quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Você conhece a história dos supostos discos voadores nazistas?

Nos últimos anos um extenso debate tem surgido em torno de histórias envolvendo um lado do nazismo pouco falado: o misticismo exacerbado em torno do regime. Junto a isso, pesquisadores divulgam pautas de assuntos que estavam obsoletas e quase totalmente esquecidas pelo tempo; e um destes assuntos refere-se ao disco voador nazi, ou como são conhecidos na Alemanha, “Haunebu”, “Hauneburg-Geräte” e “Reichsflugscheibein”. Estes seriam aeronaves extremamente avançadas – ou até naves espaciais – que supostamente foram desenvolvidas durante a governança de Adolf Hitler. Essas tecnologias não aparecem apenas na ficção, mas também em vários textos históricos revisionistas.



Os supostos Ovnis alemães costumam aparecer numa complexa conexão do misticismo de Hitler, uma ideologia que supõe a possibilidade de o regime nazista ter sido praticamente uma nova religião cujo messias seria o III Reich, além de supostas ligações sobrenaturais, paranormais e até mesmo ufológicas. Estas pesquisas ganharam força no final da década de 1970 e encontraram terreno fértil após os anos 1990, com a abertura dos arquivos das antigas União Soviética e Alemanha Oriental.

A tecnologia ufológica do nazismo ganha força a partir dos arquivos dos Aliados da Segunda Guerra referentes ao fenômeno conhecido como “foo fighter”. Isso serviu para alimentar a cabeça de alguns pesquisadores.

Modelos dos Ovnis de Hitler...
O Haunebu apresenta diferentes modelos: a Haunebu, uma outra série mais aperfeiçoada chamada Vril, uma outra série chamada Rundflugzeug, “avião redondo”, cuja sigla é RFZ, e por último uma versão muito curiosa chamada de “Sino nazista”, conhecida na Alemanha como “Glöcke”.

O Haunebu (foto abaixo) tem o formato de um chapéu. De acordo com historiadores da área militar, pelo menos oito teriam sido produzidos. Foi a partir destas estranhas aeronaves que surgiu o mito da ligação ufológica dos nazistas. Há poucas imagens verídicas e muitas fotomontagens atualmente.


Já o Glöcke (foto abaixo) é considerado um mito, uma vez que, supostamente, nunca teria sido produzido. O Ministério da Propaganda da Alemanha Nazista o considerava uma super arma de destruição. Como o nome já induz, tinha formato semelhante ao de um sino, e foi associado a diversas coisas como energia do ponto-zero, antigravidade, máquinas de locomoção perpetual, viagens no tempo, manipulação do tempo-espaço e dimensões múltiplas. A história fala de uma experiência na mina de Wenceslau, na fronteira com a antiga Tchecoslováquia, que resultou na morte de vários cientistas pela radiação extrema. Há boatos fortes de que ele foi um projeto cancelado pelos nazistas às vésperas do fim da guerra, em 1945.


Já a série de aeronaves Vril (foto abaixo) acabou conhecida como “caçadores”, e teriam sido produzidos a partir de 1941. De acordo com historiadores militares, pelo menos 27 chegaram a ser construídos, o que teria popularizado o nome “disco voador”, o que não é verdade.


Por fim, a série RFZ (foto abaixo), que começou a ser projetada em 1937 e teve a produção iniciada em 1940. Da série de sete RFZ’s projetados, somente 17 teriam sido produzidos pelos nazistas. Eram armados de canhão, mas dizem que tinham pouca habilidade no ar.


A tecnologia dos discos voadores de Hitler...
A tecnologia do Haunebu é muitas vezes identificada como Tesla, fazendo uso de um eletromagnetismo gerado pelo motor – localizado abaixo dele –, tornando-o capaz de voar à velocidade da luz (de acordo com a teoria das linhas de força do campo elétrico e linhas de força do campo magnético) e impossibilitando qualquer contra-ataque inimigo. Entretanto, sabemos que fisicamente ainda é impossível qualquer material forjado pelo homem assumir tal velocidade, o que acaba deixando tais histórias no parâmetro da especulação. Outra coisa mais específica e mais prática, apesar de ainda ser bastante difícil, é anular os efeitos gravitacionais fazendo com que se viaje a uma velocidade muito inferior à luz: 15 mil quilômetros por hora.

Alguns ufólogos apontam que a tecnologia de tais aeronaves nazistas foram conhecidas a partir da ligação mística entre cientistas do Reich e aliens que teriam sido capturados e que, atualmente, outros países detêm tais conhecimentos a partir da apreensão de seres de outros planetas em bases aéreas e com a prática de engenharia reversa em naves supostamente capturadas.

A questão do Ovni nazista é bem controversa. A maior parte dos historiadores e engenheiros acredita que seja um projeto nascido do projeto megalomaníaco de Adolf Hitler. Um projeto tão furado que, atualmente, não vemos aeronaves parecidas por aí diariamente.



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Apontamentos interessantes e curiosidades sobre o Halloween, o dia das bruxas...

O dia das bruxas é um evento que todos nós temos conhecimento. Entretanto, faz parte do folclore inglês e que ganhou força como uma importante festa nos Estados Unidos. É uma celebração dos antigos povos do Reino Unido e da Irlanda, modificado sensivelmente conforme essas sociedades se cristianizaram na Idade Média. Hoje vamos descobrir algumas coisas sobre esta data.


