hess e Alfred Rosenberg. O órgão de imprensa de propaganda da sociedade era o “Münchener Beobachter” (ou “Observador de Munique”), que mais tarde ganharia mais força transformando-se no “Völkischer Beobachter” (ou “Observador do Povo”), um dos jornais oficiais do Partido Nazista.

Nos anos 30, a sociedade teve força gigantesca e se espalhou por todo continente europeu junto com as células nazistas, chegando a cruzar o oceano, formando grupos nos Estados Unidos, Argentina e Brasil. No nosso país as reuniões eram comuns no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, onde oficialmente atuou até 1969.


Apesar da enorme força que despertava na sociedade europeia anticomunista e antissemita, Hitler temeu que a Thule fosse controlar o que somente ele gostaria de obter comando: a Alemanha. Com isso, quando proibiu as reuniões de sociedades secretas temendo a trama de um golpe de estado contra si, a Sociedade Thule não ficou imune e também passou à clandestinidade na Alemanha, mesmo pregando o mesmo “evangelho” que Adolf Hitler.

Atualmente, a Thule está de volta em várias partes do mundo como grupos neonazistas que tentam a pureza cultural da Europa germânica. Em vários países ela atua com violência junto a outros grupos de skinheads, e no Brasil já foram identificadas novas células que creem nesta pureza e tentam praticá-la em uma nação fundamentada na mistura dos elementos negro, ameríndio e europeu; ou seja, uma situação impossível de ser aplicada. Resta a nós refletirmos sobre essas histórias do passado para que elas não morram, pois estaremos condenados a repeti-las.

sábado, 26 de outubro de 2013

Debatendo sobre o famoso “rosto de Marte”: fato ou farsa?

Com certeza você já deve ter visto a imagem e ouvido falar sobre o famoso “rosto de Marte(foto abaixo), mas provavelmente você nunca parou para saber o que as pessoas especialistas no assunto pensam sobre isso, tanto quem crê, como quem não crê na obra de seres inteligentes neste “rosto”. Na realidade, muito provavelmente, você sequer deve imaginar que existem “dois rostos” no planeta vermelho! O post de hoje tenta trazer algumas informações com base na ciência sobre o “rosto marciano”; portanto tenha um bom conhecimento e uma ótima leitura!


Na verdade, este “rosto” da foto acima localiza-se na Cydonia Mensae, uma região em Marte localizada no hemisfério norte daquele planeta, numa zona de transição entre a parte sul, densamente povoada de crateras e planícies. Alguns planetólogos acreditam que as planícies setentrionais podem ter sido leito oceânico em algum momento da história do planeta e que Cydonia pode ter sido uma zona costeira (ainda que essa tese permaneça incerta). A região de Cydonia é repleta de inúmeras mesas, algumas das quais atraem tanto interesse científico quanto popular.

O “rosto” de Marte...
Uma das mesas de Cydonia, situada na latitude 40°75’ norte e longitude 9°46’ oeste, possui uma interessante aparência de uma face humanoide sobre Marte, revelada em uma foto tirada pela sonda Viking 1 em 25 de julho de 1976. Essa possível descoberta foi feita independentemente por dois engenheiros computacionais do Goddard Space Flight Center, da NASA, Vincent DiPietro e Gregory Molenaar.


Enquanto vasculhavam alguns arquivos da NASA, ambos descobriram duas imagens arquivadas erroneamente; eram filmes da Viking 35A727 e 70A13. Quando as imagens foram originalmente adquiridas em 1976, o chefe da Viking, Gerry Soffen, descreveu a “face” na imagem 35A72 como “um truque de luz e sombra” que “desapareceu horas mais tarde”. No entanto, a segunda imagem da “face”, 70A13, foi capturada pela Viking após orbitar o planeta 35 vezes depois de ter tirado a primeira foto, com um “ângulo solar” diferente da imagem 35A72.

Isso fez com que começassem a surgir as teorias da conspiração de que a NASA estaria escondendo a verdade sobre o passado do planeta vermelho, que poderia já ter abrigado uma civilização avançada, que acabou migrando para a Terra. Isso se torna mais forte ainda a partir do instante que próximo ao “rosto”, na região de Cydonia há algumas formações rochosas que fazem lembrar as Pirâmides do Egito (foto abaixo). Vale lembrar que estamos nos referindo à década de 1970, época da Guerra Fria, período em que os Estados Unidos fecharam seus acervos com medo da espionagem soviética, enquanto o inverso também acontecia. Neste período ocorreram ao redor do mundo centenas de supostas abduções, avistamentos, contatos diretos etc., e por isso a teoria do “rosto marciano” se espalhou rapidamente entre a mídia de forma sensacionalista e a comunidade científica de um modo generalista, uma vez que era preciso investigar a fundo essa evidência explosiva.


Alguns comentadores – especialmente Richard Hoagland – acreditam que tal formação possa ser a evidência de uma civilização inteligente em Marte, extinta há muitos milhares de anos, junto a outras formações, tais como aparentes pirâmides, às quais fariam parte de cidade arruinada. Análises de imagens das antigas imagens da Viking levaram alguns pesquisadores a sugerir que as formações humanoides em Marte podem não ser uma consequência acidental do ponto de vista geológico.

No calor do debate, entre os anos de 1970 e 1980 houve uma série de teorias publicadas entre astrônomos, físicos, geólogos, astrofísicos, ufólogos e até mesmo médiuns que diziam fazer contato com povos de outras galáxias. Houve uma série de outros comentadores que contestavam tais afirmações de civilização avançada em Marte, e que tudo não passaria de um ponto de jogo entre luz e sombra, formando uma coincidente formação, já que no cérebro humano somos tentados a encontrar “rostos” onde não há, e isso está psicologicamente comprovado.

No próprio planeta Terra, por exemplo, temos inúmeras formações rochosas curiosas. Na região onde vivo, em Teresópolis, no Rio de Janeiro, temos várias montanhas que poderíamos dizer que foram formadas por “vidas inteligentes” pelo próprio aspecto geológico da formação das mesmas; nas fotos abaixo temos, respectivamente, o Dedo de Deus e a Mulher de Pedra como tais referências do que afirmo.



No entanto, hoje é geralmente aceito que tudo não passa de uma ilusão de ótica, luzes e sombras, um exemplo do que chamam de “pareidolia”. Após análises de dados de alta resolução da Mars Global Surveyor, a NASA declarou que “uma análise detalhada das múltiplas imagens dessa formação revela uma típica montanha marciana que aparenta ilusoriamente uma face humana dependendo do ângulo de visão e da iluminação”. Ilusões óticas similares podem ser encontradas na geologia da Terra; um exemplo é a Badlands Guardian (foto abaixo), que lembra uma cabeça humana vestida com um adorno nativo americano.


Originalmente, dezoito imagens da região de Cydonia Mensae foram capturadas pelas sondas Viking 1 e Viking 2, mas apenas sete possuíam resoluções melhores que 250 megapixels. As outras onze imagens possuem resolução pior que 550 megapixels e são virtualmente inúteis para o estudo dessa formação. Das sete imagens úteis, a iluminação e o tempo em que dois pares de imagens foram tirados são tão próximos que o número de imagens distintas úteis são reduzidas a cinco.

Desde setembro de 2006, uma sucessão de novos dados da região da Cydonia tem sido publicados pela Agência Espacial Europeia e pela equipe do HiRISE. Essas imagens incluem fotografias tiradas pelas sondas Mars Express e Mars Reconnaissance Orbiter, e uma animação em 3D “Face on Mars”, usando uma combinação de dados digitais da High Resolution Stereo Camera (HRSC) da sonda Mars Express e da Mars Orbiter Camera (MOC) acoplada na sonda Mars Global Surveyor da NASA. Em contraste com a relativamente baixa resolução das imagens da Viking de Cydonia, essas novas plataformas permitem uma resolução muito melhor. As imagens da Mars Express possuem uma resolução de 14 megapixels, ou melhor que isso.

