quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Você sabe o que é a ufologia?

Acredito que todos nós já ouvimos falar em ufologia e em ufólogos, mas muitas pessoas não sabem direito o que realmente se trata esse estudo. Graças aos filmes de ficção científica, o ufólogo ganhou um estereótipo de pessoa louca, nerd, que acredita em teorias de conspiração. Isso serviu para cair no descrédito da sociedade e, por vezes, até mesmo ser motivo de deboche de alguns.

A ufologia é o estudo dos relatos, registros visuais, evidências físicas e outros fenômenos relacionados a objetos não-identificados: seres, naves, submarinos etc. Muitas vezes está próximo a uma incerteza muito grande, como a teologia: estudar evidências, mas de algo que não se tem certeza se existe ou não – o que gera polêmica em cima de polêmica. No entanto, ao contrário da teologia, é um tipo de investigação que ainda não conta com cursos superiores (de vez em quando há cursos ministrados por ufólogos conhecidos, mas são aulas livres, sem certificação acadêmica) e vai mais da paixão da pessoa pela área.

Basicamente esta área está dividida em duas: a macrobiológica (aquela que procura vida inteligente como nós) e a microbiológica (aquela que busca por micróbios, fósseis em asteroides que caem aqui). A área macrobiológica da ufologia é a mais divulgada.

Devido às dificuldades de obtenção de dados confiáveis e de fácil acesso para pesquisadores, não constitui uma pesquisa de reconhecido caráter científico, constituindo-se num ramo do conhecimento no qual supostamente há o exercício de vários ramos científicos para contribuição à ufologia – é uma pseudociência. Todavia, nenhum estudo científico feito por pesquisadores qualificados mostrou um resultado que não fosse uma explicação mundana.


Podemos dizer que a ufologia foi “inaugurada” em 24 de junho de 1947, com o registro visual do piloto Knneth Arnold nos arredores de Washington. Arnold descreveu o movimento dos objetos como os de um disco lançado sobre a água, descrição que foi erroneamente tomada como referência ao formato dos objetos, dando origem ao termo “disco voador”. Dias depois, em julho de 1947, durante uma tempestade, um balão da força aérea americana explodiu, fazendo o equipamento cair no solo. Este evento virou notícias sobre a suposta queda de um disco voador, o famoso caso de Roswell. Há também referências um pouco mais antigas, de 1942, com a chamada Batalha de Los Angeles. Para alguns ufólogos, esse é o marco inicial dos estudos de objetos voadores não-identificados.


Para tentar organizar um compromisso científico e interpretar fenômenos, foi elaborada uma lista de teorias aceitas entre os ufólogos; são correntes de pensamento que passam pelo ceticismo até meteorologia, julgando todo o fenômeno como má interpretação ou fraude, até as de caráter místico.

Além da teoria dos viajantes espaciais que nos visitam (os aliens), nos últimos anos uma teoria tem ganhado espaço no meio da ufologia: a hipótese de aeronaves avançadas. Esta é a teoria de que todos ou ao menos alguns avistamentos de OVNI’s são aeronaves experimentais, avançadas ou secretas de origem terrestre. Meros experimentos militares. Há uma teoria de que grupos secretos desenvolvendo estas aeronaves nos EUA têm encorajado a ufologia a seguir a ideia de “naves extraterrestres” para desviar a atenção de suas atividades e, consequentemente, gerar descrédito social entre os pesquisadores.


O que se tem certeza e consenso entre os maiores ufólogos é que muitos dos eventos são, na verdade, fraudes. Principalmente após a popularização das tecnologias gráficas – programas de edição de vídeo, câmeras, sites de vídeos etc. Para isso existe um grupo internacional de investigadores colaboradores, a MUFON.

Recentemente eu fiz um post falando sobre o que é a MUFON. Clique aqui e leia!

Recentemente eu fiz um post falando sobre como uma pessoa pode se tornar um ufólogo. Clique aqui e leia!

Recentemente eu fiz um post falando sobre a verdadeira batalha de Los Angeles. Clique aqui e leia!

sábado, 26 de novembro de 2011

Algumas anotações sobre os locais mal-assombrados...

