sábado, 29 de junho de 2013

OSNI’s: você já ouviu falar neles? Então conheça um pouco hoje!

Neste blog, ou em diversos outros sites da internet, em filmes, em documentários, na televisão, nos jornais, na mídia em geral, na cultura pop... enfim, em todos os lugares ouvimos muito em falar nos Ovni’s, os objetos voadores não-identificados; em inglês: UFO, “unidentified flying object” ou “flying saucer”. Mas você já ouviu falar nos Osni’s? Eles são os chamados objetos submarinos não-identificados – em inglês “unidentified submerged objects (USO’s)”, e agora entram no debate da ufologia e entre os céticos nos últimos anos.


Os objetos submarinos não-identificados (Osni’s) seriam objetos ainda não estudados popularmente pelos técnicos da marinha e da aeronáutica, parecendo com Ovni’s, mas que surgem do meio aquático, principalmente grandes lagoas e em algumas partes dos oceanos do planeta. Em algumas partes da Terra há uma quantidade impressionante de avistamentos destes supostos objetos submarinos não-identificados, como por exemplo as praias de Los Angeles e os Grandes Lagos, nos Estados Unidos.

Entretanto, nos últimos anos os Osni’s ganharam atenção dos ufólogos, que começaram a coletar relatos em diversas partes do mundo: França, Inglaterra, Espanha, Brasil, Argentina etc. A Mufon, entidade global sem fins lucrativos que estuda essas evidências, tem se debruçado nesses relatos, fotos e vídeos que se multiplicam a todo instante. No Brasil, por exemplo, há relatos especialmente na Amazônia – como no famoso e controverso caso conhecido como “Operação Prato”. Já na Argentina é na área da Patagônia que os casos de supostos Osni’s são relatados com maior frequência.


Mais um pouco sobre o assunto...
Os chamados Osni’s são menos conhecidos, porém seriam a contraparte dos Ovni’s. Assim como relatos de avistamentos de discos voadores, muitos avistamentos de Osni’s são ordinários e praticamente impossíveis de obterem crédito por parte da comunidade científica.

De acordo com o que a Mufon relata, as pessoas que presenciaram tais ocorrências falam que os objetos submarinos não-identificados costumam ter luzes amarelas fluorescentes, verdes fluerescentes, azuis e roxas róseas, geralmente com formato oval ou globular. Segundo outros sites relacionados à ufologia, os Osni’s seriam experimentos de seres que viveriam nas profundezas dos oceanos e que a população em geral ainda não tem conhecimento, uma vez que só 7% das profundezas dos mares foram detalhadamente mapeados.


De maneira geral, os Osni’s costumam apontar em águas tranquilas, como em lagoas ou praias de água com pouca maré. A maior parte dos relatos tem horário certo: logo ao amanhecer e pouco depois do entardecer. Entretanto, há pouquíssimos vídeos e fotografias, ao contrário dos discos voadores, que já fazem parte da cultura pop desde o incidente em Roswell, em 1947, e várias produções caríssimas de Hollywood.

Nos novos estudos de ufologia, os Osni’s são, geralmente, igualados a folclores envolvendo supostos navios fantasmas, como o Caleuche e o Holandês Voador, ou clarões supostamente estranhos no meio do oceano, ou até mesmo o “mistério” envolvendo o Triângulo das Bermudas. Para os ufólogos, os navios fantasmas foram as formas encontradas pelas populações dos séculos passados para explicarem os objetos submarinos não-identificados; da mesma forma estariam ligados os estranhos fenômenos espaço-temporais no Triângulo das Bermudas.


Entretanto, demais estudiosos e céticos em geral apontam que os Osni’s podem ser explicados sem maiores mistérios. Os flashes de luz bioluminescente podem ser explicados por animais abissais que emitem a própria luz no escuro, enquanto vêm à superfície da água para se alimentarem à noite. Nota-se, também, que muitos relatos de Osni’s são próximos a importantes bases da marinha e da aeronáutica, portanto podem ser experimentos secretos em desenvolvimento – principalmente à noite, quando as pessoas estão recolhidas em suas casas.

Nos últimos anos muitos ufólogos têm conseguido verdadeiras fortunas lançando livros e realizando palestras e convenções ao apelar para teorias e possibilidades sensacionalistas, deixando de lado as possibilidades mais racionais e céticas, até mesmo citando uma “suposta civilização inteligente submarina que ainda não fez contanto conosco”, fazendo o anacronismo com o desconhecimento europeu por parte da América até o século 15. Esse sensacionalismo faz com que pesquisas sérias acabem não tendo crédito no meio acadêmico e encontrem dificuldades gigantescas de financiamento por parte das universidades.

Os críticos apontam que usar como base relatos mitológicos não funciona como metodologia de pesquisa racional, cartesiana, metódica etc. Alguns especulam que seria um pouco mais simples: por serem avistamentos próximos a bases governamentais, seriam bases de experimentos subaquáticos.


Seja como for, os Osni’s conseguem a cada dia tomar a atenção dos seres humanos por conta da curiosidade junto aos discos voadores. Conhecidos como “discos voadores das águas”, o assunto dos Osni’s não termina por aqui neste parágrafo, mas pelo contrário: abre a possibilidade de mais pesquisa, mais propostas de raciocínios, mais mentes abertas para aquilo que a razão do ser humano ainda não consegue compreender.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Vara de condão e varinha mágica: um assunto curioso e interessante, fatos e farsas...

Uma varinha mágina, vara de condão, ou ainda varinha de condão, é um dos elementos mais importantes da bruxaria e da cultura popular cinematográfica envolvendo o ocultismo, a bruxaria e a magia. A vara de condão consiste, então, em uma vara reta, fina, presa à mão, podendo ser de madeira, marfim, cristal ou metal (geralmente precioso nas histórias infantis), sendo um objeto lendário usado em diversas mitologias, principalmente as europeias. Geralmente, na língua moderna, a varinha é vista como um objeto cerimonial e/ou tendo associações com magia, mas houve outros usos.


A varinha mágina aparece nos contos de fadas europeus porque muitos folclores daquele continente contêm histórias envolvendo fadas ou deuses que fazem uso deste objeto mágico. “Cinderela”, “Branca de Neve”, “Bela Adormecida”: todos esses clássicos infantis contam presença com bruxas ou fadas que usam varinhas mágicas com poderes incríveis que não são bem utilizados pela humanidade quando se apossam de uma dela.

No mercado popular...
No Brasil, foi lançado em 1978 o “Manual de mágicas do Mandrake”, com instruções passo a passo de como fazer uma varinha mágica para jogos de ilusão. O manual acabou tornando-se sensação; em capa dura, é fartamente ilustrado em 190 páginas coloridas e repleto de lições para quem queria se tornar um “mago”. Os truques de salão, com moedas, baralhos e varinha mágica, eram ensinados por Mandrake, Princesa Narda e Lothar, com a ajuda do coelho mascote do Mandrake. O manual apresentava, ainda, o universo do ilusionismo, com textos curtos sobre os mais diversos assuntos, entre eles mágicos famosos e a ética dos mágicos, dentre outros. O manual vinha acompanhado de um “visor mágico” que possibilitava a leitura de determinadas páginas “secretas”.


Simbolismo da vara de condão...
Em cerimônias governamentais formais e eclesiásticas, funcionários especiais podem carregar uma vara do ofício ou bastão do ofício representando seu poder. Um exemplo é o cetro real. Compare, neste contexto, a função cerimonial da maça, do cetro, e do bastão de ofício. Esta é uma prática de longa data; do Antigo Egito existem hieróglifos mostrando sacerdotes segurando pequenos bastões. A prática pode ser mais antiga ainda, pois antropólogos acreditam que algumas pinturas de cavernas, datadas da Idade da Pedra, mostrando pessoas portando pequenas varas, retratam os líderes das tribos com suas varas atestando o seu poder.