À parte as especulações envolvendo a suposta origem artificial, Cydonia e o “rosto de Marte” aparecem frequentemente na cultura popular, incluindo filmes, séries de televisão, videogames, gibis, e mesmo músicas. O astrônomo Carl Sagan foi um grande crítico da especulação em torno do “rosto” em um capítulo de seu livro “O mundo assombrado por demônios”.


A “cratera do sorriso” em Marte...
A Cratera Galle é uma cratera de impacto, localizada na borda oriental da bacia de impacto de Argyre Planitia. Ela recebeu este nome em homenagem ao astrônomo Johann Galle. Mas o mais interessante desta cratera é a sua formação geológica, o que faz com que ela seja popularmente conhecida como “a cratera do rosto feliz” ou “a cratera do smile”, devido à ilusão de um smile que é criada por uma cadeia de montanhas semicircular e duas crateras menores no interior da própria cratera.


Essa formação foi fotografada pela primeira vez pelo orbitador Viking 1. Como o smile é um motivo no gibi “Watchmen”, de Alan Moore e Dave Gibbons, a cratera foi utilizada como cenário após Gibbons ter notado a coincidência. De acordo com Gibbons, a similaridade “era boa demais para ser verdade. Eu temi que se nós a incluíssemos na história, as pessoas jamais iriam acreditar”. A cratera “verdadeira” foi mostrada em 2009 na adaptação para o cinema de “Watchmen”. Uma segunda “cratera do rosto feliz”, menor que Galle é localizada Nereidum Montes e foi descoberta pela Mars Reconnaissance Orbiter em 28 de janeiro de 2008.


De um modo geral podemos dizer que toda essa história de civilização marciana não passa de especulação. Outras sondas investigaram as tais possíveis construções, e comprovaram que se tratam de meras formações rochosas com formações curiosas, como as montanhas do Rio de Janeiro, que mostramos mais acima. O ser humano, desde o século 19, tem verdadeiro fascínio em comprovar que Marte foi um lugar habitado por seres inteligentes, que tentaram formar uma forte civilização como a do Egito Antigo, mas isso caiu por terra há muitas décadas. Entretanto, alguns grupos permanecem na teoria da conspiração, crendo em evidências folclóricas ou fisicamente impossíveis. É um assunto controverso em que cada um fica com sua verdade.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Paradoxo temporal: você já ouviu falar nisso? Sabe do que se trata?

Os filmes e séries de ficção científica adoram debater esse assunto, mas à luz das ciências exatas e filosóficas será que realmente existe um paradoxo temporal? Na realidade, podemos dizer, para quem já conhece o termo, que há inúmeros paradoxos temporais. Para quem ainda não conhece, o post de hoje é dedicado a explicar sobre isso.


Na ficção científica, o chamado paradoxo temporal é um fenômeno derivado das viagens do tempo para o passado. Quando o viajante do tempo vai para o passado, sua presença perturbadora, na maioria das vezes, gera resultados logicamente impossíveis, ou seja, um paradoxo. Isso aparece com frequência em filmes e séries que abordam a viagem do tempo, como nos clássicos “De volta para o futuro”.

Um clássico exemplo do paradoxo temporal é de causa e efeito: se o viajante altera algum evento passado com o objetivo de mudar o futuro, assim que o fizesse deixaria de existir o motivo original e, consequentemente, sua própria viagem. O motivo da viagem é a sua causa, se ele desaparecer, a viagem, que é seu efeito, também desaparece. Pode parecer assunto de louco, mas isso tudo faz sentido, e é por isso que os filósofos apontam que a viagem no tempo para o passado é algo impossível, uma vez que nós ainda ouvimos falar em grandes catástrofes do passado, como a Segunda Guerra Mundial, por exemplo. Os autores de ficção buscam resolver os paradoxos admitindo a coexistência de universos paralelos possibilitando que as alterações nos fatos passados possam gerar futuros alternativos.

Portanto, se a viagem no tempo ao passado fosse permitida em um futuro distante, hoje não debateríamos as atrocidades do Nazismo entre 1933 e 1945, por exemplo, pois teriam dado um jeito de eliminar Hitler antes que este chegasse ao poder. Sendo eliminado no passado por agentes do futuro, o motivo da viagem, no futuro, não existiria gerando, assim, um círculo vicioso entre causa e efeito.


Alguns exemplos dos paradoxos temporais...
1) Paradoxo do avô – O viajante volta no tempo e mata seu avô na infância, tornando impossível a sua própria existência;
2) Paradoxo da duplicação – O viajante volta poucas horas e encontra consigo mesmo, impedindo que faça a viagem no tempo, alterando assim sua própria história e criando uma duplicata permanente neste mundo, como se fosse um clone ou um gêmeo;
3) Paradoxo final – A pessoa volta ao passado e impede que a tecnologia que o levou ao passado seja inventada, prendendo-o ao passado eternamente.

A questão de retrocausalidade...
A retrocausalidade refere quaisquer dos fenômenos ou processos hipotéticos capazes de inverter a causalidade, permitindo que um efeito preceda a sua causa. É uma questão ligada ao paradoxo temporal das viagens do tempo: “pode o que ocorre no futuro afetar o presente?” ou “pode o presente afetar o próprio passado?”.

Os esforços filosóficos para entender a causalidade remontam a Antiguidade Clássica, na Grécia Antiga; porém, a ideia de que a flecha do tempo pode ser invertida é muito mais recente. Na realidade, a retrocausalidade foi sempre considerada uma contradição em si mesma, dado que, como já indicara o filósofo do século 18 David Hume, ao examinar dois eventos relacionados, a causa, simplesmente, por definição, é o acontecimento que precede o efeito (é o interruptor que ativa a luz, e não à inversa). Ainda, a capacidade de influir no passado sugere que os acontecimentos pudessem ser negados pelos seus próprios efeitos, originando um paradoxo físico, a mais conhecida é o paradoxo do avô (se viajo para o passado e mato o meu avô antes que este conheça a minha avó, como é que estou eu aqui para viajar para o passado e fazê-lo?).

Na década de 1950, o filósofo Michael Dummett manifestou-se contra de tais travas, afirmando que não existe objeção filosófica alguma a que os efeitos precedam as causas. Este argumento foi refutado pelo seu colega Anthony Flew e, mais tarde, por Max Black, que criticou o fácil que era fazer tais afirmações, pois o observador sempre poderá intervir nos efeitos que escolha. À medida que crescia a moderna compreensão da física de partículas, a retrocausalidade ia sendo empregada como ferramenta para explicar invulgares ou pouco conhecidos fenômenos no seu momento, incluindo o eletromagnetismo e a antimatéria.


Questões do debate atual...
Como se viu, a retrocausalidade, ao inverter a causalidade, pode indicar uma volta no tempo. Assim, a curva fechada de tipo tempo (aquela que permite o acesso ao passado) provém de soluções exatas. Embora estas curvas não pareçam existir em condições normais, circunstâncias extraordinárias do espaço-tempo, como os buracos de minhoca, poderiam facilitar a sua formação.

Grande parte dos físicos aponta que a viagem no tempo e os paradoxos temporais continuarão muito bem aplicados na teoria, mas nada além disso, e nunca testaremos a sua prática justamente por conta dos paradoxos temporais e das retrocausalidades. Assim sendo, alegam os físicos, que se a viagem fosse possível, os cientistas do futuro já teriam enviado até nós agentes do futuro avisando que a proposta fora atingida, o que ainda não ocorreu em nenhum momento da nossa história neste plano.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Considerações interessantes sobre o dia de Natal: fatos e farsas...