Garanto que esse post vai dar o que falar, principalmente em quem acredita nas mais diversas teorias fantasmagóricas, mas vou tentar fazer uma descrição sobre esse fenômeno que assusta o ser humano desde o início dos tempos. Locais mal-assombrados são motivos de inúmeras histórias, lendas urbanas e mitologias; cada cidade tem o seu cantinho dos fantasmas, cada sociedade tem a sua explicação. E essa riqueza folclórica permanece até o tempo presente. Tanto é que o canal SyFy tem alguns programas dedicados a essas investigações. Escrevi um post sobre isso, e vale a pena conferir os programas e horários clicando aqui.

Pois bem, casa mal-assombrada é um nome bem genérico dado a um lugar onde, supostamente, acontecem eventos que a razão e a ciência não conseguem explicar num primeiro momento. Esses eventos podem ser bem variados, desde ruídos, luzes, movimentação de objetos, vozes, aparições etc. Podem ser chamados de poltergeists, ou fantasmas brincalhões. Já escrevi um post explicando o que são esses poltergeists – você o confere clicando aqui.



Com uma pesquisa aprofundada podemos ver que existem dois momentos de popularidade das casas mal-assombradas: (1º) quando os contos de terror se tornam populares nos folhetins de jornais franceses, ingleses e americanos no século 19; e (2º) com o cinema e a TV, que dão novo vigor a essas histórias.

Alguns especialistas dizem que esses fenômenos são produtos de espíritos desencarnados que, através de manifestações físicas, mostram-se presentes. Ainda segundo essa tese, um dos moradores da casa tem uma mediunidade muito forte sem saber. Podem ser espíritos levianos querendo se divertir provocando o medo dos moradores, podem ser espíritos desejosos de se comunicarem pedindo ajuda, podem ser os espíritos de antigos moradores que ainda se julgam donos da casa, podem ser desafetos dos moradores atuais que querem perturbá-los emocionalmente. Enfim, há teorias para todos os gostos!


O fato é que, de acordo com parapsicólogos, os fenômenos de assombrações podem ser confundidos facilmente com outras manifestações naturais e acabam entrando num ranking de folclores regionais. Ou seja, manifestações naturais, zoológicas ou até mesmo psicológicas podem gerar isso. Segundo a Associação Americana de Parapsicologia, mais de 90% dos casos investigados resumiam-se a erros de identidade; este é o caso dos fantasmas no navio Queen Mary, que eram somente guaxinins intrusos procurando abrigo.

O advento da internet e de tecnologias digitais facilitou a proliferação desses casos de lugares mal-assombrados. Muitas vezes são truques baratos que as pessoas recorrem e acabam se popularizando, como é o caso deste vídeo australiano de um possível poltergeist. Repare que as caixas se movimentam no sentido dos canos no teto; ou seja, há uma linha ali fazendo esse movimento todo.



As assombrações nas artes...
Lendas acerca de casas mal-assombradas têm uma longa história na literatura, tendo autores da época de Roma Antiga como Plauto, Plínio o Novo e Luciano de Samósata escrito histórias sobre casas assombradas. A casa assombrada é um elemento comum na literatura gótica e, em geral, no gênero de terror ou, mais recentemente, na ficção paranormal. A estrutura de uma casa mal-assombrada pode variar entre um antigo castelo feudal europeu e uma casa de subúrbio de construção recente. No entanto, muitos autores e cineastas preferem a arquitetura do século 19 ou anterior, particularmente mansões obscuras. A chave do mistério é, muitas vezes, a presença de um ou mais fantasmas, usualmente devido a um assassinato ou outra morte trágica ocorrida naquele lugar no passado.

Em 1764 já se registra o primeiro livro de terror: “O castelo de Otranto”, de Horace Walpole. No século 19 a literatura fantasmagórica é bem vasta principalmente pelas mãos do mestre Edgar Allan Poe. No cinema não é diferente: depois de 1915, ainda na gênese da sétima arte já havia registros de pequenos filmes para assustar, como “O fantasma da casa”, de 1917.

Ou seja, muito do que se tem sobre assombrações em construções, navios, ruas etc. parte do pressuposto folclórico e do erro de identidade. Claro, ainda há casos que não houve explicação material suficiente para torná-los fatos ou farsas, mas a criatividade do homem dá sempre um novo despertar à atração que nossa sociedade tem pelo que é inexplicável e misterioso.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Você conhece a exobiologia, ou astrobiologia?

