sábado, 11 de agosto de 2012

Fatos arrepiantes ligados ao desastre de um dirigível: fato ou farsa?

No dia 04 de outubro de 1930, o orgulho da engenharia aeronáutica britânica, o dirigível R-101, deixou a Inglaterra na sua viagem inaugural sem escala, rumo à Índia. Mas as condições atmosféricas não eram das melhores; ao cruzar o Canal da Mancha, o R-101 foi sacudido por rajadas de vento cuja intensidade aumentava a cada momento. A visibilidade ficou reduzida a quase zero, e o dirigível, deslocando-se a cerca de 300 metros de altitude, entrou em bumping, chegando a perder 90 metros de altitude, que não conseguia recuperar. Às 2h30 da manhã, a nave, em forma de charuto, despencou no bosque em Beauvais, no norte da França, e acabou em chamas. A viagem foi extremamente curta.


Apenas seis pessoas sobreviveram. Outros 48 morreram carbonizados. As testemunhas dizem que as chamas atingiram surpreendentes 80 metros de altura no meio da floresta. O desastre fez surgir um inquérito policial enorme, apurando as causas da tragédia e os culpados. Mas a imprensa sensacionalista levantou um outro relatório que causava arrepios naquela época.

Os jornalistas investigadores descobriram que em 1925, cinco anos antes, quando o dirigível ainda estava em projeto, Shefton Branckers, diretor da Aeronáutica Civil extremamente supersticioso, consultara um astrólogo que lhe declarara que não se via nada na sua vida decorridos seis anos. Juntamente com Lord Thompson, secretário-geral de Aeronáutica, Shefton morreu nesse acidente.


Os investigadores averiguaram, também, que quando Walter Radcliffe, um dos montadores que voaram no dirigível, saiu de casa na manhã de 04 de outubro, o filho, ainda menino, começou a chorar dizendo: “Já não tenho pai. O meu pai não vai voltar, ele me deixou”. Curiosamente, Radcliffe chegou a voltar para casa à tarde porque havia esquecido alguns documentos, mas partiu na viagem que o matou.

Quando um amigo do comandante do R-101, o tenente-aviador Carmichel Bird Irwin, chegou à casa desse para comunicar à viúva a trágica ocorrência, a mulher de Irwin adiantou-se: “Não precisa de preocupações. Eu já sei. Sabe, o Carmichel é irlandês e eu sou escocesa. Ambos sabíamos que ele não voltaria”. Esta afirmação porque, tradicionalmente, os irlandeses e escoceses são conhecidos no Reino Unido como bastante supersticiosos. Mais estranho ainda foi o fato de, no momento exato em que o dirigível se despencou, a telefonista do serviço na base de Cardington ter ouvido um clique na linha de telefone ligada ao gabinete de Irwin. O oficial de serviço que foi investigar o fato comprovou que o gabinete estava vazio.


Mais perturbante ainda, porém, foi o relato de uma sessão espírita realizada em Londres três dias depois dessa tragédia. Uma médium conhecida como Eileen Garrett teria entrado em transe e se comunicado com voz de homem, mencionando o nome de Carmichel Irwin. A voz divulgou defeitos técnicos no dirigível, que só foram tornados públicos no ano seguinte, com a investigação oficial do caso pela Aeronáutica Britânica.

Até hoje o caso é explorado de maneira sensacionalista pela mídia britânica e por pessoas que creem no dom de comunicação com o mundo dos mortos. Muitos céticos apontam que a sucessão de presságios poderiam ser “forçadas” e elaboradas pelos jornais sensacionalistas.