sábado, 2 de março de 2013

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (17)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Como nasceram os acentos do idioma?
A acentuação foi adotada por Aristófanes de Bizâncio para que as pessoas não lessem o grego de maneira errada. O agudo veio do latim “acutu”, “agudo”, e os gregos o chamam de “oxutono”, “estridente” (daí veio a palavra “oxítona”), indicando uma elevação na voz. O grave veio do latim com mesmo nome enquanto os gregos chamam de “barotono” (daí veio a palavra “barítono”), e indicava elevação menor que no acento agudo. Já o circunflexo veio do latim “circuns flexum”, “aquele que está perto”, e em grego chama-se “perispómeno”. Seu desenho é a junção dos acentos agudo e grave. Por fim, o til nasceu do espanhol “tilde” e seu desenho é um pequeno “N” indicando nasalização.

Dar adeus a alguém tem alguma coisa a ver com Deus?
Em português é “adeus”. Em espanhol é “adiós”. Em francês é “adieu”. Em italiano é “addio”. Todas elas têm origem medieval na expressão “Entrego-te a Deus”, e o que restou hoje foi o famoso “Fica com Deus”. Já em inglês, o “goodbye” é a maneira reduzida da frase “God be with ye”.


Como nasceu a expressão “Agora Inês é morta”?
Portugal, década de 1340. Dom Pedro, filho do monarca Afonso IV, se casa em um arranjo político com Dona Constança. Ela era muito feia, mas leva consigo sua dama de companhia, a lindíssima Inês de Castro, por quem Pedro logo se apaixona loucamente. Com a morte de Constança, Pedro se casa clandestinamente com Inês e tem três filhos com ela; no entanto, influenciado pela nobreza lusa, Pedro manda assassinar Inês pois havia o medo de que ela se tornasse rainha de Portugal. Assim, em 07 de janeiro de 1355, Inês foi degolada. Em 1357, Pedro vira rei de Portugal e manda assassinar os responsáveis pela morte de Inês e em 1361 coroa o cadáver dela como rainha. Assim, com o tempo, a expressão “Agora Inês é morta” significou uma ação inútil.

Como surgiu o famoso “Alô” ao atendermos ao telefone?
Foi Thomas Edison (foto abaixo) quem usou a expressão pela primeira vez: “Hallo”, uma interjeição do inglês medieval que significaria, hoje, o mesmo “Hey!”. O “Hallo” foi parar em dois idiomas, nosso português “Alô” e o francês “Allô”.


Por que o arco-íris tem esse nome?
A primeira parte da palavra tem sugestão óbvia, pois o arco-íris tem o formato de um arco. Íris é a deusa grega personificação do fenômeno ótico, e na Grécia antiga diziam ser a revelação de uma ponte entre a terra e o paraíso. Para os gregos, ela era representada com um véu transparente que, sob chuva e sol, revelava as sete cores do espectro.

De onde vem a expressão “Estar à toa”?
Tudo começa com “toa”, que é a corda usada para uma embarcação rebocar uma outra. Na linguagem dos marujos, uma embarcação à toa é aquela que não tem leme nem rumo, sendo movida somente por seu rebocador. Assim, estar à toa ganhou sinônimo de estar meio sem destino, sem planos, esperando as coisas acontecerem.

O que “baitola”, no sentido de homossexual, tem a ver com trens?
Não há muito consenso sobre a origem da expressão, mas a versão aceita vem do Ceará, durante a construção da primeira estrada de ferro daquele estado. O chefe das obras era um inglês afetado para os padrões machistas da época. Ele vivia a chamar atenção dos trabalhadores para terem cuidado com a bitola (distância entre os trilhos), que ele chamava de “baitola”. Foi assim que ele virou piadinha e a expressão ganhou o Ceará – mais tarde todo o país.