quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Você já ouviu falar na “Operação prato”?

Muito se falou, mas pouco se comenta. É um tabu no governo brasileiro e na aeronáutica. Só nos últimos anos que alguns arquivos, antes secretos, foram abertos aos pesquisadores – que puderam escrever essa história da ufologia em todo mundo: a Operação prato.

Operação prato foi o nome dado a uma operação realizada pela FAB entre 1977 e 1978, através do QG de Belém, no Pará, a fim de verificar a ocorrência de estranhos fenômenos envolvendo luzes desconhecidas, em relatos feitos pela população da cidade de Colares, no mesmo Estado. Isso fez a Operação prato ganhar notoriedade em todo planeta.

Sob o comando do capitão Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima (foto abaixo), que deu o nome à missão, e formada por cerca de 20 militares, o grupo investigou a área que fica próxima ao município de Vigia.


O principal objetivo era fazer observações e registros de todas as maneiras imagináveis das estranhas e inexplicáveis luzes que todos estavam vendo nos últimos meses. Inclusive o posto médico da cidade havia realizado atendimentos a diversas pessoas vítimas de queimaduras cujos responsáveis, segundo a população, eram estranhas luzes vindas do céu.

O fenômeno era conhecido na cidade como “chupa-chupa” e a história estava criando certa histeria entre os moradores que, buscando uma explicação religiosa, atribuía os ataques ao diabo, que estaria na Terra para atacar os cristãos. Enquanto esteve na cidade, a equipe de Hollanda Lima conseguiu restabelecer a ordem e evitar o pânico, que levava muitos cidadãos a se organizarem para fazer vigílias e usar fogos de artifício na tentativa de afugentar as misteriosas luzes. A operação durou pouco mais de quatro meses e nos dois primeiros a equipe do capitão não registrou ocorrências, porém o cenário iria se modificar radicalmente segundo o militar.


Em 1997, vinte anos depois, Hollanda Lima concedeu uma entrevista aos pesquisadores e ufólogos Ademar José Gevaerd e Marco Antônio Petit relatando os acontecimentos e as atividades de sua equipe nos dois últimos meses da Operação Prato. Segundo ele, todos do grupo presenciaram as mais surpreendentes e estranhas manifestações da natureza. Além de ter presenciado, os militares registraram os erráticos movimentos de pequenos objetos luminosos que julgou serem “sondas ufológicas”.

Constataram também a presença de gigantescas naves que executavam manobras que destruiriam qualquer aeronave conhecida. Segundo Hollanda Lima, “seriam maiores que um prédio de trinta andares em seu comprimento e emitiam luzes de várias cores”.


Em sua entrevista, o capitão declarou que dois agentes do Serviço Nacional de Informação também tiveram a oportunidade de presenciar estas manifestações envolvendo os objetos não identificados. Ele pôde fotografar e filmar diversos tipos de luzes, das mais diversas dimensões. As cores também variavam e, supunha ele, indicavam a função ou o tipo de manobra do tal aparelho.

A equipe também recolheu relatos incríveis contados pela população ribeirinha. Alguns envolvendo seres luminosos saídos do interior de estranhos objetos. Esses seres arrebatavam pessoas com sua luminosidade. Outros sugavam o sangue das pessoas que capturavam. Um fato registrado é que na maioria dos episódios havia a presença de uma ou mais testemunhas.

Os relatórios da Operação Prato e o fim do capitão
Originalmente, o capitão Hollanda Lima dizia que apesar de crer na possibilidade de vida extraterrestre não acreditava ser esse o caso dos registros visuais em Colares, contudo mudou radicalmente a sua opinião durante o tempo em que esteve na região, pois teria visto, filmado e fotografado OVNI’s sobrevoando a cidade, próximo aos locais onde o pessoal de sua equipe estava instalado.

O comando da aeronáutica oficializou o término da operação após quatro meses e ordenou o regresso da equipe. Porém, o capitão disse que tentaria investigar ainda por conta própria. As luzes continuaram a ser vistas em Colares por algum tempo, mas não mais com a mesma intensidade e casos de vítimas das queimaduras não foram mais registrados.

Dois meses após a entrevista aos ufólogos, Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima foi encontrado morto em sua casa na Região dos Lagos no Rio de Janeiro. Ufólogos que ficaram amigos do militar afirmam não acreditar que ele tenha realmente se suicidado, lançando suspeitas sobre uma conspiração de assassinato.

Todo o material registrado durante a Operação Prato (conhecida mundialmente como “caso Rosswell brasileiro”) ficou em posse da FAB, enquanto a comunidade científica e ufológica de todo mundo exigia explicações. Após inúmeros manifestos, a aeronáutica começou a liberar alguns arquivos ao público em 2008.

Abaixo, algumas fotos dos arquivos liberados pelo governo brasileiro:




A Operação Prato continua a instigar pesquisadores em todo o mundo, principalmente após a morte misteriosa do capitão Hollanda Lima. Os arquivos até agora liberados mostram que, realmente, os militares presenciaram fenômenos inexplicáveis.