quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sobre as pessoas que ainda creem que a Terra seja plana...

Quando o astronauta Neil Armstrong pisou a Lua pela primeira vez, no dia 21 de julho de 1969, centenas de milhões de pessoas em todo mundo consideraram o feito como um dos mais notáveis da história da humanidade. Porém, para um grupo pessoas que se intitulam Sociedade Internacional da Terra Plana, a façanha não passou de um truque de ficção científica que entrou para os anais históricos.

Segundo os membros dessa organização – que tem um site, e você pode visitá-lo clicando aqui –, as palavras históricas de Armstrong, ao descer na superfície lunar, a 400 mil quilômetros da Terra – “Este é um pequeno passo para o homem, mas um salto gigantesco para a humanidade” – apenas poderiam ser concebidas por um autor de roteiros cinematográficos de Hollywood. Para se ter ideia, essa sociedade tem cerca de 1.400 membros em vários países!


No que se diz respeito às fotografias, supostamente tiradas no espaço e que apresentavam a Terra como uma esfera azul rotativa, resultam, segundo adeptos da Terra Plana, demasiado grotescas para merecerem qualquer comentário. Contrariamente à crença generalizada – afirmam –, não é a Terra que roda em torno do Sol, mas este que gira em redor dela. É isso mesmo, eles ainda creem na astronomia ptolemaica, que era usada na Grécia, em Roma e até na Idade Média.


A sociedade afirma que a humanidade está dentro de uma teia terrível de mistificações. Para eles, todas as fotos de satélite são mentirosas, o Google Earth é uma tremenda fraude, não há provas físicas de que a Terra seja redonda. Para eles, o centro do mundo é o Polo Norte, e a barreira de gelo que forma o Polo Sul é uma cadeia de montanhas geladas nas bordas do planeta em forma de disco.

Esse grupo foi fundado em 1800 por Charles Johnson, defensor ferrenho dos saberes clássicos gregos. Para ele, somente os gregos realmente conheciam as coisas do mundo; e, pasme, para o Johnson, eles tinham mais recursos científicos do que a sociedade contemporânea!

O grupo da Terra Plana ainda afirma que as expedições antárticas nunca ocorreram, mas sim os exploradores escalaram as cadeias de gelo e montanhas nas bordas do planeta-disco, e que jamais vão penetrar esse gelo por causa das temperaturas severas (-89°C). Portanto, nunca conheceremos o além gelo que nos rodearia.


A Sociedade Internacional da Terra Plana vai além e também especula sobre o espaço sideral. Asseguram que a Lua mede apenas 50 quilômetros e não os 3.400 quilômetros oficiais, além de estar a pouco mais de 4 mil quilômetros do nosso planeta. Já o Sol estaria a apenas 5 mil quilômetros de nós, e não a 150 milhões como diz a astronomia. “Imaginem que nem teríamos verões se o Sol estivesse tão longe como dizem esses pseudocientistas”, diz o site oficial da sociedade. Enquanto isso, cientistas nem comentam o caso, dizendo que não pessoas em sua infância intelectual. E as estrelas? Segundo eles, são pequenos corpos celestes soltos pelo universo, a poucos quilômetros do planeta Terra, e não enormes sóis a anos-luz daqui.

Porém, surge uma dúvida. Se a Terra é plana como um disco ou uma tábua, o que estaria debaixo do chão que nós pisamos? De acordo com a sociedade, seria uma mistura de água e magma e que provavelmente havia outros seres desconhecidos nessas águas que ainda não teríamos conhecido e navegado. Eles se apóiam na teoria bíblica que diz que há o céu e a água, e a terra no meio.



O mais impressionante – e talvez risível – foi a ideia de alguns membros da Sociedade Internacional da Terra Plana em 1918. Subir em balões em um dia sem vento e esperar; se a terra realmente fizesse o movimento de rotação, em pouco tempo eles estariam alguns quilômetros à frente. Depois de horas nada mudou, então concluíram: realmente, a Terra não gira em torno de si, mas sim o Sol faz o movimento em volta do planeta.

Causa um pouco de choque imaginar que ainda há pessoas que pensam dessa maneira, em uma sociedade dominada pelo cientificismo e pelas tecnologias. Mas é assim que a humanidade se fundamentou: através de uma pluralidade impressionante de pensamentos e opiniões.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O mistério dos homens de máscaras de chumbo...

