quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A incrível história da palavra mágica mais conhecida: Abracadabra!

Quem nunca pronunciou a mística palavra mágica durante uma brincadeira de criança? Abracadabra! Então, na fantasia, a magia se tornaria realidade, sendo mágico ou feiticeira. Nos filmes e contos de fadas não é diferente: esta é a palavra mística mais comum e usada, geralmente sem tradução. Abracadabra nos remete a um mundo do passado, de quando éramos crianças e líamos os enredos envolvendo princesas, grandes castelos e bruxarias sem fim.

No entanto, abracadabra tem muito mais a oferecer no âmbito das curiosidades do que podemos supor. Um fascínio que remonta tempos muito mais distantes do que a Idade Média, tempo em que se passam os contos de fadas repletos de magia e alquimia.

Recentemente, escrevi um post falando sobre o que é a alquimia. Para ler, clique aqui!


Atualmente, a palavra abracadabra é usada como encantamento de mágicos de palco, principalmente espetáculos de ilusionismo. Entretanto, há muitos séculos, o povo acreditava no poder desta palavra para curar febres e inflamações.

A primeira menção conhecida à mesma foi feita no segundo século depois de Cristo, durante o governo de Septímio Severo, num poema chamado “De medicina Praecepta”, que é um tratado médico escrito em versos pelo médico Serenus Sammonicus, ao imperador de Roma Caracalla, que prescreveu que o imperador usasse um amuleto com a palavra escrita num cone vertical para curar sua doença.

A palavra em si já era considerada mágica, e no formato triangular, o amuleto teria muito mais poder. O triângulo era considerado a forma geométrica mais perfeita. O amuleto, então, “juntava a fome e a vontade de comer”.

ABRACADABRA
ABRACADABR
ABRACADAB
ABRACADA
ABRACAD
ABRACA
ABRAC
ABRA
ABR
AB
A


Segundo os estudos propostos por Godfrey Higgins, tem origem em Abrah, um deus de origem celta, e “cadhë”, que no idioma céltico significa “aquele que é santo”. Seria usada como amuleto pelos antigos habitantes das ilhas britânicas antes dos romanos. Já segundo Elena Petrovna, o termo é uma palavra de origem egípcia que significaria “Não me firas”. O comum é que em ambos os casos apresentados, as pessoas usavam amuletos com inscrições sobre o peito com o intuito de proteção.

Pelo jeito, a etimologia de abracadabra é desconhecida e não há um consenso entre os estudiosos. Uma possível fonte é o aramaico “avrah kahdravan”, que significa “Eu crio enquanto falo”. Do aramaico antigo, a palavra foi agregada ao idioma hebraico da época de Jesus. Com invocação de proteção, o seu uso se espalhou pelo Império Romano.


Segundo a versão mais aceita, assim, abracadabra era usada pelos médicos e curandeiros do Oriente Médio para curar as pessoas. Seria uma bênção aos doentes de gripe e, com o tempo, como ficavam curados, acreditou-se que a palavra tivesse poderes sobrenaturais.

Abracadabra ganhou o sentido mais comum, ordinário, a partir do início do século 19 com os primeiros shows de ilusionismo que se tornaram bastante populares na França e na Inglaterra. Desta forma que ganhou a conotação que conhecemos atualmente.