sábado, 8 de junho de 2013

Seríamos nós “filhotes” de alienígenas ou cruzamentos bizarros feitos antes História? Fato ou farsa?

Um dos assuntos mais interessantes é este do título da postagem de hoje. Pesquisadores da teoria dos deuses astronautas, encabeçados por Erich von Dänikken, afirmam categoricamente que nós, seres humanos, somos, na realidade, cruzamentos genéticos entre animais mamíferos primatas terráqueos e uma raça superior alienígena ainda não identificada. O assunto é extremamente controverso e causa fogueiras imensas no debate científico entre aqueles que respondem aos apontamentos dos estudiosos desta teoria.


O que diz a teoria dos deuses astronautas...
Segundo esses teóricos, a espécie Homo sapiens, ou seja, nós, não somos o resultado simples da seleção natural conforme Charles Darwin relatou em seu polêmico livro “A origem das espécies”. Para os adeptos dos deuses astronautas, somos o resultado de uma série de experiências bem sucedidas realizadas na Terra por indivíduos com maior inteligência, cruzando hominídeos das cavernas e seus próprios DNA’s aliens.

De acordo com von Dänikken, por exemplo, é por este motivo que faltam aos antropólogos e paleontólogos encontrar o famoso “elo perdido” entre o homem o macaco, simplesmente porque ele não existiria, não havendo um estágio intermediário entre um e outro. Portanto, todos nós carregaríamos genes extraterrestres em nossos corpos, uma herança milenar que, talvez, jamais será explicada pela ciência metódica e cartesiana.

Mas o leitor deve estar se perguntando: por qual motivo seres de outras galáxias fariam experiências na Terra? Segundo os adeptos da teoria dos deuses astronautas, a tendência foi fazer do nosso planeta um grande laboratório de cruzamentos, talvez porque o planeta original destas formas de vida estivesse em perigo iminente, como falta de recursos vitais, com isso veio a decisão de colonização espacial, um assunto que mais parece pura sinopse de filme de ficção científica.




De acordo com Dänikken e seus adeptos, os deuses astronautas seriam seres de outras galáxias que desciam à Terra para multiplicar sua genética e dar ensinamento aos hominídeos e, portanto, passaram a ser associados a deuses, seres supremos com poderes maravilhosos (por conta da altíssima tecnologia jamais vista). Assim sendo, milhares de anos antes de Cristo já existiriam inseminações artificiais, equiparações genéticas, reproduções in vitro etc.

Ainda segundo estes estudiosos, não é surpresa perceber o salto tecnológico e intelectual que a humanidade passou a ter depois de uma determinada etapa da História. Passamos rapidamente de hominídeos bárbaros nas cavernas a seres construindo pirâmides imensas e calculando matematicamente calendários complexos de eclipses e lunações. Para os adeptos, isso seria a prova do contato extraterrestre dos seres humanos com alienígenas (ditos deuses), que aqui deixaram parte de seus conhecimentos e, logicamente, DNA.


O que a ciência metódico-cartesiana fala sobre estas hipóteses...
Esse debate tem rendido uma série de royalties para ambos os lados: quem é contra e quem é a favor. Franquias de séries, documentários, livros, entrevistas, congressos, palestras, associações a entidades supostamente sem fins lucrativos etc. O fato é que grande parte dos cientistas de renome sequer perde tempo em rebater tais críticas e acusações das teorias de que seríamos “filhotes” de aliens refugiados no espaço sideral. Acredita-se no meio acadêmico que debater tal temática seria “se queimar por pouco” em um tema que não acrescentaria nada à melhora da humanidade como um todo.

Para a biologia, é praticamente impossível que supostas vidas inteligentes conseguissem sobreviver à Terra sem proteção especial ao ar, à gravidade, ao clima etc. Muito menos causar acasalamentos grotescos a fim de melhorar a vida aqui no planeta com o objetivo tão obscuro e sem provas tão contundentes. Para um astrofísico russo, “seria como soltar leões em Marte, à própria sorte, negligenciando a gravidade, o ar e o clima, na expectativa de eles culminarem em um acasalamento com seres que lá poderiam estar, como jacarés, por exemplo”. Ou seja: não há como seres diferentes acasalarem e gerarem uma prole, como cão e gato, leão e jacaré, coelho e tatu etc. Isso cairia por terra essa teoria dos deuses astronautas.

Além disso, os cientistas que trabalharam no complexo projeto de pesquisa do genoma comprovaram que a teoria de Charles Darwin ainda está correta: 99,8% do nosso DNA é parecido com o chimpanzé, nosso “parente mais próximo” na natureza. Se somos realmente “filhotes de aliens”, apontam eles, essa porcentagem deveria ser muito – mas muito – menor.


Biólogos apontam, ainda, que compartilhamos características parecidas com os demais mamíferos, tais como sistema nervoso, sistema digestório, sistema respiratório, sistema reprodutor, sistema excretor, hormônios etc. Portanto, ainda não foi encontrado nada de diferente ou anômalo na composição biológica do ser humano. Até a composição física é parecida: cérebro no alto da cabeça, dois olhos, nariz, boca, braços, pernas, órgãos vitais no centro do corpo etc.

Desta forma, poderíamos dizer que a teoria dos deuses astronautas de que supostamente seríamos criações alienígenas na Terra fica em xeque porque não há conexão entre nós e o interplanetário, mas pelo contrário: quanto mais procuramos pistas de vida lá fora, mais encontramos semelhanças com nossos “parentes” terráqueos: macacos, golfinhos, cães, gatos, morcegos etc.

A ideia de que os deuses eram, na realidade, astronautas é muito interessante, mas somente como forma de lazer e comparação de ideias pseudocientíficas, mas se torna extremamente prejudicial quando ela cega os indivíduos frente a tantas evidências cientificamente comprovadas e a pessoa entra na rede de teorias da conspiração, estando vulnerável a qualquer citação supostamente científica.