quinta-feira, 19 de julho de 2012

A incrível lenda do Holandês Voador, o navio fantasma mais famoso de todos...

Entre as lendas de piratas e navios fantasmas, a do Holandês Voador é a mais popular. Trata-se de um lendário galeão holandês que supostamente vagará pelos mares até o fim dos tempos. Uma das características fantasmagóricas mais marcantes é o fato de ele navegar contra o vento. O folclore ainda narra que o navio que se deparar com ele terá má sorte na viagem!


Em antigos documentos pode-se encontrar o registro de um navio real que zarpou de Amsterdã, em 1680, e foi alcançado por uma tormenta no Cabo da Boa Esperança. Como o capitão insistiu em dobrar o cabo, foi condenado a vagar para sempre pelos mares, atraindo outros navios e, por fim, causando sua destruição. Vários relatos sobre o tal navio foram considerados miragens, embora haja uma grande variedade de detalhes descritos pelas testemunhas. No entanto, não é o primeiro mito destas águas, depois do Adamastor descrito por Camões nos “Lusíadas”.

Existem histórias que citam o capitão de um navio que, ao atravessar uma tempestade, foi visitado por Nossa Senhora, que atendia às preces dos marinheiros desesperados. Culpando-a pelo infortúnio, atacou a imagem (ou amaldiçoou-a), atraindo para si a maldição de continuar vagando pelos sete mares até o fim dos tempos.


Como um fato real, durante a Segunda Guerra Mundial, o almirante alemão Karl Donitz reportou ao governo nazista e enviou carta a Adolf Hitler informando que uma das suas tripulações mais rebeldes e atuantes de submarinistas tinha comunicado e confirmado no diário de bordo que não iria participar de uma batalha de corso em Suez, pois havia visto o Holandês Voador, e isso significaria um sinal sinistro de fracasso na batalha. Cerca de 25 rapazes no submarino afirmaram ter visto a embarcação fantasma!

Recentemente, publiquei no blog um post falando sobre o Holandês Voador em uma aparição em massa, ocorrida em 1939 na África do Sul. Leia clicando aqui...


No entanto, a lenda varia muito conforme passa o tempo. A mais corrente é do século 18 e narra que o capitão do navio se chamava Bernard Fokke, o qual, em certa ocasião, teria insistido, a despeito dos protestos de sua tripulação, em atravessar o conhecido Estreito de Magalhães, na região do Cabo Horn, que vem a ser o ponto extremo sul do continente americano. Ora, a região, desde sua primeira travessia, realizada pela navegador português Fernão de Magalhães, é famosa por seu clima instável e sua geleiras, os quais tornam a navegação no local extremamente perigosa. Ainda assim, Fokke conduziu seu navio pelo estreito, com suas funestas consequências, das quais ele teria escapado, ao que parece, fazendo um pacto com o diabo, em uma aposta em um jogo de dados que o capitão venceu, utilizando dados viciados. Desde então, o navio e seu capitão teriam sido amaldiçoados, condenados a navegar perpetuamente e causando o naufrágio de outras embarcações que porventura o avistassem, colocando-as dentro de garrafas, segundo a lenda.

Nos trópicos equatoriais existem lendas que surgiram no século 17 sobre Davy Jones ser o capitão do Holândes Voador; nessa lenda Davy Jones seria o capitão amaldiçoado do navio e estaria condenada a vagar para sempre no mar pela ninfa do mar Calypso, podendo desembarcar por um dia a cada dez anos, essa é também a lenda utilizada no filme “Piratas do Caribe”.


Atualmente, a lenda do Holandês Voador faz parte do folclore de dois países: Holanda e África do Sul. Histórias envolvendo navios fantasmas estão presentes nas culturas de países colonizados por europeus, principalmente em pontos críticos onde o mar é bravo. Embarcações que vagam eternamente, piratas com pactos satânicos, pessoas suplicantes no mar: tudo isso faz parte de lendas ainda contadas no Caribe, no sul dos Estados Unidos, na África do Sul, na Austrália etc.