Pode parecer coisa de filme de ficção científica, ou estratégia de cientista louco. No entanto, a coisa é bem séria. Você já ouviu falar na exobiologia? Há também sinônimos para este estudo: astrobiologia, exopaleontologia, bioastronomia, ou xenobiologia. Trata-se do estudo da origem da vida no universo e, geralmente, está próximo à busca de vida microscópica em outras partes das galáxias e planetas. A exobiologia, dizem, está mais próxima do sucesso de encontrar vida em outros planetas do que os pesquisadores que buscam por vida inteligente, os humanoides.

A exobiologia é bem complexa porque é extremamente interdisciplinar, usando potenciais de biologia, astronomia, química, ecologia, geologia, paleontologia etc. No início era uma pseudociência, como hoje é a ufologia, mas a partir de 1959 ganhou grande status quando a Nasa fundou seu primeiro projeto na área, que teve início em 1976, quando se buscava resquícios de vida em Marte. Atualmente já existem programas de pós-graduação na área em algumas universidades.

Diz-se que a exobiologia teria mais sucesso em encontrar vida fora da Terra. Isso porque a oferta de micro-organismos em rochas espaciais pode ser bem maior do que nossos radiotelescópios conseguirem comunicação inteligente.

Outro ramo da exobiologia que tem conseguido muito destaque nos últimos anos é a evolução do universo. Nesse caso, os exobiólogos estudam a partir das condições atuais das galáxias como elas poderão se comportar no futuro – um futuro extremamente distante para nós, daqui a bilhões e bilhões de anos.


A questão marciana...
Um foco particular da exobiologia é a busca por vida em Marte pela sua proximidade espacial e por sua história geológica. Existe um número crescente de evidências que sugere que Marte possuía uma quantidade considerável de água. E isso é simples: a água seria a “sopa primordial” para gerar micro-organismos rudimentares.

Várias sondas já estiveram no planeta vermelho recolhendo material para essa pesquisa especificamente. Até agora não foram obtidos resultados conclusivos e muita especulação permanece rondando a área da pesquisa marciana, que ainda chega a ter defensores fervorosos de que lá houve uma civilização bem avançada.

Existem projetos sendo financiados nos Estados Unidos e na Europa, que poderão lançar sondas a Marte em 2016 e 2018/2019, cujo objetivo é coletar material para análise laboratorial. A intenção é continuar na busca por “fósseis” de micro-organismos nessas pedrinhas, além da procura por água.


Alguns dos temas da exobiologia...
1. Análise de fenômenos meteorológicos em alguns satélites e planetas;

2. Identificar áreas biologicamente possíveis para a formação de vida, mesmo que primitiva;

3. Descobrir corpos com elementos essenciais: carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio;

4. Simulação de ambientes extraterrestres em laboratório a fim de medir a sobrevivência de organismos em áreas extremas;

5. Verificar a possibilidade de transmissão microbiótica entre um corpo celeste e outro, como a chegada de vírus alienígenas à Terra;

6. Influência das atividades térmicas e radioativas dos sóis em outros planetas e satélites;

7. Estudo da terraformação em Marte (que é a transformação do planeta vermelho em um lugar habitável).

Sem dúvida alguma, a descoberta de vida fora de Terra seria uma das maiores descobertas da humanidade. No entanto, alguns pesquisadores bastante céticos dizem que esse será o desafio do século 21 e, muito provavelmente, a grande dúvida que morrerá com a civilização – principalmente no que tange à vida inteligente.

sábado, 19 de novembro de 2011

Você sabe o que são os contatos imediatos?

Na ufologia, um contato imediato classifica-se quando uma pessoa testemunha algum evento envolvendo discos voadores ou possíveis aliens. É um termo muito usado e que acabou sendo popularizado por Hollywood através de um filme de ficção clássico de 1977: “Contatos imediatos de terceiro grau”. Essa terminologia e classificação foi elaborada pelo astrônomo e ufólogo J. Allen Hynek, publicadas em seu livro “The UFO experience: a scientific inquiry”, de 1972.



Originalmente, Hynek classificou apenas três tipos de contatos em seu estudo. Mais tarde foram adicionados outros três. Entretanto, muitos ufólogos não consideram oficialmente essas outras três novas formas de contatos imediatos, pois estão mais próximas à ficção científica literária do que à pesquisa em si.

