sábado, 28 de janeiro de 2012

À procura de Troia!

Heinrich Schliemann tinha apenas oito anos quando o pai lhe ofereceu um presente de Natal que modificou a sua vida e abriu um importante capítulo na história da arqueologia. O presente foi um livro ilustrado contando como teria ocorrido a Guerra de Troia. A partir desse momento, Schliemann cresceu com o objetivo de encontrar as ruínas da antiga cidade e comprovar para o mundo que essa história não era somente mitologia.


Depois de décadas de estudos bem pesados, Schliemann chegou em 1871 à Grécia à procura do que Homero havia descrito como “as ventosas planícies de Troia”. O folclore grego dizia que a tal cidade ficaria onde hoje está Hisarlick; na época, a arqueologia não era tão precisa como atualmente e as ferramentas de trabalho e pesquisa eram bastante rudimentares.

No local indicado pelo folclore, Schliemann e sua equipe começaram a escavar e todos se depararam com ruínas de uma cidade por debaixo de quatro metros de terra. Eram ruas, vielas, casas, um templo e algumas partes de uma muralha.



Em 14 de junho de 1873, sob o sol escaldante do verão mediterrâneo, Schliemann já contabilizava 8.700 objetos retirados daquelas escavações: pulseiras, braceletes, joias variadas, utensílios de cozinha etc. Além de outros 16 mil objetos destruídos, necessitando identificação. Dizem as testemunhas que, neste dia, emocionado, o arqueólogo disse: “Finalmente encontramos o local da Guerra de Troia”.

No entanto, Schliemann trabalhava num erro descoberto algumas décadas mais tarde. Aquela não era Troia, mas sim as ruínas de uma outra cidade antiga. Testes de carbono 14 mostraram que os artigos datavam de 2.300 antes de Cristo, ou seja, mais de 1.500 anos antes de quando a guerra teria acontecido. Abaixo, a foto das ruínas de Hisarlick.



Antes de morrer, Schliemann reconheceu o erro tristemente. Mas seu esforço não foi em vão: além de ter descoberto essa imensa cidade perdida, acendeu mais uma vez a vontade dos pesquisadores de encontrarem o local da Guerra de Troia, caso ela não tenha sido meramente um enredo mitológico que chegou até nós.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sobre povos que “descobriram” a América...

Recentemente, postei um texto que fala sobre a possibilidade de os vikings terem sido os primeiros a pisarem no continente americano, mais de 500 anos antes de Colombo levar o título. Você pode ler o tal post clicando aqui. E hoje eu trago mais detalhes sobre essas histórias épicas!

Poucas terras foram conquistadas e “descobertas” tantas vezes como a América. Crê-se que antes de Cristóvão Colombo chegar às Caraíbas, em outubro de 1492, irlandeses, galeses e fenícios teriam aportado por aqui. Até mesmo dizem que os chineses teriam aportado na costa pacífica do continente. Em 800 a.C., segundo foi relatado, o navegador fenício Hanno navegara até uma terra “trinta dias a oeste das Colunas de Hércules” (o Estreito de Gibraltar). Recentemente, um professor da Universidade de Pequim afirmou que cinco chineses chegaram até o México, pelo Pacífico, por volta de 500 a.C.

Também há provas documentais de que monges irlandeses navegaram a costa norte-americana, até as Bahamas, por volta do século VII da nossa era. O “Navigatio Sancti Bredani” – manuscrito clerical que registra as viagens feitas pelo irlandês São Bredan – foi considerado por muitos séculos como uma coleção de narrativas fantasiosas que não eram dignas de crédito. Atualmente, historiadores apontam que a saga foi escrita 200 anos depois de que aconteceram.


Alguns especialistas apontam que viagens de fenícios, chineses e irlandeses são praticamente impossíveis porque suas embarcações eram pequenas e extremamente frágeis para enfrentarem tempestades oceânicas imensas e ondas sem tamanho. No entanto, os contos irlandeses descrevem muito bem a paisagem da costa atlântica dos Estados Unidos e das Bahamas, mil anos antes de os ingleses chegarem lá para o processo de colonização. O fim abrupto da “Navigatio Sancti Bredani” deixa várias brechas de interpretação: que fim levaram esses monges? Como voltaram para casa?