1. Entre o pôr do sol do dia 31 de outubro e 1º de novembro ocorria a noite sagrada, “hollow evening” em inglês, acredita-se que assim nasceu o termo Holloween. Nos países de língua portuguesa surgiu a tradução, que é totalmente errada, “dia das bruxas”;

2. A relação da comemoração desta data com as bruxas propriamente ditas teria começado na Idade Média no seguimento das perseguições incitadas por líderes políticos e religiosos, sendo conduzidos julgamentos pela Inquisição, com o intuito de condenar os homens ou mulheres que fossem considerados curandeiros e pagãos. Quem praticasse a festa celta da noite sagrada era denominado bruxo;

3. De acordo com os historiadores, a festa do Holloween teria nascido onde hoje está o Reino Unido por volta de 600 antes de Cristo. Originalmente não havia relações com bruxarias e seres de outro mundo até por volta de 1480. A origem é a festa pagã de Shamhain, que em irlandês significa “fim do verão”;

4. De acordo com os historiadores, o Holloween é uma mistura da festa celta pagã de Samhain e a celebração latino-cristã de Todos os Santos. Na primeira, celebrava-se o fim do verão e esperava-se o frio do inverno, entretanto pouco se sabe, de certeza, sobre a religião dos druidas;

5. Outro possível surgimento do Holloween é a festa de todos os santos, surgida na Síria por volta do século V da nossa era. No ano de 840 ela passou a ser uma grande festa católica com vigília e orações, chegando à Inglaterra recém-cristianizada sob o nome “hollow evening”;

6. De modo geral, hoje é um consenso folclórico de que o “dia das bruxas” seja uma mescla destas duas tradições europeias e que acabou se transformando em um terceiro fator a partir do século 19, a partir da forte onda imigratória de irlandeses rumo aos Estados Unidos;


7. O ato de vestir fantasias durante o Halloween nasceu na França do século 16, quando as pessoas vestiam-se de fantasmas durante o Dia de Finados, em 02 de novembro, brincando que eram os parentes retornando do túmulo. É estranho pensar uma prática burlesca como esta em um tempo cuja mentalidade era tão assombrada por demônios;

8. Possivelmente, a tradição de pedir um doce, sob ameaça de fazer uma travessura teve origem na Inglaterra, no período da perseguição protestante contra os católicos. Nesse período, os católicos ingleses foram privados dos seus direitos legais e não podiam exercer nenhum cargo público. Além disso, foram infligidas multas, altos impostos e até mesmo a prisão. Celebrar a missa era passível da pena capital e centenas de sacerdotes foram martirizados. Produto dessa perseguição foi a tentativa de atentado contra o rei protestante Jorge I. O plano era fazer explodir o Parlamento, matando o rei, e assim dar início a um levante dos católicos oprimidos. A trama foi descoberta em 05 de novembro de 1605, quando um católico converso chamado Guy Fawkes foi apanhado guardando pólvora na sua casa, tendo sido enforcado logo em seguida. Em pouco tempo a data converteu-se numa grande festa na Inglaterra: muitos protestantes a celebravam usando máscaras e visitando as casas dos católicos para exigir deles cerveja e pastéis, dizendo “Trick or treat” (“doce ou travessura”). Mais tarde, a comemoração do dia de Guy Fawkes chegou à América trazida pelos primeiros colonos, que a transferiram para o dia 31 de outubro, unindo a com a festa do Halloween. Vemos, portanto, que a atual festa do Halloween é produto da mescla de muitas tradições, trazidas pelos colonos para os Estados Unidos;


9. A celebração do 31 de outubro, muito possivelmente em virtude da sua origem como festa dos druidas, vem sendo ultimamente promovida por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o caráter de celebração ocultista. Aliás, este tem sido o objetivo dos grupos wiccas há bastante tempo: reconfigurar o Halloween como uma festa totalmente pagã, o que nunca foi verdade;

10. As lanternas de abóboras, chamadas de “Jack O’Lantern”, têm sua origem no folclore irlandês. Um homem chamado Jack, alcoólatra grosseiro, em um 31 de outubro bebeu excessivamente e o diabo veio levar sua alma. Desesperado, Jack implora por mais um copo de bebida e o diabo concede. Jack estava sem dinheiro para o último gole e pede ao diabo que se transforme em uma moeda. O diabo concorda. Mal vê a moeda sobre a mesa, Jack guarda-a na carteira, que tem um fecho em forma de cruz. Desesperado, o Diabo implora para sair e Jack propõe um trato: libertá-lo em troca de ficar na Terra por mais um ano inteiro. Sem opção, o diabo concorda. Feliz com a oportunidade, Jack resolve mudar seu modo de agir e começa a tratar bem a esposa e os filhos, vai à igreja e faz até caridade. Mas a mudança não dura muito tempo. No próximo ano, na noite de 31 de outubro, Jack está indo para casa quando o diabo aparece. Jack, esperto como sempre, convence o diabo a pegar uma maçã de uma árvore. O diabo aceita e quando sobe no primeiro galho, Jack pega um canivete em seu bolso e desenha uma cruz no tronco. O diabo promete partir por mais dez anos. Sem aceitar a proposta, Jack ordena que o diabo nunca mais o aborreça. O diabo aceita e Jack o liberta da árvore. Para seu azar, um ano mais tarde, Jack morre. Tenta entrar no céu, mas sua entrada é negada. Sem alternativa, vai para o inferno. O diabo, ainda desconfiado e se sentindo humilhado, também não permite sua entrada. Mas, com pena da alma perdida, o diabo joga uma brasa para que Jack possa iluminar seu caminho pelo limbo. Jack põe a brasa dentro de uma abóbora para que dure mais tempo e sai perambulando. Sua alma penada passa a ser conhecida como Jack O’Lantern (Jack da Lanterna).