Ou seja, sociologicamente, por extensão, a vara de condão representa o poder paranormal, da feitiçaria, que vai além do mundo físico. Aí o cetro real e o bastão representam o poder na terra, no mundo físico; seriam eles uma corruptela deste poder paranormal, metafísico etc.


Usos religiosos...
Na época dos faraós do Egito Antigo eram deixados na tumba itens como utensílios de higiene, armas contra possíveis inimigos, amuletos contra serpentes e também textos mágicos com uma varinha mágica que possibilitaria que a alma pudesse utilizá-la na vida pós-morte. O cajado de Moisés, por exemplo, era uma vara de Hazel, muito conhecida na mitologia egípcia e no folclore daquela região. Já na mitologia grecorromana, o deus Hermes tinha uma varinha especial chamada Caduceu.

Na maçonaria também há o uso de objetos parecidos com varas de condão com várias simbologias, o mesmo ocorre na bruxaria, na religião wicca e no zoroastrismo – religião de origem iraniana. Essas varinhas têm propósitos diferentes, mas todas elas estão ligadas à simbologia de o ser humano poder controlar, supostamente, algo paranormal ou representa-lo como tendo algum poder além dos demais (como o cetro real, que significa o poder de governança sobre um povo).

Os praticantes da wicca usam acessórios mágicos incluindo varinhas para canalizar a energia. Na wicca, a varinha representa o elemento fogo, ou algumas vezes ar e é comumente feita de madeira, mas encontra-se também de metal ou de cristal. Em alguns grupos wiccas mais ricos há verdadeiras joias: varinhas de condão de ouro com pedras preciosas que são passadas de geração em geração.

Alguns antropólogos identificaram que tribos da Ásia Central fazem uso da vara de condão em cerimônias importantes em que, no momento que a pessoa tem a varinha em suas mãos passa a ter o poder da fala, do discurso, da palavra, portanto todos os outros participantes do culto ou dos festejos devem ficar calados até o momento propício. Em algumas tribos esse poder da fala não é atribuído ao ser humano, mas sim quem porta tal vara passa a incorporar espíritos do passado, que falam através daquela pessoa, incorporada. Norta-se, mais uma vez, a ligação da vara de condão com o mundo sobrenatural, servindo constantemente de ponte entre lá e cá.

Usos na ficção...
Varinhas mágicas comumente aparecem em obras de ficção como uma ferramenta para lançar feitiços sobre os outros. Poucas outras denominações comuns existem, de modo que as capacidades da varinha variam muito pouco. Note que tais varinhas preenchem basicamente o mesmo papel de bastão de bruxo, embora geralmente os bastões transmitam uma imagem mais “séria”; uma fada madrinha definitivamente precisa usar uma varinha, possivelmente com uma estrela na ponta, por exemplo. A primeira varinha de destaque na ficção aparece no clássico grego “Odisseia”: a de Circe, que é usada para transformar os homens de Odisseu em animais. Contos de fadas italianos as colocam nas mãos de poderosas fadas pela tardia Idade Média.


Basicamente podemos perceber que a vara de condão que vemos tanto na ficção nos contos de “Cinderela”, por exemplo, tem uma história muito maior do que poderíamos supor. São ações de grupos que a antropologia estuda, e que representam algum tipo de poder até hoje – como o cetro real. A vara de condão serve para curar, enfeitiçar, condenar, mas principalmente serve como simbolismo de que quem a porta tem um poder maior ou superior aos outros seres humanos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

O caso Mantell: mistérios sobre Ovnis envolvendo a Força Aérea Americana...

O que os ufólogos chamam hoje de “caso Mantell” é um dos mais controversos envolvendo a ufologia. Diz respeito à queda e morte do então capitão Thomas Mantell (foto abaixo), na época com 26 anos, piloto da Kentucky Air National Guard, que em 07 de janeiro de 1948 teria sofrido esse acidente após perseguir um suposto objeto voador não identificado (Ovni).


Entendendo e explicando o caso...
Na manhã gelada de 07 de janeiro de 1948, comandados pelo jovem capitão Thomas Mantell, quatro aviões de combate tipo F-51-D Mustang regressavam de um voo de exercício na Base Aérea de Godman, em Fort Knox, nos Estados Unidos. Neste momento, o controlador de rádio da torre notificou-os que um objeto não identificado tinha sido avistado no céu, entre as nuvens. Acelerando, os caças saíram em perseguição ao tal Ovni. Um dos caças, com menos combustível, recebeu autorização para pousar. Os outros dois pilotos acompanharam Mantell na interceptação do objeto. Eles, depois, relatariam que viram um objeto, mas o descreveram como tão pequeno e indistinto que não puderam identificá-lo.

Apenas um dos companheiros de Mantell, tenente Albert Clemmons, tinha uma máscara de oxigênio, e seu oxigênio estava acabando. Clemmons e o outro piloto, tenente Hammond, abandonaram a perseguição a 6.900 metros de altitude. Mantell continuou a subir, entretanto. O pessoal da torre de controle ouviu-o dizer, excitado: “Estou chegando perto dele”. Depois houve silêncio.

Eram 15h15 quando Mantell transmitiu pela última vez. Uma hora depois acharam o seu avião despedaçado, e seu corpo decapitado. Seu relógio parara às 15h18.


A explicação do planeta Vênus...
O “caso Mantell” foi rapidamente investigado pelo Projeto Sign, o novo grupo de pesquisa da Força Aérea dos Estados Unidos que havia sido criado para estudar casos envolvendo Ovnis. Apesar da equipe do Projeto Sign nunca ter chegado a uma conclusão, outros investigadores da Força Aérea sugeriram que Mantell havia observado o planeta Vênus, e acreditando erradamente que ele poderia se aproximar para dar uma olhada melhor, morreu por falta de oxigênio em altitude elevada. Entretanto, esta conclusão foi logo descartada, porque embora Vênus estivesse na mesma posição do tal Ovni, astrônomos trabalhando para o Projeto Sign estabeleceram que o planeta estaria quase invisível para observadores naquela hora do dia. A causa da queda de Mantell permanece oficialmente listada como indeterminada pela Força Aérea.

Ufólogos apontam que a explicação do planeta Vênus seja uma criação do Exército para ocultar o que realmente acontecera naquele dia gelado de 1948. Alguns apontam que esta seria uma explicação extremamente infantilizada: um capitão acostumado a voar confundir um planeta com um objeto voador. Vale ressaltar que estamos falando do ano de 1948, quando já havia iniciado o período de guerra ideológica entre os Estados Unidos e a União Soviética, a Guerra Fria, quando aviões espiões eram frequentemente interceptados em ambos países.


A explicação do balão Skyhook...
O Dr. Joseph Allen Hynek, um professor de astronomia e um consultor científico do Projeto Sign, sugeriu que Mantell tinha confundido um balão meteorológico Skyhook da Marinha americana. De fato, essa explicação é bem plausível: os balões eram um projeto secreto da Marinha à época, continham alumínio, e tinham cerca de 30m de diâmetro, o que é consistente com a descrição de Mantell de um largo objeto metálico. Uma vez que os balões Skyhook (foto abaixo) eram secretos naquele tempo, nem Mantell nem os outros observadores na torre de tráfego aéreo estariam aptos a identificar o Ovni como um balão Skyhook.