Um caso simplesmente bizarro. Aliás, bizarro seria muito pouco para descrever esse caso que há muitas décadas permeia a cabeça dos ufólogos. Na época, também causou um verdadeiro fervor na mídia. O mistério das máscaras de chumbo foi o nome dado ao acontecimento que levou à morte de dois técnicos de eletrônica: Manoel Pereira da Cruz e Miguel José Viana. Sim, o caso ocorreu em território brasileiro. Seus corpos foram encontrados em 20 de agosto de 1966.



O caso dos homens de máscaras de chumbo envolveu pesquisadores de vários países; muitos creem no envolvimento de OVNI’s e extraterrestres neste caso, que acabou caindo no esquecimento com o passar dos anos.

A descoberta...
Um jovem chamado Jorge da Costa Alves (com 18 anos na época) empinava pipa no Morro do Vintém, em Niterói, quando encontrou os corpos de dois homens. Eles trajavam ternos e capas impermeáveis. Não havia sinais de violência nos corpos ou na área próxima. Perto dos corpos, a polícia encontrou uma garrafa de água vazia e um pacote com duas toalhas. O que realmente chamou a atenção das pessoas foram as máscaras de chumbo usadas pelos dois homens.

Segundo os especialistas, eram máscaras usadas tipicamente para proteção contra radiação, daí o nome do incidente. Para complicar ainda mais, a polícia achou um bloco de anotações com símbolos e números, e também uma pequena carta em que estava escrito: “16h30, estar no local determinado. 18h30, ingerir cápsulas. Após efeito, proteger metais, aguardar sinal. Máscara”.


Seguindo os passos...
Durante o inquérito, os investigadores de polícia reconstituíram uma narrativa plausível dos últimos dias dos dois homens. Em 17 de agosto daquele ano, eles partiram de sua cidade, Campos dos Goytacazes, no Norte do Rio, tendo dito que iam comprar material de trabalho. Testemunhas afirmaram que carregavam 2.300.000 cruzeiros, equivalente hoje a uns R$ 3.000, mas o dinheiro não foi encontrado.

Tomaram um ônibus e chegaram a Niterói às 14h30; compraram capas impermeáveis em um lojinha e a garrafa de água em um bar. A garçonete que os atendeu disse que Miguel parecia muito nervoso e olhava para o relógio de pulso constantemente. Do bar, seguiram direto para o local em que foram encontrados mortos depois.

Gracinda Barbosa Cortino de Souza e seus filhos, que viviam próximos ao morro onde foram encontrados, que hoje é uma grande favela, afirmaram terem visto algo sobrevoando o local no momento exato em que os investigadores acreditavam que os dois homens morreram. A testemunha não soube precisar o que era, mas a descrição parece ser de um OVNI.


Fechando o inquérito...
Nenhum ferimento aparente foi encontrado na autópsia, contudo, uma investigação de substâncias tóxicas nos órgãos internos foi impossível, pois os mesmos não foram conservados adequadamente, uma vez que foram encontrados em avançado estado de decomposição.

O caso foi citado com enorme destaque no livro “Confrontos”, de Jacques Vallée. Até hoje não foi fechado com conclusões, o que aumenta a fantasia e aumenta os mistérios.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O futuro nas cartas? A história por detrás do tarô...

O tarô é um baralho de 78 cartas primorosamente decoradas utilizadas como método de adivinhação do futuro. Quem não conhece alguém que já recorreu aos serviços de uma cigana ou de uma cartomante? Há uma variedade incrível de formas de ser jogado: baralho cigano, egípcio, de Marselha etc. Mas há fatos por detrás do tarô que nem todo mundo conhece. Fatos bem reais e históricos.


De acordo com os historiadores medievalistas, foram os ciganos vindos da Romênia, por volta do século 13, que espalharam o tarô pela Europa. Antes disso não se sabe como ele surgiu – há quem diga que tenha vindo do Egito, mas isso é balela porque não há referência nenhuma de sua existência nos papiros. Esses especialistas pontuam, no entanto, que o tarô é o precursor do baralho de jogar, aquele mesmo para pôquer, ronda, paciência etc.