Avistamentos com mais de 160 metros da testemunha são chamados de “discos do dia”, “luzes da noite” ou “relatórios visuais”. Avistamentos com menos de 160 metros já entram nas categorias de “encontros imediatos”, segundo o astrônomo. Hynek e seus seguidores defendem que o encontro imediato deve ocorrer a menos de 160 metros para ter a certeza que a testemunha não confundiu o fenômeno estranho com aeronaves, helicópteros, balões meteorológicos, brinquedos voadores ou fenômenos meteorológicos.

O rigor de classificação e atenção de Hynek são impressionantes, pois seu objetivo sempre foi fazer a ufologia sair do campo da ficção científica de pessoas loucas e nerds e ser algo respeitável no território acadêmico.


A verdadeira escala de Hynek...
Contato de primeiro grau – Observação de um ou mais objetos voadores não-identificados, como discos voadores, luzes estranhas, objetos voadores de formato estranho que podem não ter tecnologia humana;
 
Contato de segundo grau – Observação de um Ovni que causa efeitos físicos bem perceptíveis, tais como: calor ou radiação, danos ao terreno por onde o objeto passou, possíveis círculos nas plantações, paralisia em alguma parte do corpo de humanos ou animais, estado de choque, interferência em motores e aparelhos elétricos e perda de memória;
 
Contato de terceiro grau – Observação de seres associados ao objeto voador não-identificado. Hynek não entra em detalhes em que seres seriam esses, mas podem ser aliens, ET’s, animais diferentes etc. As abduções estão neste grau da escala; no entanto, o autor se manteve reticente neste caso: ele não acreditava nos depoimentos e nos relatórios, mas se viu cientificamente obrigado a colocá-los em sua escala por haver vários relatos.



O ufólogo Ted Bloecher propôs ainda seis subtipos de encontros imediatos a partir dos três de Hynek. No entanto, poucos ufólogos e demais pesquisadores a utilizam, estando praticamente em desuso e sendo pouco conhecida.

A – Uma entidade é vista apenas dentro do Ovni;
B – Uma entidade é vista dentro e fora de um Ovni;
C – Uma entidade é vista próxima de um Ovni, mas não entrando ou saindo;
D – Uma entidade é vista e Ovnis são observados numa determinada área por um período de tempo;
E – Uma entidade é vista, mas não há relatos de observações de Ovnis no período;
F – Nenhuma entidade é vista, nenhum Ovni foi observado, mas testemunha-se algum tipo de comunicação “inteligente”.

O principal problema da classificação de Bloecher é que fenômenos meteorológicos ou avistamentos de animais podem ser confundidos com as explicações das letras “D” e “E”, causando descrédito na pesquisa.

Extensões da escala de Hynek...
Contato de quarto grau – Um ser humano é abduzido por seres de um Ovni. Hynek não acreditava nesta possibilidade e desacreditava dos relatos, considerados absurdos. Alguns poucos ufólogos creem que a tomada da consciência também entra nesta categoria;
 
Contato de quinto grau – Contatos mais conscientes entre seres humanos e alienígenas, através da comunicação consciente entre ambos, como o caso de pessoas que dizem ter tido experiências médicas dentro de naves espaciais;
 
Contato de sexto grau – Seriam os incidentes em que aliens e seres humanos saem feridos ou mortos. É um pouco repetitiva, uma vez que o contato de segundo grau já fala da experiência física do ser humano (calor, feridas etc.);
 
Contato de sétimo grau – É o ápice do encontro entre o homem e os aliens, quando há o acasalamento de ambos causando possíveis raças híbridas, como depoimentos de homens que dizem ter feito sexo com venusianas em naves espaciais. É um tipo de contato imediato muito próximo à teoria dos deuses astronautas e dos colonizadores espaciais.

Essa extensão não é aceita por muitos ufólogos, pois elas mantêm a proposta de Hynek muito distante do desejado. Hynek não acreditava que aliens humanoides desciam à Terra para copular.

Agora você já conhece esta escala, e quando conhecer o alien ou vir o extraterrestre vai poder classificar como foi o contato imediato. Então, boa sorte!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Um santo padroeiro da internet (?!)

Existe uma historinha por aí de que a Igreja Católica teria declarado um santo para ser padroeiro da internet, a exemplo do que fez em 1958, decretando Santa Clara de Assis como a protetora da televisão. Mas será que isso é verdade mesmo? Vamos descobrir!

Dizem os sites e blogs que Santo Isidoro de Sevilha é o referido santo padroeiro da internet. Ele nasceu por volta de 560, na Espanha, e morreu em 636. Foi teólogo, filósofo, matemático, bispo de Sevilha e cientista, mais tarde conclamado doutor da Igreja por ter sido um dos grandes eruditos da Idade Média.