1. Para quem não sabe, o dia de Natal nos países eslavos, baseados no calendário juliano, é comemorado no dia 07 de janeiro, e não em 25 de dezembro;

2. Originalmente, o dia de Natal era destinado a celebrar o nascimento anual do deus Sol no solstício de inverno no Hemisfério Norte, festival conhecido como “Natalis Invicti Solis”, vindo da palavra latina “natalis”, “nascimento”;

3. O festival foi adaptado pela Igreja Católica no século 3 d.C. para permitir a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano, passando a comemorar nesta data o nascimento de Jesus Cristo. É a data mais importante do cristianismo desde então;

4. Embora tradicionalmente seja um dia santificado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos, sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Por isso, poderíamos dizer que o Natal de hoje é uma grande mistura de culturas de várias partes de mundo, muitas vezes misturando práticas não-religiosas;

5. Nas línguas latinas a palavra Natal vem de “nascimento” em latim. Já no inglês, Christmas, vem de “Chrit’s mass”, ou seja, “Missa de Cristo”, que seria referência à Missa do Galo, que celebra o seu nascimento à meia-noite;


6. O Natal é celebrado no dia 25 de dezembro pela igreja ocidental desde o século 4, e desde o século 5 pelas igrejas cristãs do oriente;

7. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 d.C, no entanto parece que os primeiros registros da celebração do Natal têm origem anterior, na Turquia, a 25 de dezembro, já em meados do século 3;

8. Curiosamente, em toda Europa, desde o ano 529 o dia 25 de dezembro é feriado em todos os países, declamado feriado pelo então Imperador Justiniano, sendo o feriado mais antigo da nossa era;

9. Muitos costumes populares associados ao Natal desenvolveram-se de forma independente da comemoração do nascimento de Jesus, com certos elementos de origens em festivais pré-cristãos que eram celebradas em torno do solstício de inverno pelas populações pagãs que foram mais tarde convertidas ao cristianismo;

10. O Natal transformou-se em uma festa familiar, em torno das crianças, com o tom religioso a partir do século 17, principalmente nos países que passaram pela Reforma Protestante. No século 19 o Natal já era visto como uma importante data comercial em alguns cantos da Europa;


11. Para quem não sabe, curiosamente, durante o século 18, em algumas partes protestantes da Alemanha, Holanda e Suíça a celebração do Natal era proibida devido a preocupações de que a data fosse pagã demais para tal celebração, misturando vários ritos;

12. No entanto, é válido recordar que quem popularizou as Árvores de Natal foi Martinho Lutero, homem que contestou a Igreja e fundou o protestantismo, causando o segundo cisma do Cristianismo em sua história;

13. Estudiosos contemporâneos afirmam que a data foi associada ao festival romano do Sol invencível, ligando o “renascimento” do Sol no céu ao nascimento do Messias do Cristianismo, tornando religiosa uma festa que antes era pagã. Assim, o Sol invencível tornou-se Jesus Cristo, o Rei dos reis;

14. Vale ressaltar que em todos os recantos da Europa os festivais de inverno eram extremamente populares. Entre as razões para isso inclui-se o fato de que menos trabalho agrícola precisaria ser feito durante o tempo de inverno, além da expectativa de uma primavera alegre e cheia de plantios fartos;

15. Outras tradições pagãs do Natal cristão atual incluem: o amigo oculto (vindo da Suécia viking), a troca de presentes (vindo do festival romano da Saturnália), as cores (verde, vermelho e dourado) eram usadas no ano novo romano, além do espírito caritativo para com os mais pobres, vindos das festas germânicas de colheitas;


16. Na Escandinávia pagã comemorava-se um festival de inverno chamado Yule, realizado do final de dezembro ao período de início do janeiro. Como o Norte da Europa foi a última parte do continente a ser cristianizada, suas tradições pagãs tinham uma grande influência sobre o Natal. Por isso os escandinavos continuam a chamar o Natal de “Jul”;

17. O Natal não se encontrava entre as primitivas festividades cristãs. Irineu e Tertuliano não o mencionam nas suas listas de festas. De fato, a primeira evidência da festa procede do Egito. A primeira vez que existe referência direta à observância do Natal, entre os cristãos, acontece no pontificado do Papa Libério (352-366);

18. A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus Cristo nasceu. O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente à segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. Sendo assim, não era um mês propício aos pastores ficarem nos campos passando frio e cuidando de ovelhas. Entretanto, o evangelista Lucas afirma que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu;

19. O nascimento de Jesus se deu por volta de dois anos antes da morte do Rei Herodes, ou seja, considerando que este morreu em 4 a.C., então Jesus só pode ter nascido por volta de 6 a.C. Segundo a Bíblia, antes de morrer, Herodes mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a “estrela” aos magos;

20. Ainda, segundo a Bíblia, antes do nascimento de Jesus, o Imperador Otávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem se recensear, cada um à sua cidade natal. Isso obrigou José a viajar de Nazaré (na Galileia) até Belém (na Judeia), a fim de registrar-se com Maria, sua esposa. Deste modo, fica claro que não seria um recenseamento para fins tributários;


21. A viagem de Nazaré a Belém – distância de uns 150 quilômetros – deveria ter sido muito cansativa para Maria, que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogênito. Envolveu-o em faixas de panos e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar disponível para eles no alojamento. São Lucas em seu Evangelho diz que no dia do nascimento de Jesus os pastores estavam no campo guardando seus rebanhos durante as vigílias da noite. Os rebanhos saíam para os campos entre abril e recolhiam nos princípios de outubro;

22. A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1:3 que diz: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não têm conhecimento, o meu povo não entende”. Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus. A menção de “um boi e de um jumento na gruta” deve-se também a alguns Evangelhos apócrifos;

23. Os nomes dos Três Reis Magos e sua quantidade, em três, e seus nomes – Gaspar, Melchior e Baltazar – constam dos Evangelhos apócrifos;

24. A Árvore de Natal é considerada por alguns como uma cristianização da tradições e rituais pagãos em torno do solstício de inverno, que incluía o uso de ramos verdes, além de ser uma adaptação de adoração pagã das árvores. Outra versão sobre a procedência da Árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, uma das mais populares atribui a novidade a Martinho Lutero, autor da Reforma Protestante. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a Árvore de Natal;

25. Já na Roma Antiga, os romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada Saturnália, que coincidia com a data do nosso Natal;


26. As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semilitúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal, serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal;

27. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos;

28. O dia de montar as decorações natalinas variam em cada país. No Brasil as decorações costumam ser realizadas no dia 06 de dezembro, data em que se comemora o dia de São Nicolau. No dia 06 de Janeiro, comemora-se o Dia de Reis, data que assinala a chegada dos Três Reis Magos a Belém, encerrando a magia do Natal, quando a Árvore de Natal e demais decorações natalinas são desfeitas;

29. As canções natalinas são símbolos do Natal e as letras retratam as tradições das comemorações, o nascimento de Jesus, a paz, a fraternidade, o amor, os valores cristãos. Os Estados Unidos têm antiga tradição de celebrar o Natal com músicas típicas. No Brasil, esta tradição, além das familiares, só se tornou comercialmente popular nos anos 1990;

30. Depois da Reforma Protestante, no século 16, muitos países da Europa Central abandonaram a figura de São Nicolau (Papai Noel) substituindo-a pelo Menino Jesus. A figura de Papai Noel só voltou no século 19;


31. O natal é normalmente o maior estímulo econômico anual para muitas nações ao redor do mundo. As vendas aumentam dramaticamente em quase todas as áreas de varejo e lojas introduzem novos produtos para as pessoas comprarem, como brindes, decoração e suprimentos;