Outro detalhe interessantíssimo é que até o século 16 o tarô não era usado como método de adivinhação propriamente dito, mas sim como um jogo qualquer: os sinais das cartas (a princesa, a torre, a morte, o papa etc.) eram brincadeiras de interpretação do futuro, o que passou a ganhar uma conotação de “seriedade” a partir do século 18, na França. Ou seja, até essa época o baralho do tarô era simplesmente uma brincadeira de meninas ciganas.


As 78 cartas estão arrumadas em dois arcanos (palavra que significa “mistério”): o arcano maior, de 22 cartas, e o menor, de 56, que integra os 4 naipes de 14 cartas, cujos naipes representam a sociedade de ordens estamental da Idade Média. Copas: simbolizam o clero; Ouros: simbolizam a burguesia emergente; Espadas: simbolizam a nobreza e os cavaleiros; Paus: simbolizam o povo e os camponeses. Assim, o baralho que você joga com seus amigos tem origem no tarô medieval.


Já as cartas do arcano maior são aquelas bem específicas do baralho de tarô: o bobo, o mago, a papisa, o imperador, a imperatriz, os amantes etc.

Há quem interprete o tarô como um sistema filosófico bastante complexo, verdadeiro e que mostraria a verdadeira essência do universo, afinal “as cartas nunca mentem”. No entanto, historicamente, nada passa de uma antiga brincadeira medieval cigana que ganhou a nobreza francesa décadas antes da Revolução de 1789.

Portanto, esses são os fatos que estão por detrás desse baralho que de milenar não tem absolutamente nada.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Um esclarecimento sobre o blog...

Caríssimos amigos leitores, recentemente recebi três emails bem interessantes de pessoas elogiando a temática do meu blog e de seus textos. No entanto, reclamam que eles são curtos demais e muito resumidos. Realmente, o meu blog só dá uma “pincelada” nos assuntos postados por aqui.

Vale lembrar que a linguagem própria do texto na internet, o novíssimo webjornalismo, tem um tipo de característica de ser praticamente telegráfico, sem firulas, sem literatices. É um texto direto, prático, objetivo, composto de sujeito + verbo + predicado.

Imagine só se eu publicasse textos gigantescos como aqueles enormes verbetes da Wikipédia, hein. Ninguém aguentaria ler. A tela do computador é uma fonte de luz e, portanto, acaba cansando os olhos e a mente dos caríssimos visitantes do blog, e é por isso que eu procuro fazer textinhos rápidos e de fácil compreensão, justamente para atrair uma próxima visita e desbanalizar assuntos que podem ser complexos demais.

Portanto, o blog tem como passo principal aguçar não só a próxima visita, mas também a curiosidade da procura e da pesquisa. Por exemplo: a partir daquele post sobre a peste negra, o amigo pesquisar mais sobre aquele período – procurando filmes, sites, documentários, livros etc.

O meu objetivo é entreter com informação curiosa; aguçar o sentimento de curiosidade e de procura por mais informação; esclarecer muitos mitos que rondam a nossa sociedade desde os tempos mais antigos. O meio utilizado foi a internet e, por isso, me adaptei a esse meio, à sua linguagem, conforme um dia aprendi nos bancos da faculdade de jornalismo.

Vamos continuar descobrindo o que pode ser fato, o que pode ser farsa. Até a próxima!

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O grande mistério contemporâneo: a Área 51

A Área 51 é uma base militar localizada no Deserto de Nevada, às margens do Lago Groom, nos Estados Unidos. É um local que habita o imaginário contemporâneo das pessoas: engenheiros aeronáuticos, historiadores, jornalistas, ufólogos, astrônomos etc. É um local tão secreto que o governo norte-americano só admitiu sua existência em 1994, quase 50 anos depois das atividades oficiais no lugar. É muito provável que seja uma das bases de testes aéreos mais sigilosas. Como por exemplo, é considerado que o avião invisível ao radar F-117 foi desenvolvido nesta base. Alguns grupos afirmam que lá há guardados, em pesquisas, Ovnis capturados e espécies alienígenas.