11. Dizer que as bruxas têm papel importante no Halloween é um tremendo erro. Como já dissemos anteriormente, a associação foi feita séculos mais tarde, durante a Inquisição, e após a reformulação da celebração nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, a crença em bruxas ganhou força por três motivos principais: (1) as acusações de bruxaria pelos presbiterianos (vide o caso de Salem); (2) as práticas de feitiçaria promovida pelos índios do oeste; (3) o horror que os protestantes americanos tinham ao verem as celebrações de ritos africanos dos escravos do sul do país;

12. O gato preto passou a ser associado à bruxaria na Europa do século 17, quando diziam que gatos eram espíritos de pessoas mortas e que bruxas poderiam controlá-los para fazer mal aos outros. Foi assim que o gato preto também passou a significar um sinal de azar quando cruza o seu caminho. Foi assim, também, que nasceu o maniqueísmo entre o cão (símbolo de fidelidade) e o gato (símbolo de maldades, avareza, doenças);


No geral, podemos afirmar que o “dia das bruxas” é uma mistura de várias tradições diferentes, de lugares diferentes, de tempos diferentes, que desembocaram na cultura americana contemporânea. Uma festa pagã muito provavelmente cristianizada – como o Natal –, o Halloween oferece uma boa pesquisa de fundo antropológico e folclórico. A festa se tornou o que vemos hoje em filmes e séries norte-americanos porque, assim como o Brasil, os Estados Unidos são um caldeirão fervoroso de várias culturas que se misturaram, havendo vários países dentro de um só.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O “misterioso” caso de Dolores Barrios. Fato ou farsa?

Alguns casos ditos ufológicos ficam bem mais misteriosos pela estranheza da história como acontecem do que o assunto que relatam. Este é o caso que vamos narrar hoje, o de uma insuspeita mulher que suscitou pesquisas enormes em todo planeta. No entanto, Dolores Barrios (foto abaixo) gerou muito sensacionalismo, muita boataria e pouca pesquisa científica ou policial. O caso foi narrado em outubro de 1954 pela revista “O cruzeiro”, na época a de maior circulação no Brasil.


Tudo ocorreu entre 07 e 08 de agosto de 1954, na cidade de Monte Palomar, nos Estados Unidos, local onde se realizava um dos primeiros congressos de ufologia. No evento encontravam-se importantes físicos, astrônomos e, também, homens que haviam afirmado terem sido contatados por aliens, como George Adamski e Truman Bethurm. Havia pouco tempo do incidente de Roswell e a ufologia começava, aos poucos, a ter adeptos, estudiosos e escritores.

De acordo com o que chegou até nós, algumas pessoas notaram uma mulher com aspecto “estranho” e pediram ao jornalista João Martins, que estava a trabalho para a revista brasileira, para tirar algumas fotos dela. Olhos muito profundos, formação craniana exagerada, uma estranha marca óssea na testa: isso que chamou atenção daquelas pessoas em 1954.



João Martins tirou as fotos, mas com a luz do flash ela se assustou e saiu rapidamente do local, entrando em um bosque ao lado do local do evento. Muitos a consideraram como sendo uma “extraterrestre” graças ao seu estranho comportamento e até por algumas características físicas peculiares, mesmo curiosas.

Porém, o mais estranho foi que algumas pessoas afirmam terem visto uma nave sair deste bosque, deixando-os impressionados. Mais tarde descobriram que a referida mulher havia assinado o livro de visitas com o nome Dolores Barrios, declarando-se estilista de moda em Nova York. No entanto, mais tarde, ninguém ouviu falar em estilista de moda com este nome na cidade, e com a divulgação da foto dela, tirada pelo brasileiro, ninguém a reconheceu como uma parente ou vizinha.


Uma possível explicação para o caso Dolores...
1) Estávamos no meio do grande embate ideológico do século 20, a Guerra Fria. Muitos dos projetos secretos creditados a aliens eram projetos militares norte-americanos e soviéticos testados secretamente, o que confundia a população em geral;

2) A ufologia começava a ganhar espaço após o caso Roswell, o que era um problema para o governo norte-americano. Não era bom abrir os olhos da população – não por serem ET’s, mas por conta de seus projetos secretos e de espionagem mútua entre as duas potências;

3) As pessoas que afirmaram terem visto o disco voador sair do bosque no meio do evento ufológico só “divulgaram” tal informação depois que as fotos da estranha mulher ganharam a mídia em todo o planeta, e não o fizeram no momento do ocorrido;

4) Dolores teria conversado rapidamente com um dos participantes do evento ufológico, dizendo que era uma alien interessada no assunto de como os terráqueos tratavam “sua população” e teria afirmado que há seres inteligente em Vênus, em seguida teria sumido na multidão.

Cientistas céticos acreditam na possibilidade de Dolores Barrios ter sido uma personagem criada pelo governo norte-americano para fazer com que os ufólogos caíssem no ridículo diante da opinião pública, sendo infiltrada dentro deste congresso. Mas, pelo contrário, tornou-se um dos “casos inexplicáveis” desta pseudociência e até hoje permanece envolto neste debate entre crédulos e céticos. Acabou sendo uma figura eternizada.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Medicina mediúnica, você acredita nisso?

A medicina mediúnica sempre causou espanto na sociedade do Ocidente, por ter bases bem racionais, científicas, cartesianas. No Oriente ela não é vista como tabu. No Brasil, desde os anos 60, popularizou-se a quantidade de médiuns que dizem serem capazes de incorporações e realização de curas e cirurgias sem equipamentos adequados ou até mesmo anestesia. Um dos mais conhecidos é do Doutor Fritz, espírito que diz estar entre nós nessa causa há várias décadas. Muitos homens foram acusados de charlatanismo, mas a medicina mediúnica continua arrebanhando pessoas desesperadas na cura.


A medicina mediúnica está presente em todo o Brasil, e não é fruto somente da falta de informação no interior do país. Nos grandes centros urbanos há uma série de médiuns que afirmam incorporações de nomes da medicina e, com isso, poderiam realizar curas. As cirurgias chegam a chocar: falta higiene, não há profissionalismo, os instrumentos usados variam de colheres a tampas de caneta.

