quinta-feira, 13 de junho de 2013

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (21)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

O que as meias têm a ver com metades de algo?
Nos tempos antigos, os romanos vestiam túnicas, togas e sandálias. Não usavam meias nem calças. Quando conheceram os povos germânicos, do norte, acharam engraçado que eles usavam calças; com o tempo, também adotaram a vestimenta que cobria os pés e as pernas – algo como as ceroulas. Os romanos passaram a chamá-la de “calcea” (daí veio “calça”). No século 16, a moda partiu a calça em duas: as calças e as meias-calças (“meia”, que vem de “metade”), que iam dos pés à altura dos joelhos.

Por que a beirada da rua se chama “meio-fio”?
Um fio de água é o que escorre de uma torneira mal fechada. Antigamente, as ruas tinha uma canaleta central para onde convergiam a água da chuva, formando um fio de água como se fosse um riacho no meio da rua, dentro desta canaleta. Até hoje em cidades antigas há algumas ruas neste formato. Assim, a água que ficava nas beiradas era conhecida como meio-fio.


De onde vem a expressão “Missa do Galo” para a celebração natalina?
O galo começa a cantar por volta das três ou quatro horas da manhã a fim de demarcar o território e mostrar aos outros machos do território que ele continua vivo. A Missa do Galo é celebrada, tradicionalmente, na virada dos dias 24 para 25 de dezembro; de acordo com a tradição, um galo teria cantado no momento do nascimento do Menino Jesus. Aliás, a figura do galo aparece na Bíblia no momento que Jesus Cristo é preso e condenado e, antes disso, ele avisa a Pedro que ele negará Jesus naquela noite três vezes antes do galo cantar. E assim foi.

De onde veio a palavra “bunda”?
Tudo veio com a miscigenação da nossa cultura, cujo vocabulário é rico de expressões europeias, africanas e indígenas. A palavra veio do idioma quimbundo, falado por muitos africanos vindos de Angola para o Rio de Janeiro. Originalmente é “mbunda”. Os escravos da tribo quimbunda tinha esta parte do corpo avantajada, o que chamava atenção principalmente dos senhores donos de escravas, uma vez que a idade média da compra girava em torno dos 12 aos 25 anos. A partir daí, as nádegas começaram a ganhar o tom de preferência brasileira, uma vez que as escravas usavam poucas roupas e as senhoras brancas usavam roupas demais mesmo no calor dos trópicos.


A Nike tem alguma coisa a ver com mitologia?
Sim, tem. Ela foi fundada em 1962, nos Estados Unidos, por antigos representantes comerciais de calçados japoneses. Até 1966 ela era chamada Blue Ribbon. Nike é uma corruptela de Niké, deusa grega da vitória, que ostenta lindas asas. Em 1971, a logomarca foi criada por Carolyn Davidson, uma estudante de publicidade que ganhou somente 35 dólares pelo trabalho de criação da marca.



Qual é a origem da palavra “ontem”?
Tudo nasceu no latim “ad noctem”, literalmente “na noite passada”. Daí também veio o espanhol “anoche”, que é a noite entre ontem e hoje, a noite passada. Para os romanos, o dia começava quando o Sol nascia. Assim, “ad noctem” traduzia a ideia de “à noite” como o dia anterior. “Amanhã” tem a mesma ideia: “pela manhã”, “na próxima manhã”. Com o sentido de “ontem”, os romanos também usavam a palavra latina “heri”, que deu o francês “hier”, o italiano “ieri”, o espanhol “ayer” e o romeno “iêri”.

Por que a poupança é conhecida como “pé de meia”?
A expressão é usada em vários idiomas além do português para designar dinheiro guardado para uma casualidade. No século 19, na Europa, os pobres não tinham direito de terem uma conta bancária por conta das altas taxas de juros e do pouco dinheiro a ser colocado no banco. Assim, era costume guardar-se moedas e notas, o que se conseguia sobrar no final do mês, em pés de meias velhos. Desta forma, pé de meia virou sinônimo de cofre, de dinheiro guardado com muito suor do trabalho para tempos difíceis.