sábado, 14 de dezembro de 2013

Os mistérios de Copán e Machu Picchu: você os conhece?

Historiadores, arqueólogos, antropólogos e ufólogos têm um consenso: as cidades antigas de Copán e Machu Picchu são extremamente especiais por diversas maneiras, cada uma de acordo com sua ciência e sua metodologia de estudos. Copán fica em Honduras e era uma cidade maia; Machu Picchu fica no Peru e era lugar dos incas. Ambas, extremamente organizadas, guardam seus mistérios, suas lendas, suas suposições e seus materiais de estudos. No post de hoje vamos entender um pouco de cada uma delas junto com seus mistérios e histórias...



1. Copán tem sua importância maior por ser o maior sítio arqueológico do período áureo da civilização maia, que nos deixou tantos mistérios a serem revelados, bem como muitas maravilhas para serem admiradas;

2. De acordo com os arqueólogos, Copán era uma cidade-estado que foi fundada no século 5 d.C. e caiu por volta do século 10 ou 11. Entretanto, outros arqueólogos acreditam que a fundação tenha sido muito mais anterior, por volta do século 2 a.C.;

3. Copán é famosa por ter produzido a melhor série de 38 tabuletas retratando a maior parte dos eventos ocorridos na história maia. Estas tabuletas eram instaladas sequencialmente na praça central, ao lado do grande fórum de decisões da cidade. Estas tabuletas de pedra são o que há de mais refinado que sobreviveu da arte meso-americana antiga;

4. Outro ponto interessante é que no local há um grande estádio onde os maias jogavam um jogo parecido com o basquete dos tempos contemporâneos, mas onde os perdedores eram sacrificados aos deuses do Sol e da Lua, para garantir tempos de paz;

5. De acordo com os antropólogos, no seu auge, Copán parece ter tido uma quantidade enorme de nobres e pessoas ricas, com vida próspera, além do que poderíamos chamar de “classe média”, alguns sendo artesãos, escribas etc. construindo para si casas com grande decoração e inscrições sobre as histórias das famílias que ali habitavam;



6. As construções de Copán sofreram consideravelmente com as forças da natureza nos séculos em que estiveram abandonadas, até a sua redescoberta. Ocorreram numerosos terremotos e nenhum dos tetos manteve-se intacto. A principal escadaria que continha inscrições estava desmoronada quando redescoberta;

7. Outro detalhe é que o Rio Copán mudou o seu curso e inundou uma parte da cidade, destruindo parte da acrópole e vários dos grupos arquitetônicos subsidiários do lugar. Além disto, as edificações foram invadidas pela vigorosa selva tropical que periodicamente se incendiava, causando danos consideráveis às pedras calcárias das construções. Muitas das estruturas deste sítio têm sido constantemente consolidadas e restauradas por vários arqueólogos que estudam o lugar;

8. Curiosamente, os maias não conheciam Copán por este nome, mas sim como Xukpi. De acordo com os arqueólogos, em seu período áureo, a cidade-estado pode ter abrigado pelo menos 50 mil habitantes, portanto sendo uma das maiores cidades do mundo naquele período – século 8 da nossa Era;

9. Na época em que a Espanha conquistou a América Latina, o lugar foi invadido pela floresta tropical. Embora arruinada, a cidade sempre foi conhecida dos locais desde os tempos coloniais até quando foi visitada por uma série de exploradores no início do século 19;

10. O processo de restauração de Copán teve início na década de 1930, e nos anos 70 também passou a ser apoiado pelo governo hondurenho. Desde então vários estudos têm sido feitos e, junto das escavações, mistérios sobre o ritmo de vida dos maias são elucidados e escritos na historiografia referente à história da América antes da dominação europeia. O que mais intriga os especialistas é a arquitetura magistral de enormes construções, muitas delas seguindo a orientação de estrelas específicas, do Sol e da Lua, sendo, ainda, uma cidade planejada como vemos as de hoje em dia;