A parapsicologia investiga a medicina mediúnica há bastante tempo e, de acordo com os especialistas da área, as pessoas que procuram este tipo de tratamento já não creem mais na “medicina da terra” e procuram consolo no sobrenatural. Por estarem extremamente sugestionadas pelo ambiente, pelo médium e na busca da cura, seu corpo responde por tempo muito curto a uma suposta cura, como se fosse uma histeria coletiva. Desta maneira, a cirurgia espírita funcionaria como um placebo.


Desde os anos 60, no Brasil, pelo menos quatro homens afirmaram e afirmam receber periodicamente o espírito do Doutor Fritz, a entidade mais famosa em relação à medicina de mediunidade. Alguns foram presos por charlatanismo e exercício ilegal da medicina. Não há números concretos, mas a taxa de sucesso nesses tratamentos é bem pequena; muitos indivíduos deixam de realizar tratamento médico convencional por crerem na cura pelos espíritos, o que agrava o quadro de saúde da pessoa.

Há que se fazer um paralelo de que a medicina mediúnica é totalmente diferente da fitoterapia e da homeopatia, que são ramos legais e reconhecidos cientificamente. No caso que estamos debatendo, uma pessoa sem nenhum conhecimento da área supostamente diz incorporar uma entidade “médica” e realiza cirurgias e supostas curas estando em transe.

Para alguns antropólogos, esta prática realizada até mesmo em grandes centros está paralela ao xamanismo dos indígenas, quando um homem fica alucinado a partir de chás e defumações, afirma incorporar um determinado espírito e pratica curas em sua tribo.


A medicina mediúnica pode ser encarada como um problema a partir do histórico escandaloso que percebemos não somente no Brasil, mas em todo mundo. Homens que abusaram da boa-fé e do desespero de indivíduos de saúde fragilizada e venderam poções, garrafadas e promoveram cirurgias bizarras; colocaram a vida destas pessoas em risco, enquanto que o desejo de sobreviverem a uma doença fez com que abandonassem o tratamento padrão médico.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O que são (ou o que foram) os Anunnaki?

A história referente aos Anunnaki é bastante controversa para um grupo de estudiosos. Para os historiadores e arqueólogos, eles são um grupo de divindades sumérias, acádias e babilônicas. Para os teóricos dos deuses astronautas, eles foram muito mais que mera criação da mente religiosa humana, mas sim seres que vieram de outras galáxias e deram conhecimento à humanidade.



De acordo com o idioma da área, Anunnaki significa “aquele que tem sangue real” ou “prole do príncipe”. Isso faz com que se tenha certeza da divinização dos monarcas sumérios e babilônicos. Esses governantes eram representados como os verdadeiros deuses presentes na terra e a religião girava ao redor deste credo.

Já para os crentes na teoria dos deuses astronautas, os Anunnaki foram alienígenas que desceram ao planeta e arrumaram a sociedade conforme conhecemos hoje: em Estado hierárquico, com códigos de leis, escrita, metodologia nas construções etc. Chegam a dizer que esses seres promoveram cruzamentos com mulheres da Terra e, hoje, somos resultado deste DNA complexo e diferente dos demais mamíferos.

Curiosamente, os sumérios tinham uma gradação para os seus deuses: Igigi era classe das divindades dos céus, ou do paraíso – compostos por dez seres, os “grandes deuses”; Anunnaki era o nome dado aos deuses terrestres, aqueles que supostamente viviam entre nós.

Entretanto, vale a pena pontuar que na Antiguidade os governantes eram vistos como verdadeiros deuses na Terra. Os faraós do Egito Antigo eram deuses regendo os seres humanos. Os governantes da Pérsia, da Babilônia, da Suméria também tinham tais características entre seus plebeus.



A teoria dos deuses astronautas ganha força porque o mito cosmogônico dos babilônicos diz que os Anunnaki construíram as coisas da terra, como a organização social humana. Mas os historiadores apontam que esta é apenas uma versão das várias existentes da mesma mitologia. De acordo com um mito babilônico posterior, os Anunnaki eram filhos de Anu e Ki, irmão e irmã deuses.

É interessante conhecermos essas vertentes do conhecimento, uma vez que abrem nossa mente para questionamentos sobre como a humanidade fundamentou seu pensamento moral em cima da religião, e como o próprio homem inventou os deuses com suas semelhanças.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Lendas envolvendo os cavaleiros Templários: poucos fatos, muitas farsas…

Desde a popularização dos livros de Dan Brown, surgiram vários folclores envolvendo a Ordem dos Cavaleiros Templários. Histórias medievais que exercem vários anacronismos históricos e alimentam o desejo das pessoas por mistérios. Recentemente, publiquei um post falando sobre alguns fatos relativos aos Templários. Com o sucesso do post, hoje publico outro falando especificamente de algumas lendas envolvendo estes cavaleiros que prometiam defender os interesses cristãos europeus durante a Idade Média.


As lendas envolvendo os Templários surgem porque eles chegaram rapidamente ao auge, mas também tiveram uma derrocada muito rápida e fatal, juntamente com um acúmulo absurdo de riqueza (vários tesouros e terras) – o que suscitou o interesse dos antigos senhores feudais e inveja nas demais ordens religiosas. Por conta dessa ascensão e queda abruptas, surgiram boatarias que se perpetuam até os dias de hoje.