Além do mais, pesquisas posteriores do Project Sign e céticos mostrariam que diversos balões Skyhook haviam sido lançados em 07 de janeiro de 1948 em Clinton County, Ohio, aproximadamente 150 quilômetros ao nordeste de Fort Knox. O cético Philip Klass argumentou que os ventos do dia teriam soprado o balão para perto da área onde Mantell caiu.


Apesar da explicação do balão e das comprovações de documentos de 1948 sobre a soltura deles, ufólogos até hoje não estão satisfeitos com o que foi dito sobre aquele dia e pedem abertura de arquivos secretos e maior abertura no Exército, Marinha e Aeronáutica dos Estados Unidos acerca de Ovnis e outros assuntos relacionados aos aliens. Para eles, o caso Mantell só estará fechado quando isso ocorrer.

sábado, 22 de junho de 2013

Considerações sobre os wiccas, as “bruxas” contemporâneas: fatos e farsas...

Nos últimos tempos temos ouvido falar muito em wiccas, principalmente por conta de adolescentes com pouca informação, descobrem a filosofia na internet e pensam estar seguindo corretamente seus preceitos neopagãos. Mas você realmente conhece a história, os credos e pensamentos filosóficos desta nova religião que tem ganhado cada vez mais adeptos? Muitos chamam os adeptos da filosofia wicca de “bruxos” e “feiticeiros”. Será verdade? É o que vamos explicar através de tópicos no post de hoje... Então vamos lá!


1. Wicca é uma religião neopagã influenciada por crenças pré-cristãs e práticas folclóricas da Europa Ocidental que afirma a existência do poder da magia e celebra algumas datas especiais ao longo do ano, como qualquer outra religião;

2. A religião wicca também é conhecida como “witchcraft”, o que seria “bruxaria”, portanto seus seguidores também podem ser chamados de bruxos contemporâneos. Suas origens contestadas residem na Inglaterra no início do século 20, mas foi popularizada nos anos 50 por Gerald Gardner, que na época chamava a religião de “culto às bruxas”;

3. A wicca é uma religião politeísta, de culto basicamente dualista, que crê tradicionalmente na Mãe Tríplice e no Deus Cornífero, ou religião matriarcal de adoração à Deusa Mãe. Estas duas deidades são muitas vezes vistas como faces de uma divindade panteísta maior, ou que se manifestam como várias divindades politeístas;

4. A wicca também envolve a prática ritual da magia, em grande parte influenciada pela magia cerimonial do passado, muitas vezes em conjunto com um código de moralidade liberal conhecida como a “wiccan rede”, embora não seja uma regra;

5. Embora algumas tradições adorem o deus celta Cernunnos, símbolo da virilidade, e por vezes a religião seja confundida com o satanismo, os wiccanos não creem em Lúcifer ou em Satã, entidade presente no culto judaico-islâmico-cristão;

6. A religião wicca tem como prosposta original resgatar os cultos pré-cristãos da Inglaterra antes da conversão ao cristianismo, nos tempos medievais. Por isso, os cultos têm base na religião celta e outras práticas rurais e/ou folclóricas daquele período. Com o tempo, outras práticas pré-cristãs da Europa foram sendo agregadas aos cultos;

7. Mesmo sendo uma religião fundamentada no século 20, acredita-se que muitas pessoas foram mortas durante a Inquisição na Europa não por serem satanistas, mas sim por ainda praticarem naquela época a religião pagã dos tempos pré-cristãos, sendo os mesmos cerimoniais que os wiccas praticam hoje;


8. A religião wicca pôde ser mais aberta a partir dos anos 50 quando o Reino Unido revovou a Lei de Feitiçaria, de 1735, que proibia o culto pagão em seu território, sendo que quem praticasse seria preso por alguns anos, ou deportado para alguma colônia ultramar (geralmente a Austrália);

9. Curiosamente, os primeiros propagadores e filósofos da religião wicca, nos anos 30, 40 e 50 eram membros da maçonaria britânica. Entretanto, vale ressaltar que a própria maçonaria é uma entidade filantrópica e social que é monoteísta, acreditando em Javé, o Deus único dos cultos judaico-cristãos;

10. Na década de 1970, a wicca se espalhou rapidamente pelo mundo e a filosofia original perdeu muito do seu próprio controle, principalmente quando passaram a misturar a prática britânica com folclores regionais. nos anos 90, os wiccas foram associados a jovens rebeldes e ao movimento gótico, sendo que uma coisa não tem nada a ver com a outra;

11. A religião wicca chegou ao Brasil no final dos anos 80, e a cada dia ganha mais adeptos. Vários livros têm sido lançados e traduzidos no país, e o Brasil é visto atualmente como uma das comunidades mais importantes e ativas no mundo;

12. Curiosamente, nos anos 90, a popularização dos wiccas foi tão grande que Hollywood tratou de ganhar dinheiro com isso lançando filmes, seriados e desenhos animados, geralmente voltados para o público adolescente, muitas vezes com tom infantilizado: “Jovens bruxas”, “Sabrina: aprendiz de feiticeira” e “Charmed” são alguns dos exemplos que destacamos. Essa banalização e divulgação de conceitos errados desta filosofia fez com que muitas comunidades wiccas reclamassem e protestassem contra tais seriados e filmes;

13. O termo “wicca” foi criado nos anos 60, na Inglaterra, a partir de “wiccian”, do inglês medieval, que significava “feiticeiros (do sexo masculino)”;

14. Não é sabido oficialmente o número de wiccanos no mundo inteiro e constatou-se que é mais difícil estabelecer o número de membros de religiões neo-pagãs do que de qualquer outra religião devido à sua estrutura familiar ou clãns. O site independente “Adherents.com”, no entanto, que se dedica a informar demografias religiosas pelo mundo cita mais de trinta fontes com as estimativas do número de wiccas. A partir daí, eles desenvolveram uma estimativa média de 800 mil adeptos. De maneira curiosa, 1.434 pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos se identificam como wiccas, tornando-a a maior religião não-cristã dentro dessa comunidade;


15. No Brasil, de acordo com o gráfico mostrado pelo mesmo site, até o ano de 2000, havia cerca de 10 mil a 50 mil wiccas, embora não haja uma diversificação entre a wicca e as outras tradições neopagãs. Outro site americano aponta que no nosso país haja entre 250 mil e 300 mil seguidores da wicca, mas são estimativas pouco confiáveis;

16. A tradição wicca prega que o deus Cornífero é associado à morte, caça e magia, um deus que reina sobre um paraíso pós-mundo (às vezes referido como Summerland), enquanto que a deusa Mãe (simultaneamente a Virgem Eterna e a Feiticeira Primordial) é associada ao amor pela vida e à regeneração e ao renascimento das almas dos mortos;

17. Erroneamente, o deus Cornífero é representado pelos cristãos como sendo a representação de Satanás: um homem com as pernas de bode. Entretanto, sabemos que esta é a figura do deus Pã, que o cristianismo demonizou transformando-o como a figura do diabo. Na Bíblia não há referências sobre a real figura de Satã, apenas dizendo que ele é um “anjo”, portanto um homem alado. Na wicca, o deus Cornífero é representado como sendo o Sol;

18. A deusa Mãe é geralmente retratada como uma deusa tríplice, sendo assim uma divindade triádica composta de uma deusa virgem, uma deusa mãe e uma deusa anciã, cada um dos quais tem associações diferentes, ou seja, a virgindade, a fertilidade e a sabedoria. Ela também é comumente descrita como uma deusa representando a Lua;

19. Historicamente, o culto destes dois deuses ocorria nas ilhas britânicas há muitos séculos, antes do cristianismo ser levado e propagado por lá. Na Idade Média, por exemplo, muitas vilas ainda dedicavam seus altares nas florestas e campos ao culto do deus Cornífero e da deusa Mãe;

20. Alguns antropólogos e sociólogos apontam que, atualmente, a religião wicca tem se tornado cada vez mais politeísta à medida que se mistura com folclores regionais (como o folclore indígena norte-americano, por exemplo, ou o panteão nórdico viking). Isso faz com que a visão teológica wicca fique um pouco diferente e sem uniformidade de país para país. Assim, a teologia wicca nos EUA pode ser um pouco diferente da teologia wicca na Inglaterra, no Brasil, na Austrália etc.