Por volta do ano 800, islandeses, dinamarqueses e noruegueses também chegaram para colonizar a América. Essa teoria já é aceita pelos historiadores porque as embarcações vikings eram grandes e muito fortes, além das provas materiais encontradas no Canadá.

Não possuindo mapas nem bússolas, os vikings guiavam-se pelo sol e pelas estrelas, e utilizavam o conhecimento biológico das aves marinhas para calcular a distância da terra mais próxima. Segundo os documentos, por volta de 985 d.C. Bjarni Herjulfsón “descobriu” a América e quinze anos depois teve início o movimento viking para povoar essa terra.

Os vikings teriam encontrado vinhedos selvagens e chamaram a terra de Vinland – terra das vinhas – onde hoje estão as ilhas canadenses próximas à fronteira com os Estados Unidos. No entanto, as sagas mostram que os nórdicos foram expulsos pelos nativos que eles descrevem como “selvagens de pele escura”. Expulsos da América, continuaram a colonização na atual Groenlândia.





Entretanto, segundo parece, o príncipe galês Mardoc Oswain Gwynedd realizou uma descoberta. Segundo uma placa que se encontra em Fort Morgan, nos EUA, o príncipe “desembarcou nas praias da Baía de Mobile em 1170 e deixou com os índios parte do seu idioma”. Segundo uma lenda no País de Gales, esse príncipe teria partido para o oeste depois de perder o poder para os irmãos. Crê-se que teria chegado até o México.

Os únicos vestígios que provam essas viagens de Mardoc são as ruínas de três fortalezas medievais em estilo galês perto da cidade de Chattanooga, nos Estados Unidos. O que também assusta é a aparente miscigenação entre os índios mandans e os europeus (índios de pele, cabelos e olhos claros). Os mandans viviam, justamente, nessa área onde estão tais fortalezas, mas foram dizimados pelos franceses em 1838.


O fato é que existem muitos mistérios que jamais serão desvendados sobre os primeiros colonizadores do continente americano. A única certeza é que Cristóvão Colombo, em 1492, não foi o primeiro europeu a chegar aqui porque as provas deixadas pelos vikings são concretas demais.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Os fenícios que contornaram a África antes dos europeus...

Ninguém acreditou nos fenícios quando eles afirmaram, dois mil anos antes dos portugueses, que tinham contornado por mar o continente africano, desde o Egito até o Estreito de Gibraltar. Foram objeto de piada quando insistiram que, ao terem dobrado o Cabo da Boa Esperança, o sol do meio-dia ficava ao norte. Todos os homens do mundo antigo sabiam que o sol se encontrava sempre na parte sul do firmamento. Isso acontece no hemisfério norte.

Mesmo Heródoto, o “pai da história”, que escreveu a história dos fenícios, acreditava que essa história fosse um embuste. No entanto, para os historiadores atuais a maior prova do ocorrido é justamente a referência do sol aparecendo à direita quando navegavam a oeste no hemisfério sul.


Manuscritos apontam que a viagem épica foi planejada pelo Faraó Necho em 600 a.C., interessado em conhecer meios de navegabilidade além do Mar Vermelho. Os egípcios queriam expandir seus territórios navegáveis, mas como não eram exímios navegadores, a missão foi dada a um grupo de fenícios mercenários. No entanto, ninguém poderia supor que a viagem fosse se tornar tão longa!

De acordo com as reconstituições feitas nos anos 50, os fenícios partiram em novembro no Mar Vermelho. Durante meses navegaram seguindo a costa até onde era desconhecido para qualquer homem do Oriente Médio e da Europa Clássica. Esperavam que a costa fizesse uma dobra, marcando o caminho para casa; no entanto, meses e meses e nada se modificava: sempre uma costa longa de florestas e temperaturas quentes e úmidas. Em compensação, notavam com preocupação que o sol se desviava aos poucos no céu em direção ao norte e, com isso, o sistema de orientação falhava até que a Estrela Polar sumiu completamente e outras estrelas apareceram.


Pelos relatos, por volta de maio do dia seguinte finalmente chegaram ao atual Cabo da Boa Esperança – onde está situada a Cidade do Cabo, na África do Sul – e notaram que a dobra na costa que tanto esperavam havia aparecido, indicando o caminho para casa. Novamente o céu se modificava: as novas constelações sumiam, o sol voltava ao lugar de onde eles conheciam e a Estrela Polar poderia coordená-los de novo.