11. Machu Picchu tem origem no idioma quíchua, significando “velha montanha”. Também é popularmente conhecida como “cidade perdida dos incas”, estando no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no Rio Urubamba;

12. Foi construída no século 15. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas;

13. A cidade consta de duas grandes áreas. A agrícola é formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos. A outra urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais. A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias;

14. Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu, e a mais aceita afirma que foi um assentamento construído com o objetivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas e com o propósito secreto de refugiar o soberano inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque;

15. Em 1865, no curso de suas viagens de exploração pelo Peru, o naturalista italiano Antonio Raimondi passou ao pé das ruínas sem sabê-lo e menciona o quão escassamente povoada era a região na época. Porém, tudo indica que foi por esses anos que a região começou a receber visitas por interesses distintos dos meramente científicos;


16. Uma investigação ainda em curso e divulgada em 2008 pelo jornal “ABC” revela que o empresário alemão August Berns não só havia “descoberto” as ruínas em 1867, quarenta anos antes da data conhecida, mas também havia fundado uma empresa mineradora para explorar os tesouros que abrigava;

17. Ainda de acordo com tal pesquisa, entre 1867 e 1870 e com a aprovação do governo peruano de José Balta, que cobrava 10% dos lucros, esta companhia havia operado na zona e vendido tudo o que encontrara a colecionadores europeus e norte-americanos;

18. Em 1870, o norte-americano Harry Singer coloca pela primeira vez em um mapa a localização de Machu Picchu. Os nomes nos mapas revelam uma inédita relação entre os incas e a montanha e, inclusive, sugere um caráter religioso do local;

19. Um segundo mapa, de 1874, elaborado pelo alemão Hermann Göhring, menciona e localiza em seu local exato de ambas as montanhas. Por fim, em 1880, o explorador francês Charles Wiener confirma a existência de restos arqueológicos no lugar (afirma que “há ruínas na Machu Picchu”), embora não possa chegar ao local. Em qualquer caso está claro o conhecimento prévio da suposta “cidade perdida” não havia sido esquecida, como se acreditava até alguns anos;

20. Foi o professor norte-americano Hiram Bingham quem, à frente de uma expedição da Universidade de Yale, “redescobriu” e apresentou ao mundo Machu Picchu em 24 de julho de 1911. Este antropólogo, historiador ou simplesmente explorador aficionado da arqueologia, realizou uma investigação da zona depois de haver iniciado os estudos arqueológicos;


21. Quando Bingham encontrou Machu Picchu, deu-lhe o nome de “cidade perdida dos incas”, mas seu principal objetivo era outro: encontrar a lendária capital dos descendentes dos incas, Vilcabamba, tida como baluarte da resistência contra os invasores espanhóis, entre 1536 e 1572;

22. Na realidade, Bingham ficou sabendo das ruínas de Machu Picchu por camponeses, que já sabiam dos europeus e americanos que chegavam aos montes ao Peru para explorarem cidades perdidas de incas. Com isso, um camponês avisou que havia uma quantidade enorme de ruínas no alto da montanha, e fez seu filho guiar o pesquisador até o local, onde encontrou uma quantidade grande de ruínas entre densa floresta;

23. Depois desta expedição, Bingham voltou ao lugar em 1912 e, nos anos seguintes (1914 e 1915), diversos exploradores levantaram mapas e exploraram detalhadamente o local e os arredores. Suas escavações, não muito ortodoxas, em diversos lugares de Machu Picchu, permitiram-lhe reunir 555 vasos, aproximadamente 220 objetos de bronze, cobre, prata e de pedra, entre outros materiais;

24. Tanto os restos encontrados como as evidências arquitetônicas levam os investigadores a crer que a cidade de Machu Picchu terminou de ser construída entre fim do século 15 e início do século 16. A expedição de Bingham, patrocinada não somente pela Universidade de Yale como também pela National Geographic Society, foi registrada em uma edição especial da revista, publicada em 1913, contendo um total de 186 páginas, que incluía centenas de fotografias;