1. Um dos mitos mais conhecidos é que os cavaleiros teriam descoberto documentos importantes alegando que Jesus teria sobrevivido à crucificação, se casado do Maria Madalena e tido filhos com ela. Entretanto, não há nenhum documento historiográfico que confirme a existência de Jesus como um ser vivente na Terra a não ser a própria Bíblia;

2. Outra lenda conhecida é de que eles teriam descoberto o Santo Graal e escondido em uma catedral. Uma versão da história diz que ele está na Espanha, e outra fala que estaria na Escócia. Entretanto, o Santo Graal é uma lenda europeia mais antiga que o cristianismo;

3. Algumas fontes apontam que os Templários teriam descoberto os “segredos da maçonaria”, e por isso foram dissolvidos. Entretanto, encontramos mais um anacronismo nesta afirmação, uma vez que a maçonaria da forma como conhecemos é muito mais recente;

4. Indivíduos crédulos e sugestionados por literatura não-científica dizem que os Templários teriam como relíquia um grande pedaço da cruz de Cristo. Entretanto, vale lembrar que o misticismo da Idade Média era gigantesco e em toda Europa havia um amplo mercado de relíquias santas. O importante medievalista Jacques Le Goff aponta que neste período havia pelo menos oito fêmures de São João Batista e tantas lascas da cruz de Jesus que seria possível construir um navio!

5. Há um folclore na França de que a monarquia naquele país caiu graças a uma maldição de um Templário morto por heresia naquele território. A lenda aponta que no século 14 ele disse que a monarquia não duraria muito tempo. Bem, se formos olhar a historiografia, até que demorou muito a ocorrer tal fenômeno. O Antigo Regime só foi derrubado em 1789, com a Revolução Francesa;

6. Algumas lendas afirmam que, quando Filipe IV tinha prendido muitos Templários simultaneamente em 13 de outubro de 1307, iniciou-se a lenda do dia azarado da sexta-feira 13. No entanto, um exame mais detalhado mostra que, embora o número 13 era de fato considerado historicamente de azar, a associação real da sexta-feira e 13 parece ser uma invenção a partir do início de 1900;


7. Há relatos maldosos de que alguns Templários eram, na realidade, satanistas e que promoviam “missas negras”. Mas isso tudo parece ser especulação, uma vez que os governantes medievais os acusaram de heresia e, portanto, necessitavam de um estratagema religioso para sedimentação das acusações;

8. A ligação dos Templários com a maçonaria tem mais a ver com o ritual e com as tradições do que com ligações realmente históricas. Muitos historiadores defendem tal ligação, mas a maioria diz que não há muitos fundamentos;

9. A Ordem dos Cavaleiros Templários foi declarada totalmente extinta ainda na Idade Média. Entretanto, em 1984 foi fundada a Ordem do Templo Solar, um exemplo famoso de “neo-Templários”. Grupos assim se dizem herdeiros verdadeiros da organização, mas não há fundamentação histórica alguma. Talvez a mais famosa seja a Ordem Suprema Militar do Templo de Jerusalém, fundada em 1804, e que só em 2001 foi reconhecida pela ONU como uma organização não-governamental;

10. Outra fonte importante de boatos relacionados aos Templários dá conta do suposto tesouro, que estaria escondido em algum lugar. Cada pseudo-historioador o coloca “escondido” em uma parte do mundo, até mesmo em Nova York, por exemplo;

11. Embora a Ordem dos Templários foi oficialmente dissolvida após 1300, alguns acreditam que eles possuíssem uma frota considerável de navios (embora não haja nenhum vestígio de sua existência em qualquer registro histórico), e possam ter fugido para a América, seguindo antigas rotas dos vikings.


Há muitas outras lendas envolvendo os Templários, principalmente depois que o nome da antiga ordem apareceu na mídia através dos livros de Dan Brown. O leitor do blog pode pesquisar na internet que há vários sites sobre o assunto; o maior problema é saber administrar essas informações, pois a maior parte tenta dar confiança a boatos anacrônicos.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Os chupa-cabras: animais misteriosos que ainda precisam ser descobertos e classificados?

O chupa-cabras talvez seja o animal mítico mais conhecido das últimas décadas. Alguns autores chegam a classificá-lo como uma “besta mitológica pós-moderna”, uma vez que estaria no patamar de outros seres lendários como as sereias, o monstro do Lago Ness, o unicórnio, entre outros tantos. Sua história é controversa e cheia de estruturas condicionais – “teriam visto”, “teriam gravado”, “teriam apreendido” –, o que dificulta uma análise mais contundente.

A suposta criatura teria sido responsável por milhares de ataques a animais em zonas rurais de diversos países do continente americano, desde o Canadá até a Argentina, com especial destaque para o sul dos Estados Unidos, México, Porto Rico, Nicarágua, Guatemala, Colômbia, Bolívia, Chile e Brasil. No restante do planeta houve poucos e isolados relatos em Portugal, na Espanha e nas Filipinas. O seu nome, chupa-cabras, deve-se à descoberta de várias cabras mortas em Porto Rico com marcas de dentadas no pescoço e o sangue totalmente drenado. Embora o assunto tenha sido explorado pela mídia mundial, os rumores sobre a existência do misterioso ser foram gradualmente desaparecendo, cessando antes da virada do milênio.


Uma estranha aparência...
As testemunhas que supostamente estiveram cara a cara com o chupa-cabras sempre têm um relato bastante firme em vários aspectos: (1) são avistamentos ocorridos entre as 19h e as 4h da manhã; (2) são animais extremamente selvagens e bípedes; (3) uma fúria bestial e força extremamente grande; (4) estrutura animalesca, entretanto um pouco humanoide; e (5) vivos olhos vermelhos.

Com tais relatos, o chupa-cabras deixou gradativamente o território da criptozoologia e adentrou para o campo da ufologia. Algumas pessoas que teriam testemunhado tais ataques diziam que os animais não pareciam com nada existente no planeta Terra e, com isso, alguns ufólogos criaram a teria de que aliens teriam desovado em partes das Américas estranhos seres interplanetários. No entanto, essa versão cai em descrédito a partir do momento que imaginamos as possíveis diferenças gravitacionais, climáticas e atmosféricas de planeta para planeta – seria como soltarmos leões em Marte, e estes logo morreriam com frio e falta de oxigênio.