32. Nos Estados Unidos, a chamada “temporada de compras de Natal” começa já em outubro. No Canadá, os comerciantes começam campanhas publicitárias, pouco antes do Dia das Bruxas (31 de outubro), e intensificam a sua comercialização em novembro. No Reino Unido e na Irlanda, a temporada de compras de Natal começa a partir de meados de novembro, no momento em que a comemoração de Natal das ruas é montada;

33. Nos Estados Unidos, foi calculado que um quarto de todos os gastos pessoais acontece durante a temporada de compras de Natal. Dados do United States Census Bureau revela que as despesas em lojas de departamento em todo o país subiu de US$ 20,8 bilhões em novembro de 2004 para US$ 31,9 bilhões em dezembro de 2004, um aumento de 54%;

34. Na maioria das nações ocidentais, o dia de Natal é o dia menos ativo do ano para os negócios e o comércio, quase todas as empresas de varejo, comerciais e institucionais estão fechadas, e quase todas as atividades industriais cessam (mais do que em qualquer outro dia do ano). Na Inglaterra e País de Gales, o Christmas Day Act de 2004 impede que todas as grandes lojas façam comércio no dia de Natal;

35. Uma análise de um economista calcula que, apesar do aumento de despesa global, o Natal é um peso-morto na teoria microeconômica ortodoxa, devido ao efeito de dar presentes. Esta perda é calculada como a diferença entre o que o doador do presente gasta com o item e o que o receptor teria pago pelo item;


36. Durante o período de colonização dos Estados Unidos pelos puritanos, foi proibida a celebração do Natal. De acordo com fontes da época, eles acreditavam que a data fosse “um festival papista sem justificação bíblica e cheio de representações pagãs”, chegando a ser considerada uma festa imoral;

37. No século 19, também nos Estados Unidos, a União Americana pelas Liberdades Civis iniciou processos judiciais para impedir a exibição de imagens e outros materiais referentes ao Natal em bens públicos, incluindo escolas. Esses grupos argumentam que o financiamento do governo para exibir imagens e tradições do Natal viola a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que proíbe a criação, pelo Congresso, de uma religião nacional.

sábado, 19 de outubro de 2013

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (26)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Quem inspirou o nome da boneca mais famosa de todas, a Barbie?
Barbie, a boneca mais famosa e vendida no mundo, foi lançada em 1958 e ganhou o nome da filha do casal norte-americano Ruth e Eliott Handler, donos da Mattel, grande produtora de brinquedos. O nome da menina é Barbara, apelidada em casa de Barbie.


De onde tiraram a ideia de que uma lésbica é “sapatão”?
Isso começou no Brasil. Realmente é o aumentativo de “sapato”. Teria surgido logo no início dos anos 70, quando as lésbicas que se vestias mais masculinizadas usavam, então, sapato social masculino. Como os sapatos eram bem maiores, por conta dos pés dos homens serem maiores, passaram a ser conhecidas como “sapatão”.

Por que urubus e aviões não combinam?
Muitos acidentes graves envolvendo aviões de qualquer porte acontecem por colisões com pássaros de grande porte em bandos. No Brasil, por exemplo, o urubu é o que mais causa problemas no tráfego aéreo porque se for sugado pela turbina, faz com que ela pare de funcionar e o avião corre risco de cair, causando várias mortes.

Por que o Fluminense também é conhecido como time “pó-de-arroz”?
Em 1916, apenas 28 anos após a abolição da escravidão no Brasil, o preconceito ainda imperava na sociedade. Na época, o futebol era um esporte para brancos e ricos, recém-trazido da Europa. Negros e mulatos eram proibidos de praticar o esporte, e os poucos que tentavam entrar em campo enfrentavam humilhações. Um deles foi o atacante do Fluminense Carlos Alberto, mulato, teve de recorrer a uma estratégia pouco convencional: antes de começar a jogar, passava pó-de-arroz no corpo para disfarçar seu tom de pele. Entretanto, durante o jogo a pele começava a suar e a maquiagem escorria. A torcida adversária não perdoava, berrando na arquibancada: “É pó-de-arroz! É pó-de-arroz!”. Vale ressaltar que, na época, o Fluminense era o time da elite carioca, e negros nem mulatos podiam sequer se associar ao clube!


O que quer dizer “corpo de delito”?
Proveniente do latim, como a maior parte dos termos jurídicos, o termo significa “o corpo de um crime” e é usado quando se refere a qualquer prova material de que um crime foi cometido. Um carro roubado, um corpo violentado e os registros bancários de fraudes são corpos de delito, são provas de um crime. O corpo de delito é a primeira providência a ser apresentada em um tribunal durante um julgamento.

De onde veio a expressão “171” para safado e vigarista?
Na realidade, 171 é o número do artigo do Código Penal Brasileiro, que trata do crime de estelionato. Simples assim. Já “estelionato” veio do latim “stellionatu”, que significava “fraude” ou “trapaceiro”.

Existe como escapar de um ataque de um enxame de abelhas?
Não existe a fórmula perfeita, mas alguns especialistas apontam algumas dicas: (1) se as abelhas começam a voar à sua volta e a ferroá-lo, não fique parado, fuja e não tente espantá-las por que isso as deixa ainda mais furiosas e violentas; (2) procure um abrigo o mais rápido possível; (3) caso não encontre nenhum abrigo, corra por entre arbustos ou plantas com hastes altas, que ajudarão a protegê-lo e a dispersar as abelhas; (4) não pule na piscina ou em um lago, pois as abelhas irão esperá-lo tomar fôlego para ferroá-lo.

Por que o torneio sul-americano é chamado de “Libertadores da América”?
A origem do nome é uma homenagem aos homens que lutaram pela independência dos países sul-americanos. A homenagem é especial ao venezuelano Simón Bolívar, conhecido como “El Libertador”. Sob sua batuta, Venezuela, Colômbia, Equador e Bolívia chegaram à independência e o Peru queria nomeá-lo como presidente vitalício, sendo que ele recusou. É por isso que o campeonato de futebol tem homenagem a ele, por ter se envolvido em questões de tantos países recém-independentes da Espanha. Vale a nota de que  Bolívar não gostava do Brasil pelo fato de nosso país ter sido uma monarquia na época, o que significava o atraso de ideias perante os ventos republicanos e iluministas pelo mundo.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Tabuleiro Ouija: método de falar com os mortos ou farsa centenária?!

Com certeza você já deve ter visto um Tabuleiro Ouija, mas nunca soube que este fosse o nome dele. Há, ainda, outras variações dele, como no Brasil a conhecida “brincadeira do copo”. Tão difundida, mas tão pouco explicada, tal brincadeira mistura fatos, farsas, crenças, folclores e muito misticismo – o que assusta e/ou atrai tantos participantes. No post de hoje você conhecerá um pouco desta brincadeira que atrai milhões de adolescentes e jovens de todo o mundo.


O Tabuleiro Ouija foi criado para ser usado como método de necromancia – arte de fazer comunicação com pessoas já mortas –, e pode ser qualquer superfície plana com letras, números e outros símbolos específicos (geralmente os desenhos de um Sol e uma Lua, palavras como “sim” e “não”, números) em que se coloca um indicador móvel, geralmente um copo virado para baixo, utilizado supostamente para fazer a comunicação material com os espíritos. Os participantes colocam os seus dedos sobre o indicador que, então, se move pelo tabuleiro para responder perguntas e enviar mensagens.

