quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Considerações interessantes sobre os mitos dos dragões...

Há algum tempo escrevi um post que fala sobre como culturas diferentes veem os dragões e suas lendas: na Europa são seres abomináveis que cospem fogo, são vilões e destroem vilas inteiras; na Ásia os dragões são seres que nascem de repolhos, comem vegetais e trazem fartura, chuva e bondade para as vilas por onde passavam. A variedade cultural sobre esses seres mitológicos e imensa, e graças aos vários e-mails que recebi pedindo mais informações sobre essas diferenças, hoje postamos alguns tópicos interessantes sobre essa dicotomia mitológica. Dragões: no Ocidente o mal, no Oriente a representação do bem!


1. Acredita-se que a mitologia envolvendo os dragões tenha nascido há milhares de anos quando os povos encontravam os fósseis enterrados de dinossauros, animais muitas vezes de dimensões enormes, chegando aos doze metros de altura;

2. A palavra “dragão” tem origem no idioma grego “drákôn” e significa literalmente “grande serpente”. Nas culturas mundiais esses seres são representados com aspecto reptiliano, semelhantes a imensos lagartos ou cobras. Na Ásia há mitos de dragões com plumas e penas, e todos eles apresentam características mágicas;

3. A variedade de dragões existentes em histórias e mitos é enorme, abrangendo criaturas bem mais diversificadas. Apesar de serem presença comum nos folclores de povos tão distantes como chineses ou europeus, os dragões assumem, em cada cultura, uma função e uma simbologia diferentes, podendo ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, ou simplesmente feras destruidoras;

4. As mais antigas representações mitológicas de criaturas consideradas como dragões são datadas de aproximadamente 40.000 a.C., em pinturas rupestres de aborígines pré-históricos na Austrália. Pelo que se sabe a respeito, comparando com mitos semelhantes de povos mais contemporâneos, já que não há registro escrito a respeito, tais dragões provavelmente eram reverenciados como deuses, responsáveis pela criação do mundo, e eram vistos de forma positiva por aquele povo;

5. A imagem mais conhecida dos dragões é a oriunda das lendas europeias, mas a figura é recorrente em quase todas as civilizações antigas. Talvez o dragão seja um símbolo chave das crenças primitivas, como os fantasmas, zumbis e outras criaturas que são recorrentes em vários mitos de civilizações sem qualquer conexão entre si. Há a presença de mitos sobre dragões em diversas outras culturas ao redor do planeta, dos dragões com formas de serpentes e crocodilos da Índia até as serpentes emplumadas adoradas como deuses pelos astecas, passando pelos grandes lagartos da Polinésia e por diversos outros, variando enormemente em formas, tamanhos e significados;

6. No Oriente Médio os dragões eram vistos geralmente como encarnações do mal. A mitologia persa cita vários dragões, como Azi Dahaka que atemorizava os homens, roubava seu gado e destruía florestas. Os dragões da cultura persa, de onde aparentemente se originou a ideia de grandes tesouros guardados por eles e que poderiam ser tomados por aqueles que o derrotassem, hoje tema tão comum em histórias fantásticas;

7. Na antiga Mesopotâmia também havia essa associação de dragões com o mal e o caos. Os dragões dos mitos sumérios, por exemplo, frequentemente cometiam grandes crimes, e por isso acabavam punidos pelos deuses. Talvez seja daí que os judeus, durante o Cativeiro da Babilônia, tenham pegado para si a ideia de dragão como um ser maléfico e, a partir daí foi adotada pelo Cristianismo e chegado até a Europa;

8. Na China, a presença de dragões na cultura é anterior mesmo à linguagem escrita e persiste até os dias de hoje, quando o dragão é considerado um símbolo nacional. Na cultura chinesa antiga, os dragões possuíam um importante papel na previsão climática, pois eram considerados como os responsáveis pelas chuvas. Assim, era comum associar os dragões com a água e com a fertilidade nos campos, criando uma imagem bastante positiva para eles, mesmo que ainda fossem capazes de causar muita destruição quando enfurecidos, criando grandes tempestades;

