sábado, 13 de julho de 2013

Universo paralelo, teoria do multiverso, universos múltiplos: você acredita nestas teorias? Fato ou farsa?

Quem assiste aos canais de documentários, tais como Discovery Channel, BBC, NatGeo Channel ou History Channel já deve ter se deparado com algum programa falando sobre o tema do post de hoje: o universo paralelo, ou multiverso. Mas você sabe o que ele é? Se você conhece o que estamos falando, acredita que possa existir uma outra realidade, outra dimensão?

A teoria do multiverso é um termo usado para descrever um hipotético grupo de todos os universos possíveis; geralmente usado na ficção científica, embora também como consequência de algumas teorias científicas, para descrever um grupo de universos que estão relacionados (universos paralelos). A ideia de que o universo que se pode observar é só uma parte da realidade física deu luz à definição do conceito “multiverso”.


O conceito de multiverso tem suas raízes na moderna cosmologia e na teoria quântica, e engloba várias ideias da teoria da relatividade de modo que pode ser possível a existência de inúmeros universos onde todas as probabilidades quânticas de eventos ocorrem. Simplesmente há espaço suficiente para acoplar outros universos numa estrutura dimensional maior: o chamado “multiverso”. Os universos seriam, em uma analogia, semelhantes a bolhas de sabão flutuando num espaço maior. Alguns seriam até interconectados entre si por buracos negros ou buracos de minhoca.

Devido ao fato de a teoria quântica ser em sua grande parte teórica, impossibilita, atualmente, qualquer tipo de prova tecnicamente real, como a prova visível do conceito de multiverso. Imagina-se um esquema em que todas as bolas de sabão se agregavam mutuamente por uma infinita vastidão. O conceito de multiverso implica numa contradição em relação à atual busca pela teoria do campo unificado, uma vez que em cada Universo (“bolha de sabão”) pode-se imaginar que haja diferentes leis físicas.


Pode parecer coisas de louco, de cientista maluco, de filme de ficção científica, de físico nerd, assunto impossível de se compreender. Mas a teoria do universo paralelo é muito interessante quando reinterpretada para a realidade de pessoas leigas. Por isso buscamos trazer um pequeno resumo sobre o assunto, que é vastíssimo, rende congressos, livros, documentários, palestras etc. É o que os cientistas também costumam chamar de IMM: interpretação de muitos mundos.

A interpretação de muitos mundos, IMM...
A interpretação de muitos mundos é uma interpretação da mecânica quântica que propõe a existência de múltiplos universos paralelos. A IMM foi formulada inicialmente por Hugh Everett para a explicação de alguns processos não determinísticos (tais como medição) na mecânica quântica.

Como outras interpretações da mecânica quântica, a interpretação de muitos mundos é motivada pelo comportamento que pode ser ilustrado pela experiência da dupla fenda. Quando partículas de luz (ou algo semelhante) são conduzidas através de uma dupla-fenda, uma explicação baseada no comportamento de onda para luz é necessária para identificar onde as partículas deverão ser observadas. Já quando as partículas são observadas, elas se mostram como partículas e não como ondas não localizadas. Pela interpretação de Copenhague da mecânica quântica, é proposto um processo de colapso do comportamento de onda para o de partícula para explicar o fenômeno observado.


Trocando em miúdos, os astrofísicos acreditam na possibilidade de haver um mundo paralelo (ou um “outro universo”) do outro lado dos buracos negros, que são corpos celestes cuja força gravitacional é tão grande que tudo é sugado para si, até mesmo a própria luz tamanha força. Assim, seria até impossível sabermos o que há do outro lado de um buraco negro graças à sua força destrutiva.

Um dos maiores problemas para se estudar a IMM é que não é ainda possível fazer estudos práticos e observações mais convincentes, ficando somente no estudo teórico e de quase especulação. Algumas correntes da física chegam a rejeitar esses estudos, comparando-os com a ufologia conforme a conhecemos de acordo com os pressupostos dos filmes e seriados de Hollywood – a série “Lost” que o diga. Para os estudiosos da IMM, é muito fascinante imaginar que há vários universos diferentes e realidades paralelas onde há outras leis da física que não conhecemos, ou até mesmo que sejam impossíveis no “nosso universo”, outro tempo, outro espaço, novos espaços físicos, novos seres, novas realidades – todas paralelas; para alguns físicos renomados, falar isso é pura asneira. Uma votação entre 72 físicos de destaque, conduzida pelo pesquisador americano David Raub, em 1995, registrou que aproximadamente 60% acreditavam que a interpretação de muitos mundos era verdadeira.

Com o tempo e a popularização, houve uma banalização do termo “universo paralelo”. O uso religioso a partir do movimento conhecido como Nova Era fez com que “universo paralelo” se tornasse uma interpretação de reencarnação, relação entre matéria e espírito, paraíso e inferno, umbral e purgatório etc. Isso torna o debate um pouco mais complexo por conta desses debates que ficam de fora do campo astrofísico, como a própria ufologia – conforme veremos mais à frente.


A interpretação de muitos mundos (e o conceito relacionado dos mundos possíveis) tem sido associada com diversos temas na literatura, arte e ficção científica. Ao lado da violação de princípios fundamentais da casualidade e relatividade, estas histórias são extremamente equivocadas desde que estrutura da teoria da informação de caminhos dos múltiplos universos (que é o fluxo de informações entre os diferentes caminhos) é extraordinariamente complexa.

Outro tipo da visão popular da divisão em muitos mundos, a qual não envolve fluxo de informações entre os caminhos ou informação fluindo para trás no tempo considera finais alternativos para eventos históricos. Do ponto de vista da física quântica, estas histórias são incorretas por pelo menos dois motivos: (1) não há nada que relacione a mecânica quântica com a descrição dos desdobramentos de eventos históricos. De fato, este tipo de análise baseada em casos é uma técnica comum no planejamento é pode ser analisada quantitativamente pela probabilidade clássica. (2) O uso de eventos históricos é uma forma complicada para introdução a teoria quântica já que se geralmente se considera ser este assunto externo a ela, especialmente a questão da natureza da escolha individual.


A interpretação de muitos mundos de acordo com alguns ufólogos...
Nos últimos anos, a interpretação de muitos mundos tem sido usada e abusada não somente por diretores e roteiristas de Hollywood, mas também alguns ufólogos com poucos conhecimentos de física, astronomia e astrofísica. Eles alegam que esses “outros mundos” e/ou “mundos paralelos” seriam lugares de onde teriam vindo alienígenas de outras galáxias, viajando até através de “buracos de minhoca” – que será um post à parte no futuro.

Esses ufólogos e crédulos da teoria dos deuses astronautas explicam que esses mundos paralelos se comunicariam de alguma forma com o nosso universo – situação que nem mesmo os astrofísicos conseguiram comprovar mesmo em 50 anos de pesquisa. Desta forma, segundo eles, ficaria mais fácil viajar mais rapidamente a uma distância incrível de anos-luz em tão pouco tempo, e com tecnologias que ainda desconhecemos, tais como o teletransporte.

Os físicos, astrônomos e astrofísicos preferem não comentar essa possibilidade que envolve o tema da interpretação de muitos mundos. O silêncio mostra como a teoria ainda é bastante controversa e as opiniões ainda são muito divergentes. Resta ao leitor do blog conhecer mais sobre o IMM e os mundos paralelos e ver em qual lado fica, pois o assunto é vasto e interessantíssimo!