Isidoro foi um dos responsáveis pela expansão do cristianismo na Espanha pós-romana. Sua família era poderosa, e todos os seus irmãos eram membros importantes do clero e do meio universitário ainda recém-formado na Península Ibérica.


Escreveu uma obra enciclopédica de 20 volumes com os conhecimentos da época sobre artes, biologia, anatomia, matemática, geologia, astronomia, filosofia, agricultura etc. O intento era ser um compêndio para ser ensinado nas escolas cristãs da região.

Foi canonizado em 1598, e em 1722 foi declarado doutor da Igreja por conta de suas colaborações com a produção intelectual da história da humanidade.

Agora você deve estar se perguntando: “Ok, já sei a vida do santo. Mas o que isso tem a ver com a internet e por ele ser o padroeiro dela? É fato ou farsa?”. É um fato! Santo Isidoro de Sevilha é o protetor da internet.

A primeira entrada oficial do catolicismo na rede se deu em 1996 com o site www.vatican.va, o portal oficial da Santa Sé, usado para a publicação de milhares de documentos da Igreja Católica, encíclicas e documentos papais. O site é muito bom para quem está fazendo estudos sobre a historiografia da Igreja ou a produção medieval, pois há muitas digitalizações interessantíssimas. Ah, existe a opção para visitar o site em português!

Em 2001, o Papa João Paulo II declarou Santo Isidoro de Sevilha como o padroeiro da internet por seu trabalho minucioso de compilação de dados naquela enciclopédia de 20 volumes, além de ele ter fundado mais de dez bibliotecas com seus irmãos. Isidoro também é o santo protetor dos historiadores e dos bibliotecários. No entendimento da Igreja, no próprio documento no site do Vaticano, a internet é um verdadeiro compêndio de conhecimento, uma gigantesca biblioteca.

Só um detalhe: a farsa nesta história é a tal oração da internet, que não existe!

sábado, 12 de novembro de 2011

Você sabe o que é um poltergeist?

Quem acompanha assuntos relacionados à paranormalidade já sabe do que se trata um poltergeist, mas muitas pessoas só ouvem falar, ou se recordam do clássico filme de Hollywood – cuja produção foi envolvida em várias lendas urbanas. Os que sabem o que é um poltergeist não gostariam de ver um ao vivo, é claro!

Bem, vamos à origem da palavra. Ela vem da junção de dois termos do alemão: “Polter” (ruído, barulho) e “Geist” (espírito, fantasma). No termo técnico da parapsicologia é um tipo de evento sobrenatural que se manifesta simplesmente deslocando objetos e fazendo ruídos. Seguem abaixo dois exemplos de manifestações poltergeist.






De acordo com os estudiosos, o espírito geralmente é de criança ou adolescente, em geral do sexo feminino. São fenômenos rápidos e de curta duração, tais como: deslocar objetos, fechar e abrir portas, bater no vidro da janela etc. Ainda segundo especialistas, são espíritos brincalhões e que pregam peças. Ao contrário de uma assombração, que dura muitos anos e é mais chocante.

O problema das manifestações poltergeist é que, geralmente, as que encontramos na internet são fakes produzidos com recursos técnicos muitas vezes bem elaborados, tal qual este vídeo abaixo; o morador de uma casa na Austrália teria filmado uma atividade, mas repare que as caixas se movem num padrão seguindo o cano do teto, onde estaria uma linha que movimenta os objetos, onde se esconde o embuste.



Seguindo a linha mediúnica, o poltergeist é um espírito que procura ajuda na terra para encontrar a sua paz na eternidade. Os céticos creem que tudo se passa de uma série de fraudes e armações bem elaboradas, pois os fenômenos se tornaram mais conhecidos a partir do século 19, em espetáculos de mágica na França, no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Há registros bastante famosos, como o da família Lutz, nos anos 70, quando foi perturbada por poltergeist por quase um mês, na cidade de Amityville, nos Estados Unidos, que passaria à tela grande numa superprodução hollywoodiana: “Terror em Amityville”. Um dos integrantes da família, George Lutz afirmou que durante a noite ouvia o ruído de uma banda marcial tocando na sua sala de estar, evento só constatado por ele. Abaixo o trailer do remake...