9. Nos mitos do Extremo Oriente, os dragões geralmente desempenham funções superiores a de meros animais mágicos, muitas vezes ocupando a posição de deuses. Na mitologia chinesa os dragões chamam-se “long” e dividem-se em quatro tipos: celestiais, espíritos da terra, os guardiões de tesouros e os dragões imperiais. Nas lendas japonesas os dragões desempenham papel divino semelhante;


10. Os dragões, segundo a cultura cristã, são aqueles que mais influenciaram a nossa visão contemporânea dos dragões. Muito da visão dos cristãos a respeito de dragões é herdado das culturas do Oriente Médio, como uma relação bastante forte entre os conceitos de dragão e serpente (muitos dragões da cultura cristã são vistos como simples serpentes aladas, às vezes também com patas), e a associação dos mesmos com o mal e o caos. Em várias partes do Antigo Testamento há referências a dragões e a serpentes, sempre representando a maldade personificada;

11. Os dragões aparecem mais raramente nos mitos dos nativos americanos, mas existem registros históricos da crença em criaturas draconídeas. Um dos principais deuses das civilizações do golfo do México era Quetzalcoatl, uma serpente alada. Nos mitos da tribo Chincha do Peru, Mama Pacha, a deusa que zelava pela colheita e plantio, era às vezes descrita como um dragão que causava terremotos;

12. Para quem não faz ideia, no folclore brasileiro também existe um dragão, o Boitatá, uma cobra gigantesca que cospe fogo e defende as matas daqueles que as incendeiam;

13. No Ocidente, em geral, predomina a ideia de dragão como um ser maligno e caótico, mesmo que não seja necessariamente esta a situação de todos eles. Nos mitos europeus a figura do dragão aparece constantemente, mas na maior parte das vezes é descrito como mera besta irracional, em detrimento do papel divino que recebia no Oriente;

14. A visão negativa de dragões é bem representada na lenda nórdica ou germânica de Siegfried e Fafnir, em que o anão Fafnir acaba se transformando em um dragão justamente por sua ganância e cobiça durante sua batalha final contra o herói Siegfried. Nesta mesma lenda também pode ser visto um traço comum em histórias fantásticas de dragões, as propriedades mágicas de partes do seu corpo: na história, após matar Fafnir, Siegfried assou e ingeriu um pouco do seu coração, e assim ganhou a habilidade de se comunicar com animais;

15. Serpentes marinhas como Jormungand, da mitologia nórdica, era o pesadelo do Vikings; por outro lado, a proa de seus navios eram entalhadas com um dragão para espantá-lo. Na mitologia grega, também é comum ver os dragões como adversários mitológicos de grandes heróis, como Hércules ou Perseu;

16. A lenda polonesa do dragão de Wawel conta como um terrível dragão foi morto perto da atual cidade de Cracóvia. Durante a Idade Média as histórias sobre batalhas contra dragões eram numerosas. A existência dessas criaturas era tida como inquestionável, e seu aspecto e hábitos eram descritos em detalhes nos bestiários da Igreja. Segundo os relatos tradicionais, São Jorge teria matado um dragão;

17. No ano de 2006, o Discovery Channel exibiu um controverso documentário dissertando que os dragões realmente existiram. Seriam a evolução de certos répteis. O fogo poderia ser expelido pela boca, pois havia gás metano junto de demais gases dentro do estômago, assim como nós mesmos temos. A comunidade científica se abalou com o documentário e disse que o canal estava induzindo os telespectadores ao erro;

18. Na modernidade, os dragões se tornaram um símbolo atrativo para a juventude. São criaturas poderosas que dão a ideia de força e controle, ao mesmo tempo que a capacidade de voar remete à ideia de liberdade. O dragão desenhado no estilo oriental é parte quase obrigatória de logotipos de academias de artes marciais pelos motivos já citados e pela sua ligação com a história dos países asiáticos onde estes esportes surgiram;