21. A religião wicca crê na reencarnação. Um ditado popular entre os crentes desta religião diz: “Uma vez bruxo, para sempre bruxo”, dizendo que somente almas humanas encarnariam em corpos humanos, mas entre os wiccas da Austrália há a crença de que uma alma humana possa reencarnar em qualquer espécie;


22. Os wiccas creem que antes da reencarnação a alma vive entre o que chamam de “Outro mundo” ou a “Terra de verão”. Entretanto, os wiccas acreditam na comunicação dos espíritos com este plano através da famosa tábua ouija, sendo uma influência contemporânea vinda do Espiritismo;

23. Apesar de alguns wiccas acreditarem na vida após a morte, este não é o principal foco desta religião. A wicca tende a se concentrar na vida atual porque se alguém faz seu melhor na vida presente, em todos os aspectos, a vida seguinte vai ser mais ou menos benéfica dentro do processo;

24. Boa parte dos wiccas creem na magia, uma força que eles veem como sendo capazes de manipulação através da prática de bruxarias. De fato, muitos wiccas concordam com a definição de magia oferecida pelos mágicos cerimoniais, que declaram que a magia é “a ciência e a arte de provocar mudança de ocorrência em conformidade com a vontade, a partir dos elementos da natureza”;

25. Os wiccas acreditam que a magia é a lei da natureza ainda incompreendida ou ignorada pela ciência contemporânea (cartesiana, analítica, metódica), e, como tal, não a veem como sendo sobrenatural, mas sendo uma parte dos superpoderes que residem na natureza;

26. Os feitiços da wicca são realizados durante as práticas rituais na tentativa de provocar mudanças reais no mundo físico. Assim, os feitiços da wicca geralmente são usados para a cura, a proteção, o banimento de influências negativas e, principalmente, a fertilidade;

27. Os pioneiros da wicca Alex Sanders, Sybil Leek e Doreen Valiente, chamavam suas práticas de “magia branca”, para separá-la da chamada “magia negra”, que é associada ao mal e ao satanismo, com uso de sacrifícios, e é usada contra um objeto, uma pessoa, um lugar;

28. Não existe nenhum dogma moral ou código ético universalmente seguido pelos wiccas de todas as tradições, no entanto a maioria segue um código conhecido como a “Wiccan Rede” que afirma: “sem ninguém prejudicar faz o que tu quiseres”. Geralmente essa frase é interpretada como uma declaração de liberdade para atuar na vida, juntamente com a necessidade de assumir a responsabilidade por aquilo que resulta de nossas ações e minimiza danos a si mesmo e aos outros. Outro elemento típico da moralidade wicca é a chamada Lei Tríplice que diz que qualquer ação malévola ou benéfica retornará ao autor três vezes mais forte, ou com igual força a nível do corpo, da mente e do espírito;


29. Em grande parte das tradições da wicca, há a crença nos quatro elementos, mas ao contrário da filosofia na Grécia Antiga, elas são vistas como simbólicas em vez de literal, ou seja, são representações das fases da matéria. Esses elementos são geralmente evocados durante os rituais mágicos e nomeados ao se consagrar um círculo mágico. Os quatro elementos são: ar, fogo, água e terra, acrescido de um quinto, o éter (ou espírito), que une todos os outros quatro elementos;

30. É interessante notar que embora existam muitos wiccas céticos quanto a existência dos deuses, vida após a morte etc., eles continuam envolvidos com bruxaria, sobretudo por conta da experiência de seus rituais, alegando que gostam de mitos, magia etc.

31. Existem muitos rituais na wicca que são usados para celebrar os Sabás, adorar as divindades ou fazer feitiçaria. Geralmente são realizados em lua cheia, ou durante a lua nova, que é conhecida como Esbat. Nos ritos típicos, o coven ou os bruxos solitários reúnem-se dentro de um círculo mágico;

32. O círculo mágico é de suma importância para a magia e é considerado um lugar de reunião, de amor, de alegria, de verdade; na wicca, é um escudo contra o mal e serve também para preservar e conter o poder mágico;

33. Em grandes círculos e celebrações, o mago pode incluir os nomes das entidades a serem evocadas, ao passo que nos círculos menores, que correspondem aos quatro pontos cardeais, muitas vezes são postas figuras da cabala e, no centro, mantras ou signos, cujo valor símbolo devem estar de acordo com a potência evocada;

34. Um aspecto sensacional da wicca e que faz parte dos elementos sexuais que são fundamentais na religião, é despir-se e fazer o ritual com todos os membros nus, prática conhecida como “skyclad”. A nudez indica o abandono da persona social;

35. Existem diversos ritos de passagem dentro da wicca. Talvez o mais significante deles seja o ritual de iniciação, através do qual alguém se junta à craft e torna-se um wicca. Gerald Gardner alegava que havia um período tradicional de um ano e um dia entre o momento em que uma pessoa começa a estudar o ofício e quando ela é iniciada;


36. O “handfasting” é uma celebração dos wiccas, e é um termo usado para os casamentos. Alguns wiccas observam a prática da união experimental por um ano e um dia. A promessa de casamento na wicca é “por quanto tempo durar o amor”, em vez da tradicional cristã “até que a morte nos separe”;

37. As crianças que são criadas por famílias wiccas, recebem o Wiccaning, que é análogo ao batizado cristão. Sua proposta é apresentar a criança ao deus e à deusa para proteção. Apesar disso, de acordo com o livre arbítrio pregado pelos wiccas, a criança não deve ser obrigada a ser adepta da religisão ou simplesmente aderir outras formas de paganismo por simples vontade dos adultos;

38. Ao contrário da Bíblia, da Torá e do Alcorão, a wicca não possui um texto sagrado, embora existam algumas escrituras e textos que várias tradições diferentes suportam como importante e influente para suas crenças e práticas. Atualmente é que já existem livros específicos falando das práticas, casamentos, cerimônias etc.