Com um número absurdo de ataques em fazendas em diversos países, as polícias começaram a se preocupar e surgiram os primeiros retratos-falados de tais “monstros”, o que também implica uma série de diferenças creditadas até então em seres de filmes de ficção científica. Alguns chupa-cabras mais pareciam com lagartos gigantescos, seres anfíbios, de estrutura medonha.


Como surgiu tal história...
O primeiro ataque relatado ocorreu em março de 1995, em uma pequena localidade na ilha de Porto Rico; neste ataque, oito cabras foram encontradas mortas, cada uma com três perfurações no tórax e sem uma gota de fluidos corporais, como sangue. É digno de nota que em 1975, mortes similares aconteceram no interior do estado do Piauí e foram atribuídas a um suposto “vampiro”.

Inicialmente, as autoridades portorriquenhas suspeitaram tratar-se de alguma espécie de culto satânico, mas outras mortes começaram a ser registradas em outras fazendas pela ilha: cães, galinhas, bezerros, porcos, ovelhas etc. Cada animal teve seu sangue drenado por uma série de incisões circulares. Notou-se que, geralmente, as vítimas eram fêmeas que estavam no cio.

Assim que estes primeiros relatos ocorreram em Porto Rico, a imprensa começou a noticias curiosos e misteriosos fatos semelhantes em outras partes do continente americano, principalmente no México. O caso do chupa-cabras virou uma espécie de “brinquedo” midiático, uma verdadeira febre diária nos telejornais de todo o planeta. O auge os relatos ocorreu entre 1996 e 1998, quando, aos poucos, cessaram os acontecimentos e não se ouviu mais falar no chupa-cabras.


Analisando o caso, pelo menos uma tentativa...
Uma pesquisa recente empreendida por Benjamin Radford concluiu que a primeira descrição de um chupa-cabras, em Porto Rico, descrita pela primeira testemunha, Madalena Tolentino, foi baseada num monstro conhecido como Sil (fotos abaixo), personagem do filme de ficção “Species”. Outro detalhe é que, coincidentemente, Madalena havia assistido ao filme semanas antes de ter testemunhado o suposto chupa-cabras em sua fazenda. De acordo com Radford, isso coloca em xeque toda a estrutura da busca por uma nova espécie animal, uma vez que está associada a um fenômeno midiático de uma testemunha duvidosa.





Além disso, os relatos de sucção total de sangue pelos chupa-cabras nunca foram confirmados por necropsias sérias realizadas por instituições governamentais ou acadêmicas em qualquer parte das América, sempre ficando no patamar do “achismo” e na especulação da imprensa. Ainda de acordo com Radford, que analisou mais de 300 supostas vítimas do chupa-cabras, há algo em comum: sempre uma importante artéria é rompida e há muito sangue no local da morte; portanto, a morte pode se dar facilmente por hemorragia.

Analisando os testemunhos e relatos, Radford pode ser considerado o maior entendido no assunto. Ele dividiu os chupa-cabras em duas importantes categorias: (1) os relatos latino-americanos, onde os animais eram atacados e seu sangue supostamente sugado, além do aspecto alienígena ou reptiliano dos seres; (2) os relatos norte-americanos, onde os animais eram somente atacados, e a aparência dos tais seres era semelhante a lobos, coiotes ou cães selvagens.

Uma luz ao caso surgiu no final do ano 2010, quando o biólogo Barry O’Connor, da Universidade de Michigan, concluiu que todos os avistamentos referentes aos chupa-cabras nos Estados Unidos e em parte do México eram simplesmente coiotes infectados com o parasita Sarcoptes scabiei (uma espécie de sarna), que explicaria a estranha aparência física: queda de pelos, pele mais grossa e odor desagradável. A mesma conclusão chegou a equipe do programa “Fact or faked”, do SyFy.




O’Connor teorizou que os ataques às cabras ocorreram porque os coiotes já estão enfraquecidos pela doença, que causa febre, e por isso prefere atacar animais que correm menos, ou domesticados, como cabras, cães, ou gatos. Geralmente os coiotes vivem da caça de animais que correm muito, como a lebre ou o veado, entretanto a doença tira muita energia e em pouco tempo eles podem morrer de infestação.

Muitas testemunhas, ufólogos e criptozoólogos discordam desta teoria, dizendo que o coiote comeria a carne e não somente daria dentadas e “chuparia” o sangue das vítimas, mas essa conclusão é incorreta. Cães selvagens e coiotes podem, sim, matar a presa e não consumir a carne, ou por inexperiência na caça, ou por doença (como aponta a teoria mais aceita), ou por dificuldade em matar a presa escolhida. Assim, a presa pode sobreviver alguns minutos e morrer por hemorragia de um vaso importante, como no pescoço, onde eram comuns os ataques dos chupa-cabras. A presença de dois furos no pescoço, correspondendo com os dentes caninos, é esperada uma vez que esta é a única maneira que a maioria dos carnívoros terrestres tem para caçar.


No geral, há muitos anos não ouvimos falar em ataques de chupa-cabras, até que a imprensa invente um novo brinquedo para explorar durante um tempo. Para a maior parte dos biólogos, o mistério foi resolvido em 2010, e totalmente enterrado.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Os mistérios da Pedra da Gávea, no Rio: será uma prova da presença dos fenícios no Brasil?

O blog traz hoje uma das lendas mais famosas para quem vive na cidade do Rio e, talvez, um dos mistérios arqueológicos mais importantes da América do Sul, que deixou curiosa até mesmo a corte de Dom Pedro. Estamos falando sobre as possíveis evidências de a cidade do Rio de Janeiro um dia ter sido uma importante colônia fenícia, com possíveis evidências principalmente na Pedra da Gávea!