Teriam levado pelo menos dois anos para completar tal aventura, saindo do Egito e chegando ao Marrocos. Contornaram o litoral africano dois mil anos antes de os portugueses terem feito isso e levado os louros da conquista nos livros de história. Quando chegaram já eram dados como mortos pelos egípcios e por suas famílias.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Nova programação da temporada no SyFy...

Hoje temos um post extra, com os destaques da programação desta nova temporada no SyFy. São episódios novos das séries que já conhecemos e acompanhamos, tais como "Ghost hunters international". Entretanto, o grande destaque da temporada é a estreia da série "Paranormal Witness". Nesta série bastante insólita, a cada episódio são relatados dois casos reais envolvendo o sobrenatural em uma linguagem de docudrama. Vale a pena assistir!


Anote na sua agenda e confira os horários dos programas mais interessantes do SyFy nesta temporada:

Ghost Hunters International
Segundas, 00h
Terças, 23h
Quartas, 11h
Domingos, 10h

Ghost Hunters
Terças, 15h, 18h e 22h
Quartas, 02h e 10h

Paranormal Witness
Terças, 20h
Quartas, 13h

Fact or Faked: Paranormal Files
Segundas, 20h
Quartas, 00h
Sábados, 11h
Domingos, 02h

Destination Truth
Terças, 17h e 21h
Sextas, 12h
Sábados, 12h
Domingos, 02h

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O famoso caso Roswell, que inaugura a ufologia: conheça mais sobre ele...

Hoje vamos falar um pouco sobre um dos eventos mais comentados por ufólogos, militares e demais pesquisadores: o Caso Roswell, que inaugura a chamada ufologia contemporânea. Trata-se de uma série de acontecimentos ocorridos em 1947, na cidadezinha de Roswell, no meio do deserto do Novo México, nos EUA. Lá, um Ovni teria caído e militares americanos teriam escondido os aliens e o veículo espacial, mas na história há várias controvérsias.


O fato...
No dia 08 de julho de 1947, o jornal “Roswell Daily Record” publicou em primeira página a notícia de que o 509º Grupo de Bombardeiros da Força Aérea do Exército dos EUA havia tomado posse dos destroços de um disco voador: “RAAF (Roswell Army Air Field, Aeródromo Militar de Roswell) captura disco voador em rancho na região de Roswell”, era o título da manchete. A notícia causou rebuliço na cidade, mas já no dia seguinte o jornal desmentia a história: a notícia sobre os discos voadores perde o interesse. O disco do Novo México é apenas um balão meteorológico.

Os destroços haviam sido encontrados originalmente por um fazendeiro chamado William Brazel, que deu uma entrevista ao Roswell Daily Record contando como foi o achado. Ele disse que no dia 14 de junho, enquanto andava a cavalo com o seu filho, deparou-se a cerca de 12 quilômetros do rancho em que vivia com uma série de destroços. Acostumado a encontrar restos de balões meteorológicos, não lhes deu importância de início, só vindo a recolher o material no feriado de 04 de julho. Nesse mesmo dia ele contou a sua história aos vizinhos Floyd e Loretta Proctor, que o informaram que alguns jornais ofereciam até 3.000 dólares por uma prova dos chamados “discos voadores”, assunto que estava causando furor na imprensa devido às declarações do piloto Kenneth Arnold feitas um mês antes. Arnold relatou que, ao sobrevoar o Oregon, avistou o que seriam aeronaves voando em formação, e descreveu o seu movimento como o de pedras ou discos deslizando na superfície de um lago. A imprensa logo cunhou o termo “disco voador”, excitando as imaginações, o que estimulou quase mil relatos de avistamentos de UFO's nas semanas seguintes (hoje acredita-se que o que Arnold viu foram, na verdade, pássaros migrando).

Em 07 de julho de 1947, Brazel dirigiu-se até a delegacia informando de que teria talvez encontrado os restos de um disco voador. O xerife responsável telefonou para a base aérea de Roswell, que enviou o major Jesse Marcel, do 509º Grupo de Bombardeiros, juntamente com o capitão Sheridan Cavitt, para analisarem os destroços. O major recolheu o material e o transportou para a base de Fort Worth. Enquanto isso a história se espalhou, dando origem à manchete do Roswell Daily Record.