25. Para localizar a cidade perdida no Google Earth é fácil. Basta colocar as seguintes coordenadas: 13° 9’ 47” S 72° 32’ 44” W. A 2400 metros de altitude, Machu Picchu está situada no alto de uma montanha, cercada por outras montanhas e circundada pelo Rio Urubamba, o que lhe proporciona uma atmosfera única de segurança e beleza. As ruínas incas encontram-se a 2.438 metros acima do nível do mar. A superfície edificada tem aproximadamente 530 metros de comprimento por 200 de largura e contém 172 edifícios em sua área urbana. As ruínas, propriamente ditas, estão dentro de um território do Sistema Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado, chamado Santuário Histórico de Machu Picchu;


26. Desde a sua descoberta, as ruínas da cidade inca tem sido importante fonte de exploração turística. O fluxo de visitantes é cada vez maior, o que acarreta o crescimento desordenado dos povoados nos arredores da montanha. É interessante pontuar que muitos dos turistas são místicos, que acreditam que a cidade tenha sido construída com a ajuda de tecnologias alienígenas, e que sua arquitetura, até os dias de hoje, promova uma energização do corpo e da alma;

27. Muitos teóricos dos deuses astronautas apontam Machu Picchu como sendo uma das maiores provas do esforço alienígena em ensinar aos seres humanos seus conhecimentos. No topo da montanha é possível observar construções com pedras gigantescas e muito bem encaixadas – o que não poderia ser levado montanha acima, supostamente –, além das plantações em grandes platôs;

28. A área edificada em Machu Picchu é de 530 metros de comprimento por 200 de largura e inclui ao menos 172 recintos. O complexo está claramente dividido em duas grandes zonas: a zona agrícola, formada por conjuntos de terraços de cultivo, e a zona urbana, que é aquela onde viveram seus ocupantes e onde se desenvolviam as principais atividades civis e religiosas;

29. Um muro de cerca de 400 metros de comprimento divide a cidade da área agrícola. Paralelo ao muro corre um fosso usado como principal drenagem da cidade e esgotamento sanitário. No alto do muro está a porta de Machu Picchu que contava com um mecanismo de fechamento interno;

30. Uma cidade de pedra construída no alto de um istmo entre duas montanhas e entre duas falhas geológicas, em uma região submetida a constantes terremotos e, sobretudo a constantes chuvas o ano todo apresenta um desafio para qualquer construtor: evitar que todo o complexo se desmorone. Segundo Alfredo Valencia e Keneth Wright, o segredo da longevidade de Machu Picchu é seu sistema de drenagem. O solo das áreas não trabalhadas possui um sistema de drenagem que consiste em capas de pedras trituradas e rochas para evitar o empoçamento da água das chuvas. Mais de 130 canais de drenagem se estendem por toda a área urbana, feitos para evitar a erosão, desembocando em sua maior parte no fosso que separa a área urbana da agrícula, que era na verdade o desague principal da cidade. Enquanto no século 16 as cidades europeias ainda sofriam os efeitos catastróficos da Peste Negra medieval, Machu Picchu já contava com sistema de drenagem e esgotamento sanitário diferenciado do sistema que levava água potável para a cidade – sistemas que funcionam até hoje e ajudam a preservação do lugar;


31. Existem sólidas evidências de que os construtores tiveram em conta critérios astronômicos e rituais para as construções. Na verdade, o alinhamento de alguns edifícios importantes coincide com o azimute solar durante os solstícios de maneira constante e com os pontos do nascer-do-sol e pôr-do-sol em determinadas épocas do ano;

32. As construções normalmente seguem o esquema das kanchas, ou seja, quatro construções retangulares dispostas em torno de um pátio central unidos por um eixo de simetria transversal. A este pátio dão todas as portas;

33. O esforço dessas realizações em uma sociedade sem ferramentas de ferro (somente conheciam o bronze, muito menos rígido) é notável. Não se conservou nenhum teto original, porém há consenso em afirmar que a maioria das construções o tinham como tocos de madeira com ângulo de 63°.