sábado, 31 de dezembro de 2011

O enigma de Stonehenge...

Julga-se que a construção de Stonehenge, o grande círculo de gigantescos blocos de pedra na Inglaterra, teve início perto do ano de 1.950 a.C., cerca de 500 anos após a construção das maiores pirâmides do Egito. Atualmente é um dos pontos de turismo da região, local de historiadores, ufólogos, paranormais, bruxos e arqueólogos.


Quer conferir no Google Earth ou no Google Mapas? Basta colocar essas coordenadas no campo de busca: 51.178864, -1.826214 e voilà!

Até há bem pouco tempo acreditava-se que este é um monumento druida, como um templo para adoração do Sol e local de sacrifícios humanos. Os modernos estudos arqueológicos mostram que Stonehenge antecede a passagem dos druidas pela terra em mais de mil anos, tendo sido construído em três fases dentro de um período de 500 anos.

Os arqueólogos dizem que o início da construção se deu por algum povo neolítico que chegou às ilhas britânicas por volta do ano 3000 a. C. Presume-se que a etnia beaker, povo bastante desenvolvido do final da Idade da Pedra e início da Idade do Bronze transportou e ergueu os 60 monólitos de pedra azulada, cada um deles pesando mais de quatro toneladas, que provavelmente os trouxe das Montanhas Presely, em Gales, sobre rolos de madeira.


Já os círculos interiores – dois blocos verticais que sustentam outros horizontais –, de arenito, teriam sido erguidos decorridos cerca de 200 anos, talvez na Idade do Bronze, pelo povo conhecido como wessex. Depois, seguiu-se a construção dos monólitos do círculo exterior, trabalho duro que terminou por volta de 1400 a.C.

No início da década de 60, o astrônomo americano Gerald Hawkins afirmou ter finalmente decifrado os mistérios de Stonehenge, que podia ser descrito como uma espécie de computador pré-histórico, com a função de permitir a elaboração de cálculos complexos sobre o nascer e se pôr do Sol, movimentos da Lua e ocorrência de eclipses. Assim, a disposição das enormes pedras deixava bem clara a posição dos astros em determinadas épocas do ano, como as datas das mudanças das estações do ano.


A teoria de Hawkins é, atualmente, a mais aceita e plausível: os sacerdotes-astrônomos faziam em Stonehenge suas previsões para eclipses, mudanças nas estações do ano etc. Enquanto isso, há o movimento de pessoas que dizem ter sido obra de deuses astronautas, aliens etc.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Considerações sobre a maçonaria...

A maçonaria sempre foi envolta de mistérios, de boatos, de histórias, de medos e de teorias conspiratórias. O fato é que o tal “segredo da maçonaria” vai se perpetuar e acabou sendo um folclore, uma lenda urbana; em pleno século 21, com várias tecnologias à disposição, será que ninguém jamais ousou revelar o tal segredo? Costumo dizer que o segredo é a própria aura da existência maçom: o segredo já não mais existe, mas o folclore vai permanecer.

Na realidade, “maçonaria” é a forma reduzida e usual do termo maior: “francomaçonaria”: uma sociedade discreta e reservada (não é uma sociedade secreta), pois suas ações dizem respeito somente aos interesses de quem é associado a ela. A maçonaria não é uma religião, uma vez que seus membros são de credos diferentes, mas sim uma entidade filantrópica.


Vamos, então, a algumas considerações sobre a maçonaria, tentando elucidar alguns boatos:

1º) Não é uma religião. Lá há católicos, protestantes, judeus etc. Inclusive, muito dificilmente, ateus são aceitos como membros de maçonaria;

2º) Para entrar lá o homem deve ter autorização da esposa e da família, bem como acreditar em Deus, ter boa índole, respeito à família, possuir espírito filantrópico e sempre estar em busca de consertar a si mesmo em suas atitudes erradas;

3º) A ajuda mútua entre os membros faz com que o maçom cresça no seu negócio. É muito comum um maçom comprar produtos na loja de um outro maçom para ajudá-lo na prosperidade financeira. Eles creem que a bênção da prosperidade é um sinal de ajuda de Deus, lembrando o raciocínio calvinista;

4º) Não há muitos maçons no mundo: pouco mais de sete milhões, sendo que a maioria (52%) está nos Estados Unidos. No Brasil há pouco mais de 170 mil membros;

