sábado, 9 de junho de 2012

O incêndio do Reichstag: o pretexto de Hitler para aniquilar a oposição e ter poder total...

Marius van der Lubbe (foto abaixo), um holandês de 24 anos, foi executado em 10 de janeiro de 1934, acusado de ter ateado fogo no Reichstag, o impressionante edifício-sede do parlamento alemão, em Berlim. Mas seria ele verdadeiramente o culpado? Ou seria um mero pretexto de Hitler para subir ao poder e massacrar sua oposição comunista? Esse incêndio proposital levou a Alemanha ao buraco e o mundo a uma guerra mundial, pois deu plenos poderes ao ditador alemão.


Foi um estudante de teologia, Hans Flotter, que deu o alarme do incêndio às 21h do dia 27 de fevereiro de 1933. Passando pela esquina do parlamento, ouviu um barulho de vidro quebrando e olhou para cima; viu um homem entrar no Reichstag com algo que parecia uma tocha nas mãos. Correu e avisou a um policial, que ainda disparou um tiro em direção a esse homem. Por volta das 22h já havia mais de 600 bombeiros tentando debelar o fogo.

Numa das salas do parlamento, um policial prendeu um homem banhado de suor e sem camisa. O seu passaporte tinha identificação: o holandês Marius van der Lubbe. Detido e interrogado, afirmou que agia em protesto e que já havia tentado atear fogo em outros três prédios públicos.

O efeito político foi tremendo, e levou Hitler ao poder totalitário em apenas 27 dias depois de assumir a chancelaria, tornando-se o III Führer. Afirma-se, inclusive, que quando ele soube do incêndio e da prisão de um comunista estrangeiro, Hitler teria dito: “Não acredito! Isso é um sinal dos céus em meu favor”.


Um poder absoluto em suas mãos...
“Todos os oficiais comunistas devem ser executados. Todos os políticos comunistas devem ser enforcados. Tudo isso ainda essa noite. não pode haver misericórdia”. Essa foi a ordem dos nazistas; eles queriam disseminar no povo o ódio contra os comunistas, que há muito tempo impedia Hitler de assumir o poder supremo na Alemanha. Em poucas horas, cinco mil comunistas foram detidos e sete dirigentes do partido foram executados por cumplicidade com o ato incendiário.

Na eleição de março de 1933, Hitler obteve somente 44% dos votos. Mas com a ausência dos deputados comunistas e independentes, que estavam presos, o partido nazista conseguiu uma lei dando plenos poderes ao chefe e começou-se a estrutura para começar a Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1939.


Os comissários do corpo de bombeiros de Berlim acreditaram que o incêndio monstruoso não era obra de apenas um homem, mas sim de pelo menos sete pessoas para arquitetar um plano tão bem construído. No entanto, o tribunal absolveu cinco supostos colaboradores de Lubbe. Assim, começou a teoria de que os nazistas plantaram provas para chegar ao poder e atingir objetivos antigos.

Atualmente, historiadores acreditam que os nazistas chegaram ao Reichstag através de uma passagem subterrânea, ateado fogo, e retornado pela mesma passagem – até hoje existente. Durante o julgamento de Nuremberg, em 1945, após o fim da guerra, o general Halder, recordou que, em 1942, Goering afirmou sob gargalhadas: “A única pessoa que sabe o que realmente se passou no Reichstag sou eu, pois coloquei fogo lá”.

Também se acredita que Lubbe tenha sido traidor do partido comunista. Os nazistas teriam prometido a ele uma vida boa e tranquila depois que assumisse a culpa pelo ocorrido. Entretanto, ele acabou sendo traído e executado.