quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A história extraordinária (e verdadeira) de Mike, o frango que viveu dois anos sem a cabeça!

Mike foi o frango que nasceu em abril de 1945 e teve uma história surpreendente, muitas vezes considerada misteriosa, por outras vezes considerada milagrosa, pois viveu quase dois anos sem a cabeça, depois de uma tentativa de ser decapitado, vindo a morrer em março de 1947. Por suspeitas de ser apenas um boato, seu proprietário solicitou que a Universidade de Utah, na cidade de Salt Lake, o examinasse, confirmando sua autenticidade: o animal viveu por 18 meses sem a cabeça!


Como a história se passa no interior do interior dos Estados Unidos, na época que Mike andava pela terra sem cabeça, muitas pessoas pensaram em sinais e prodígios de milagre sobre a sociedade, como até mesmo sinal do fim dos tempos. Para outros, Mike vivendo sem a cabeça era sinal de que Deus teria enviado uma resposta aos céticos e ateus de que Ele vive, e poderia tornar aos nossos olhos o impossível em possível.

Um pouco sobre a vida de Mike...
Em 10 de setembro de 1945, o fazendeiro Lloyd Olsen recebeu sua sogra para o jantar, e foi procurar um frango para sua esposa preparar. Olsen não decapitou completamente a ave, de cinco meses e meio, que veio a chamar de Mike. Não completamente certo sobre o que fazer com a sua cabeça, Olsen na primeira noite após a decapitação, deixou que Mike dormisse com ela sob sua asa; diante do fato, Olsen resolveu suspender aquele jantar.

Apesar do trabalho de Olsen, Mike, agora sem cabeça, podia ainda se balançar em uma vara e andar desajeitadamente. Como a ave não morreu, Olsen decidiu continuar a cuidar dela, alimentando-a com uma mistura de leite e água usando um conta-gotas; foi alimentado também com pequenos grãos de milho. Infelizmente, ocasionalmente Mike ficava afogado em seu próprio muco, que a família Olsen removia usando uma seringa.


Diante da estranheza do fato e por ter pena do animal, a família Olsen decidiu adotar o frango como animal de estimação, chamando-o de Mike. Cuidavam carinhosamente dando-lhe comida pacientemente com o conta-gotas e sugando-lhe o muco produzido pelo seu corpo para evitar que se afogasse. A rotina era pesada, pois durante a madrugada era necessário algum membro da família fazer plantão para sugar com a seringa as secreções do animal, evitando que se afogasse.

Quando se acostumou com seu novo e incomum centro de massa, Mike podia facilmente alcançar os poleiros mais elevados sem cair. Seu cantar, entretanto, consistia em um som gorgolejante feito em sua garganta. O fato de não ter cabeça não impediu Mike de ganhar peso; quando perdeu sua cabeça, tinha pouco mais de um quilo de peso, e quando morreu, já pesava três, sendo um galo grande e gordo.


A “fama” que Mike ganhou...
Uma vez que sua fama tinha sido estabelecida, Mike começou uma série de excursões e shows na companhia de outras criaturas como uma vitela de duas cabeças. Foi também fotografado para vários jornais e revistas. Como era de se esperar, Olsen foi criticado pelos, então equivalentes a ativistas dos direitos dos animais, que diziam que deveria ser terminado o trabalho que tinha começado – ou seja, sacrificar o animal, que poderia estar sofrendo.

Mike estava em exposição ao público por um custo de vinte e cinco centavos de dólar, e no auge de sua popularidade chegou a ganhar 4.500 dólares por mês. Uma cabeça cortada era também exposta com Mike, mas esta não era a cabeça original (que na realidade um gato tinha comido). Mike mais tarde foi examinado por membros de diversas sociedades humanitárias e foi declarado não estar sofrendo.


Morte de Mike...
Em março de 1947, em um hotel em Phoenix, quando voltava para casa de uma excursão, Mike começou a sufocar a meio da noite. Olsen tinha deixado as seringas de alimentação e de limpeza no local do show do dia anterior, sendo incapaz de salvar Mike. Lloyd Olsen alegou que tinha vendido a ave, tendo por resultado em histórias de que Mike andava ainda em exposição pelo país em 1949.

Os exames feitos após a sua morte, deixaram claro que a lâmina do machado tinha errado a veia jugular e um coágulo tinha impedido que Mike sangrasse até a morte. Embora a maior parte de sua cabeça estivesse num frasco, o tronco cerebral e um ouvido ficaram no seu corpo. Como a maioria das ações e dos reflexos de uma galinha são controladas pelo tronco cerebral, Mike podia permanecer bastante saudável. Muitas tentativas de reproduzir o fenômeno foram feitas, mas as aves não conseguiam viver mais que 11 horas após a decapitação.