sábado, 5 de maio de 2012

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (4)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Há espécie de peixes-voadores que voam...
Há cerca de cem espécies de peixes denominados “voadores”. No entanto, nenhum deles voa realmente. Esses peixes com barbatanas grandes as têm simplesmente para acelerar o mergulho em águas rápidas, nadando contra a correnteza. Passaram a ser conhecidos como voadores porque pulam fora da água para pegar pequenos insetos como alimentação.


Traças comem roupas...
Existem seis espécies de traças responsáveis por devorarem peças de roupas. Mas, no entanto, elas não o fazem por todo. Não são as traças que comem tecido, mas sim suas larvas, que se alimentam de lã e de algodão. Depois que essas larvas crescem e viram traças realmente, passam a comer papel; aí, sim, comem livros, cadernos, documentos etc.


Os polvos são criaturas extremamente perigosas!
A ideia de que os polvos matam os mergulhadores com seus tentáculos é puro fruto da invencionice da ficção científica. De acordo com os biólogos marinhos, basta um apertão na cabeça do polvo para que ele amanse caso esteja furioso (mas ele nunca esmagará ninguém com seus tentáculos ventosos). Ainda segundo especialistas, os polvos são capazes de somente matar pequenos moluscos e peixes.

Trovões podem azedar o leite...
Essa é uma história muito comum no interior do país. O trovão é uma vibração sonora do ar após uma descarga elétrica e de modo algum pode azedar o leite ou qualquer outro alimento. O que pode azedar o leite durante as trovoadas é a formação de bactérias que transformaram em ácido lático o açúcar do leite. Essas bactérias desenvolvem-se melhor em tempo quente e úmido, quando o leite não é conservado adequadamente; ou seja, o clima do verão favorece o processo por causa do calor e da umidade.

Cobras hipnotizam sua presa e também pode ser hipnotizadas por música...
Nenhum biólogo ou veterinário aceita a teoria de que cobras possam hipnotizar a sua presa. Já as cobras são encantadas na Índia por dois motivos principais: (1) elas quase não ouvem, senão ruídos de baixa freqüência e, com isso, o som da música as atrai de alguma forma por ser semelhante ao barulho de presas; ou (2) a ponta da flauta está suja com urina de rato, prato principal do animal, e ela fica tentando aplicar o bote na flauta.


Os ratos abandonam o navio prestes a afundar...
Não é verdade essa antiga história de que os ratos têm um estranho instinto que acusa o momento que um navio pode afundar. A explicação é mais lógica do que paranormal: os ratos, geralmente, viviam nos porões das embarcações, onde a água começa a encher primeiro, com maior rapidez. Para não morrerem afogados, eles subiam ao convés e deixavam de viver escondidos.

O avestruz enterra a cabeça na areia quando está com medo...
Os biólogos explicam que isso é um mito perpetuado pelos desenhos animados. Em uma fazenda de criação de avestruzes na África do Sul estudantes de biologia estudaram o comportamento desses animais por mais de dez anos e pouquíssimas vezes foram observados com a cabeça afundada na terra. Alguns momentos do dia os animais abaixam a cabeça para descansar os músculos do pescoço (muito comprido e rígido) ou então catar pequenos alimentos debaixo da terra. Se o avestruz enfiasse a cabeça na terra, realmente, poderia morrer de asfixia.