Os mitos envolvendo o fato...
A história do disco acidentado jazia esquecida até 1978, quando o físico nuclear Stanton Terry Friedman ouviu falar de Jesse Marcel, sobre quem pairavam rumores de já ter tocado um disco voador. Inicialmente as informações de Marcel eram escassas demais para serem de alguma utilidade a Friedman, mas aos poucos ele e outros pesquisadores foram obtendo mais informações e descobrindo outras testemunhas. Enquanto isso, Friedman conseguiu que uma entrevista com Marcel fosse publicada no tablóide “National Enquirer”, onde Marcel afirmava que nunca tinha visto nada como o material encontrado em Roswell, que acreditava ser de origem extraterrestre. Assim o assunto Roswell voltou às manchetes.

Baseando-se em relatos de diversas testemunhas descobertas a partir da volta do Caso Roswell às manchetes, pesquisadores publicaram os primeiros livros defendendo a tese de que os destroços de 1947 eram de uma nave alienígena.

Ainda que divergissem alguns detalhes, as teorias apresentadas nesses livros seguiam a mesma lógica básica. Os destroços encontrados em Roswell seriam de uma nave alienígena que, por algum motivo desconhecido, teria se acidentado. Ao identificarem os destroços, os militares americanos teriam iniciado uma campanha de desinformação para acobertar a verdadeira origem do material, apresentando a versão oficial de que seriam restos de um balão meteorológico.

Stanton Friedman publicou mais tarde, no livro Top Secret/Majic, o que seriam evidências documentais da existência de um grupo governamental clandestino dedicado exclusivamente a acobertar o incidente de Roswell.


Os documentos oficiais...
Em 1994, Steven Schifft, congressista do Novo México, pediu ao governo que buscasse a documentação referente ao Caso Roswell. Quando a Força Aérea Norte-Americana recebeu a petição, publicou dois relatórios conclusivos sobre o caso: o primeiro, de 25 páginas, foi publicado ainda em 1994 e se concentra na origem dos destroços encontrados. Já o segundo, publicado três anos depois aborda os relatos de corpos de alienígenas.

No primeiro relatório, afirma-se que os restos encontrados eram de balões do Projeto Mogul, altamente secreto, projetado para detectar possíveis testes nucleares soviéticos (o primeiro teste nuclear soviético só aconteceria em 1949). A partir dos registros ainda disponíveis sobre o projeto, concluiu-se que os destroços encontrados em Roswell seriam provavelmente do quarto voo, ocorrido em 04 de junho de 1947. De acordo com o diário do Dr. Crary, um dos responsáveis do projeto, o voo NYU 4 foi acompanhado pelo radar até que desapareceu a cerca 27 km de distância do Rancho Foster. As cartas meteorológicas da época demonstram, contudo, que de acordo com os ventos prevalecentes de então, os balões podem ter sido levados exatamente para o local onde Mac Brazel os encontrou dez dias depois.


Já no relatório de 1997, a Força Aérea dos Estados Unidos afirmou que os estranhos corpos descritos por algumas das testemunhas eram na verdade bonecos de teste do Projeto High Dive. Concluiu-se que diversas atividades da Força Aérea ocorridas ao longo de vários anos foram misturadas pelas testemunhas, que as lembraram erroneamente como tendo ocorrido em julho de 1947.

Fechando o caso...
Toda a discussão sobre o que aconteceu em Roswell gira em torno de informações obtidas de testemunhas. Estas testemunhas guardaram suas histórias por décadas, só aparecendo após o assunto receber destaque na imprensa e, em alguns casos, apenas repassavam relatos ouvidos de terceiros. O longo espaço de tempo entre o incidente e os relatos inevitavelmente diminuiu a sua exatidão. Como todos os depoimentos e contradições foram explicados, o caso pode ser considerado finalmente encerrado.

Atualmente, Roswell vive do turismo ufológico. Existe a Rodovia dos Aliens, vários museus, lojas de lembranças e tudo mais que a criatividade humana pode inventar sobre o assunto. Vários pesquisadores não creem nos documentos publicados e fazem referência à Área 51, que fica próxima ao local ocorrido; mas isso é assunto para um outro post no futuro.


sábado, 14 de janeiro de 2012

Atlântida: fato ou farsa?