A história da Área 51 surgiu há muitos anos, a partir do acidente em Roswell. Recentemente escrevi um post sobre isso, e você pode acessá-lo clicando aqui. A localidade da referida Área virou folclore nacional nos Estados Unidos; foram escritos vários livros e produzidos inúmeros documentários – alguns bastante bizarros, com gravíssimas teorias da conspiração. O acesso é bem restrito e nos arredores das cercas elétricas há câmeras de vigilância permanente, como na foto abaixo:


A Área 51 é uma área de aproximadamente 1.550 km². Só depois do Google Earth que muitos mistérios foram solucionados. Trata-se, aparentemente, de uma base aérea militar muito grande, cujas construções estão a todo vapor a todo instante. Impressionante que essas imagens nunca foram censuradas. (Para ver a Área 51 no Google Earth, copie e cole as seguintes coordenadas: 37.235, -115.811111).



A Área 51 também faz fronteira com o Local de Testes de Nevada (NTS), onde nos anos 40 e 50 eram feitos os testes nucleares. É por isso que muitos cientistas céticos creem que a base seja tão-somente um lugar de pesquisas de novas armas, fruto da Guerra Fria, nada além de folclore em relação a aliens aprisionados em jaulas e Ovnis desmontados. Atualmente, muitos ex-oficiais dão entrevistas a documentários sensacionalistas de canais ditos científicos que alimentam as teorias de conspiração: “Tudo o que eu disse não reflete 10% do que realmente ocorre lá dentro”, contou um desses há poucos meses em um programa que foi ao ar no National Geographic Channel.

A base teve sua existência admitida apenas em 1994, entretanto, não é única base secreta estadunidense, existem outras ainda não admitidas pelo governo norte-americano, por questões de Estado, mas é uma das principais áreas de pesquisas de armas nucleares, bacteriológicas, químicas, hidrogênicas entre outras.

Algumas das certezas já divulgadas...
Possuiu uma série de bunkers enormes, capazes de suportar os piores cataclismos atômicos; leitores de impressões e biométricos avançadíssimos para evitar espiões; todo o controle é feito por seis computadores ultramodernos que não estão acessados à internet, cujo acesso é feito por somente seis homens. Grande parte do acervo é composto de veículos militares: aviões, helicópteros, jipes, tanques etc. A maior parte do complexo militar está abaixo da terra, a cerca de 40 metros de profundidade.

Há algumas dúvidas de que na Área 51 também estariam abrigadas algumas bombas de destruição de massa, mas especialistas apontam que isso pode não ser verdade. Com a fama do local como laboratório secreto, seria um risco manter essas armas destrutivas lá, uma vez que durante a Guerra Fria poderia ser um dos primeiros lugares a serem atacados pelos soviéticos.


O lote de conspirações por detrás...
Há inúmeras conspirações, sobre a Área 51. A principal teoria fala em laboratórios que estudam aeronaves e seres de outros planetas; a falta de esclarecimentos do governo norte-americano só ajuda a manter o folclore do real uso da base. De acordo com muitos ufólogos, não há nada de alienígena ali, apenas testes militares inconvencionais – principalmente durante a Guerra Fria.

Essa história é bastante plausível, uma vez que várias aeronaves militares anteriormente ultrasecretas foram desenvolvidas lá: o F-117 Nightawk (caça “invisível” a radares – portanto um Ovni), o Stealth B2 (avião mais caro da história), o A-12 (avião secreto que sobrevoava a União Soviética), entre outros tantos. E essa atividade militar de pesquisa e desenvolvimento continua a todo vapor.




Tecnologia alien na Área 51...
Desde o estabelecimento da Área 51, algumas pessoas declararam ter visto estranhos objetos sobrevoando seu espaço aéreo e arredores, mas as autoridades sempre negaram os fatos. Contudo, um de seus próprios funcionários declarou que na base, além de projetos militares avançados que usam tecnologia alienígena ativamente, discos voadores genuinamente extraterrestres também seriam objetos de estudo de engenharia. As naves, resgatadas intactas ou em acidentes, eram consertadas ou reconstruídas e depois submetidas à prova por pilotos de testes. Foi o próprio físico Robert Bob Lazar quem fez tal afirmação, sendo seguido por vários outros ex-funcionários.

Lazar informou que o governo norte-americano estava pesquisando nove discos voadores na Área 51, e tentava adaptar sua tecnologia em projetos terrestres. Por suas declarações, ele e sua mulher receberam várias ameaças de morte. Disse ainda que há um lugar secreto no interior da Área 51, conhecido como S-4, onde as naves alienígenas eram guardadas.



