terça-feira, 2 de outubro de 2012

Abdução alienígena: um fato ou uma tremenda farsa?

Desde os anos 60 é cada vez maior o número de pessoas que dizem terem sido vítimas de abdução alienígena. Esse termo é especificamente usado para descrever sequestros momentâneos feitos por seres vindos de outras galáxias à Terra. Nas memórias dessas vítimas, elas foram levadas entre o entardecer até o fim da madrugada, contra a própria vontade. Geralmente acontecem procedimentos físicos de medicina, quando o terráqueo é examinado por estas entidades. O tema é muito controverso.


Desde os anos 1950, os governos dos Estados Unidos e da Rússia tentam enumerar os casos de abdução. No início eram poucos: até 25 por ano em cada país. Entretanto, hoje em dia, somente na América do Norte, a MUFON – rede de investigação de casos relacionados aos aliens – relatou mais de 15 mil possíveis abduções aliens por ano.

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Aqueles que alegam terem sido abduzidos frequentemente relatam exames médicos forçados que enfatizam o sistema reprodutor. Os abduzidos algumas vezes são advertidos sobre a destruição do meio-ambiente ou do perigo de armas nucleares. A natureza dos relatos de abduzidos varia, com alguns relatando experiências assustadoras e outros relatando uma experiência agradável ou transformadora. Em mais de 80% dos casos relatados há uso de violência e traumas psicológicos terríveis.

O fenômeno da abdução alienígena gera uma atenção de cientistas e profissionais de saúde mental, que negam objetivamente os relatos existentes e questionam se os fatos realmente aconteceram da forma como são descritos; as explicações dadas para os relatos são muitas, incluindo sugestionabilidade, psicopatologias e hipnose.

Um polêmico estudo feito em uma universidade norte-americana com abduzidos apontou que, quando eles reproduzem a história supostamente vivida, a área do cérebro ativada é a da imaginação. É por isso que grande parte dos especialistas acredita que tudo seja histeria ou sonho.


A primeira narrativa de abdução a ter ampla divulgação foi o caso de Betty e Barney Hill, em 1961, que vamos falar especificamente mais tarde, em um outro post. Relatos de abdução têm sido feitos ao redor do mundo, mas são mais comuns em países de língua inglesa, especialmente os Estados Unidos. O conteúdo da narrativa tende a variar de acordo com a cultura local do suposto abduzido.

Esses relatos de sequestros de aliens, em geral, têm um padrão. Após a abdução, a pessoa sofre um período de amnésia e repara que entre o encontro e o retorno houve um lapso de tempo, um hiato que ela alega não recordar ter vivido. Alguns descrevem que receberam implantes no corpo, outros que tem cicatrizes e marcas no corpo, feitas pelos alienígenas.


A questão dos contatos imediatos...
Na ufologia, um contato imediato classifica-se quando uma pessoa testemunha algum evento envolvendo discos voadores ou possíveis aliens. Essa terminologia e classificação foi elaborada pelo astrônomo e ufólogo J. Allen Hynek, publicadas em seu livro “The UFO experience: a scientific inquiry”, de 1972.

Contato de primeiro grau – Observação de um ou mais objetos voadores não-identificados, como discos voadores, luzes estranhas, objetos voadores de formato estranho que podem não ter tecnologia humana;

Contato de segundo grau – Observação de um Ovni que causa efeitos físicos bem perceptíveis, tais como: calor ou radiação, danos ao terreno por onde o objeto passou, possíveis círculos nas plantações, paralisia em alguma parte do corpo de humanos ou animais, estado de choque, interferência em motores e aparelhos elétricos e perda de memória;

Contato de terceiro grau – Observação de seres associados ao objeto voador não-identificado. Hynek não entra em detalhes em que seres seriam esses, mas podem ser aliens, ET’s, animais diferentes etc. As abduções estão neste grau da escala; no entanto, o autor se manteve reticente neste caso: ele não acreditava nos depoimentos e nos relatórios, mas se viu cientificamente obrigado a colocá-los em sua escala por haver vários relatos.


Recentemente, publiquei um post que explica o que são os contatos imediatos e como a lista foi criada detalhadamente. Para lê-lo, clique aqui!

Hynek particularmente não acreditava nessas histórias de abdução. Para ele, tudo passava de uma histeria coletiva por conta da Guerra Fria; ele apontava que os supostos sequestros começaram após os anos 40/50, quando a iminência de um conflito global entre Estados Unidos e União Soviética tornou-se mais evidente. Entretanto, entusiastas da ufologia aumentaram a extensão da lista proposta pelo cientista.

Contato de quarto grau – Um ser humano é abduzido por seres de um Ovni. Hynek não acreditava nesta possibilidade e desacreditava dos relatos, considerados absurdos. Alguns poucos ufólogos creem que a tomada da consciência também entra nesta categoria;

Contato de quinto grau – Contatos mais conscientes entre seres humanos e alienígenas, através da comunicação consciente entre ambos, como o caso de pessoas que dizem ter tido experiências médicas dentro de naves espaciais;

Contato de sexto grau – Seriam os incidentes em que aliens e seres humanos saem feridos ou mortos. É um pouco repetitiva, uma vez que o contato de segundo grau já fala da experiência física do ser humano (calor, feridas etc.);

Contato de sétimo grau – É o ápice do encontro entre o homem e os aliens, quando há o acasalamento de ambos causando possíveis raças híbridas, como depoimentos de homens que dizem ter feito sexo com venusianas em naves espaciais. É um tipo de contato imediato muito próximo à teoria dos deuses astronautas e dos colonizadores espaciais.


Abdução alienígena, um fato ou uma farsa? Bem, apesar de muitos relatos parecidos e que sempre seguem um padrão, é muito difícil compreender onde começa a verdade e onde entra a invencionice do indivíduo, talvez nem por culpa sua, mas porque sua cabeça faz que ele creia naquilo. Uma questão controversa que somente aquele abduzido diz que consegue ainda sentir, mas é impossível verbalizar.