Há muitos e muitos anos uma bela ilha, próspera e poderosa, dominava um império que se estendia da Europa até a África. Os moradores eram extremamente cultos, exímios na arte da guerra, mas praticavam atos imorais; com isso, os deuses castigaram esses habitantes afundando a ilha com as águas do mar. Um conto de ficção da mitologia? Para muitos, não. Para outros, sim. Essas são as palavras de Platão, uma narrativa sobre uma terra que desafia as lógicas da história e da geologia, a narrativa de Atlântida.


Platão teria dito que o tal reino ficaria além das Colunas de Hércules (atual Estreito de Gibraltar). Segundo ele, era uma terra gigantesca, repleta de cultura e pessoas sábias. Isso fez aumentar a imaginação de muitas pessoas mais românticas ao longo de tantos séculos. A humanidade nunca esqueceu Atlântida.

É a reputação de Platão como um sábio filósofo que fez com que a história da ilha se tornasse uma verdade. Segundo historiadores, a narrativa nasceu com Sólon, que ouvira de sacerdotes egípcios na Palestina. Pelas contas dos estudiosos, dizia-se que Atlântida existiu na terra há uns sete mil anos. Os céticos dizem que os modernos métodos de mapeamento dos oceanos não apontam vestígio algum de uma ilha submersa no meio do Oceano Atlântico.


De acordo com historiadores, a civilização descrita por Platão se parece muito à do Império Minoico, que existiu perto da Ilha de Creta. Era uma sociedade bem desenvolvida, com leis, conhecimentos de engenharia e agropecuária etc. No final do século XV a.C. esta civilização desapareceu tão abruptamente como a Atlântida narrada pelo filósofo; por séculos o sumiço de um povo como este intrigou historiadores e arqueólogos. Descobertas recentes apontam que os minoicos podem ter desaparecido numa erupção vulcânica como Pompeia.

Sabe-se que a ilha vulcânica de Thera, no Mar Egeu, explodiu cerca de 1470 a.C. A cratera, de 1500 metros de altura, emergiu com uma violência total que parte central da ilha desapareceu numa cova de 360 metros abaixo do nível do mar. As áreas ao redor teriam ficado com cinzas de 30 metros de altura, sob as quais foram descobertas ruínas de casas, que poderiam ser dos minoicos.



Este cataclismo poderia estar relacionado ao caso de Atlântida, pois é quase contemporâneo aos tempos de Sólon. Além disso, pode haver erros de tradução dos manuscritos, como apontam alguns especialistas em língua grega do período Clássico.

Duas outras possibilidades apontam que Platão cometeu erros. O vocábulo grego antigo que significava “maior do que” é muito semelhante à palavra que traduz “a meio caminho”. Ficaria Atlântida a meio caminho entre a Líbia e a Ásia, não sendo como o filósofo escreveu: “muito maior que a Líbia ou a Ásia”. E seriam mesmo as Colunas de Hércules o atual Gibraltar? Dois promontórios próximos a Creta também recebiam esse mesmo nome.




No pensamento atual de historiadores e arqueólogos, o caso de Atlântida já fora encerrado há décadas com essas descobertas, não sendo uma farsa, mas sim um erro de identidade. Mesmo assim, ainda há estudiosos que teimam em buscar a tal civilização avançada sob as águas do Oceano Atlântico.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quem foram os templários, os cavaleiros de Cristo...

Desde sempre, os chamados cavaleiros templários são envoltos em muito misticismo e pouca verdade. A história fez criar em torno deles uma aura de mistério que persiste até hoje. Mas, afinal de contas, você sabe o que a história como ciência nos conta sobre a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão? Então vamos lá...

A ordem foi fundada em 1118 por Hugo Payens, com apoio de alguns reis, logo após a primeira Cruzada, com a finalidade de proteger os peregrinos que tentassem chegar a Jerusalém. Em 1128 o Papa Honório II aprovou o trabalho dos templários e, a partir daí, começou a ganhar isenções e privilégios cada vez maiores. O poder foi aumentando aos poucos, inclusive fundando sistema bancário rudimentar e construindo fortificações pela Europa e Oriente Médio.