Atualmente...
A Área 51 invadiu o imaginário popular e tem sido tema de séries, filmes, documentários, desenhos animados, livros etc. A área nos arredores da base tem sido periodicamente visitada por ufólogos, astrônomos, engenheiros e demais turistas curiosos que seguem em direção a Las Vegas, destino mais próximo da base; muitos dos trabalhadores da Área 51 vivem nessa cidade, e diariamente vários voos com aviões comerciais de propriedade do Governo Americano seguem para a base levando os trabalhadores.

O fato é que sempre ficaremos na aura da dúvida, entre a teoria da conspiração e a verdade propriamente dita. A nossa geração verdadeiramente nunca saberá o que ocorre dentro daquelas bases, hangares e possíveis complexos subterrâneos. Resta-nos seguir dois caminhos: o da conspiração, ou o do ceticismo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A verdade sobre o mito do Eldorado!

Durante muitos séculos, os corações e os espíritos dos homens sentiram-se fascinados pelo Eldorado, a lenda da cidade de ouro, o local escondido que abrigava tesouros fabulosos, oculto em algum lugar do continente americano – foi à procura do Eldorado que os espanhóis chegaram à Flórida. Centenas de exploradores viajaram através de oceanos perigosos e por selvas desconhecidas e acabaram morrendo nessas aventuras. De acordo com os arqueólogos e historiadores, Eldorado não era uma cidade, mas sim um ser humano!


Ao que tudo indica, a lenda teria surgido pelos espanhóis no século 16 após o espanhol Pizarro ter chegado ao Peru. Os espanhóis conheceram relatos de um povo conhecido como chibcha, índios adoradores do sol, que viviam onde hoje está Bogotá, a capital da Colômbia. A tribo venerava o ouro, considerado pedacinhos de sol por eles; os membros dessa elite – governantes e sacerdotes – adornavam-se de ouro e cobriam prédios públicos com o metal áureo. Há relatos de viajantes: “Os filhos do sol vestem-se de ouro”.

Em 1545, o espanhol Luis Daca afirmou que um índio chibcha confessou que, numa montanha sagrada, havia um lago cheio de ouro; naquela localidade, o chefe tribal se vestiria inteiramente com o metal, o que aumentou a ganância dos europeus em encontrar o referido lugar.



Com a divulgação dessas histórias na Europa, o Eldorado passou a ser considerado uma cidade feita de ouro, chegando a dizer que ela ficaria no Brasil, nas profundezas do Rio Amazonas. Vale lembrar que, em espanhol, Eldorado significa “Aquele que é dourado”.

Já no final do século 16, o banqueiro judeu Bartolomeu Welser patrocinou uma expedição à Colômbia para encontrar a cidade dourada. Seus homens chegaram a torturar famílias de índios para que eles revelassem onde se encontrava o lugar misterioso. Essa e todas as outras expedições foram um fracasso total, afinal os índios não conheciam cidades de ouro, mas pessoas que se vestiam de ouro – por adorarem o sol.

O homem de ouro...
Os chibchas adoravam o sol e acreditavam que seu chefe tribal era descendente direto dele. Segundo relatos, uma vez por ano esse chefe passava por um ritual bem complexo: ele era lambusado com óleo vegetal e sopravam em seu corpo ouro em pó. De acordo com antropólogos que hoje estudam aquela sociedade, ele era o Eldorado, “aquele que é dourado”, “aquele feito de ouro”.

Depois faziam uma procissão com animais também besuntados com ouro em pó até o Lago Guatavita, onde eram lançadas oferendas em favor do sol. Esse lago realmente existe, mas tudo isso não passava de lenda folclórica até 1969, quando dois agricultores procuravam seu cão de estimação perdido na floresta; ao entrarem numa gruta depararam-se com ornamentos feitos de ouro puro – sendo elas oito estátuas pequenas de um homem “vestido de sol”. As fotos acima mostram alguns dos artigos que foram retirados do interior do lago.

No entanto, o Lago Guatavita continua a ser um mistério fechado em seus possíveis tesouros. O espanhol Gonzalo Quesada, que conquistou a região em 1540, obrigou mais de 8 mil índios a abrirem uma brecha nas margens do lago para baixar o nível da água, mas as paredes do canal desmoronaram-se e os índios, receando a ira do sol, interromperam os trabalhos e mais material cedeu – toneladas de pedras.