Agora você já sabe o que é um poltergeist, e acredito que não vá querer topar com uma manifestação desta em sua casa, né!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Um fascínio antigo: a viagem no tempo. Será possível?

Desde que o homem é homem tem o fascínio em poder ir para trás e para frente no tempo. A mobilidade pelo tempo é um sonho antigo que figurou as primeiras mitologias e até hoje permeia o cinema de ficção científica desde as primeiras produções cinematográficas. Entretanto, ao que tudo indica, vamos padecer com este sonho porque as possibilidades são nulas do ponto de vista da física. Quem tenta estudar essa possibilidade de manipulação do espaço e do tempo reclama que Hollywood vive de ridicularizar os cientistas, mostrando-os como loucos e débeis.

Para os físicos contemporâneos, a ausência de turistas do futuro é o argumento mais forte contra a teoria da viagem no tempo; junto a isso, ainda falamos em Hitler, Stalin e Nero, ou seja, ninguém saiu do futuro e foi ao passado intervir nas grandes atrocidades e genocídios da história. Nesse caso específico o maior problema consiste em explicar como é que mudanças no passado não parecem mudar significativamente a história. Uma explicação possível sugere que logo que a história é mudada, todas as memórias são automaticamente alteradas de modo a refletir essa mudança. Nem o personagem que muda a história perceberá de tê-lo feito porque não se lembraria do como as coisas eram antes.

Uma das possibilidades de viajar no tempo nasceu da Teoria da Relatividade de Einstein através dos “buracos de minhoca” no universo, que são espécies de túneis (ainda desconhecidos oficialmente) onde seria possível atravessar para tempos e dimensões diferentes. Pode parecer coisa de louco, mas é bem fascinante. Entretanto, cai por terra essa probabilidade porque para se viajar num buraco de minhoca necessita-se ter velocidade da luz, e nada consegue chegar a essa velocidade (299.792.458 metros por segundo) a não ser a própria luz.

As outras teorias têm dimensões mais que gigantescas: cordas cósmicas, cilindros de tamanhos planetários. Estruturas impossíveis de serem construídas, com elementos ainda negativos (ou seja, ainda desconhecidos por nós e que talvez nem existam no universo).

Para deixar a cabeça com um nó ainda maior, alguns físicos dizem que o homem pode, um dia, até chegar a viajar para o futuro. No entanto, não há certezas se poderá voltar ao passado, uma vez que o evento já aconteceu.

Na ficção científica a coisa é moleza...
H. G. Wells escreveu “A máquina no tempo” no século 19, que rendeu dois filmes maravilhosos sobre o tema. Mais tarde, “De volta para o futuro” fez a viagem no tempo parecer brincadeira de criança através do clássico DeLoren. Há elementos-chave que sempre compõem este tipo de roteiro: o personagem perde controle da viagem e não se fazem alterações na história oficial.


Nessa ficção, se você reparar, as mudanças na história criam uma nova linha do tempo, uma história paralela. A linha do tempo “oficial” continua a existir. A outra é vista como uma dimensão metafísica. O viajante no tempo abandonou essa linha do tempo e encontra-se agora em outra. Assim, a história é como uma fita de um filme onde tudo já está fixo e nós só assistimos.

Ou seja, a viagem no tempo nos termos que conhecemos atualmente ainda é tão-somente um sonho que temos de poder mudar os erros do passado, mas a falta de “turistas” vindos do futuro torna o pensamento somente em uma tremenda ilusão. Resta-nos o conformismo.

sábado, 5 de novembro de 2011

Celular aparece em filme de Chaplin, de 1928 (?!)

Um vídeo tem causado fervor na internet entre as pessoas adeptas às mais variadas teorias da conspiração. Trata-se de uma humilde figurante no longa-metragem “O circo”, de Charlie Chaplin. Na imagem, ela passa ao fundo parecendo falar em um aparelho de telefonia móvel. Meu Deus, mas como assim? Segue o vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões:



Recentemente eu já havia publicado a história do viajante do tempo em uma fotografia canadense. O post pode ser lido clicando aqui.

Esta nova história é a seguinte: o cineasta irlandês George Clarke que fez a tal descoberta em outubro de 2010, e jura por tudo que há de mais sagrado que não fez a manipulação. E realmente não fez. Quem alugou o filme disse que realmente a senhora supostamente viajante do tempo está nas imagens passeando com seu curioso aparelho.

