quinta-feira, 28 de março de 2013

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (18)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

De onde vem o gesto de “dar uma banana” para alguém?
Por muito tempo foi considerado um gesto obsceno dobrar o braço com o punho fechado e segurar o cotovelo com o braço. Tem o mesmo significado não somente no Brasil, mas também na Argentina, Portugal, Espanha, Itália, França e Uruguai. O objetivo é este mesmo: ser taxativo sobre o órgão sexual masculino. No Brasil ganhou este nome por causa da analogia entre o pênis e a banana. Talvez o ato de dar uma banana mais clássico tenha sido no final da novela “Vale tudo”, quando o personagem corrupto de Reginaldo Faria conseguiu fugir e, de seu jatinho, fez esse clássico gesto para o Brasil.


Por que o sujeito que não é bom no volante é chamado de barbeiro?
Até o século 19, em todo o mundo ocidental, os barbeiros que faziam as vezes de médicos e dentistas: extraíam dentes, curavam doenças etc. O tratamento com médicos era muito caro para a população em geral. Daí que em Portugal o ato do erro médico era conhecido como “barbeiragem”. Foi assim que, no Brasil, o sujeito que fazia bandalhas no trânsito ganhou o apelido de “barbeiro”.

O que o bigode tem a ver com Deus?
Bigote” é como os espanhóis chamavam os povos germânicos e escandinavos que circulavam pela Península Ibérica durante o período medieval. Isso porque os germânicos viviam a exclamar “bï Got!”, “por Deus”, quando viam o jeito escandaloso dos espanhóis. Essa associação é porque nos domínios do antigo Império Romano não havia a moda do bigode: ou o homem usava o rosto com barba, ou sem.


O “bina”, identificador de telefones, é uma invenção brasileira?
Sim, é um fato. O famoso identificador de números é uma invenção brasileira a partir dos experimentos de Nélio José Nicolai, um mineiro bem inventivo. O primeiro aparelho comercializado foi chamado “Bina 82”, lançado em Brasília em 1982. O nome é uma sigla: B Identifica Número A.

Qual a história do nome “bordel”?
Tudo começou na França com a palavra “bord”, “tábua”. Assim, naquele idioma, antigamente, “borda” significava “cabana” e “bordel”, “casinha de madeira”. Por volta de 1200, os donos de terras medievais disseram que as prostitutas só poderiam trabalhar longe das feiras e vilas, dentro das florestas. Assim, os casebres de madeira com comércio de sexo passaram a ser chamado de “bordel”.

“Cadáver” é uma sigla latina?
Não! Isso é uma triste invencionice da internet. A origem é do verbo “cadere”, em latim, “cair”. A versão jocosa da internet diz que trata-se da sigla “Caro Data Vermibus”, “Carne dada aos vermes”, se referindo a corpos encontrados em estradas, florestas e lugares abandonados.

A caixa preta do avião é preta?
Não. Hoje em dia, os aviões possuem duas caixas pretas – uma registra os dados do voo e a outra a conversa entre piloto e copiloto. Elas são de cor laranja berrante para facilitar a busca no meio dos destroços. O nome surgiu na Segunda Guerra Mundial, quando os oficiais britânicos queriam dizer que tratava-se de algo misterioso, importante, secreto e complicado.


O canguru tem esse nome por conta de uma confusão linguística?
Quando James Cook desembarcou pela primeira vez na Austrália, m 1770, quis saber qual era o nome daquele estranho animal que povoa aquele enorme continente. De acordo com o diário de viagem, os aborígenes que receberam os britânicos disseram “Kangooruu! Kangooruu!”. Assim, Cook registrou em seu diário de bordo que tais animais eram os cangurus. Mais tarde, quando os antropólogos estudaram os aborígenes, descobriram que no idioma local “kangooruu” significa “Não entendo”, uma vez que não sabiam inglês.