39. Hoje em dia é muito comum encontrarmos ao redor do mundo pessoas que seguem a wicca solitariamente, sem grupos que celebram nas florestas e celebram em conjunto seus festivais. Isso não impede que a pessoa faça suas bruxarias e siga a filosofia da religião. Pelo contrário, ela pode iniciar uma comunidade desde que siga os princípios básicos da bruxaria inglesa;

40. Algumas tradições utilizam o símbolo de uma mulher pisando numa serpente ou um homem derrotando um dragão, símbolo da dominação ou da vitória diante das vontades fracas, e que pode ser um símbolo análogo às imagens católicas de Nossa Senhora de Imaculada Conceição e de São Jorge. A serpente representa a ambivalência de toda manifestação e é maléfica sobre a aparência de Tífon e de Píton ou também pode representar sabedoria, como indica seu nome grego Ophis, anagrama por uma letra da sabedoria, Sophia O culto à serpente é encontrado em todas as partes do mundo e em todas as religiões e é associado à transcendência e à iluminação. A serpente é citada por Buda, pela Bíblia (serpente do Paraíso) por Jesus Cristo, pelos egípcios (deusa Ísis, Uadjit, entre ouros), gregos (Pítia), e pelos romanos;

41. O pentagrama, a estrela de cinco pontas, é um símbolo mais utilizado pelos wiccas, e praticamente obrigatório na maior parte das tradições. O pentagrama é uma indicação da vida e da inteligência, e para os wiccas simboliza ainda os quatro elementos acrescentado do espírito, no ponto mais alto do ângulo. No entanto, no satanismo, e exclusivamente nele, invertido ou com uma representação de um bode negro o pentagrama simboliza o mal. O pentagrama invertido e com o bode negro, usado no satanismo, tem levado a muitos identificarem incorretamente os wiccas como satanistas;

42. Muitas pessoas dizem que a wicca seria uma forma mais branda ou “disfarçada” de satanismo. Entretanto, vale lembrar que são duas religiões completamente diferentes e com dogmas totalmente diferentes conforme o leitor viu ao longo deste post. Futuramente faremos um post específico sobre os dogmas e crenças particulares do satanismo;

43. Os wiccas não creem em Lúcifer ou em Satã, tampouco na vinda de um deles à Terra. Devido à conotação negativa associada à bruxaria moderna, muitos wiccas mantêm suas práticas em sigilo, ocultando sua fé por medo de perseguição. Por conta disso existe a brincadeira entre wiccas de “sair do armário de vassouras”, ou seja, revelar-se socialmente que se é um bruxo;


O que podemos perceber é que a religião wicca tem ganhado inúmeros adeptos em todo mundo por conta do seu rompimento com culturas religiosas já estabelecidas, como o cristianismo, e pelo seu maior contato com a natureza e com os folclores europeus – uma vez que há um retorno às origens históricas dos povos antes das conquistas romanas e expansão do cristianismo. O que podemos perceber é que muito da tradição original wicca do início do século 20, que buscava um retorno à origem britânica, foi rompido pela expansão do credo wicca; hoje vemos muitos rituais de feitiçaria mesclados com tradições indígenas, incas, astecas, apaches, vikings etc.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Arco-íris “diferentes” e halos de luz: ilusões de ótica que causam erros de identidade, mas embelezam o céu...

Uma das coisas mais interessantes da natureza é o arco-íris e tudo que vem detrás dele, como as teorias de ótica da Física. Pequenas gotículas de água formam um espetáculo de beleza único, e ninguém fica imparcial diante de um arco-íris. Entretanto, para quem não conhece, a Física Ótica pode nos aprontar peças de ilusões muito interessantes, e isso pode confundir as pessoas sem conhecimento de causa, alegando serem fenômenos bizarros, paranormais ou extraterrestres.

De acordo com a MUFON, a rede mundial de investigação de fenômenos ufológicos, muitos dos casos de avistamentos são erros de identificação ordinários, causando confusões em fenômenos logicamente naturais, como as ilusões de ótica que vamos apresentar no post de hoje. Aliás, ilusões interessantíssimas!

Depois de ler este post, logicamente que o caro leitor estará mais bem preparado quando observar tais fenômenos óticos, lembrando que são embelezamentos da natureza que nos proporcionam tais visões. Ou seja, não há nada de anômalo ou paranormal, mesmo que digam o contrário. São fenômenos óticos da Física e podem ocorrer em quase todos os lugares, a todo tempo e instante.


Halo de 22°...
Um halo de 22 graus (foto abaixo) é um fenômeno ótico, formando um círculo de 22° em torno do Sol ou da Lua. Ele é formado por milhões de cristais de gelo, que refratam a luz, formando um halo bem largo. No folclore inglês, os halos de Lua avisariam a aproximação de fortes tempestades. Há um fenômeno ótico parecido conhecido como “Corona”, que veremos adiante.


Arco circumhorizontal...
Também é conhecido como “arco-íris de fogo(foto abaixo). É um halo similar em aparência a um arco-íris comum, só que é horizontal. Causa muita estranheza em quem o vê, por isso é tão confundido com fenômenos alienígenas, misteriosos e paranormais. Ele se diferencia também por ser causado pela refração através de cristais de gelo, ao invés de refração através de água líquida, como no arco-íris comum.



Arco circumzenital...
Também conhecido como “arco de Bravais” ou “sorriso do céu(foto abaixo), é um fenômeno ótico similar na aparência de um arco-íris, mas surge da refração da luz solar através de cristais de gelo orientados horizontalmente. O arco se forma não mais do que um quarto de um círculo centrado sobre o zênite (o ponto mais alto do céu). As cores são de azul no interior para vermelho no lado de fora do arco. As cores são mais puras do que as de um arco-íris, porque há uma sobreposição de cores muito menos na sua formação. A primeira impressão é a de um arco-íris de cabeça para baixo. Raramente é notado porque ocorre no topo do céu, próximo ao Sol, mas na verdade é relativamente comum.


Nuvem iridescente...
A chamada nuvem iridescente (foto abaixo) é a ocorrência de cores em uma nuvem semelhante às observadas nas poças de óleo, e é semelhante à irisação. É um fenômeno bastante incomum, e por isso quando ocorre chama tanto atenção das pessoas, associando a fenômenos ufológicos; mas sempre é um espetáculo muito mais interessante que avistar um arco-íris depois de uma tempestade. As cores são geralmente de tom pastel, mas podem ser muito vívidas, dependendo do dia.



Corona meteorológica...
Na meteorologia e na física, a coroa é produzida pela difração da luz do Sol ou da Lua por pequenas gotículas de água, ou às vezes minúsculos cristais de gelo. A coroa consiste em pequeno número de anéis concêntricos coloridos ao redor do objeto celeste e uma auréola brilhante no centro. O tamanho angular da coroa depende dos diâmetros das gotículas de nuvem – pequenas gotículas produzir coronas grandes, por exemplo. Pela mesma razão, a coroa é mais clara quando o tamanho das gotículas é mais uniforme. As coronas diferem-se dos halos porque estes são formados por refração (em vez de difração) de dimensão relativamente grande, em vez de pequenos cristais de gelo. Cores avermelhadas sempre ocupam a parte exterior do anel da corona.

Pó de diamante...
Pó de diamante (foto abaixo) é uma espécie de nuvem de pequeníssimos cristais de gelo que se formam perto do solo. Geralmente ocorre quando a temperatura fica abaixo de zero grau por mais de cinco dias. O fenômeno é bem semelhante a uma ventania de terra, de poeira, mas é composto de gelo e, quando o dia está claro, causa um efeito ótico bem interessante, semelhante a pequenos diamantes voando. Por ser muito fino e delicano, o pó de diamante é muitas vezes notado pela primeira vez por breves lampejos causados quando os minúsculos cristais, caindo através do ar, refletem a luz solar.


Falso pôr-do-sol...
Um falso pôr-do-sol é um tipo muito particular de fenômeno físico, pertencente à família dos halos. Trata-se de um fenômeno atmosférico ótico associado à reflexão ou refração da luz solar por pequenos cristais de gelo que compõem nuvens cirrus ou cirrostratus, quando o Sol ainda está abaixo do horizonte. Por conta da distância, parece que há um pôr-do-sol, o que na realidade não é verdade.