Na localização geográfica, a montanha fica entre a Barra da Tijuca e São Conrado, e a 842 metros de altitude está seu cume. O mais interessante é a formação do rochedo, que parece ser de um homem barbudo que olha, lá embaixo, a cidade. Seu nome, Gávea, remonta à época das grandes navegações, quando os portugueses que aqui chegaram notaram que ela era um observatório perfeito das caravelas que chegavam. O batismo da Pedra da Gávea remonta a expedição do capitão Gaspar de Lemos, iniciada em 1501, de que participou igualmente Américo Vespúcio, e na qual também o Rio de Janeiro recebeu sua denominação. Foi a primeira montanha carioca a ser batizada com um nome em português, após ter sido avistada, no primeiro dia de janeiro de 1502, pelos seus marujos, que reconheceram em sua silhueta o formato de um cesto de gávea, dando origem ao termo usado para toda a região.

Teoria da tumba de um importante rei fenício...
Existe no Rio de Janeiro o mito bem difundido de que o local seria uma tumba fenícia. O início se deu no século 19, quando algumas marcas numa rocha no cume da montanha chamaram atenção de Dom Pedro I, apesar de seu pai, Dom João VI, já ter recebido um relatório de um padre falando sobre as “marcas estranhas” (foto abaixo). Até 1839, pesquisas oficiais foram conduzidas, e no dia 23 de março, em sua oitava seção extraordinária, o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil decidiu que a Pedra da Gávea deveria ser extensamente analisada, e ordenou então o estudo do local e suas inscrições.


Após o primeiro relatório, ninguém voltou a falar oficialmente sobre a Pedra da Gávea até 1931, quando um grupo de excursionistas formou uma expedição para achar a suposta tumba de um rei fenício que subiu ao trono em 856 a.C. Algumas escavações amadoras foram feitas sem sucesso. Dois anos depois, em 1933, um grupo de escaladores do Rio organizou uma expedição gigantesca com 85 membros, o qual teve a participação do professor Alfredo dos Anjos, um historiador importante. Em 20 de janeiro de 1937, este mesmo clube organizou outra expedição, desta vez com um número ainda maior de participantes, com o objetivo de explorar a face e os olhos da cabeça até o topo, usando cordas. Esta foi a primeira vez que alguém explorava aquela parte da rocha depois dos fenícios, se a lenda está correta.


Segundo um artigo escrito em 1956, em 1946 o Centro de Excursionismo Brasileiro conquistou a “orelha direita da cabeça”, a qual está localizada a uma inclinação de 80 graus do chão e em lugar muito difícil de chegar. Qualquer erro e seria uma queda fatal de 20 metros de altura para todos os exploradores. Ali, na “orelha”, há a entrada para uma gruta que leva a uma longa e estreita caverna interna que vai até ao outro lado da pedra. Em 1972, escaladores da equipe Neblina escalaram o Paredão do Escaravelho – a parede do lado leste da “cabeça” – e cruzaram com as tais inscrições, que estão a 30 metros abaixo do topo, em lugar de acesso muito difícil. Apesar de o Rio ter uma taxa anual de chuvas muito alta, as inscrições ainda conservavam-se quase intactas.

Em 1963, o arqueólogo Bernardo Silva Ramos tentou fazer a tradução assim, cuja transliteração foi: “LAABHTEJBARRIZDABNAISINEOFRUZT”. Que lidas ao contrário seriam: “TZUR FOENISIAN BADZIR RAB JETHBAAL”. Ou seria uma tradução mais ou menos assim: “TIRO, FENÍCIA, BADEZIR PRIMOGÊNITO DE JETHBAAL”.


Alguns dos fatos que levariam a muitas histórias sobre a Pedra da Gávea...
- A formação rochosa como uma grande cabeça com barba;
- Enormes pedras no topo da “cabeça”, que lembram um tipo de coroa;
- Uma enorme cavidade na forma de um portal (foto abaixo) na parte nordeste da “cabeça” que tem 15 metros de altura e 7 metros de largura e 2 metros de profundidade;
- Um ponto culminante como uma pequena pirâmide feita de um único bloco de pedra no topo da cabeça;
- Algumas outras inscrições lembrando cobras e raios-solares espalhados pelo topo da montanha;



Roldão Pires Brandão, presidente da Associação Brasileira de Espeleologia e Pesquisas Arqueológicas no Rio afirmou ao jornal O Globo: “É uma esfinge gravada em granito pelos fenícios, a qual tem a face de um homem e o corpo de um animal deitado. A cauda deve ter caído por causa da ação do tempo. A rocha, vista de longe, tem a grandeza dos monumentos faraônicos e reproduz, em um de seus lados, a face severa de um patriarca”. As pessoas que creem nesta hipótese associam a formação da montanha como uma esfinge suméria.




Atualmente já se sabe que em 856 a.C. Badezir tomou o lugar de seu pai no trono real de Tiro. Será a Pedra da Gávea o túmulo deste rei? Segundo consta, outros “túmulos fenícios” que foram encontrados em Niterói, Campos e no bairro da Tijuca sugerem que esse povo realmente esteve no Brasil. Robert Frank Marx, um arqueólogo americano interessado em descobrir provas de navegantes pré-colombianos no Brasil, começou em outubro de 1982 uma série de mergulhos na Baía de Guanabara. Ele queria achar um navio fenício afundado e provar que a costa do Brasil foi, em épocas remotas, visitada por civilizações orientais. Apesar de não achar tal embarcação, o que ele encontrou pode ser considerado um tesouro valioso. Sobre tal procura, o jornal O Globo publicou: “O caso dos vasos fenícios na Baía de Guanabara sempre foi tratado com o maior sigilo e seu achado só foi revelado um ano depois, em 1978, com vagas informações. O nome do mergulhador que achou as doze peças arqueológicas só foi revelado ontem, depois de uma conferência no Museu Marinho, pelo presidente da Associação Profissional para Atividades Sub-Aquáticas, Raul Cerqueira”.