Na realidade, para quem não sabe, há um jogo de tabuleiro registrado com esse nome no Departamento de Comércio dos Estados Unidos e foi um brinquedo de grande febre nos anos 80 e 90, mas a designação passou a servir a qualquer tabuleiro que se utiliza da mesma ideia. No Brasil, tal brincadeira nunca foi comercialmente popular e nunca foi conhecida com este nome, mas sim como “Jogo do copo” ou “Brincadeira do copo”.

Dependendo de cada país, o início de metodologia de conversa com os espíritos pode mudar. Nos Estados Unidos, por exemplo, é importante ler o Salmo 23 e rezar um Pai-Nosso. Por lá, os índios sioux afirmam que esta é uma brincadeira extremamente perigosa porque traz ao mundo dos vivos uma série de demônios que a pessoa não tem poder de colocá-los de novo no inferno. No Brasil, o folclore urbano afirma que é importante rezar duas Aves-Maria.


A origem do Tabuleiro Ouija...
O princípio em que se baseia o Tabuleiro ficou conhecido a partir de 1847, ano em que as irmãs norte-americanas Kate e Margaret Fox (foto abaixo) supostamente contactaram um vendedor que havia morrido anos antes e espalharam uma febre sobrenatural e espiritualista pelos Estados Unidos. Para quem segue o Espiritismo, este fato é real e um marco muito importante na história desta religião. De acordo com a história, elas teriam usado uma Tábua Ouija para fazer essa comunicação. Há também indícios de que o princípio teria sido aperfeiçoado por um espiritualista por volta de 1853, chamado M. Planchette, que teria inventado o indicador de madeira que é utilizado até hoje. Entretanto, outros espiritualistas afirmam que estas pessoas apenas aperfeiçoaram um conhecimento e um método muito mais antigo, que já seria utilizado durante a Idade Média; no entanto, não há nenhuma prova histórica que afirme essa declaração.

Com o tempo, ao contrário do que afirmam alguns espiritualistas, as irmãs Fox foram desmascaradas e descobriu-se que a metodologia de “conversa com os mortos” era uma fraude que elas faziam uso para ganhar a vida e pagar as contas. Tal situação controversa é debatida até os dias de hoje.


Explicação científica para o fenômeno...
Cientistas céticos em geral atribuem o funcionamento do Tabuleiro Ouija ao efeito ideomotor. Segundo eles, as pessoas participantes da sessão involuntariamente exercem uma força imperceptível sobre o indicador utilizado, e a conjunção da força exercida por várias pessoas faz o objeto se mover. O físico inglês Michael Faraday realizou experimentos que provaram, segundo ele, que movimentos inexplicáveis atribuídos a fontes ocultas eram, na verdade, realizados pelos participantes dos experimentos. Assim foi a forma como agiam as irmãs Fox durante as sessões. O mágico ilusionista e cético norte-americano James Randi cita em seu livro “An encyclopedia of claims, frauds, and hoaxes of the occult and supernatural” que, quando vendados, os participantes do Tabuleiro Ouija não conseguem produzir mensagens inteligíveis.

Explicação dos espiritualistas...
Alguns espiritualistas que acreditam que é possível fazer contato real com o mundo dos mortos argumentam que vendar os olhos dos participantes da mesa prejudica suas supostas capacidades mediúnicas. A ideia que fundamenta o argumento é que o espírito utilizaria todos os sentidos do participante durante as sessões. A maioria dos adeptos dessa teoria acredita que o tabuleiro não tem poder em si mesmo, servindo apenas como ferramenta para o médium se comunicar com o mundo dos espíritos.


Mais críticas e mais debates...
Além das tradicionais críticas dos céticos, o Tabuleiro Ouija também é criticado entre algumas correntes do Espiritismo. Tais críticos usam outro viés: maus espíritos poderiam enganar os participantes fingindo-se de bons e possuí-los espiritualmente. No meio dito especializado há diversos avisos contra o uso do tabuleiro como metodologia de brincadeira.

Tudo isso causa enorme sensacionalismo. Há notícias de tabloides relatando casos de suposta possessão demoníaca em decorrência de sessões envolvendo espíritos malignos. Há, ainda, alguns programas de TV que trataram de forma dramatizada tais casos, com as testemunhas dizendo o que havia ocorrido – um dos programas é o “Paranormal witness” do canal SyFy.

A igreja Católica é crítica com relação ao tabuleiro e à brincadeira do copo, assim como as experiências de seus fiéis na busca pelo contato com os mortos em geral. A recomendação dos padres é que os fiéis se mantenham distantes de participações nesse tipo de evento. Da mesma forma, igrejas protestantes costumam acusar essas práticas como “brincadeiras com demônios”. A doutrina espírita orienta no “Livro dos médiuns” que estas práticas devem ser evitadas uma vez que, normalmente, são utilizadas para curiosidades em geral e perguntas vãs apenas, longe da “seriedade exigida” no intercâmbio com a espiritualidade benfeitora, e, dessa forma, é mais provável a presença de espíritos levianos e zombeteiros, sem nenhum interesse com a verdade e com a dignidade, do que espíritos bons e esclarecidos comprometidos com a divulgação das propostas morais e éticas da vida.


Para terminar o assunto...
De acordo com os especialistas no espiritismo, o Tabuleiro Ouija não necessita propriamente de ter um formato retangular, muitos tabuleiros são em formato circular. Ainda afirmam que em vez do ponteiro, pode utilizar uma moeda ou um copo de vidro, sendo este último não aconselhável devido ao fato de o espírito poder vingar-se utilizando o copo, precisamente por este ser de vidro.

De maneira geral acreditamos que os céticos tenham razão ao afirmarem o princípio da ação psicomotora, uma vez que os testes feitos com pessoas com olhos vedados ocorreram em diversos institutos de todo o planeta. Portanto, sem enxergar, as pessoas não tinham um “norte” para se coordenarem. Partimos da premissa que o Tabuleiro Ouija, ou Brincadeira do Copo, seja uma farsa bastante antiga e que habitou a mente de muitos adolescentes nas escolas.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Quiromancia: a “arte” de ler as mãos. Você acredita? Fato ou farsa?!

Muitas pessoas não conhecem o real significado da palavra “quiromancia”, mas com certeza conhecem a metodologia que ela aplica para conhecer o futuro daqueles que creem em sua metodologia. A palavra tem origem no grego antigo “chéiro”, “mão” e “mancía”, “profecia”. Ou seja, seria um complexo método de adivinhação e de interpretação de sinais baseados nas linhas das palmas da mão e nos seus formato, tamanho e textura. Ou seja, a quiromancia nada mais é do que a arte e crença de leitura das mãos, muito comum entre ciganas.


Existe a crença que acredita que através da quiromancia, ou seja, a leitura das mãos, é possível descobrir o passado, a personalidade e traços do futuro do indivíduo, além de “prever” vários problemas de inúmeros gêneros. Como as linhas das mãos vão mudando com o tempo, os quiromancistas dizem que quem determina tais mudanças não é o indivíduo, mas o destino, anulando, assim, a teoria do livre-arbítrio e entrando no destino e predestinação.

Não se sabe ao certo, mas esse sistema complexo de adivinhação pode ter origem na Índia, há mais de cinco mil anos, depois se espalhando pela China, Pérsia, Mesopotâmia e no Egito, de onde foi exportada para a Europa através dos grupos de ciganos – que têm origem na Índia. As lendas nos contam que o filósofo grego Aristóteles, que dizia que a mão é era o “principal órgão” do corpo, ensinou quiromancia a seu mais famoso pupilo, Alexandre Grande. Dizem que, também, Júlio César acreditava ter tanta habilidade para decifrar palmas da mão que julgava seus homens pela aparência delas.