Buraco meteorológico...
O buraco meteorológico, ou “glória do Senhor(foto abaixo), é um fenômeno ótico que se assemelha a uma auréola de santo sobre a sombra da cabeça do observador. Também pode acontecer em túneis, causando um efeito extraordinário. O buraco meteorológico só pode ser visto quando o observador está diretamente entre o Sol e a nuvem de refração; por isso, é comumente observado no ar. Este é um dos fenômenos óticos da Física mais estudados atualmente, porque ainda não há um consenso sobre como ele é formado.




Flash verde...
O flash verde, ou raios verdes, (foto abaixo) é um fenômeno ótico que ocorre logo após o pôr-do-sol, ou antes do amanhecer, quando uma mancha verde é visível, geralmente por não mais do que um ou dois segundos, acima do Sol. Flashes verdes são um grupo de fenômenos decorrentes de causas diferentes, e alguns são mais comuns do que outros. Um flash verde pode ser observado a partir de qualquer altitude (até mesmo de um avião). Ele geralmente é visto em um horizonte sem obstáculos, como sobre o oceano.


Halo ótico...
Um halo é um fenômeno ótico produzido por cristais de gelo, criando arcos coloridos ou brancos e manchas no céu. Eles se formam em torno do Sol ou da Lua, mas também podem se formar em torno luzes artificiais em tempo muito frio quando cristais de gelo, chamados pó de diamante, estão flutuando no ar nas proximidades. Existem muitos tipos de halos de gelo. A forma particular e orientação dos cristais é responsável para os tipos de halos observados. A luz é refletida e refratada por os cristais de gelo e podem dividir-se em cores devido à sua dispersão. Os cristais se comportam como prismas e espelhos, refletindo e refletindo a luz solar.


Pilar de luz...
Um pilar de luz é um fenômeno visual criado pelo reflexo da luz a partir de cristais de gelo, perto de superfícies planas. A luz pode vir do Sol, caso em que o fenômeno é chamado de “pilar solar”. Ele também pode vir da Lua ou de fontes terrestres, tais como iluminação pública. Por várias vezes os pesquisadores da MUFON desmistificaram mitos de luzes misteriosas, uma vez que estas eram simples pilares de luz que não haviam sido explicados, mas filmados ou fotografados como fenômenos bizarros sem identificação. É mais um fenômeno interessante que pode ser observado quase frequentemente.




Parélio...
Um círculo parélio (foto abaixo), também conhecido como “sun dog”, é um halo, um fenômeno ótico que aparece como uma linha horizontal branca na mesma altitude como o Sol ou a Lua. Às vezes o parélio causa um impressionante fenômeno que parece haver três sóis no céu. Os parélios são geralmente de cor branca, porque eles são produzidos por reflexão, mas podem, no entanto, apresentar um tom azulado ou esverdeado.


Como observamos neste post, a natureza pode nos proporcionar vários truques óticos que a Física vem estudando, junto com a meteorologia, há muitos séculos. Estes fenômenos causam espanto e curiosidade no ser humano que, por isso, costuma associá-los a entidades ufológicas e/ou paranormais. Portanto, se você observar no céu uma nuvem iridescente, por exemplo, não fique assustado; trata-se de mais um espetáculo da natureza em frente dos nossos olhos! Para ver mais fotos espetaculares destes fenômenos físicos basta buscá-los particularmente no Google Imagens, sem falar que há outros interessantíssimos que não citamos aqui neste post.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Mensagem de Arecibo: nosso recado para quem puder captá-lo no universo...

Durante grande parte das décadas de 80 e 90 se falou no Observatório de Arecibo e na famosa Mensagem de Arecibo, que seria um código especial para que supostas civilizações inteligentes em outras galáxias captassem nosso chamado e, quem sabe um dia, respondessem dizendo “Estamos aqui, e ouvimos vocês! Vocês não estão sozinhos!”. Aliás, a grande dúvida da humanidade talvez seja esta, e por isso a ciência recorre a pesquisas gigantescas com esta finalidade, tentando responder a este questionamento. No post de hoje vou fazer algumas considerações sobre Arecibo. Então vamos lá!


1. O radiotelescópio de Arecibo é o maior radiotelescópio fixo do mundo, e localiza-se em Arecibo, Porto Rico;

2. Sua antena parabólica gigante tem 305 metros de diâmetro e foi construída originalmente em 1963, na cratera de um vulcão extinto;

3. Ele é operado pela Universidade de Cornell, dos Estados Unidos, e é atualmente a principal ferramenta na busca de vida extraterrestre, através do projeto SETI;

4. Uma grande antena é necessária porque somente uma pequena fração da energia do radar é espalhada de volta e retorna à antena para ser medida;

5. Atualmente, somente um terço do tempo do telescópio é utilizado para estudos ionosféricos; outro terço é dedicado às galáxias e o terço restante está reservado para a astronomia dos pulsares;

6. O tamanho gigante do telescópio também tem suas desvantagens. Por exemplo, a antena é muito grande para ser orientada em diversas posições e deve permanecer fixa sobre o solo. Como resultado, podemos visualizar somente a área do céu localizada diretamente sobre ele, sempre ao longo do caminho da rotação terrestre. Esse fato faz com que Arecibo acesse uma porcentagem relativamente pequena do céu. Em comparação, a maior parte dos outros telescópios pode observar de 75% a 90% do céu;

7. A mensagem de Arecibo (foto abaixo) foi enviada ao espaço com o objetivo de transmitir a uma possível civilização extraterrestre informações sobre o planeta Terra e a civilização humana em 1974;


8. Este sinal foi direcionado para o agrupamento globular estelar M 13, que está a aproximadamente 25 mil anos-luz de distância, e possui cerca de 300 mil estrelas na Constelação de Hércules. A mensagem foi transmitida exatamente em 16 de Novembro de 1974, e consistia-se em 1.679 impulsos de código binário que levaram três minutos para serem transmitidos na frequência de 2.380 Mhz;

9. Escolheu-se enviar 1.679 dígitos pois esse número é semiprimo, isto é, o produto de apenas dois números primos. No caso, 1.679 é o produto de 23 e 73. A ideia foi escolher um semiprimo para que um eventual receptor pudesse deduzir que os sinais formam uma matriz bidimensional;

10. Com o objetivo de entender a mensagem codificada na transmissão, é essencial compreender o código binário. Ele é atualmente muito mais simples que a nossa base 10, o sistema decimal. Onde na base 10 nós contamos de 1 até 9 e depois elevamos 1 em colunas de 10’s e começamos novamente em colunas unitárias, até termos 9 na coluna dos 10's e começamos novamente com as unidades. Então temos que carregar 1 dentro das colunas dos 100’s e começar novamente nos 10’s e nas colunas unitárias, e assim por diante. No sistema binário cada coluna sobe em potência de 2, ainda que as colunas são unidades, 2’s, 4’s, 8’s, 16’s etc. Porque nós podemos agir em 1’s e 0’s, nós rapidamente movemos acima as colunas – porque assim que excedemos 1 nós corremos na próxima coluna;

11. A mensagem original compreendia diversas seções, cada uma representando um particular aspecto da nossa civilização. No topo havia a representação binária do número um até o número dez, mostrando os números oito, nove e dez como duas colunas. Isto mostra a qualquer um que decifrar a mensagem que nós podemos especificar que números grandes demais para serem escritos numa linha podem ser elevados à potência;

12. A próxima secção contém os valores binários 1, 6, 7, 8 e 15 que indicam os números atômicos dos elementos primários para a constituição da vida na Terra: hidrogênio, carbono, nitrogênio, oxigênio e fósforo, respectivamente;

13. A seção maior das três colunas, representa as fórmulas para os açúcares e bases para os nucleotídeos do DNA. Abaixo disto, havia a representação gráfica da nossa dupla hélice do DNA ao lado de uma barra vertical que indica o número dos nucleotídeos no DNA;