Muitas pessoas devem recordar que Chaplin sempre gostou de brincar com anacronismos, como por exemplo a sátira à sociedade industrial capitalista em “Tempos modernos”. Mas prever o futuro e colocar em cena (ainda mais como mera figurante) uma senhorinha viajante do tempo seria demais, não?

O curioso é que quando analisamos e reanalisamos a cena parece, realmente, que a senhora está falando ao celular. Mas, para a tristeza de quem adora uma teoria da conspiração, há uma explicação certa e plausível totalmente fora da linha de ficção científica, até porque em 1928 a comunicação de massa por ondas eletromagnéticas ainda estava começando; as transmissões de rádio ganhavam o mundo aos pouquinhos.

Para quem acredita na teoria da viajante do tempo falando ao celular, faço uma simples pergunta: como o aparelho estaria funcionando se não havia antenas de transmissão? Esta uma pergunta simples, pois atualmente, em pleno século 21, ainda temos problemas de recepção no celular!

Resolvendo o caso de forma plausível...
Alguns blogs na internet supõem que a figurante de Chaplin não seja uma viajante no tempo, mas que ela esteja usando este aparelho abaixo, uma espécie de corneta para auxiliar na audição de pessoas que estavam ficando surdas. Segundo vários sites e pesquisadores, estes “aparelhos auditivos” eram muito usados.




A corneta era tão comum que havia modelos variados, com diversos tamanhos, para todos os tipos de bolsos.



Esta é a explicação para o fato da senhorinha viajante do estar “falando ao celular” em 1928, mesmo sem torres de transmissão; trata-se apenas de uma pobre senhora surda usando um aparelho para tentar ouvir melhor.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Alguém já ouviu falar na MUFON?

Nos últimos anos e meses, quem tem assistido ao Discovery Channel reparou um programa sobre investigações ufológicas bastante interessantes. Há diversas variedades de nomes: “Ovnis sobre a terra”, “Investigação UFO”, “Ameaça alien” etc. O programa no estilo documentário é coordenado por um grupo conhecido como MUFON; mas você sabe o que é isso?

MUFON significa “Mutual UFO Network” e é uma das organizações de investigação mais antigas dos Estados Unidos e mais respeitada do mundo, muitas vezes por trabalhar com grande ceticismo e cuidado. Foi fundada em 1969 por alguns investigadores científicos de diversas áreas.


Ganhou notoriedade com o passar das décadas, justamente por tratar seriamente e sem vícios casos que poderiam ser considerados inexplicáveis. A paixão pelo que fazem e a obstinação pelo assunto fizeram com que muitos casos que a MUFON investiga seja desvendados: nem sempre o que parece ser um objeto voador não-identificado é realmente um OVNI; pode ser brincadeira de espertinhos ou erros de identificação.

A MUFON opera em vários países, com mais de três mil membros associados, que colaboram sem nenhum benefício financeiro. Do outro lado está a chamada Equipe Star, composta pelos membros mais antigos e experientes em investigações. Eles são chamados para darem uma explicação a casos até então bastante difíceis, e é composta por físicos, jornalistas, astrônomos, especialistas em efeitos visuais etc. A proposta é desbanalizar a realidade, educando as pessoas para não se assustarem com certos fenômenos.

É interessante ressaltar que a MUFON tem uma equipe mais especializada e experiente para os casos mais complexos e aparentemente ainda sem resposta. Quando os associados regionais se deparam com isso, chamam o STARS, que é o time de maiores especialistas do órgão, que costumam dar os laudos finais dos contatos e avistamentos.

Mas por que, então, desbanalizar a realidade? É que, geralmente, nem sempre o que se avista no céu é uma nave espacial com marcianos nos observando. Grande parte dos avistamentos é um erro de identidade sendo, na realidade, aviões, fenômenos meteorológicos, brinquedos, balões meteorológicos etc. Uma outra parte vem de relatos de engraçadinhos querendo aparecer na mídia, mas que acabam caindo em contradição. Só uma pequena porcentagem dos relatos é fiel e se mantém até o fim.

Associar-se à MUFON é interessante caso queira tornar-se um investigador da área de ufologia. Isso vai dar base, conhecimento e estrutura para tal. Recentemente, eu escrevi um post que fala sobre como se tornar um ufólogo com alguns passos iniciais.

Aqui neste link você será levado ao site oficial da MUFON.
Boa sorte!