sábado, 26 de janeiro de 2013

Controle mental. Você acredita nisso? Fato ou farsa?

Controle mental tem sido usado nos últimos tempos como um termo bastante genérico para diversas teorias controversas que propõem que o pensamento das pessoas e seus comportamentos e decisões possam ser manipulados de forma variada e arbitrária. O controle mental mais conhecido é chamado de lavagem cerebral, e desde sempre é causa de imensos debates no nível científico.

O controle mental e seus métodos, além da sua própria existência, é tema de um enorme debate acadêmico entre psicólogos, neurologistas, sociólogos e demais especialistas interessados no tema. Nos últimos tempos, várias pesquisas têm sido realizadas em todo mundo e os resultados são incríveis; por exemplo, a publicidade é reconhecida como uma maneira sutil de controle mental, junto com as chamadas mensagens subliminares.


Além da publicidade em si, a lavagem cerebral também chegou ao nível religioso. Movimentos ateus apontam que o cristianismo das últimas décadas tem aplicado técnicas bastante eficazes de controle mental para prender as pessoas às suas denominações. As críticas são bastante severas contra os neopentecostais e os católicos carismáticos.

O estudo do controle mental surgiu principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, quando alguns cientistas decidiram entender o motivo de o nazismo ter agregado tantos partidários em uma lógica irreal e extremamente violenta. Foi entendido que a propaganda tem efeitos gigantescos e devastadores sobre os seres humanos, principalmente em coletividade; um dos estudiosos da comunicação chegou a dizer que o homem, em massa, não pensa e age sem reflexão. Desde então as pesquisas avançaram e as técnicas continuam sendo usadas na política, no entretenimento e na religião.


Alguns neurocientistas apontam que o controle mental pode ser bem mais antigo do que a propaganda nazifascista. A hipnose freudiana, os mantras budistas e a histeria coletiva seriam formas de controlar a mente de alguma forma, agindo em pontos específicos do cérebro. Desde a popularização destes estudos, diz-se que a CIA promove desde os anos 50 uma série de testes que seriam eticamente proibidos em seres humanos.

Geralmente, o assunto relativo a controle mental e lavagem cerebral é relegado no meio acadêmico como um assunto de pseudociência. Entretanto, os estudos envolvendo publicidade apontam que isso possa realmente acontecer em medidas certas e atitudes bastante específicas. O problema é que o debate é deixado de lado quando surgem indivíduos que afirmam terem sido controlados como robôs por seres vindos de outras galáxias. Isso torna o assunto marginalizado.

De modo geral, podemos apontar que o controle mental pode, sim, ocorrer quando feito por profissionais que conhecem os mecanismos sociais e neurológicos. A própria publicidade e a história da propaganda política evidenciam que não seja difícil manipular a opinião pública de maneira quase arbitrária.