Ainda em 1823 e em 1900 foram feitas outras três tentativas de drenar o Lago Guatavita, mas em vão. Foram encontradas ao longo desses anos outras peças de ouro no fundo do leito, mas a população local diz que, realmente, o lugar é sagrado e se recusa a evidenciar seus tesouros escondidos. As oferendas ficarão escondidas dos olhos da história.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

De onde vem a constituição humanoide dos ET’s?

Quando falamos em extraterrestres, quando vemos filmes com ET’s, quando alguém relata o avistamento de um ser de outro planeta, geralmente traz consigo o mesmo tipo físico estereotipado: um ser de estatura mediana (1m50), pele bastante lisa, sem pelos, cabeça ovalada, grandes olhos negros, pequenas narinas, braços bem compridos. É assim que a sociedade contemporânea vê os ET’s.



De acordo com alguns astrônomos e ufólogos, a cultura ocidental criou esta figura humanoide para os seres de outros mundos para não termos aquela ideia de que somos sozinhos neste universo sem limites. Assim, se nós fôssemos de estrutura cúbica, nossos ET’s também seriam de um imaginário cúbico da mesma forma.

No entanto, quem defende a teoria humanoide para os extraterrestres pontua que há muitas referências biológicas para que isso seja verdade. A primeira é aquela que crê no ser humano como uma hibridação de uma raça alien – há pessoas que chegam a dizer que o faraó egípcio Akhenaton fosse um ET! Quem exemplifica essa teoria muito bem é o astrônomo Rogério Mourão no “Livro de ouro do universo”.

1º Os olhos devem ficar no topo da cabeça para servir de vigilância. Geralmente são dois olhos porque num ser de grande estatura muitos olhos demandariam operações complexas demais do cérebro;

2º Dois braços e duas pernas também são essenciais porque, da mesma forma anterior, um ser inteligente e de grande estatura dependeria de operações cerebrais complexas demais para coordenar seis ou oito membros. Na natureza não há seres grandes com mais de quatro membros;

3º Olhos, boca e nariz na cabeça, pois ficam próximos ao cérebro, o que deixaria mais apurados os sentidos básicos, auxiliando no processo de evolução dessas espécies;

4º O argumento mais forte: olhando para a natureza, vemos que os animais de espécies diferentes, geralmente, têm a constituição física parecida aos demais. Cobras, leões, pássaros, pessoas, peixes: todos têm a bioformação parecida como os três pontos anteriores: dois olhos, boca, narina etc.



Ou seja, é um assunto que pode ser aprofundado através de mais leituras e mais pesquisas. Um mundo fascinante que pessoas continuam buscando respostas justamente para não dar ao homem uma condição tão desoladora: a possibilidade de estar sozinho na imensidão universal.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Existe alguma relação entre as pirâmides do Egito e as da América?

Muito antes de os espanhóis conquistarem o Peru, no século 16, a misteriosa cidade de Tiahuanaco já se encontrava em ruínas. Antes de os incas serem dizimados pelos europeus, conheciam ferramentas de pedra e usavam as lhamas como animais de carga. Tiahuanaco erguia-se onde hoje é a fronteira entre o Peru e a Bolívia, e os homens a construíram a 5 mil metros de altitude carregando por 40 quilômetros blocos de cem toneladas.


Esses blocos eram colocados um em cima do outro como as pirâmides de Gizé, e hoje ainda restam três grandes monumentos por lá: uma fortaleza, um templo e o conhecido Palácio das Dez Portas. Ao que tudo indica, no tempo dos conquistadores havia muito mais construções, que foram destruídas para aproveitarem as pedras em outros usos: casas, igrejas, prédios da administração colonial etc.

Em Tiahuanaco há a Pirâmide de Akapana (foto abaixo, comparada com as Pirâmides do Egito), feita pelos incas, com 150 metros de largura, 210 metros de comprimento e 20 metros de altura. O maior bloco de pedra talhada no mundo está nesse monumento, com cerca de 200 toneladas!



De acordo com os historiadores, a cidade perdida começou a ser erguida por volta do ano de 450 já da nossa era, concluindo por volta do ano 700, pouco antes de os primeiros vikings chegarem à América através da Groenlândia. Apesar dos conhecimentos históricos e arqueológicos, no Peru a cidade de Tiahuanaco ainda é repleta de enredos folclóricos e míticos.

