quinta-feira, 2 de maio de 2013

Elixir da longa vida, uma busca incansável dos homens medievais...

O elixir da longa vida, ou poção da imortalidade, era uma panaceia mundial que era buscada pelos alquimistas e poderia curar todas as doenças, prolongando a vida indefinidamente, bem como recuperação da jovialidade de quem tomasse tal bebida. A ideia do elixir da longa vida teve início na Península Ibérica, com os alquimistas desta área, e era conhecido como “Aabe hayaat”.


O fato mais importante sobre a busca desta poção mágica da imortalidade é que os alquimistas, antigos químicos, acabaram descobrindo novos elementos e compostos químicos. Como a poção também eram relacionada com a saúde descobriram-se novas formas de tratamento e medicamento, causando um importante avanço na medicina. No entanto, a panaceia de termos um elixir da eternidade tem raízes míticas muito mais antigas.

Paralelos mitológicos...
Encontram-se em algumas mitologias certos alimentos com propriedades semelhantes às do elixir da longa vida, apesar de não haver relação tão evidente: na mitologia grega, a ambrosia, o manjar dos deuses do Olimpo, era tão poderosa que se um mortal a comesse, ganharia a imortalidade; na mitologia nórdica as maçãs de um pomo cuja guardiã é Iduna podiam dar a vida eterna aos deuses (que nessa mitologia são mortais); também existem muitas lendas que envolvem fontes da juventude, cujas propriedades são semelhantes ao elixir da longa vida, essa fonte foi descrita pelos espanhóis e várias outras culturas.


Elixir da longa vida na China...
A alquimia chinesa tinha como principal objetivo o preparo do elixir da longa vida. Os alquimistas chineses criaram elixires de cinábrio, enxofre, arsênico e mercúrio. Há até uma lista de imperadores que morreram provavelmente por ingerirem esses elixires. Escritas antigas citam a “Ilha dos Bem Aventurados”, a morada dos imortais, supostamente ervas dessas três ilhas, depois de certo preparo, produziriam o elixir. Também havia uma corrente de pensamento que dizia que o elixir era capaz, além de ceder a vida eterna, fazer o alquimista ir ao paraíso e viver com os imortais. Segundo a alquimia chinesa, o ouro era inalterável e, portanto, imortal. Acreditava-se que aquele que fabricasse o “ouro potável” a partir do cinábrio e do mercúrio adquiriria a imortalidade. O mesmo aconteceria se ingerissem alimentos em pratos feitos com esse ouro.

Elixir da longa vida na Índia...
A filosofia védica também considera que há um vínculo entre a imortalidade e o ouro. Esta ideia provavelmente foi adquirida dos gregos, quando Alexandre, o Grande invadiu a Índia no ano 325 a.C., e teria procurado a fonte da juventude. Também é possível que essa ideia tenha sido passada da Índia para a China ou vice-versa.

Elixir da longa vida na Europa...
A ideia europeia de poção mágica da eternidade foi fortemente influenciada depois do contato de europeus com chineses e indianos a partir do comércio de especiarias; o relato dos viajantes sempre foi muito alegórico e fantasioso, haja vista que os rinocerontes chegaram à Europa com descrição de “cavalos com um chifre”, por exemplo. Marco Polo na descrição de suas viagens também fala de cidades inteiras somente de ouro no Extremo Oriente. É por isso que o elixir da longa vida tornou-se uma grande panaceia entre os governantes vaidosos.

Segundo os alquimistas europeus, o elixir poderia ser sintetizado por meio da Pedra Filosofal. Também segundo eles, o elixir poderia prolongar a vida somente até que um acidente os matasse, ou seja, não é um elixir da imortalidade. Johann Conrad Dippel teria elaborado um óleo animal, chamado de óleo de Dippel, que alguns acreditam que seria o tão falado elixir da longa vida. Uma destacada lenda urbana diz que o cientista Isaac Newton criou e bebeu essa poção, mas em vez de proporcionar-lhe a vida eterna, obviamente, proporcionou-lhe a morte.