14. Diretamente abaixo da dupla hélice do DNA está uma pequena representação de nós, humanos, com um corpo e dois braços e duas pernas (como um homem esticado). Na direita está um valor binário da população da terra. Isto pode ser calculado como 4,29 bilhões, que era a população mundial aproximada nos idos de 1974;

15. No lado esquerdo da forma humanoide existe um número binário correspondente à altura do ser humano. Pelo fato de não podermos usar “medidas humanas” (como pés e polegadas), a altura é representada em unidades de comprimento de onda;


16. Na próxima seção está a representação simplificada do nosso Sistema Solar. Ela mostra o Sol e nove planetas, numa representação aproximada de tamanhos. Deixando representado que o terceiro planeta, a Terra, é significativo em relação aos outros;

17. A última seção indica a origem da mensagem por si própria. O rádio telescópio de Arecibo, que é a estrutura curvada;

18. O sinal enviado foi tão forte que um radiotelescópio como o de Arecibo seria capaz de detectá-la em qualquer lugar da nossa galáxia;

19. Em 21 de agosto de 2001, foram encontrados dois círculos nas plantações perto do radiotelescópio de Chilbolton, em Hampshire, no Reino Unido. Geralmente esses desenhos nas plantações são atribuídos aos artistas de círculos, que usam apenas tábuas para pisar nas plantas. Apesar das controvérsias, um desses círculos lembrava muito a mensagem enviada em 1974, porém, havia algumas particularidades no mesmo;

20. Recentemente, a mensagem de Arecibo foi modificada em alguns dados. Acrescentaram o silício entre os elementos químicos importantes na Terra, falou-se mais sobre o DNA após as pesquisas do Projeto Genoma Humano, a população representada agora é de quase 13 bilhões de habitantes e até se falou dos extraterrestres: a anatomia enviada mostrava um ser abaixo da estatura humana e com uma grande caixa craniana, semelhante aos greys;


Os estudos envolvendo o gigantesco equipamento de Arecibo mostra como temos necessidade de descobrir se estamos, ou não, sozinhos neste vasto universo; uma pergunta que, talvez, jamais saberemos a resposta, mas que ainda suscita grandes controvérsias de diversas correntes, até mesmo teológicas. O sonho de muitos cientistas é que um dia o sinal de rádio tenha uma resposta: “Estamos aqui, e ouvimos vocês! Vocês não estão sozinhos!”. Pode parecer ficção científica, mas quem sabe um dia não aconteça realmente?! Seria um impacto gigantesco, como quando, no século 15, os europeus descobriram a existência do continente americano e dos indígenas.

Para conferir o Radiotelescópio de Arecibo, gigantesco, basta ir ao Google Maps ou Google Earth e, no campo de busca, colocar os dados numéricos a seguir, e boa viagem: 18.344722, -66.751389

sábado, 15 de junho de 2013

Tipologia extraterrestre: debatendo como seria a aparência dos nossos “irmãos” aliens...

Na cultura pop são comuns as especulações sobre a existência de várias raças de seres alienígenas e até são nomeadas. Assim, haveria uma “tipologia extraterrestre”. Relatos sobre ocorrência de abduções são frequentemente divulgados e quase sempre com destaque na mídia. Os que afirmam terem sido abduzidos ou tido algum tipo de contato costumam descrever, às vezes, pormenorizadamente, os seres e o evento em si. Mas não existem provas de que essas abduções realmente tenham ocorrido.

O campo científico parece dividir-se: uns são totalmente céticos em relação à existência de vida inteligente fora do planeta Terra, mas existem aqueles que levantam a hipótese de que possa ocorrer, justificando, inclusive, programas governamentais que investem recursos exorbitantes na busca de informações: o Programa SETI desenvolvido pela NASA é um deles.

Alguns consideram não ser nem especulação “científica”, mas pura “ficção científica”. Mas é, no mínimo, um dado sociológico relevantíssimo o fato de que uma parcela muito significativa da sociedade acredite na existência de seres extraterrestres, classifique-os, relatem contatos; da mesma forma, uma boa parcela acredita em seres mitológicos, em fadas e duendes, em magos e feiticeiras, ou na possibilidade da reencarnação, na existência do paraíso celeste etc.


No entanto, vale ressaltar que há a corrente da ciência que estuda e acredita na vida fora da Terra, mas não sendo ela inteligente, sendo, portanto, composta de micro-organismos, vírus, bactérias em geral etc. Por isso estudam tanto meteoritos que caem no solo do nosso planeta, na incansável busca por algum sinal de vida, mesmo que microscópica. Esse ramo chama-se “exobiologia” ou “astrobiologia”.


Entretanto, não é tão simples assim. Estruturas diferenciadas de pensamento convivem dentro de um mesmo universo cultural e passado o predomínio da corrente evolucionista, as respostas para determinadas questões mudaram drasticamente. São inúmeras as crenças, e estas, dentro de uma mesma tradição cultural, apresentam, às vezes, muita diversidade. Basta atentar para as dezenas ou centenas de denominações cristãs, ou das correntes que o islamismo apresenta. Ou seja, um mesmo assunto pode gerar correntes parecidas, mas diferentes entre si de uma maneira, ou de outra.

A física moderna tem um discurso muito similar, por exemplo, ao das mais refinadas cosmologias religiosas. Explicar isto é um dos grandes desafios que percorrem o campo científico a partir das últimas décadas do século 20. Os livros de Fritjof Capra fizeram imenso sucesso por conta disso.

Tipologia extraterrestre e vida inteligente fora da Terra...
Quando se fala de tipologia extraterrestre ou em vida fora do planeta Terra, o imaginário popular ainda reporta aos tipos recorrentes no campo da ufologia. Não se trata apenas disto. A vida fora da Terra é um objeto constituído no campo da ciência acadêmica que já conta com disciplinas especializadas, como a exobiologia (ou xenobiologia, ou astrobiologia). A tipologia extraterrestre seria um estudo de reunir relatos de supostas testemunhas e, assim, tentar identificar como seria a constituição física de tais seres, por isso ainda é um campo relegado, deixado de lado, visto como pseudociência.


Projetos científicos especiais...
1. O Projeto Argus é um consórcio envolvendo cinco mil pequenos radiotelescópios ao redor da Terra para que, coordenados, façam escuta radioastronômica, numa busca de sinais em micro-ondas que sejam de possível origem extraterrestre inteligente;

2. O Projeto Cíclope foi um projeto elaborado em 1971 por uma equipe de cientistas da American Society for Engeneering Education, liderada pelos físicos Bernard Oliver e Jonh Billingham, nos Estados Unidos. Este projeto não entrou em execução em virtude do alto custo que equivalia ao orçamento de todo o Programa Apollo. Seu objetivo era desenvolver os veículos de captação de sinais de uma civilização extraterrestre tecnológica. A NASA, entretanto, desenvolveu, posteriormente, um projeto muito mais ambicioso: o programa SETI;

3. O Projeto DaedalusPB, ou Projecto DédaloPE foi um estudo conduzido entre 1973 e 1978 pela Sociedade Interplanetária Britânica com intuito de projetar uma espaçonave interestelar com tecnologia da época ou disponível em poucos anos, capaz de alcançar o seu destino no período de uma geração humana. Uma missão não tripulada de 50 anos foi planejada. O objetivo seria alcançar a Estrela de Barnard a cerca de seis anos-luz qual se acreditava abrigar ao menos um planeta, no entanto evidências posteriores não corroboraram a presença de um sistema planetário. Ademais, seria uma missão científica não tripulada e deveria ter a flexibilidade de explorar também outras estrelas num determinado raio de ação. Cerca de uma dúzia de cientistas e engenheiros liderados por Alan Bond trabalharam no projeto determinando a propulsão por um foguete de fusão;

4. Há ainda os ambiciosos projetos SETI e Arecibo, que merecem posts mais detalhados futuramente neste blog, pela curiosidade em si e pela complexidade das suas pesquisas. Também há as sondas Voyager, que estão vagando pelo Sistema Solar buscando informações sobre planetas distantes, já se distanciando da fronteira do nosso Sistema Solar, na busca de vida inteligente. Há posts específicos sobre as Voyager neste blog.