Um foco antropológico...
Há uma linha de pesquisas da antropologia chamada Difusionismo, que acredita na transmissão de conhecimentos de uma sociedade para outra através de contatos – guerras, conquistas, vizinhanças, comércio etc. – e, dessa maneira, o alfabeto e outras técnicas materiais teriam se multiplicado em sociedades diferentes.

Para alguns difusionistas, de uma maneira ou de outra, existe uma espécie de ligação entre as pirâmides do Egito e as mesoamericanas (do Peru, da Bolívia e do sul do México). Isso porque as formações geométricas são as mesmas (piramidais) e com funções parecidas (adoração religiosa, observatório astronômico e realização de sacrifícios). No entanto, vale lembrar que as Pirâmides do Egito eram tão-somente sepulturas dos grandes faraós.


Quem descarta essa possibilidade difusionista aponta que há um hiato histórico muito grande de 2 mil anos entre as construções egípcias e as americanas. Além de não haver prova documental de que os egípcios teriam chegado à América (uma vez que esse povo tinha uma sistemática documental muito grande, registrando inclusive até as suas derrotas em guerras locais).

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Você sabe o que é a parapsicologia?

O mundo sobrenatural e de fenômenos supostamente inexplicáveis sempre tirou o sono de muitos seres humanos preocupados em descobrir aspectos da rotina. Não é à toa que o ditado “Existem mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia” seja tão antigo. Na busca por explicações vemos parapsicólogos na mídia tentando desbanalizar a realidade, explicando milagres, falando de manifestações religiosas etc. Uma das figuras mais conhecidas neste assunto no Brasil é a do padre Julio Quevedo, um dos principais especialistas em parapsicologia no mundo.

Parapsicologia é um termo totalmente grego: “para” (além), “psiché” (alma, mente, espírito, essência) e “lógos” (estudo) e sugere algo como “além da psicologia” ou “além do que supõe a psicologia clássica”. Alguns estudiosos dizem que o termo mais correto para esses estudos seria “transpsicologia”.

Também pode ser conhecida como “pesquisa Psi” ou “metapesquisa”. Teve como início os levantamentos sobre atividades paranormais e experiências humanas sem explicação científica comum, como extrassensoriais. Ou seja, é uma ciência que estuda e explica a paranormalidade, ou “fenômenos Psi”.

O status da parapsicologia como uma ciência é altamente contestada por parte da comunidade científica (o mesmo acontece com a teologia e com a ufologia), pois cientistas e psicólogos classificam-na como uma pseudociência devido ao fracasso em mostrar resultados através dos métodos clássicos de pesquisa: ortodoxo, laboratorial, demonstrativo, newtoniano e cartesiano. No entanto, quando comparamos com a ufologia, a parapsicologia deu um salto enorme em 150 anos de pesquisas: já conta com cursos de graduação e pós-graduação em todo o planeta, inclusive vários no Brasil – alguns em universidades grandes e tradicionais.


A grosso modo esses fenômenos são classificados de duas maneiras: extrassensoriais e psicocinéticos. Os extra-sensoriais, identificados pela sigla PES (percepção extrassensorial) são os fenômenos que envolvem conhecimento. Podem ser classificados quanto ao tipo, em telepatia, quando fonte e receptor forem seres humanos e em clarividência, quando a “fonte” é o meio ambiente. Quanto ao tempo, esses fenômenos podem ser classificados em retrocognição, simulcognição e precognição, quando estiverem relacionados, respectivamente, ao passado, ao presente e ao futuro. Já os fenômenos psicocinéticos, identificados por PK (psychokinesis) são caracterizados pela ação sobre o meio ambiente. Quando esta ação for diretamente observável será dita macro-PK, e quando microscópica, micro-PK.

Ao contrário do que muitas pessoas supõem, os parapsicólogos não estão à procura de fantasmas, monstros, milagres e demônios. Muito pelo contrário! O objetivo desta seleta comunidade é diminuir os folclores e boatarias que aparecem por aí envolvendo videntes, médiuns, assombrações etc. De acordo com uma comunidade de parapsicólogos da Califórnia, 97% dos casos investigados são explicados como manifestações da natureza, erros de identificação, confusão mental etc. Ou seja, nada há de sobrenatural e extraordinário.

A maioria dos parapsicólogos, atualmente, espera que estudos adicionais venham finalmente explicar essas anomalias em termos científicos, apesar de não estar claro se eles podem ser completamente compreendidos sem expansões revolucionárias do estado atual do conhecimento científico.