O poder dos templários tornou-se tão grande que, em 1139, o Papa Inocêncio II declarou que eles não deviam obediência a nenhum poder secular ou clerical, mas apenas ao próprio papado. Com isso, os cavaleiros não deviam obediência nem mesmo aos reis ou senhores feudais. Conseguiram isso porque compraram todas as brigas da Igreja e participaram as Cruzadas no Oriente; não tinham medo de morrer e tudo faziam para ganhar a salvação depois de mortos (prática muito parecida aos mártires muçulmanos de hoje, né).


Perda de crédito na Igreja...
Com o passar o tempo a ordem ficou rica e poderosa: doações de terras, dinheiro, ouro. Em alguns casos havia mais soldados que governos e ameaçava a hegemonia em alguns feudos. Com o crescimento, passaram a aceitar pessoas fora da missão católica; logo o fervor cristão e vida austera foram deixados de lado pelos templários.

Em 1307, o rei da França os acusou de hereges e redigiu a ordem de prisão e expropriação de todos os bens da ordem. Os templários foram encarcerados em masmorras e submetidos a torturas para se declararem culpados de heresia. No entanto, o Papa Clemente V os absolveu, fazendo o rei francês cair em descrédito, mas o monarca conseguiu tomar grande parte dos bens no seu território.


Atualmente todo o processo da Igreja envolvendo a Ordem Templária está em domínio público nas bibliotecas do Vaticano. Desde 2007 a Igreja Católica liberou os documentos, o que serviram para diminuir os boatos e folclores envolvendo o nome da antiga instituição. O fato de nunca ter havido uma oportunidade de acesso aos documentos originais dos julgamentos contra os templários motivou o surgimento de muitos livros e filmes, com grande repercussão pública, porém, sem nenhum fundamento histórico. Por este mesmo motivo, muitas sociedades secretas, como a maçonaria, se proclamam herdeiras dos templários.

Muitas lendas e pouca história...
Em 1571, os soldados otomanos destruíram os arquivos templários na ilha do Chipre e, por isso, muito se perdeu e várias lendas foram criadas. A última lenda envolve os escritos do autor Dan Brown. O fato é que a decadência da ordem se deu com essa perseguição francesa; o último país a decretar seu fim foi a Escócia. Oficialmente, os templários foram dissolvidos por volta de 1350.

Muitas das lendas dos templários estão relacionadas com a ocupação de Jerusalém e da especulação sobre as relíquias que eles podem ter encontrado lá, como o Santo Graal ou a Arca da Aliança. No entanto, nos extensos documentos nunca houve uma única menção de qualquer coisa como uma relíquia do Graal, e muito menos a sua posse. Na realidade, a maioria dos estudiosos concorda que a história do Graal era apenas isso, uma ficção que começou a circular na época medieval.


Historiadores medievalistas apontam que a história do Graal foi sedimentada na Idade Média para dar aos templários o sentido de hereges, uma vez que eles chegaram a ser pressionados pela Santa Inquisição; adorando objetos não-cristãos, poderiam ser dissolvidos e seus bens revertidos para os reis medievos.

A história dos templários é muito complexa e maior do que esses poucos parágrafos, mas espero que eles tenham servido para diminuir um pouco da aura de mistério e misticismo envolto nesta ordem. E, com a falta de informações histórias por tantos séculos, foi muito fácil criar um discurso em cima de tantos folclores medievais.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Em tempos de peste: a doença que mudou o curso da história...

Graças à ganância dos caçadores de peles houve a última grande epidemia de peste bubônica, que em sete meses ceifou a vida de 60 mil pessoas. Tudo aconteceu na Sibéria, em 1910, quando o preço da pele animal em todo mundo subiu mais de 400%, causando uma caçada sem precedentes à marmota no extremo leste da Rússia, na Mongólia e em parte da China.



Segundo o folclore mongol, não se deveria comer a carne de marmotas e castores doentes. Eram animais com alma de caçadores mortos em desgraças; se o bicho estivesse doente com feridas por todo corpo, era sinal de mais uma desgraça naquela miríade de reencarnações. Os mongóis se referiam à peste bubônica.