5º) Na maçonaria não há ritos de ocultismo, bruxaria e misticismo, justamente por não se tratar de religião e abrigar homens de diversos credos. Bem como é inverdade associar a origem aos egípcios ou aos hebreus. A maçonaria não é tão velha quanto a cultura greco-romana;

6º) Segundo os historiadores, a origem da maçonaria remonta a Idade Média. Maçom vem do francês “Mason”, “Pedreiro”. Naquele tempo, o ofício de pedreiro era uma condição cobiçada para classe do povo, pois eram os únicos servos feudais que não eram presos à terra – deveriam se movimentar para construir estradas, castelos, igrejas e iam de feudo em feudo. Os segredos da construção eram guardados com zelo, visto que, se caísse em domínio público às regalias concedidas à categoria, cessariam. Também não havia interessem em popularizar a profissão de pedreiro, uma vez que o sistema feudal exigia a atividade agropecuária dos vassalos.

7º) É por isso que os símbolos da maçonaria são os instrumentos do pedreiro e, por isso, eles chamam Deus de “arquiteto do universo”;

8º) Com as informações acima, historiadores apontam que as maçonarias surgiram na França como os sindicatos hoje em dia: os pedreiros buscavam juntos os seus interesses coletivos e à procura da ajuda mútua;

9º) A maçonaria ganhou a força que tem hoje e a aura de mistério a partir do século 18, com o Iluminismo. Figuras influentes da política se associaram a ela no período de gestação da Revolução Francesa, e as reuniões secretas eram feitas a portas fechadas. É aí que começam a surgir as teorias conspiratórias.


Essas são algumas importantes considerações sobre uma organização que influenciou a política e a história durante tantos séculos, inclusive os movimentos de independência política no continente Americano. Vale lembrar que a história dos Templários não tem nada a ver com a maçonaria: isso tem mais a ver com RPG!

No futuro vou escrever outros posts sobre este assunto. Até lá!

sábado, 24 de dezembro de 2011

A negação da existência de marcianos...

Recentemente, publiquei um post falando sobre os canais de Marte e a teoria proposta pelo astrônomo americano Percival Lowell, que afirmava terem sido construídos artificialmente por seres inteligentes que viveram no planeta vermelho. Essa teoria foi bem aceita entre quem acredita nos homens verdes do planeta vizinho. Os canais marcianos e o famoso rosto na rocha ainda são controversos. Clicando aqui, você relê o post a que me refiro.


As teorias de Lowell contribuíram para a idealização do quadro fascinante de um mundo onde existia uma raça altamente culta, vivendo em paz e trabalhando na execução de projetos que permitissem a conservação de água. Essas teorias encontraram, porém, oposição. Especialistas dizem que as calotas polares marcianas são muito finas (talvez não passando mais do que meio metro de altura), o que dificultaria ser uma vasta fonte de irrigação que cobrisse todo o planeta. Além disso, outros especialistas apontaram que os tais canais eram apenas formações naturais.

As pesquisas realizadas nas últimas décadas anularam quase totalmente a suposição de vida inteligente em Marte. Os canais são apenas fissuras geológicas. As condições do planeta vermelho são mais agrestes para a vida orgânica, principalmente animal, do que o Saara ou a Antártica. Recentemente escrevi um outro post sobre as pesquisas de exobiologia, que é o estudo que busca vida microscópica em outras partes do universo; clique aqui e leia.


Marte tem uma atmosfera muito fina e frágil, bastante rarefeita, cheia de dióxido de carbono. Por causa da distância, o Sol é menor e o calor não é suficiente para aquecer os seres que lá porventura um dia existiram. O dia marciano tem meia hora a mais que o nosso, mas o ano é bem maior: 23 meses terrestres. A gravidade também é bem menor que a nossa: 1kg na Terra seriam uns 400 gramas em Marte.

O planeta vermelho é bastante inóspito à vida, mesmo com a ideia de canais, pirâmides e templos. A probabilidade é pequena à vida microscópica, mas essas chances são muito maiores quando pensamos nesses tais seres inteligentes.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O “fenômeno” 2012 será um fato ou uma farsa histórica?

Bem, estamos chegando ao final do ano e nada melhor do que um post falando sobre o assunto mais comentado na mídia dos últimos três anos: o fenômeno 2012 e o possível fim dos tempos no dia 21 de dezembro do próximo ano, de acordo com uma misteriosa profecia maia. Mas o que será que existe por detrás disso realmente? Um fato? Uma farsa? Vamos descobrir!