Três vasos foram encontrados. Um permaneceu com José Roberto Teixeira, o mergulhador que encontrou os vasos, e os outros dois foram para a Marinha. As peças com capacidade para armazenar 36 litros estão sob a guarda do governo brasileiro.

Problemas nas tais “inscrições” fenícias...
Arqueólogos mais céticos e precavidos apontam que existe uma série enorme de problemas com as “inscrições”; a primeira é que os fenícios não se referiam a si mesmos como “fenícios”, uma vez que este é um termo grego para se referir a eles. Outro fato é que, como se sabe, a travessia do Oceano Atlântico iria muito além das habilidades navais fenícias, que sempre viajaram perto das margens.

A inscrição não foi relatada até a década de 1800, embora tenha sido sugerido também nessa época que a inscrição datava de tempos pré-colombianos. Durante o século 19, o estudo dos fenícios já estava em andamento e até mesmo estudantes amadores nesse período teriam tido um forte conhecimento dos cronogramas bíblicos. Para esses arqueólogos mais precavidos, tudo parece ser desgaste da pedra por meios naturais.

A fênix carioca...
Se a Pedra da Gávea suscita muitas histórias em torno de um misticismo na cidade do Rio, há um outro bem conhecido na cidade: a suposta fênix que estaria gravada no Pão de Açúcar. Para os crédulos na teoria da colonização fenícia do Rio de Janeiro, a suposta “tatuagem” na montanha vem explicar tudo, uma vez que a ave eterna fazia parte do mecanismo mitológico daquele povo. A formação rochosa associada com a sombra produzida pela luz do Sol, em algumas épocas do ano, faz surgir essa figura curiosa que inspira ainda mais mitos e lendas.



sábado, 9 de fevereiro de 2013

Sobre o famoso caso ufológico de Dionisio Llanca...

Talvez esse tenha sido um dos mais famosos casos ufológicos ocorridos na Argentina e refere-se à suposta abdução sofrida por um caminhoneiro argentino na madrugada do dia 28 de outubro de 1973, ganhando a mídia mundial.


Na noite do dia 27, Dionisio estava na casa de seu tio e saiu para entregar materiais de construção em Rio Gallegos, no extremo sul do país. No caminho, encostou para trocar um pneu, à 01h15. Repentinamente, a rodovia foi iluminada por uma intensa luz amarela que parecia estar dois quilômetros distante. Alguns segundos se passaram e a luz trocou de cor, passando para azul. Quando tentou se levantar, percebeu que não tinha forças. Notou, então, um grande objeto em forma de prato pairando no ar e três seres humanoides atrás dele.

A paralisia se tornou plena e ele não conseguia mais falar. Os seres pareciam ser dois homens e uma mulher – Dionisio a descreveu como uma mulher devido ao formato dos seios e aos longos cabelos louros. Os homens também eram loiros, mas com cabelo curto. Todos eles tinham a mesma altura, cerca de 1m75, e estavam vestidos da mesma forma: trajes únicos de cor cinza apertados aos corpos, botas amarelas e longas luvas também amarelas. Não tinham capacetes, armas ou cintos. Seus rostos se pareciam com rostos humanos, não fossem os olhos alongados e as grandes testas. Eles conversavam entre si em uma língua desconhecida. Um deles o agarrou e o levantou com força, mas sem violência. Enquanto este o segurava, o outro colocou um aparato na base do indicador esquerdo de Dionisio. Eles olharam para o aparato, e Dionisio acredita ter desmaiado após ter visto duas gotas de sangue, pois não conseguia se lembrar de mais nada.

Dionisio acordou cerca de uma ou duas horas depois. Estava perto dos trens no jardim da Sociedad Rural de Bahía Blanca, a uns dez quilômetros do local onde o encontro aconteceu. Ele teve amnésia, pois não conseguia se lembrar de seu nome, seu caminhão, os eventos ocorridos, ou seu endereço. Ele tentou caminhar em direção à rodovia, mas desmaiou de novo. No dia 30, acordou no Hospital Municipal de Bahía Blanca e lembrou-se dos eventos.


No dia 5 de novembro de 1973, Dionisio foi submetido à hipnose regressiva, o que permitiu que contasse a história com detalhes que não poderia se lembrar. Ele disse que os seres o levaram para dentro da nave. A mulher estava ocupada com algumas ferramentas numa mesa, enquanto um dos homens sentava-se em uma cadeira, de modo que Dionisio desconfiou que ele fosse o piloto. O terceiro ser estava olhando para os céus com um aparelho que parecia ser feito de cristal. Alguns minutos depois, Dionísio foi deixado inconsciente no local onde despertou mais tarde.

Rapidamente o caso ganhou a imprensa argentina e chegou ao mundo, causando furor no meio uflógico. Desde então, o sul argentino e a Patagônia têm sido regiões consideradas com grande atividade de Ovnis e contatos imediatos. O livro “El reino subterráneo”, de Fabio Zerpa, chegou a investigar o caso de Dionisio.


Analisando o caso friamente...
Apesar de o caminhão ter sido encontrado alguns dias depois de Dionisio ter saído do hospital e realmente estivesse abandonado com metade do pneu sendo acoplado ao veículo, há problemas de ordem biológica nesta narrativa: como seres de outra galáxia sobrevivem à atmosfera terrestre sem equipamentos necessários, uma vez que não usavam capacetes?

Outro problema diz respeito à constituição humanoide destes seres, inclusive com a “mulher” tendo seios. Outro aspecto é o cultural: os homens de cabelos curtos e a mulher com longos cabelos. Sabemos que isto diz respeito, antropologicamente, à cultura europeia romana e nunca foi um consenso cultural total no planeta a questão da estética.

Dionisio Llanca nunca mais voltou à mídia e nem se tornou uma celebridade ufológica. Seguiu sua vida no interior da Argentina, onde continuou trabalhando como caminhoneiro enquanto outras pessoas exploravam o seu caso sem sua autorização.