19. Dragões aparecem em várias histórias do gênero fantasia, desde “O Hobbit” de J.R.R. Tolkien com o dragão Smaug, passando por “Conan” de Robert E. Howard, e chegando a filmes modernos. O dragão considerado clássico foi imortalizado principalmente pela figura de Smaug, em “O Hobbit”. Seguindo o conceito da cultura cristã ocidental, Smaug era um dragão terrível e destruidor, que reunia grandes tesouros em seu covil na Montanha Solitária. Por ter sido este o romance que praticamente iniciou toda a tradição de literatura fantástica contemporânea, Smaug acabou se tornando o estereótipo do dragão fantástico atual;


20. Dragões são extremamente populares entre jogadores de RPG. Na verdade seu nome mesmo aparece no título do primeiro jogo desse gênero “Dungeons and Dragons”, que aqui no Brasil é traduzido como “Caverna do Dragão”;

21. O sopro de fogo dos dragões seria teoricamente possível, caso seus pulmões pudessem separar alguns dos gases que compõe o ar e se fossem de um material tolerante ao calor. A centelha de ignição poderia ser obtida da fricção de dois ossos ou pela ingestão de minerais, que poderiam ser combinados quimicamente para gerar uma reação exotérmica. Alguns acreditam que as glândulas salivares dos dragões produzissem alguma substância volátil que entrasse em combustão espontânea em contato com o ar como o fósforo branco;

22. Para a biologia, existem também dragões verdadeiros no mundo real. Não se tratam realmente de dragões como nas concepções míticas comentadas acima, mas sim de diversos seres vivos que, por alguma semelhança qualquer, foram batizados assim em homenagem a estas criaturas mitológicas. Existe entre os répteis, por exemplo, o gênero “Draco” usado para designar espécies normalmente encontradas em florestas tropicais, que possuem abas parecidas com asas nos dois lados do seu corpo, usando-as para planar de uma árvore para outra nas florestas;

23. O dragão-de-komodo, um grande lagarto que pode chegar ao tamanho de um crocodilo, é um carnívoro e carniceiro encontrado na Ilha de Komodo, no arquipélago da Indonésia, e ganhou esse nome devido à sua aparência, que remete aos dragões mitológicos. Acabou se tornando o mais famoso dragão vivente do mundo real. É a maior espécie de lagarto que existe e este réptil já vivia na face da terra muito tempo antes da existência do homem. Possui em sua saliva bactérias mortais que tornam inútil a fuga de uma presa após levar uma mordida, pois sobrevém uma infecção rápida e letal que a mata em alguns dias. Apesar de serem tão letais, um dragão não morre caso se morda, pois seu sistema imunológico possui anticorpos que neutralizam as bactérias que habitam sua boca;

24. O dragão é, atualmente, símbolo da China e também foi utilizada como apelido do ex-ator e artista marcial chinês Bruce Lee, mais precisamente “O pequeno dragão”. Ele também está presente na astrologia chinesa, como o signo do dragão, bem como o “ano do dragão”;

25. Dragão, segundo a mitologia chinesa, foi um dos quatro animais sagrados convocados por Pan Ku (o deus criador) para participarem na criação do mundo. É enormemente diferente do ocidental, sendo um misto de vários animais místicos: olhos de tigre, corpo de serpente, patas de águia, chifres de veado, orelhas de boi, bigodes de carpa etc. Representa a energia do fogo, que destrói mas permite o nascimento do novo, a transformação;

26. O dragão chinês é uma criatura mitológica que aparece também em outras culturas orientais, e também conhecidos às vezes como “dragão oriental”. Descrito como longo, uma criatura semelhante a uma serpente de quatro garras, ao contrário do dragão ocidental que é quadrúpede e representado geralmente como mau, o dragão chinês tem sido por muito tempo um símbolo poderoso do poder auspicioso no folclore e na arte chineses. Os dragões chineses controlam a água nas nações de agricultura irrigada. Este é o contraste com o dragão ocidental, que podem cuspir fogo para mostrar o seu poder mítico;