E será que daqui a exatamente um ano estaremos vivendo um verdadeiro apocalipse universal? A maioria dos cientistas acredita que não!

De acordo com a profecia, no próximo dia 21 de dezembro de 2012 termina o ciclo de 5.125 anos do calendário de longa duração dos maias, povo que habitou o sul do México e parte da América Central há muitos séculos, e que foi dizimado pelos espanhóis durante a conquista do século 16. Vários alinhamentos astronômicos e fórmulas numerológicas têm sido relacionados com esta data.

Segundo aqueles que creem nessa profecia, o planeta vai sofrer uma série de transformações positivas e negativas para a chegada desta “nova era”: cataclismos ambientais, acontecimentos nebulosos, mudança de mentalidade. Para outros entusiastas, 21 de dezembro de 2012 é a data do fim do mundo, a chegada do apocalipse. Alguns astrólogos chegam a falar no choque da Terra com um corpo celeste, mas isso é impossível, uma vez que não há nenhum registro astronômico da passagem de algo semelhante próximo ao nosso planeta.



O que dizem os verdadeiros estudiosos dos maias...
Os pesquisadores dos maias, e que conhecem seus códices, afirmam que não há nenhum registro de mortes e apocalipse nos códigos dessa etnia. Além disso, deixam bem claro que a ideia de que o calendário de contagem longa termina em 2012 deturpa toda a história maia. Os maias modernos não consideram a data significativa e as fontes clássicas sobre o tema são escassas e contraditórias, sugerindo que houve pouco ou nenhum consenso universal entre eles sobre o que a data pode significar.

Astrônomos e outros cientistas rejeitam as previsões apocalípticas e as classificam como pseudociência, afirmando que os eventos previstos são desmentidos por simples observações astronômicas. A Nasa tem comparado os medos em relação ao ano de 2012 com o fenômeno “Bug do milênio” no final da década de 1990 e na virada para o ano 2000, sugerindo que uma adequada análise dos fatos pode impedir temores de um desastre.



O calendário maia...
Dezembro de 2012 marca o fim do atual ciclo conhecido como “B’aktun” da contagem longa mesoamericana, a qual era usada na América Central antes da chegada dos europeus. Embora a contagem longa tenha sido provavelmente inventada pelos olmecas, tornou-se estritamente relacionada com a civilização maia, cujo período clássico durou entre 250 e 900 d.C. Os maias clássicos eram alfabetizados e seu sistema de escrita encontra-se substancialmente decifrado.



A contagem longa define a data zero em um ponto do passado que marcou o fim do mundo anterior e o início do atual, correspondente a 11 ou 13 de agosto de 3114 a.C. no calendário gregoriano. Ao contrário do calendário usado atualmente pelos maias, a contagem longa foi linear, e não conjuntural, e mantida em unidades de tempo baseadas no sistema vigesimal. Por esse meio, 20 dias correspondem a um uinal, 18 uinals (360 dias) a um tun, 20 tuns a um k’atun e 20 k'atuns (144.000 dias) correspondem a um B’aktun. Hoje, as correlações mais amplamente aceitas para o final do décimo terceiro B’aktun são no calendário ocidental os dias 21 e 23 de dezembro de 2012.

A teoria do apocalipse maia...
Em 1957, o astrônomo Maud Worcester Makemson escreveu que a realização do grande período de 13 B’aktuns será da maior importância para os maias. Nove anos depois, Michael D. Coe, mais ambiciosamente, afirmou que o Armageddon degeneraria todos os povos do mundo desde a sua criação, e que no dia do décimo terceiro e último B’aktun o universo seria aniquilado, no dia 24 de dezembro de 2012, quando o grande ciclo da contagem chega à sua conclusão. A questão é ainda mais complicada por diversas cidades-estados maias empregarem a contagem longa de maneira diferente.

As previsões apocalípticas de Coe foram repetidas por outros estudiosos até o início da década de 1990. Entretanto, mais tarde, pesquisadores disseram que, embora o final do 13º B’aktun talvez seja um motivo de comemoração, não marca o final do calendário, uma vez que não há nenhuma profecia escrita sobre essa data. Ainda segundo os estudiosos, isso seria uma data de comemoração dos maias, e não de tristeza pelo fim dos tempos.