Durante a Idade Média, como os ciganos eram grupos excluídos na Europa Feudal, viviam nas florestas e vagavam pedindo esmolas e praticando furtos entre viajantes e comerciantes, ou promovendo apresentações circenses. Com o tempo, para matar a fome, as mulheres passaram a ganhar algumas moedas em troca da leitura das mãos dos viajantes, o que popularizou a etnia cigana entre os mais conhecidos quiromancistas.


Princípios básicos de leitura das mãos e das principais linhas...
1. A linha da vida: trata-se da linha que começa no espaço entre o polegar e o dedo indicador, descendo por toda palma até o pulso. A crença popular diz que essa linha indica quanto tempo uma pessoa vai viver. No entanto, ela dá uma ideia geral da qualidade de vida e da vitalidade dessa pessoa. Uma curva acentuada para baixo, mesmo numa linha curta, indica força física. Já uma linha relativamente reta sugere pouca resistência.

2. A linha da cabeça: trata-se da linha que corta quase diagonalmente a palma da mão, indo do espaço entre o polegar e o indicador até o meio do outro lado da mão. Mostra a capacidade intelectual da pessoa. Ela revelaria a criatividade latente, o poder de concentração e a capacidade de resolver problemas. Quanto maior a linha, maior a capacidade de concentração. Situa-se no meio da palma da mão, quase reta.

3. A linha do coração: é a linha que começa entre os dedos indicador e médio, cruzando toda a parte alta da palma até o outro lado. De acordo com os ciganos, essa linha é a chave para se entender as emoções. Ele revela a maneira como o indivíduo interage com os outros e suas expectativas em relação ao amor e a relacionamentos.


Ler a mão esquerda, ou a mão direita?
Segundo a cultura cigana, a mão que mais usamos (destros ou canhotos) é chamada de “mão principal” ou “mão superior”. Ela indica os eventos futuros, bem como o seu exterior. A outra mão é denominada “secundária” ou “inferior”. Ela mostra seu potencial bem como o seu interior. Assim, a mão que escrevemos mostraria o que a vida nos transformou e a outra mão mostraria quem realmente seríamos. Pessoas destras tendem a ser mais lógicas, pois a mão direita está conectada com a região lógica, lado esquerdo do cérebro. Pessoas canhotas tendem a ser mais criativas, pois a mão esquerda está conectada com a região intuitiva, lado direito do cérebro.

O que a ciência e os céticos dizem sobre a quiromancia?
A leitura da palma das mãos sempre foi questionada deste a Revolução Científica, no século 18, havendo pouquíssima aceitação, mas poucas pesquisas sobre o assunto, pois os cientistas sempre pensaram nisso como um “assunto menor”. As análises foram empreendidas pelos próprios quiromancistas, o que coloca em xeque tais levantamentos porque trazem paixões fortes e pouca imparcialidade – preponderante para a metodologia científica.

A ciência fala sobre a quiromancia o mesmo que a astrologia: é impossível simples sinais nas palmas das mãos deduzirem a personalidade de um ser humano, complexo por natureza, assim como seria impossível Júpiter e Saturno dizerem que determinado ser humano especificamente cairia numa trama do destino gigantesca. Entretanto, os quiromancistas alegam que a ciência faz uso do pré-julgamento, acusando justamente sem nenhuma dedução científica; já a ciência rebate que “não perde tempo” com folclores e culturas antigas e que não há evidências para basearmos um estudo sobre a relação da vida com a palma da mão.


Os tipos de mãos...
Mão elementar: apresenta dedos curtos e achatados e a palma tem um formato retangular. A pessoa com esse tipo de mão possui raciocínio aguçado, muita força de vontade e grande capacidade para liderar nas mais variadas situações. No amor, entrega-se totalmente, mas exige a mesma dedicação do parceiro: lealdade e fidelidade.

Mão intuitiva: formato delicado, dedos finos e longos e palma estreita. Indica uma pessoa tímida e bastante idealista, que sonha com uma vida melhor e pode, às vezes, distanciar-se da realidade. Por isso, precisa de alguém ao seu lado para orientá-la. No amor, a timidez atrapalha muito, mas é romântica e quando se apaixona sofre muito por não falar o que realmente sente.

Mão filosófica: dedos longos, de juntas marcantes e irregulares, palma retangular e de ossos grandes. Revela uma pessoa sábia e que se interessa em conhecer a fundo os mais variados assuntos. As questões do dia a dia não são bem vistas por essa pessoa, podendo até irritá-la. No amor, é exigente demais com a pessoa amada, por isso, quase sempre está só.

Mão cônica: levemente arredondada, de dedos finos de pontas arredondadas. Esta mão demonstra uma pessoa muito hábil para as artes em geral, sensível e comunicativa. Costuma ser organizada, eficiente e disciplinada, tendo facilidade de crescer profissionalmente. É romântica e gosta de ter liberdade no amor.

Mão quadrada: possui a palma e as pontas dos dedos retangulares. É o tipo mais fácil de ser identificado, indicando que a pessoa é um tanto teimosa e não aceita opiniões alheias ou novidades facilmente. É muito trabalhadora e realista, não medindo esforços para chegar onde quer. No amor, costuma ser leal, mas tem dificuldade para declarar o que sente.


Sobre os dedos...
Dedo mínimo: relaciona-se à intuição e capacidade de comunicação. Se for longo: facilidade de aprender outras línguas e habilidade para comunicação. Se curto: falta de autoconfiança e problemas íntimos.

Dedo anelar: está ligado à criatividade. Se for longo: habilidade para artes. Se curto: pessoas desligadas totalmente das artes em geral.

Dedo médio: refere-se às responsabilidades. Se for longo: pessoa que se esforça para alcançar sua meta e gosta de enfrentar desafios sozinha. Se curto: não aceita opiniões, regras e preferem viver de um modo diferente do comum.

Dedo indicador: relaciona-se ao modo de encarar a vida e as pessoas. Se for longo: pessoa ambiciosa. Se curto: possui personalidade.

Dedo polegar: se for flexível (dobra-se com facilidade): pessoa generosa. Se muito rígido: pessoa teimosa.


De modo geral, podemos concluir que a quiromancia está mais ligada ao folclore e à credulidade das pessoas do que aos estudos e metodologias da ciência. Entretanto, para falarmos disso caímos na armadilha da própria ciência porque ela mesma nunca se interessou em fazer estudos relativos aos erros e/ou acertos desta arte adivinhatória milenar.

sábado, 12 de outubro de 2013

Loira do Banheiro: a lenda urbana mais famosa em todo mundo...

A chamada Loira do Banheiro é uma lenda urbana que está presente em todas as culturas ocidentais, sendo que em cada país há um nome diferente para a personagem sinistra e versões diferentes para o surgimento de tal folclore contemporâneo. Em Portugal, por exemplo, é conhecida como Bruxa do Espelho ou Maria Degolada. Nos países de língua hispânica a lenda é conhecida como Verónica del Espejo ou La Rubia; já nos Estados Unidos é chamada de Bloody Mary, ou Maria Sangrenta.

Por ser uma lenda recorrente em vários países e super conhecida no Ocidente, várias produções de cinema de terror abordaram esta temática da Loira do Banheiro, causando reconhecimento cultural, independentemente de como ela seja chamada em cada país, como no nosso, Brasil, a “Loira do Banheiro”.


A história da lenda...
De acordo com a lenda, caso seu nome seja pronunciado três vezes em frente a um espelho de banheiro, ela aparecerá frente ao convocador e arrancará seus olhos. Dizem que Mary foi executada há mais de cem anos por ser uma bruxa, mas há histórias mais recentes envolvendo uma moça que, devido a um acidente de carro, ficou com a face totalmente desfigurada por causa do impacto. Com o preconceito, ela vendeu sua alma ao Satanás para conseguir se vingar de todas as pessoas do mundo.