O que houve em Roswell...
O Caso Roswell diz respeito a um rumoroso acontecimento que teria transcorrido na localidade de Roswell, no Estado do Novo México, nos Estados Unidos, em julho de 1947, onde supostamente um disco voador teria caído. O assunto é motivo de muitas discussões e especulações. O governo americano é acusado de sonegar informações sobre o caso e uma pesquisa feita pela rede de televisão CNN apontou que 80% dos entrevistados estavam convencidos disto. Uma das suposições é a de que neste incidente teria sido capturado algum espécime extraterrestre, enquanto o governo alega que eram bonecos de testes.

A área 51...
Área 51 (fotos abaixo) é uma área militar restrita no deserto de Nevada. Oficialmente, é apenas mais umas das inúmeras áreas militares restritas no país, mas, é conhecida mundialmente pela série de acontecimentos nos anos 70 possivelmente envolvendo o contato do exército estadunidense com extraterrestres. Há inúmeros documentários, livros e filmes que tratam sobre o tema, mas a Casa Branca nunca admitiu ou confirmou que tenha ocorrido. Há um post específico neste blog sobre a Área 51.



O meteorito ALH84001...
O ALH84001 (Allen Hills, 1984 #001) (foto abaixo) é um meteorito descoberto em Allen Hills, na Antártica, em dezembro de 1984, por uma equipe de exploradores do Projeto ANSMET. Este meteorito, que teria se desprendido de Marte, tem sido muito estudado e gerado muita polêmica em virtude de apresentar estruturas que alguns cientistas afirmam ser microfósseis de tipos extraterrestres com características similares às das espécies bacterianas da Terra. É muito contestada esta afirmação e ainda não se chegou a um consenso sobre o assunto; contudo, os cientistas afirmam que esta é a única prova de que já tenha havido vida em outros planetas fora da Terra.


Tipos recorrentes na ufologia...
De acordo com os ufólogos e possíveis testemunhas de abduções, existem algumas “raças” de alienígenas que são mais comuns. São eles: pleiadianos, reptilianos, greys e até os chupacabras. Recentemente publiquei neste blog posts referentes a alguns destes possíveis seres. A ficção científica, principalmente o cinema, adora se basear nestes relatos e falar sobre estes seres “poderosos e estranhos”.

A lista de personagens, quadrinhos e filmes que aparecem estes seres é bastante grande e, com certeza, o leitor poderá se recordar de vários destes que vieram de outros planetas e galáxias e conseguem conviver na Terra, ou fazendo o bem, ou fazendo o mal.


De um modo geral, podemos perceber que a antropomorfização de seres alienígenas é grande. Suas características físicas são humanoides, o que leva a perceber que há grande influência da cultura pop sobre este tema. O assunto não fica encerrado neste post, mas pelo contrário: vai muito além destes pequenos parágrafos lembrando que os erros de identidade são extremamente comuns, haja vista o caso dos chupacabras.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (21)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

O que as meias têm a ver com metades de algo?
Nos tempos antigos, os romanos vestiam túnicas, togas e sandálias. Não usavam meias nem calças. Quando conheceram os povos germânicos, do norte, acharam engraçado que eles usavam calças; com o tempo, também adotaram a vestimenta que cobria os pés e as pernas – algo como as ceroulas. Os romanos passaram a chamá-la de “calcea” (daí veio “calça”). No século 16, a moda partiu a calça em duas: as calças e as meias-calças (“meia”, que vem de “metade”), que iam dos pés à altura dos joelhos.

Por que a beirada da rua se chama “meio-fio”?
Um fio de água é o que escorre de uma torneira mal fechada. Antigamente, as ruas tinha uma canaleta central para onde convergiam a água da chuva, formando um fio de água como se fosse um riacho no meio da rua, dentro desta canaleta. Até hoje em cidades antigas há algumas ruas neste formato. Assim, a água que ficava nas beiradas era conhecida como meio-fio.


De onde vem a expressão “Missa do Galo” para a celebração natalina?
O galo começa a cantar por volta das três ou quatro horas da manhã a fim de demarcar o território e mostrar aos outros machos do território que ele continua vivo. A Missa do Galo é celebrada, tradicionalmente, na virada dos dias 24 para 25 de dezembro; de acordo com a tradição, um galo teria cantado no momento do nascimento do Menino Jesus. Aliás, a figura do galo aparece na Bíblia no momento que Jesus Cristo é preso e condenado e, antes disso, ele avisa a Pedro que ele negará Jesus naquela noite três vezes antes do galo cantar. E assim foi.

De onde veio a palavra “bunda”?
Tudo veio com a miscigenação da nossa cultura, cujo vocabulário é rico de expressões europeias, africanas e indígenas. A palavra veio do idioma quimbundo, falado por muitos africanos vindos de Angola para o Rio de Janeiro. Originalmente é “mbunda”. Os escravos da tribo quimbunda tinha esta parte do corpo avantajada, o que chamava atenção principalmente dos senhores donos de escravas, uma vez que a idade média da compra girava em torno dos 12 aos 25 anos. A partir daí, as nádegas começaram a ganhar o tom de preferência brasileira, uma vez que as escravas usavam poucas roupas e as senhoras brancas usavam roupas demais mesmo no calor dos trópicos.


A Nike tem alguma coisa a ver com mitologia?
Sim, tem. Ela foi fundada em 1962, nos Estados Unidos, por antigos representantes comerciais de calçados japoneses. Até 1966 ela era chamada Blue Ribbon. Nike é uma corruptela de Niké, deusa grega da vitória, que ostenta lindas asas. Em 1971, a logomarca foi criada por Carolyn Davidson, uma estudante de publicidade que ganhou somente 35 dólares pelo trabalho de criação da marca.



Qual é a origem da palavra “ontem”?
Tudo nasceu no latim “ad noctem”, literalmente “na noite passada”. Daí também veio o espanhol “anoche”, que é a noite entre ontem e hoje, a noite passada. Para os romanos, o dia começava quando o Sol nascia. Assim, “ad noctem” traduzia a ideia de “à noite” como o dia anterior. “Amanhã” tem a mesma ideia: “pela manhã”, “na próxima manhã”. Com o sentido de “ontem”, os romanos também usavam a palavra latina “heri”, que deu o francês “hier”, o italiano “ieri”, o espanhol “ayer” e o romeno “iêri”.

Por que a poupança é conhecida como “pé de meia”?
A expressão é usada em vários idiomas além do português para designar dinheiro guardado para uma casualidade. No século 19, na Europa, os pobres não tinham direito de terem uma conta bancária por conta das altas taxas de juros e do pouco dinheiro a ser colocado no banco. Assim, era costume guardar-se moedas e notas, o que se conseguia sobrar no final do mês, em pés de meias velhos. Desta forma, pé de meia virou sinônimo de cofre, de dinheiro guardado com muito suor do trabalho para tempos difíceis.