O “amor” pelo apocalipse...
O que os cientistas explicitam é que o ser humano sempre teve fascínio pela sua própria destruição, num pensamento um pouco sádico. Desde os tempos mais remotos o Homem constrói profecias sobre o fim dos tempos, o choque de um asteroide sobre nós, o cataclismo etc. Desde o século 18 até hoje, “profetas” previram que o mundo acabaria pelo menos umas 20 vezes, e a mais emblemática é a de Nostradamus que, no século 16, disse que o planeta acabaria em 1999 e cá estamos nós aqui.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Alguém já viu um filhote de chester? A verdade sobre o “frango natalino”...

Estamos próximos ao Natal, uma data que foi construída ao longo dos séculos e que, atualmente, representa a melhor época para o comércio em todo o planeta. Por conta da época que vivemos, decidi fazer um post especial desmistificando um dos assuntos mais comentados em todos os tempos: o chester, da Perdigão, realmente existe? Alguém já viu um exemplar dessa ave? Vamos descobrir juntos!


Chester é uma marca registrada no Brasil pela Perdigão para designar uma série de produtos alimentícios originários de uma ave desenvolvida a partir da espécie conhecida como Gallus gallus, originária do Sudeste Asiático e desenvolvida geneticamente na Escócia, trazida dos EUA pela própria Perdigão no final da década de 70. Ou seja, podemos dizer que, em parte, o chester existe, sim! A Cobb Vantress, empresa americana especializada em genética avícola, administra a linhagem pura usada para a produção exclusiva das aves especiais que levaram a marca.


Por volta de 1976, a Perdigão enviou ao exterior alguns de seus técnicos com a missão de procurar uma nova linhagem interessante para a produção de frangos; o interesse é buscar laboratórios que fizeram cruzamentos com aves que dessem mais carne nobre (peito, coxas), mas diferentemente do peru, que costuma ter a carne mais seca. Assim, em 1979, a indústria adquiriu com exclusividade no Brasil esse pacote genético de frangos gordos.

O boom do mercado foi em 1982, quando houve a publicidade clássica “Habemus Chester!”. Desde então as aves são criadas em uma avícola especial em Tangará.

Mas e o nome? O chester existe mesmo? Bem, o chester é um nome comercial de uma raça de frangos maiores e bem gordões. Não se trata de uma ave específica, como o peru ou o faisão; podemos dizer que é uma raça de frango. A palavra vem de “chest”, que em inglês significa “peito”; é que 70% do corpo do bicho resumem-se em peito e coxas suculentas. Assim, a partir do pacote genético e de informações técnicas sobre a espécie, a ave é desenvolvida até os nossos dias exclusivamente pela Perdigão.

A fábrica esclarece-nos que não existe perigo nenhum de alteração genética e hormônios, uma vez que o frango desenvolveu-se em cima de cruzamentos. A alimentação da ave é 100% natural, baseada em milho e soja, resultando numa ave com menos gordura e melhor aproveitamento das carnes nobres.



Vale lembrar que a Perdigão é proprietária da fórmula genética e, portanto, não são vendidos os ovos. Graças a essa série de cruzamentos bem sucedidos, atualmente a fábrica exporta a carne para mais de 30 países.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O balanço “fantasma” de Firmat...

Um vídeo feito na cidade de Firmat, bem no interior da Argentina, ganhou o mundo e assustou muitas pessoas, tirando o sono dos moradores deste distante lugarejo. Há muitos anos o fenômeno causa espanto: um balanço que simplesmente balança sem ninguém estar lá. Seria um fantasma? Confira o vídeo...



Diz a lenda de Firmat que se trata do fantasma de um menino de oito anos, que teria morrido na praça enquanto ela estava em construção, no início dos anos 90. As pessoas falam que essa criança tinha a mania de brincar entre os materiais da obra, aconteceu um acidente e o menino veio a falecer. Desde então sua alma penada fica vagando na praça, continuando a brincar no balancinho.

No entanto... é tudo uma farsa. Pura lenda urbana! Não há relatos de mortes durante a construção desta área de lazer. Então como o balanço – somente um entre três – funciona sozinho? Bem, o programa “Fact or faked”, do SyFy, esteve lá e resolveu todo o mistério.

Primeiro de tudo: não é uma linha puxada que causa o fenômeno. Também não é uma pessoa que impulsiona o balanço e depois grava o vídeo (podemos ver na gravação que a pessoa segura o balanço e ele volta a se movimentar). É tudo um mero erro de identidade!

