sábado, 24 de março de 2012

Mitos, curiosidades, fatos e farsas (2)

Ao longo da história as sociedades passaram inúmeros mitos e curiosidades que foram – e ainda são – encarados como fatos. No entanto, não passam de folclores que escondem farsas incríveis e bastante inventivas. Vamos, então, descobrir um pouco delas? Voilà!

Só um susto cura soluços...
Desde sempre o folclore criou vários remédios para curar uma crise de soluços; os médicos dizem que muitas crendices acabam funcionando mais por estado psicológico. O mito mais comum é que um tremendo susto curaria uma crise dessas. O americano Jack O’Leary calculou que, entre 1948 e 1956, teve mais de 150 milhões de soluços e tentou mais de 60 mil remédios. Por fim, no desespero, rezou a São Judas Tadeu (o santo das causas impossíveis) e a crise cessou. Outra vítima foi o alemão Heinz Isecke, que por oito meses, em 1973, sofreu de soluços após uma cirurgia estomacal; como os soluços não paravam, os médicos operaram Isecke de novo e não houve mudança no quadro. A crise passou quando ele bebeu um chá misterioso enviado por um anônimo.

Quem sobrevive a uma pena de morte, a execução deve ser automaticamente cancelada...
Embora existam raros casos de pessoas que sobreviveram à pena de morte por falhas nos equipamentos, não existe em nenhuma lei no mundo dispositivo que fale sobre isso. O caso mais conhecido ocorreu em 1885, na Inglaterra, quando John Lee foi condenado à forca e por três vezes o alçapão sob seus pés não abriu. Descobriu-se que era o seu peso que fazia emperrar o dispositivo, com isso a pena foi revertida para prisão perpétua. Daí nasceu esse folclore. Em 1660, também na Inglaterra, Ann Greene foi enforcada, mas não morreu; a sociedade assustada deu-lhe clemência achando que fosse uma santa. O mesmo ocorreu em 1803 na Austrália, quando Joseph Samuel foi perdoado quando a corda que seria enforcado se rompeu e interpretou-se ser um anúncio do céu. Ao que tudo indica, casos de pessoas que foram perdoadas por sobreviverem à pena de morte foram bem comuns em todo Reino Unido e em suas colônias, sempre associando ao místico e ao santificado. O caso mais bizarro aconteceu em 1932, com Jack Bullen; eletrocutado, acordou e levantou-se do caixão no meio do cortejo para o cemitério, mas não teve sorte: foi pego enquanto corria e voltou para a cadeira elétrica, quando finalmente morreu.


Na antiga União Soviética vivem os homens mais velhos do mundo...
Segundo a ONU, há no mundo cerca de 45 mil pessoas com mais de cem anos e desde os anos 30 há o boato de que grande parte dessa população vive nos países que um dia formaram a União Soviética. Uma estatística liberada em 1981 dizia que na Geórgia, a cada cem mil pessoas, 51 tinha mais de cem anos; no Azerbaijão eram 84 por cem mil; e, pasme, 524 indivíduos soviéticos teriam passado dos 120 anos naquele censo maluco. Havia relatos de pessoas com 150 anos, e um homem em 1973 que teria morrido aos 168 anos de idade! Na realidade, o que houve é que os homens eram forçados a alterar o ano de nascimento para entrarem mais cedo ao exército do czar antes dos 18 anos. Com isso, meninos de 11 anos já eram registrados como tendo 19 anos, por exemplo. Em 1987, uma equipe média esteve na Geórgia e no Azerbaijão para examinar essas pessoas e descobriu-se que a maioria dos centenários tinha, no máximo, 85 anos.

Os homens têm menos uma costela do que as mulheres...
Na realidade, homens e mulheres têm exatamente o mesmo número de costelas: doze. Originou-se esse mito por causa da Bíblia, ao citar que Deus tirou uma costela de Adão para criar Eva. De acordo com os médicos, homens e mulheres são exatamente iguais em quantidades de ossos.


O cérebro feminino é menor que o masculino...
Considerando os corpos proporcionalmente ao seu tamanho, o peso dos cérebros em ambos os sexos é praticamente igual. As dimensões do cérebro variam apenas segundo o peso do corpo, a estatura, a idade e a etnia do indivíduo. Também não existem provas decisivas de que o tamanho do cérebro se relacione com a inteligência do seu possuidor.