sábado, 30 de novembro de 2013

Discos voadores na Bíblia?! O caso dos supostos Ovni’s no livro de Ezequiel...

Ezequiel, sacerdote israelita que foi deportado para a Babilônia acabou sendo aclamado um profeta, relatou quase 600 anos antes de Cristo a aparição do que chamou de “magnificência do Senhor”, assim dizendo na Bíblia: “No ano trigésimo, no quarto mês, a cinco do mês, aconteceu que, estando no meio dos cativos, junto ao Rio Quebar, se abriram os céus e tive visões divinas. Vi e eis que vinha do lado do aquilão um torvelinho de vento, uma grande nuvem, um globo de fogo e, à roda dela, um resplendor. No meio dele, isto é, no meio do fogo, havia uma espécie de metal brilhante. No meio deste mesmo fogo aparecia algo à semelhança de quatro animais, cujo aspecto tinha a aparência de um homem”.

Esse período textual tem levado à curiosidade ufólogos, astrônomos, historiadores e teólogos. Será que Ezequiel estaria se referindo a um objeto voador não-identificado? Muitos acreditam que sim, e outros tantos acreditam que não. Descrevendo de forma rudimentar o que hoje seria tido como uma nave alienígena, Ezequiel continua sua narrativa: “Cada um dos animais tinha quatro rostos e cada um, quatro asas. Os seus pés eram todos pés direitos, e a sua planta era como a planta do pé de um novilho, que cintilavam como cobre incandescente. Tinham mãos de homem debaixo das suas asas aos quatro lados, e também tinham rostos e asas pelos quatro lados. As asas de um estavam juntas as do outro. Não se voltavam quando iam caminhando, mas cada um caminhava segundo a direção do seu rosto”.


Na realidade, teóricos dos deuses astronautas apontam que a Bíblia está repleta de evidências de alienígenas em contato com seres humanos tidos como especiais, como os profetas. Ezequiel e Daniel seriam dois destes que tiveram contato imediato com estes seres e deixaram relatados em seus respectivos livros tais encontros, o que torna o debate caloroso entre os religiosos que não creem na vida interplanetária.

O engenheiro da NASA Joseph Blumrich (foto abaixo) lançou em 1974 o afamado livro “A espaçonave de Ezequiel”, em que reconstitui, seguindo literalmente as descrições do profeta, a nave espacial metálica dotada de hélices giratórias, exaustor e janelas que Ezequiel relatou na passagem bíblica. Blumrich foi diretor da Seção de Construção de Projetos da NASA em Huntsville, Alabama, e começou em 1934 a trabalhar na fabricação de aviões, estando sempre envolvido em projetos de foguetes e satélites.

Em 1962, Blumrich dirigiu uma equipe encarregada de encontrar soluções imediatas para problemas urgentes, o que lhe deu grande notoriedade como engenheiro. Uma de suas tarefas consistia em pesquisar sistemas de aterrissagem para fazer o módulo lunar pousar na Lua. Ele e seus colegas pensaram em criar “pernas” descartáveis dotadas de molas e capazes de deslizar no solo do nosso satélite natural. Mais tarde, lendo o primeiro livro de Erick von Däniken, “Eram os deuses astronautas”, Blumrich convenceu-se de que Ezequiel descrevera uma nave usando símbolos e metáforas por não possuir conhecimentos técnicos. E passou a pesquisar o caso.


Quem quiser pesquisar tal passagem curiosa da Bíblia, basta ir ao livro de Ezequiel (Velho Testamento), capítulo 1, versículos 4 ao 28, onde ele narra tal aparição da nave e dos estranhos seres. Muitos teólogos protestantes e católicos dizem que se trata somente de uma linguagem figurativa, em que o profeta tenta, da sua forma, falar da grandeza de Deus e até mesmo prevendo o Juízo Final citado no Apocalipse (Novo Testamento).

A cena da Bíblia contada por Ezequiel é impressionante pelo realismo, e corresponde de maneira precisa à observação de uma aterrissagem, seguida da aparição de cosmonautas ou de robôs. O profeta diz-nos, contudo, que eles têm fisionomias de homens recobertas por um céu de cristal. Menos poeticamente nós designaríamos hoje esse objeto, ao escafandro (foto abaixo).


Para Ezequiel, um homem da casta dos sacerdotes judeus, o que ele havia visto foi “a visão da semelhança de toda glória do Senhor”. Para alguns ufólogos entusiásticos, porém, a visão descreve a chegada de uma nave espacial. Para alguns engenheiros aeronáuticos, tal descrição bíblica poderia ser adaptada para um projeto de módulo de aterrissagem lançado por uma nave-mãe (na visão do profeta, a divindade metálica resplandecente). Para os estudiosos, os quatro “animais” talvez fossem quatro conjuntos de engrenagens de pouso, cada um munido de uma roda para as manobras em terra. As “asas” poderiam ser hélices de helicóptero, usadas para o posicionamento final, antes de tocar o solo, com a propulsão sendo fornecida por um motor de foguete situado no corpo cônico da nave.

É mais do que óbvio que muitos teólogos e religiosos não concordam com essa versão de interpretação da Bíblia. Até mesmo alguns estudiosos de aeronáutica afirmam que Ezequiel tivera uma ilusão de ótica de algum fenômeno meteorológico. Já de acordo com os teólogos, a versão dos “deuses astronautas” supostamente descritos na Bíblia são interpretações de “ateus” que gostariam de “confundir as mentes das pessoas a fim de mostrar que Deus não existe, ou que não tem a sua glória”, o que não é verdade. São pontos de vistas diferentes para um mesmo fato, situação comum em uma democracia que preza a liberdade de expressão dos indivíduos.