De acordo com as investigações, o balanço que se movimenta solitariamente foi construído com um material diferente dos outros dois ao lado; além disso, ele tem um espaço maior entre as duas correntes. Curiosamente, isso facilitou para que o vento pudesse movimentá-lo a cada brisa ou ventania. Pode-se reparar no vídeo que o vento é intenso, fazendo barulho no microfone da câmera.

Ou seja, o mistério do caso de Firmat não é sobrenatural, somente uma manifestação da natureza. Graças às tecnologias disponíveis o caso de uma lenda urbana local foi gravado e virou motivo de especulação.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Marte e os seus vários canais...

Será que os primeiros visitantes de Marte tragam consigo alguma espécie de vida orgânica, mesmo que fossilizada? Pode ser um musgo qualquer, um fungo, uma bactéria etc. Esse fascínio ronda o ser humano desde que voltamos nossos olhos para o planeta vermelho.

Recentemente, escrevi um texto que fala sobre os estudos da exobiologia, que busca o indício de vida fora do nosso planeta. Leia clicando aqui!

A ideia de que as condições em Marte eram bem semelhantes à da Terra hoje e que o planeta poderia ter sido habitado por uma raça de seres evoluídos persistiu até o final do século 19. Essa teoria recebeu um imenso incentivo em 1877, quando o astrônomo italiano Giovani Ciaparelli anunciou a descoberta de linhas estreitas e regulares que atravessam os desertos marcianos, os quais ele deu o nome de “canali” – ou seja, “canais” em italiano.


Embora o italiano nunca tivesse afirmado que estes canais eram construídos artificialmente, a palavra “canais” causou um grande impacto e, alimentada por piadinhas e pela ficção científica reinante já naquela época, a imaginação popular facilmente concluiu que a existência de canais implicava a existência lógica de construtores.


Desde então, a teoria dos marcianos evoluídos só fez crescer, principalmente após as primeiras sondas revelarem fotos daquele solo arenoso. Astrônomos mais entusiastas viram além dos canais: possíveis pirâmides, verdadeiras ruas, templos e até mesmo um possível rosto – que mais tarde vou detalhar em um post específico.


O astrônomo americano Percival Lowell, que se dedicou a estudar os canais, defendeu a teoria de que esses eram provas irrefutáveis da existência de uma vida inteligente em Marte, argumentando que os marcianos, dotados de inteligência, tinham aberto esse vasto sistema de canais para irrigarem os desertos, aproveitando os reservatórios de umidade existentes nas calotas polares daquele planeta.

Lowell se dedicou tanto a esse estudo que fundou um observatório no deserto do Arizona somente para esse fim. Chegou à conclusão de que realmente o planeta vermelho era escasso de água. Partindo da suposição de serem canais artificiais, ele chegou à conclusão de que Marte teria sido habitado por uma raça ainda desconhecida e que viveu uma realidade bem próxima ao ser humano durante o período antigo da Crescente Fértil – egípcios, sumérios e mesopotâmios.

O fato é que teorias como estas continuam sendo sustentadas por pequena parte de astrônomos mais sonhadores, que não se conformam com a maior dúvida de todas e que, talvez, nunca poderemos responder: será que estamos sozinhos?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Os vikings descobridores da América...

Os vikings sempre foram conhecidos como mestres dos mares do norte da Europa. Fundaram colônias por toda Escandinávia, passando pela Escócia, Irlanda e Islândia. Chegaram até a Groenlândia e lá, também, fundaram algumas vilas na alvorada do século nono. No entanto, poucas pessoas sabem que os escandinavos chegaram à América (Canadá) 400 anos antes de Cristóvão Colombo descobrir oficialmente o continente.

Especialistas apontam que essa colonização é bem real, mas não entra para os livros de história porque não teve um efeito desestabilizador tão grande como as colonizações ibéricas da época das Grandes Navegações. O objetivo dos vikings ao chegar à América foi ter o domínio das rotas de navegação e a cobrança de direitos para a venda de animais e outros bens na Europa.

As viagens, descobrimentos e assentamentos vikings na América foram escritos pela primeira vez em duas sagas: a dos groenlandeses escrita no ano 1200, e a de Erik Vermelho, escrita no ano 1260. São relatos de autores anônimos que misturam ficção e realidade sobre os acontecimentos dos séculos, antes transmitidos oralmente.

Segundo contam as sagas islandesas, os vikings da Islândia chegaram pela primeira vez à América pela Groenlândia no ano de 982. Naquele momento, a colônia consistia em dois assentamentos, cuja população total variava ente três e cinco mil habitantes. Um dos principais assentamentos foi em Vinland, no Canadá (foto abaixo), mas vou deixar a temática para um post em separado, por ter um contexto muito maior e informações mais amplas.