27. O dragão às vezes é usado no Ocidente como um emblema nacional de China. Entretanto, curiosamente, este uso dentro da República Popular da China e da República da China em Taiwan é raro. A princípio, o dragão era historicamente o símbolo do imperador da China. Começando com a Dinastia Yuan, os cidadãos comuns foram proibidos de se associar com o símbolo. O dragão ressurgiu durante a Dinastia Qing e apareceu em bandeiras nacionais. Em seguida, o dragão tem uma conotação agressiva militar que o governo chinês deseja evitar. É por estas razões que o panda gigante é de longe mais usado com mais frequência dentro de China como um emblema nacional do que o dragão. Em Hong Kong, entretanto, o dragão é uma marca desta cidade, um símbolo usado para promovê-la internacionalmente;

28. Muitos chineses frequentemente usam o termo “descendentes do dragão” como um símbolo de identidade étnica. Embora esta tendência tenha começado somente quando diferentes nacionalidades asiáticas procuravam símbolos animais para reapresentações na década de 70. O lobo foi usado entre os mongóis, o macaco entre os tibetanos. Na cultura chinesa da atualidade, é mais usado para fins decorativos;

29. A origem do dragão chinês não é precisa, mas muitos estudiosos concordam que se originou dos totens de diferentes tribos na China. Alguns sugeriram que vêm de uma representação de uma junção de animais existentes, tais como serpentes, de peixes, ou de crocodilos. A associação com peixes é refletida na lenda de uma carpa que viu o topo de uma montanha e decidido ir alcançá-la. Nadou rio acima, escalando correntezas e cachoeiras e não as deixando atrapalharem seu caminho. Quando alcançou o topo, lá havia a mística “porta do dragão” e a saltando se transformou em dragão;


30. A associação com o crocodilo é amparada pela visão em tempos antigos de que os grandes crocodilos eram uma variedade de dragão. Outros propuseram que sua forma é a fusão de totens de várias tribos como o resultado da fusão delas. A forma em espiral da serpente ou do dragão jogou um papel importante na cultura chinesa antiga. Alguns estudiosos relatam que o primeiro imperador lendário da China, Huang Di, usou uma serpente para revestir seus braços. Cada vez que conquistava uma outra tribo, incorporava o emblema do seu inimigo derrotado no seu braço. Isso explica porque o dragão parece ter características de vários animais;

31. Na China, as cores dos dragões também representavam suas próprias características: os azuis simbolizavam um verão tranquilo, os amarelos eram os mais afortunados e favoráveis, não podiam ser domados, capturados ou mesmo mortos e apenas apareciam em tempos apropriados e somente se houvesse uma perfeição a ser encontrada;

32. Os dragões chineses podiam tomar a forma humana ou de uma fera se desejassem e tinham uma bizarra coleção de fobias. Temiam o ferro, mas para criaturas que eram vistas como mestres de tais elementos e quase divinos, também temiam outras estranhas coisas como centopéias ou fios de seda tingidos em cinco cores;

33. O Japão também tinha seus dragões. Chamados de “tatsu”, eles eram bastante relacionados com os dragões chineses. Assim como eles, também tinham diferentes subtipos, entretanto geralmente tinham somente três garras e eram mais parecidos com lagartixas;

34. Os dragões chineses são fortemente associados com água na opinião popular. Acreditam serem regentes das águas, tais como cachoeiras, rios, ou mares. Podem aparecer enquanto a água jorra. Esta habilidade como regente da água e do tempo, o dragão é mais semelhante ao homem na forma, descrito frequentemente como humanóide, vestido em traje de rei, mas com uma cabeça do dragão que usa ornato da realeza na cabeça;

35. No fim de seu reino, o primeiro imperador, Qin Shi Huang diz-se que se imortalizou em um dragão que se assemelhava a seu emblema, e ascendeu aos céus. Desde que os chineses consideram Qin Shi Huang como seu antepassado, às vezes se denominam como “os descendentes do dragão”. Esta lenda contribuiu também para o uso do dragão chinês como um símbolo do poder imperial. O trono do imperador, por exemplo, era conhecido como “trono do dragão” ou “ninho do dragão”;