Em 1910, nos acampamentos siberianos longe de qualquer tipo de recurso, as pulgas das marmotas caçadas não encontravam mais o sangue do hospedeiro e iam encontrar sangue entre os caçadores, que viviam precariamente e amontoados. Rapidamente a peste negra se alastrou entre vilas e pequenas cidades na Manchúria.



Disseminada por aí...
A peste não é habitualmente uma doença humana, mas sim de roedores. Ataca ratos, marmotas, castores, capivaras etc. É transmitida por um micro-organismo mortal através da mordida da pulga. Há duas espécies de peste: a bubônica e pneumônica.

Quando a pessoa é mordida pela pulga, logo aparecem bubões onde o animal mordeu, seguindo de febre e inchaço, finalmente com bubões por todo corpo e coagulação do sangue nas extremidades do corpo (mãos e pés ficam pretos). Uma pessoa infectada pode passar a doença para outra pessoa; nesse caso, por espirro ou tosse, contrai-se a peste pneumônica (os bubões ferem os pulmões) que tem cerca de 90% de mortalidade.

O homem parece lutar na história contra a peste negra. Há registros do ano 3 mil antes de Cristo de uma epidemia na Babilônia. Já no ano 35 da nossa era, um rastro da peste atingiu o Egito, a Ásia Menor, Constantinopla, Grécia e parte da Itália; durante 52 anos, nessa época, ela matou milhões de pessoas em todo o mundo conhecido.

A grande epidemia de peste negra na Europa feudal matou cerca de dois terços da população europeia. Podemos dizer que é uma doença que mudou muito do curso da história através das enormes epidemias, todas causadas pela falta de higiene.


Morte terrível e cruel
Em 1350, cerca de um milhão de pessoas morreram vítimas da peste no norte da Itália. Todos estavam alarmados e a Igreja dizia que a doença era transmitida pelo ar pesado; com isso, as pessoas fechavam as casas em sua imundície, o que facilitava ainda mais a proliferação de ratos e de doentes. Com isso, em cerca de dez dias a pessoa era infectada e morria.

Com o auge da epidemia na Alemanha, o Rio Reno passou a ser usado como cemitério. Mais de 150 corpos eram lançados nele todos os dias, pois os cemitérios já não tinham espaço. Acredita-se que até o século 15 mais de 30 milhões pessoas morreram na Europa vítimas da peste bubônica. De acordo com cálculos de historiadores, houve pelo menos 47 surtos de peste em todo mundo entre 1500 e 1700; Londres teve o último surto em 1665.



O último grande surto europeu
A última vez que a Europa se viu alarmada com a peste negra foi em 1722, em Marselha, na França. Até aquela época nem mesmo os médicos tinham noção de onde a doença vinha, nem como era transmitida. As pessoas usavam cânfora no pescoço para evitar a inalação dos tais odores malditos que contaminavam os seres.

A situação só mudou no final do século 18, quando reformas urbanísticas modificaram o modo de vida dos europeus: casas mais arejadas, sistema de esgoto, água encanada, ruas calçadas, saneamento básico. Mesmo assim, até hoje a peste negra mata mais de 30 mil pessoas todos os anos em todo o mundo.

Durante muitos séculos a doença ficou no nível do místico e do paranormal. As pessoas atribuíam ao sobrenatural tantas mortes em tão pouco tempo. Hoje já temos conhecimento de quem é o nosso principal inimigo e medicamentos fortíssimos foram desenvolvidos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Você já ouviu falar na “Operação prato”?

Muito se falou, mas pouco se comenta. É um tabu no governo brasileiro e na aeronáutica. Só nos últimos anos que alguns arquivos, antes secretos, foram abertos aos pesquisadores – que puderam escrever essa história da ufologia em todo mundo: a Operação prato.

Operação prato foi o nome dado a uma operação realizada pela FAB entre 1977 e 1978, através do QG de Belém, no Pará, a fim de verificar a ocorrência de estranhos fenômenos envolvendo luzes desconhecidas, em relatos feitos pela população da cidade de Colares, no mesmo Estado. Isso fez a Operação prato ganhar notoriedade em todo planeta.

Sob o comando do capitão Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima (foto abaixo), que deu o nome à missão, e formada por cerca de 20 militares, o grupo investigou a área que fica próxima ao município de Vigia.