Assim, finalizando, podemos dizer que essa disciplina científica tem como objetivo estudar três aspectos primordiais:

- A hipótese da existência de uma forma de obtenção de informações (comunicação) que prescinda da utilização dos sentidos humanos conhecidos (percepção extrassensorial), tais como telepatia, clarividência e precognição;

- A hipótese da existência de uma forma de ação humana sobre o meio físico em que não seriam utilizados qualquer mediadores ou agentes (músculos ou forças físicas) conhecidos, como a psicocinese;


- Os fenômenos associados ao pré-nascimento (retrocognição) e a experiências multidimensionais, como a experiência de quase morte, experiência fora do corpo, mediunismo, agente Theta, etc.


Para fechar, vale a pena conhecer mais um pouco através do site do Centro Latino-americano de Parapsicologia (CLAP), ligado ao Padre Quevedo. Clique aqui! E boa sorte!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A verdadeira história por detrás do Santo Graal...

Talvez o Santo Graal seja a maior lenda criada durante a Idade Média, e que se perpetua através dos séculos por conta de pessoas que creem cegamente na sua veracidade, relembrada com fervor a partir do autor Dan Brown. O Graal seria o cálice usado por Jesus durante a última ceia e, depois, por José de Arimateia para colher o sangue de Cristo na crucificação. Na realidade, o Santo Graal tem origem confusa e história controversa.


1º) São José
Não há nos evangelhos cristãos nenhuma referência a São José durante a morte de Jesus. Quando ele se casou com Maria já era um homem bem idoso, conforme diz a própria Bíblia. Quando Jesus ressuscita e aparece para sua família e seus apóstolos, não há nenhuma menção a José de Arimateia.

2º) Os celtas
A primeira vez que aparece uma menção do Graal é na lenda do Rei Artur. Ele parece ser um caldeirão mágico que dá vigor às pessoas. Acredita-se que essa origem pagã tenha sido o motivo da tentativa de cristianização da lenda, como a descrita acima.

3º) A cristianização de um rei
De acordo com alguns historiadores, Santo Graal vem do francês antigo “sangryal”, ou “sangue real”. Diziam que a dinastia dos reis Merovíngios tinha uma linhagem direta com Jesus Cristo a partir desse cálice usado por esses reis, passado de membro para membro desde aqueles tempos bem antigos. Ok, mas há um problema bem sério: como assim se, teoricamente, Jesus morreu sem deixar descendentes?

4º) Uma lenda pré-cristã
Atualmente já é fato que a lenda do Santo Graal já existia na região da atual Grã-Bretanha pelo menos 150 anos antes do nascimento de Cristo. A tal lenda referia-se a um cálice muito poderoso que dava vários poderes a quem bebesse o líquido que estivesse nele.


A lenda tornou-se popular na Europa no século XIII por meio dos romances de Chrétien de Troyes, particularmente através do livro “Le conte du Graal”, e que conta a busca de Perceval pelo cálice. Mais tarde, o poeta francês Robert de Boron publicou o que se tornou a versão mais popular da história e já tem todos os elementos da lenda como a conhecemos hoje.

Na literatura medieval, a procura do Graal representava a tentativa por parte do cavaleiro de alcançar a perfeição. Em torno dele criou-se um complexo conjunto de histórias relacionadas com o reinado de Artur na Inglaterra. Nas histórias misturam-se elementos cristãos e pagãos relacionados com a cultura celta; isso porque naquela época o cristianismo começava a se tornar popular na Bretanha, comprimindo a cultura celta.


Ao que tudo indica, a história de José com o Santo Graal era tão popular que vários vitrais de catedrais na França representam o padrasto de Jesus como um homem segurando um cálice cravejado de joias. Oficialmente a Igreja Católica acha que tudo não passa de literatura fantástica da Idade Média, um folclore europeu. Teólogos e medievalistas pensam o mesmo.

O fato é que o Santo Graal é um tipo de narrativa popularesca que passou da condição de folclore e adentrou recentemente para o campo das teorias de conspiração, que misturam maçonarias, cavaleiros templários, reis mortos e o auge do poder clerical durante a Idade Média. Dan Brown agradece a quem acredita nesta história, afinal ele continua a vender muitos livros!