O declínio das colônias iniciou no século 14 e os assentamentos começaram a ser abandonados perto de 1350. O mais provável é que no século 15 já não havia assentamentos vikings na América, apesar de não existir uma data certa, precisa para esse acontecimento. Foram propostas diversas teorias que explicariam as razões da decadência e desaparecimento desses assentamentos, mas nada é muito conclusivo.

Apesar da perda de contato com os assentamentos da Groenlândia, o governo dinamarquês continuou considerando a Groenlândia como sua possessão e a existência da ilha nunca foi esquecida pelos geógrafos europeus. Até hoje a ilha é uma possessão dinamarquesa.


Durante muitos anos, duvidou-se da autenticidade das sagas, até que em 1837, o arqueólogo dinamarquês Carl Christian Rafn descreveu os indícios de assentamentos vikings na América do Norte. Na década de 1960, foi comprovada a base histórica das sagas ao escavar um assentamento no Canadá.

O fascinante é saber que na alvorada da Idade Média um povo lançou-se ao mar, desbravou terras desconhecidas e teve contato com habitantes locais que não tinha nenhum tipo de afinidade cultural, principal motivo apontado pelos historiadores para a debandada de volta à Europa.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Você já ouviu falar na história dos fenícios no Brasil?

Os fenícios foram uma civilização se estabeleceu onde hoje está o Líbano. Por conta do território pequeno, se dedicaram ao comércio e à construção naval. Por terem se jogado ao mar, passaram a ter conhecimentos primorosos, conhecendo uma vastidão da Europa e, talvez, até mesmo cruzado o continente africano mil anos antes dos portugueses. Os fenícios navegavam utilizando a técnica de orientação pelas estrelas, pelas correntes marinhas e pela direção dos ventos, e seguindo esses indícios seus capitães cobriam vastas distâncias com precisão.

Poucas pessoas conhecem essa teoria, mas há algumas décadas a arqueologia estuda a possibilidade de os fenícios terem pisado em solo brasileiro antes mesmo do nascimento de Jesus. Para quem acredita, o Brasil estaria repleto de indícios comprobatórios da passagem dos fenícios por aqui.


1º) Pouco distante da confluência dos Rios Longá e Parnaíba, no Piauí, existe um lago onde foram encontrados estaleiros fenícios e um porto, com local para atracação dos carpássios – navios antigos de longo curso.

2º) Subindo o Rio Mearim, no Maranhão, encontramos o Lago Pensiva. Nesse local, em ambas as margens, existem estaleiros de madeira petrificada, com grossos pregos e cavilhas de bronze. O pesquisador maranhense Raimundo Lopes escavou ali, no fim da década de 1920, e teria encontrado utensílios tipicamente fenícios.

3º) Na cidade do Rio, na Pedra da Gávea, haveria uma série de inscrições fenícias na rocha. Mas esses detalhes vou separar para um post específico, dada a quantidade de informações.


O professor austríaco Ludwig Schwennhagen estudou cuidadosamente os indícios brasileiros e relatou que encontrou na Amazônia inscrições fenícias gravadas em pedra. Ele acredita que os fenícios usaram o Brasil como base durante pelo menos oitocentos anos, deixando aqui, além das provas materiais, uma importante influência entre os nativos.

Apollinaire Frot, pesquisador francês, percorreu longamente o interior do Brasil, coletando inscrições fenícias nas serras de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Bahia.


Os estudos sobre a possibilidade de os fenícios terem vivido um tempo no Brasil não avançaram muito desde os anos 1920, pois cai sempre no descrédito e quem estuda acaba desistindo por falta de interesse científico dos órgãos e pelo pequeno financiamento. Algumas correntes científicas da arqueologia dizem ser loucura, perda de tempo e erro de identidade. Outros apontam que os indícios são muito fortes e que mereceriam um estudo internacional mais detalhado.

O que se tem certeza é que este é um mistério local que talvez nunca será elucidado, justamente pela falta de comprovações e pela cabeça fechada de alguns pesquisadores que não se deixam levar pela vitalidade da juventude científica, que sempre vai ousar.

Apesar das negações, então, quem explica os portos e muralhas no Nordeste? Não me refiro nem às possíveis inscrições em pedras na cidade do Rio ou na Amazônia, mas aos objetos deixados para trás. Mistério!