O principal objetivo era fazer observações e registros de todas as maneiras imagináveis das estranhas e inexplicáveis luzes que todos estavam vendo nos últimos meses. Inclusive o posto médico da cidade havia realizado atendimentos a diversas pessoas vítimas de queimaduras cujos responsáveis, segundo a população, eram estranhas luzes vindas do céu.

O fenômeno era conhecido na cidade como “chupa-chupa” e a história estava criando certa histeria entre os moradores que, buscando uma explicação religiosa, atribuía os ataques ao diabo, que estaria na Terra para atacar os cristãos. Enquanto esteve na cidade, a equipe de Hollanda Lima conseguiu restabelecer a ordem e evitar o pânico, que levava muitos cidadãos a se organizarem para fazer vigílias e usar fogos de artifício na tentativa de afugentar as misteriosas luzes. A operação durou pouco mais de quatro meses e nos dois primeiros a equipe do capitão não registrou ocorrências, porém o cenário iria se modificar radicalmente segundo o militar.


Em 1997, vinte anos depois, Hollanda Lima concedeu uma entrevista aos pesquisadores e ufólogos Ademar José Gevaerd e Marco Antônio Petit relatando os acontecimentos e as atividades de sua equipe nos dois últimos meses da Operação Prato. Segundo ele, todos do grupo presenciaram as mais surpreendentes e estranhas manifestações da natureza. Além de ter presenciado, os militares registraram os erráticos movimentos de pequenos objetos luminosos que julgou serem “sondas ufológicas”.

Constataram também a presença de gigantescas naves que executavam manobras que destruiriam qualquer aeronave conhecida. Segundo Hollanda Lima, “seriam maiores que um prédio de trinta andares em seu comprimento e emitiam luzes de várias cores”.


Em sua entrevista, o capitão declarou que dois agentes do Serviço Nacional de Informação também tiveram a oportunidade de presenciar estas manifestações envolvendo os objetos não identificados. Ele pôde fotografar e filmar diversos tipos de luzes, das mais diversas dimensões. As cores também variavam e, supunha ele, indicavam a função ou o tipo de manobra do tal aparelho.

A equipe também recolheu relatos incríveis contados pela população ribeirinha. Alguns envolvendo seres luminosos saídos do interior de estranhos objetos. Esses seres arrebatavam pessoas com sua luminosidade. Outros sugavam o sangue das pessoas que capturavam. Um fato registrado é que na maioria dos episódios havia a presença de uma ou mais testemunhas.

Os relatórios da Operação Prato e o fim do capitão
Originalmente, o capitão Hollanda Lima dizia que apesar de crer na possibilidade de vida extraterrestre não acreditava ser esse o caso dos registros visuais em Colares, contudo mudou radicalmente a sua opinião durante o tempo em que esteve na região, pois teria visto, filmado e fotografado OVNI’s sobrevoando a cidade, próximo aos locais onde o pessoal de sua equipe estava instalado.

O comando da aeronáutica oficializou o término da operação após quatro meses e ordenou o regresso da equipe. Porém, o capitão disse que tentaria investigar ainda por conta própria. As luzes continuaram a ser vistas em Colares por algum tempo, mas não mais com a mesma intensidade e casos de vítimas das queimaduras não foram mais registrados.

Dois meses após a entrevista aos ufólogos, Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima foi encontrado morto em sua casa na Região dos Lagos no Rio de Janeiro. Ufólogos que ficaram amigos do militar afirmam não acreditar que ele tenha realmente se suicidado, lançando suspeitas sobre uma conspiração de assassinato.

Todo o material registrado durante a Operação Prato (conhecida mundialmente como “caso Rosswell brasileiro”) ficou em posse da FAB, enquanto a comunidade científica e ufológica de todo mundo exigia explicações. Após inúmeros manifestos, a aeronáutica começou a liberar alguns arquivos ao público em 2008.

Abaixo, algumas fotos dos arquivos liberados pelo governo brasileiro:




A Operação Prato continua a instigar pesquisadores em todo o mundo, principalmente após a morte misteriosa do capitão Hollanda Lima. Os arquivos até agora liberados mostram que, realmente, os militares presenciaram fenômenos inexplicáveis.