Na versão norte-americana há a referência à Rainha Mary I da Inglaterra (foto abaixo), que era conhecida como Sangrenta ou Sanguinária. Essa lenda é originária nos Estados Unidos e foi exportada para o Brasil, com o nome de Loira do Banheiro, tendo sofrido diversas alterações.


É também uma personagem muito bem retratada na série “Supernatural”, em que aparece na primeira temporada, no quinto episódio, além de outras produções de TV e de cinema.

Algumas das alterações da Bloody Mary na versão da Loira do Banheiro são: ela era uma garota que odiava a escola, então todos os dias ia ficar no banheiro. Um dia o batom dela caiu debaixo da pia. Ela se abaixou e quando foi se levantar, bateu a cabeça e partiu o crânio, morrendo na hora de traumatismo. Diz a lenda que seu espírito permanece nos banheiros até hoje se você chamar pelo seu nome três vezes,em frente ao espelho de um banheiro com a luz apagada, depois dar descarga três vezes, ela aparece com uma faca e mata quem a chamou.


Entretanto, a história da educação e dos métodos de pedagogia trazem algumas informações importantes sobre a lenda da Loira do Banheiro. Alguns historiadores do processo educacional apontam que a lenda tenha sido mais fortemente pregada em nossa cultura no final da década de 1970 nos Estados Unidos, se espalhando para todo o mundo; para evitar que os alunos saíssem da sala de aula a todo instante dispersando a atenção destes, os professores recordaram a história da Loira do Banheiro (Bloody Mary), o que fazia com que os alunos tivessem medo de irem sozinhos até lá. Assim, a lenda urbana se tornou cada vez mais popular nas escolas e entre crianças e adolescentes, deixando de ser um distante folclore, ganhando adaptações urbanas.

Outras versões da história...
Em alguns países, a Loira do Banheiro costuma aparecer, segundo as lendas, para grupo de adolescentes rebeldes durante brincadeiras de “verdade ou consequência”. Geralmente, é relatada como sendo uma jovem com aspecto malévolo e aterrorizador. Mas como se trata de uma lenda urbana, ela sofre inúmeras modificações de acordo com cada época, cada região e cada cultura; nos países latino-americanos, por exemplo, Verónica del Espejo aparece para os alunos que estão nos banheiros dos colégios matando aula enquanto jogam, apostam ou fazendo uso de drogas (nota-se, aí, uma forma de “pedagogia do horror” para evitar a evasão escolar).

Desde o século 19, nos Estados Unidos, existe a história de Bloody Mary, que antes aparecia nos espelhos como uma jovem loira segurando um candelabro e pedindo socorro e orações para a sua alma ir para o céu, uma vez que teria sido extremamente infeliz e violentada na sua vida terrena. Com o tempo, a história foi associada ao Halloween e tornando-se cada vez mais macabra, até chegar até nós como conhecemos.


Na França, nos tempos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a história da Loira do Banheiro foi associada a rituais espíritas do kardecismo, talvez pela historieta americana de pedidos de orações, por exemplo. Na Europa, por exemplo, diz-se que ela aparece segurando um bebê morto a facadas – talvez pela associação da rainha de quem surgiu a história de Bloody Mary, pelos seus vários abortos.

Assim podemos dizer que a Loira do Banheiro, ou Bloody Mary, ou Bruxa do Espelho, ou Maria Degolada, ou Verónica del Espejo, ou La Rubia são uma só lenda, talvez a mais espalhada entre as culturas do mundo, popularizada nos corredores de colégios e presente no folclore popular. Algumas pessoas creem piamente tê-la visto, e contam detalhes horripilantes. Entretanto sabemos bem que a Loira do Banheiro é uma mistura de história, folclores locais e a “pedagogia do horror”.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Teorias da conspiração envolvendo o aquecimento global: fato ou farsa?

Nas últimas décadas muito se tem falado sobre o aquecimento global, também conhecido como efeito estufa. De acordo com as ciências que estudam o fenômeno, trata-se do aumento de gás carbônico na nossa atmosfera, causando mais calor – que fica preso na Terra sem poder haver dissipação –, associado à diminuição das florestas, poluição no ar, causando até mesmo diminuição das calotas polares – que se derretem por causa da temperatura mais alta –, modificação no clima etc.

Entretanto, há alguns movimentos – científicos, leigos, apocalípticos e religiosos – que contestam as afirmações dos cientistas em relação ao aquecimento global e ao efeito estufa na atmosfera. As razões e motivos apontados são os mais diversos, e alguns chegam a falar em “teoria da conspiração do aquecimento global” a fim de que a sociedade aja de maneira que os grandes governos mundiais queiram, gerando comportamento, por exemplo.

O post de hoje vai falar um pouco sobre o que seriam estas tais “teorias de conspiração do aquecimento global”, mostrando o que estas pessoas pensam e alegam. E a cada ano mais indivíduos mudam de lado, tornando-se adeptos desta filosofia que diz que estamos em jogo muito poderoso de interesses para a humanidade no futuro.


As teorias da conspiração do aquecimento global são um conjunto de alegações de que, em todo mundo, através de atos de má conduta profissional, política e criminal, a ciência detrás do aquecimento global de formação antropogênica (ação direta do homem) tem sido inventadas e está sendo perpetuado por motivos financeiros ou ideológicos. Os defensores de tais alegações referem-se ao consenso científico como um “embuste do aquecimento global”, ou “fraude do aquecimento global”, causando enorme controversa entre as cadeiras científicas, políticas, sociais.

O atual aquecimento do sistema climático seria inequívoco para o pequeno grupo, e os cientistas saberiam disso, mas 90% deles, cientistas, acreditam que as concentrações crescentes de gases do efeito estufa produzidos pela atividade humana estariam causando todos esses efeitos colaterais. Estes resultados são reconhecidos pelas academias nacionais de ciência de todos os principais países industrializados, menos por essa pequena comunidade que rema contra uma gigantesca maré.

Apesar deste amplo consenso científico internacional com inúmeras pesquisas, as alegações feitas foram que esses pesquisadores e instituições fariam parte de uma conspiração científica global. Há várias alegações de má administração da informação, principalmente após o email controverso do Painel Climático Internacional, onde cientistas falavam entre si que era importante alterar dados de pesquisas para alarmar alguns governos e empresas. Diante disso, oito comissões investigaram essas alegações e relatórios publicados, cada um não encontrando nenhuma evidência de fraude ou de má conduta científica. Mesmo diante deste escândalo internacional, o consenso científico de que o aquecimento global está ocorrendo como resultado da atividade humana manteve-se inalterada.


Alguns exemplos de que o aquecimento global seria uma fraude...
Em um discurso proferido para o Comitê de Meio Ambiente do Senado dos Estados Unidos, em julho de 2003, intitulado “A ciência da mudança climática”, o senador James Inhofe (republicano) concluiu fazendo a seguinte pergunta: “Com tanta histeria, tanto medo, toda a falsa ciência, pode ser que o pandemônio do aquecimento global seja o maior embuste da história mundial, né?”. Ele ainda afirmou: “Algumas parte do processo do Painel Internacional do Clima se assemelha a um julgamento ao estilo soviético, em que os fatos são predeterminados, e supera a pureza ideológica”. Inhofe sugeriu que os partidários do Protocolo de Quioto, como Jacques Chirac, estariam visando a governança global.

Um artigo no jornal “Washington Post” descreveu os pontos de vista dos céticos em relação ao aquecimento global, dizendo que o pesquisador William Gray seria um “criador de teorias da conspiração”, dizendo: “Ele fez uma lista de quinze motivos para a ‘histeria’ do aquecimento global e do efeito estufa. A lista inclui a necessidade de chegar a um inimigo comum no mundo pós-Guerra Fria”. Neste artigo, os céticos falam da ascensão da figura de Al Gore (foto abaixo) como “defensor do meio-ambiente”, coisa que, dizem, ele nunca foi, para melhorar sua imagem perante o mundo e tentar vencer, futuramente, as eleições para presidente dos Estados Unidos.