36. Em épocas modernas, a crença no dragão parece ser esporádica na melhor das hipóteses. Parece ser muito poucos os que veriam o dragão como uma criatura literalmente real. A adoração dos reis dragões como um regente das águas e do tempo continua em muitas áreas, e é profundamente enraizado em tradições culturais chinesas tais como a celebração do Ano Novo Chinês;

37. Ao contrário da opinião popular, a cultura chinesa nunca fez qualquer esforço intencional em definir os dragões, embora várias palavras fossem usadas para descrever dragões em vários estados. Por exemplo, “Panlong” é um dragão. Eles, entretanto, dividem dragões por suas cores. Ou seja, dragão preto representa o norte, dragão vermelho representa o sul, o dragão verde/azul representa o leste, o dragão branco representa o oeste e o dragão amarelo representa o centro;

38. Nota-se às vezes que os dragões chineses têm cinco dedos em cada pé, dragões coreanos têm quatro, quando os dragões japoneses têm três. Para explicar este fenômeno, a lenda chinesa indica que todos os dragões imperiais se originaram na China. De acordo com o folclore, os dragões existem somente na China, na Coreia, e no Japão porque se viajarem além não teriam nenhum dedo do pé para continuar a jornada. A lenda japonesa tem uma história similar à chinesa;

39. O número nove é considerado de sorte na China porque é o único dígito maior possível, e os dragões chineses são relacionados frequentemente com ele. Isto também é porque há nove formas do dragão e o dragão tem nove filhos;


40. Há vários lugares na China chamados de “Nove Dragões”, sendo o mais famoso o distrito de Kowloon, em Hong Kong, tradução de “Nove dragões” no idioma cantonês. Na China também é comum encontrarmos vilas, bairros e cidades chamados “Kulong”, palavra que tem o mesmo significado;

41. O dragão é um dos doze animais no horóscopo chinês que é usado no calendário chinês. Acredita-se que cada animal está associado com determinados traços da personalidade. Os anos do dragão são geralmente os mais populares para ter bebês. Há mais bebês nascidos em anos do dragão do que em todos os outros anos animais do horóscopo;

42. Como parte do folclore tradicional, os dragões aparecem em uma variedade de mitos. Na cultura chinesa do fim do século 10, dar um dragão (símbolo) significa o mesmo que desejar que sua amizade durasse para sempre;

43. Já os dragões coreanos são criaturas legendárias na mitologia e no folclore coreanos. Embora geralmente comparável com os dragões chineses na aparência e no significado simbólico, os dragões coreanos têm propriedades culturais específicas que as diferenciam dos dragões em outras culturas;

44. O dragão coreano é derivado do dragão chinês. Considerando que a maioria de dragões na mitologia europeia são relacionados geralmente aos elementos do fogo e da destruição, os dragões na mitologia coreana são vistos na maior parte como seres benevolentes associados à água e à agricultura, considerados frequentemente causadores da chuva e das nuvens;

45. Os textos antigos mencionam às vezes os dragões falantes como sensíveis, capazes de compreender emoções complexas tais como a devoção, a bondade, e a gratidão. Uma lenda coreana particular fala do grande Rei Munmu, que em seu leito de morte desejou se transformar em um “dragão do mar do leste a fim proteger a Coreia”;

46. Diz-se que o dragão coreano tem determinados traços específicos: não têm asas, apesar de voar, por exemplo, além de ter uma barba longa. É de várias maneiras muito similar na aparência aos dragões da mitologia chinesa e japonesa;

47. Existe uma criatura mitológica coreana conhecida como Imoogi, criaturas que assemelham-se a dragões, semelhantes a grandes serpentes, que segundo algumas versões seriam consideradas malditas e, assim, são incapazes de transformarem-se em dragões;

48. Existem outras versões que dizem que um Imoogi é um proto-dragão que devia sobreviver mil anos a fim de se transformar em um dragão verdadeiro. Em outras versões seriam grandes, benevolentes criaturas que vivem na água ou nas cavernas, associados com a boa sorte.