Ainda há mais críticas, desta vez vindas da Europa. Alguns cientistas acusaram que muitos pesquisadores inventam dados alarmantes a fim de conseguirem mais do que respaldo internacional, mas também financiamento dos governos para continuarem com seus empregos e suas “supostas pesquisas que nunca chegam a uma conclusão de fato”. Esses grupos europeus também falam de uma suposta conspiração elaborada em todo o mundo, principalmente depois do escândalo da troca de e-mails entre pesquisadores. De acordo com o pesquisador Clive Hamilton, “esses grupos torcem para que seus resultados apocalípticos destruam a humanidade, tudo em favor do dinheiro, mas em troca há a panaceia das pessoas comuns”.

Alguns dos motivos para essa “conspiração”...
Aqueles que afirmam que o aquecimento global tem sido falsamente promovido pelos governos e pela mídia alegam vários motivos bizarros, incluindo alguns destes listados abaixo, que seriam os “principais” e “mais evidentes”:

1. Um desejo por parte das Nações Unidas e os seus patrocinadores para promoção um sistema de governo mundial ou governança global;
2. Desejo por parte dos pesquisadores das ciências do clima para atrair o apoio financeiro;
3. Alguns políticos republicanos, nos Estados Unidos, afirmam que a teoria do aquecimento global seja: “esquerdista, comunista, ideologicamente antiamericana e antiglobalização”;
4. Desejo por parte dos líderes políticos conservadores, incluindo Margaret Thatcher e Helmut Kohl, para promoverem a energia nuclear ao mesmo tempo atrair o apoio político dos grupos “Verdes”;
5. Desejo por parte dos líderes políticos de esquerda para promoverem o socialismo. Por conta disso, o então presidente checo Vaclav Klaus disse que “essa ideologia prega a terra e a natureza sob as palavras de ordem e proteção – semelhantes aos marxistas”;
6. Nick Minchin, ex-líder da oposição no Senado australiano, afirmou na TV que “para a extrema esquerda a mudança climática oferece a oportunidade de fazer o que sempre quis fazer: reclassificar o Ocidente, e como o comunismo foi um desastre, agora abraçam a causa do falso ambientalismo criando teorias apocalípticas”;
7. De acordo com um editorial de Peter Menzies no jornal “Calgary Herald”, em 1998, “não importa se a ciência seja totalmente falsa em relação ao efeito estufa desde hajam benefícios ambientais e políticos nesse pensamento”;
8. Em 1993, Timothy Wirth, ex-senador democrata norte-americano, escreveu um artigo polêmico que afirmava: “Temos que montar a questão do aquecimento global, mesmo que essa teoria esteja errada. Precisamos fazer a coisa certa em termos de política e economia”.

Esses são somente alguns pontos apontados para as críticas de que o aquecimento global e o efeito estufa estariam sendo falseados pelos governos e por parte da comunidade científica. O assunto permanece em pauta, e em uma pauta baseada em polêmicas e acusações.

No ambiente religioso não é diferente. Entre os neopentecostais republicanos dos Estados Unidos há um enorme consenso de que o aquecimento global seja uma marca do Anticristo contra a ordem mundial. Tais adeptos desta teoria religiosa apontam que Deus jamais deixaria o ser humano, Sua obra perfeita e “maior”, padecer em meio a tantos cataclismas, e por isso o aquecimento global seria uma teoria “bizarra” e contraditória conforme o pensamento cristão, que seria o “puro e verdadeiro”.


Críticas sobre as supostas teorias conspiratórias do aquecimento global...
Steve Connor interliga os termos “fraude” e “conspiração” dizendo: “Lendo o resumo técnico deste projeto do Painel Internacional Climático (IPCC), é claro que ninguém poderia ir embora com a impressão de que a mudança climática é uma farsa conspiratória pelo estabelecimento da ciência, como alguns querem fazer crer”. Em outro artigo direcionado à teoria da conspiração, Harold Evans descreveu tal “teoria” como sendo “no estilo político paranoico identificado pelo renomado historiador Richard Hofstadter”, e chegou a sugerir que “se acontecer de você estar no mercado para uma teoria da conspiração hoje, há grupos de pressão como o Greenpeace”, ou seja, se houvesse uma farsa na teoria do aquecimento global, grandes empresas financiariam pesquisas contra, com grande poder de marketing.

O documentário “A grande fraude do aquecimento global” recebeu enormes críticas. George Monbiot o descreveu como “a mesma velha teoria da conspiração de que temos ouvir da indústria de negação para os últimos dez anos”. Da mesma forma, em resposta a James Delingpole, Monbiot afirmou: “as teorias de conspiração habituais [...] trabalham para suprimir a verdade verdadeira, o que, presumivelmente, agora inclui praticamente toda a comunidade científica e todos, desde a Shell até o Greenpeace, desde o Sol até nós e a ciência”.

O ex-ministro britânico do Meio Ambiente e Agricultura, David Miliband, apresentou uma refutação fos principais pontos deste documentário e afirmou: “Sempre haverá pessoas com teorias da conspiração tentando nivelar para baixo o consenso científico. Mas faz parte da própria ciência o debate democrático, de contradição de ideias, mas a ciência da mudança climática parece verdade para mim”. John Houghton, antigo copresidente do Painel Internacional do Clima também se manifestou: “A pessoa mais importante no programa era Lord Lawson, ex-ministro das Finanças, que não é um cientista, e que mostra pouco conhecimento da ciência, mas que é parte da criação de uma teoria da conspiração que questiona os motivos e a integridade da comunidade científica mundial, especialmente representados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas”.


Continuando o debate cada vez mais polêmico...
A maior parte dos pesquisadores diz que não há nenhuma evidência de que o aquecimento global seja uma farsa, mas pelo contrário, há graves evidências de que ele seja verdadeiro como nunca; assim, os pesquisadores dizem que quem defende tal teoria conspiratória são pessoas controversas e que padecem da falta de informação. Em geral, os críticos dizem que os indivíduos e as organizações têm mantido o debate do aquecimento global para gerar a governança de alguns países industrializados, promovendo campanhas e elegendo determinadas pessoas.

Desde o final da década de 1980, segundo os críticos, esta campanha climática tem sido muito bem financiada e coordenada por renomados cientistas para conseguirem mais fundos. Entretanto, os cientistas rebatem a informação com um raciocínio lógico: se o efeito estufa é uma farsa, empresas poluidoras e destruidoras do meio ambiente poderiam fazer a contrainformação, apresentando relatórios contrários ao consenso científico. Os cientistas adeptos da teoria da conspiração dizem que este aquecimento do planeta é normal e faz parte um importante ciclo, ora de aquecimento, ora de resfriamento.

Para polemizar ainda mais o assunto, o Greenpeace apresentou evidências de que a indústria de energia e petrolíferas financiavam grupos de negação das mudanças climáticas. Neste relatório de 2011, há a afirmação de que nove entre dez cientistas que afirmam que as mudanças não estão ocorrendo têm laços com grandes petrolíferas, como a Exxon, British Petroleum, Shell etc. Nenhuma destas empresas confirma ou nega tais afirmações do relatório da ONG. Em 2005, a Royal Society, da Inglaterra, divulgou um relatório parecido, afirmando que as maiores petroleiras do mundo distribuíram mais de 2 bilhões de dólares para grupos de contrainformação afirmarem e propagarem esta teoria da conspiração.